sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CONVERSA AO PÉ DO FOGO IV



“Amigo: alguém que sabe de tudo a teu respeito e gosta de ti assim mesmo."
(Elbert Hubbard)


Conversa ao Pé do Fogo IV

Meu amigo João Peçanha – o famoso Chefe Borboleta

O nome dele era João Peçanha. Nós o chamávamos de Borboleta. Nada de eufemismo não. Também não tinha nada de afeminado. Não sei por que do apelido, mas era comum em nosso Grupo Escoteiro. Não perdoávamos ninguém.

Um dia apareceu na sede com o livro do Velho Lobo na mão, O Guia do Escoteiro (Por volta de 1920, o “Velho Lobo” denominação adotada pelo Almirante Benjamin Sodré começa a publicar na revista “Tico-Tico” uma coluna regular denominada “Escotismo”. A partir desse material o Velho Lobo publica em 1925 o Guia do Escoteiro, reeditado em 1932, 1943, 1954 e em 1994, neste último ano, pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro).

Disse que tinha comprado de um amigo e que este ganhou de outro. Nada contra. Para nós naquela época era nossa Bíblia. Pediu para olhar nossas atividades e ali ficou por uns dois meses. Conseguiu conquistar amizades e eu mesmo tinha por ele enorme consideração.

Pelos meus cálculos, devia ter entre 28 e 30 anos. Era até simpático, mas se vestia pobremente (quando aceito como escotista, demorou um bom tempo para adquirir o uniforme completo) Procurou-me um dia se podia participar. Disse-me que conhecia de cor e salteado tudo que o Velho Lobo escreveu no livro. Podia fazer os nós de olhos fechados e sabia todas as provas ali descritas. Eu nesta época era escotista de tropa e “sapeava” nas horas vagas nos seniores. Sempre era convidado para suas atividades.

Conversei com o Chefe Batista, nosso Chefe de Grupo e ele que também ficou amigo do Borboleta concordou de pronto. Ficamos sabendo que ele tinha uma pequena oficina de conserto de bicicletas e morava com a mãe num bairro afastado.

Foi uma grande surpresa. Na primeira atividade da tropa Sênior (onde ele foi como assistente) demonstrou um conhecimento que nos deixou boquiabertos. Nunca tínhamos visto nada igual, pois se declarara nunca ter sido escoteiro em sua vida. Sabia como ninguém aplicar amarras, dar nós, mostrou-nos novas técnicas de armar barracas de duas lonas suspensas, sabia como construir pioneirias, para nós todas novas, nadava como um peixe, nunca se cansava, era o primeiro a levantar (sempre cantando o Ra-ta-plã) e o último a se deitar.

O que marcou mesmo o chefe Borboleta foi uma excursão de 5 dias feita nas férias de janeiro (lá pelos idos de 1961) onde iríamos percorrer aproximadamente 450 quilômetros entre ida e volta, por 4 cidades, sendo duas com atividades interessantes.

A Primeira ficamos sabendo por fonte não autorizada que existia um Grupo de Bandeirantes. Isto chamou a atenção dos seniores e eu também fiquei interessado. Nunca tínhamos visto uma bandeirante. Só de histórias e de algumas leituras aqui e ali.

Na segunda já havíamos feito nos dois últimos anos, a participação do aniversário de um grupo Escoteiro amigo de uma cidade localizada no Vale do Rio Doce, e nos anos anteriores tínhamos ido em viagem de trem. Agora não, chegaríamos de bicicleta. Só a Tropa Escoteira e os Lobinhos iriam de trem.

No dia marcado partimos pelas 5 da matina. Borboleta foi conosco. Eu era um convidado da tropa Sênior. A primeira cidade ficava a uns 80 k, atrás de um pico famoso em nossa cidade e não conhecíamos o caminho. Não foi fácil. Só subida. Nestas, empurrávamos as bicicletas a pé. Éramos um total de 15 sendo 12 seniores e três chefes.

Borboleta era o mais animado. Enquanto estávamos sem ar na subida, ele cantava a Arvore da Montanha a pleno pulmões. Um grande praça, alegre, prestativo e o nosso salvador quando alguma bicicleta dava defeito.

Chegamos por volta das 09 da noite. Procuramos um pequeno campo de futebol e armamos as barracas. Ninguém por perto. Dormimos. Acreditamos serem todos pacíficos e não montamos guarda.

Levantamos cedo. Lá pelas 06 e meia. Surpresa. Uma enorme multidão fazia círculo em volta das barracas. O prefeito chegou pouco depois. Deu-nos as boas vindas. Não sabíamos como agir. Convidaram-nos para um almoço no Lions Club da cidade. E sabe quem praticamente nos chefiou? O meu amigo Borboleta. Ficou amigo do Prefeito, do Delegado, do Juiz e não sei de mais quem.

Na hora do almoço, apareceram as Bandeirantes, olhe meus amigos, eram mais de 150 moças. Nenhum chefe masculino. Ficamos embasbacados. Muitas de cair o queixo, lindas! Muito bem uniformizadas de blusa branca, saia azul e um lencinho dobrado no pescoço. Os seniores perderam a voz! Nada diziam a não ser admirar o que nunca tinham visto e tão cedo iriam ver de novo.

 Estavam formadas em fila de três, me parece por “batalhões”, como se fossem desfilar. Maravilha. Bandeirantes militares. Fizeram algumas evoluções ao som de uma fanfarra, muito boa por sinal e depois de algum tempo partiram em direção ao centro da cidade, marchando garbosas, sem dizerem adeus. Nenhuma delas. Não houve apresentação e assim como chegaram partiram.

Após o almoço perguntamos onde era a sede delas. Disseram-nos que era proibido a entrada. Mas insistimos e lá fomos. Não encontramos ninguém. Mesmo sendo uma cidade pequena, não vimos nenhuma de uniforme. Sumiram! Não entendemos nada. Era ou não um núcleo de Bandeirantes? Ou eram uma imitação fazendo a vez de jovens militares? Nunca tivemos a resposta.

Nada mais havia a fazer ali. Nosso programa era de partimos a tarde e assim foi feito. Anoiteceu e uma bela lua cheia iluminava a estrada de terra. Uma bela e grande descida. Mais de 45 quilômetros percorridos pela noite adentro. Foi aí que aconteceu a tragédia. Numa curva, em grande velocidade, levei um grande tombo, rolando pelo chão e terminando em uma cerca de arame farpado.

Dito e feito. Fratura na perna. Osso pontudo aparecendo. Uma dor incrível. Todos em volta assustados. Eu chorando baixinho, mas querendo mostrar uma força que não tinha. Era impossível suportar, principalmente vendo o osso e o sangue que saía aos borbotões.

Nesta hora conheci o verdadeiro Chefe Borboleta. Mandou-me esticar a perna e sem avisar mexeu com o osso e ele voltou para o lugar. Uma dor terrível gritei alto. Tirou seu lenço e pediu outros cinco. Amarrou forte em cima da fratura. Saiu e voltou com 4 pedaços de madeira de mais ou menos duas polegadas por uns 25 centímentos. Amarrou em cima da pseudo atadura. A dor continuava. Colocou-me nas costas e partiu a pé. Outro levaram minha bicicleta e a dele.

Chegamos numa fazenda e o proprietário foi muito gentil. Tinha uma pequena charrete e após colocar um cavalo nela, nos levou até a próxima cidade.

Graças a Deus lá tinha um médico que sorriu e cumprimentou a todos com a mão esquerda. Disse ter sido escoteiro quando jovem. Ótimo. Disse-nos que sendo uma fratura reta ele ia alinhar o osso no lugar e engessar. Disse que se não fosse pelo pela atadura do chefe eu poderia até perder a perna. Agora, dizia, era necessário ficar uns meses com o gesso sem movimentar a perna.

Concordei discordando em silêncio. Não ia perder a atividade na próxima cidade. À tarde, no trem rápido da Vitoria/Minas fui até ela (a cidade) e o Chefe Sênior despachou minha bicicleta para minha cidade de origem. La na estação encontrei vários escoteiros e chefes que esperavam outros grupos escoteiros que já estavam naquele trem inclusive o nosso. Fui levado até o local do campo de carro e lá fiquei por toda a atividade. Acharam para mim uma muleta e foi uma festa. À noite a tropa sênior chegou com o chefe Borboleta.

Foi uma grande atividade, mas que só assisti. No encerramento, durante a Cadeia da Fraternidade, mesmo com sacrifício, chorei, foi umas das poucas que chorei a valer, mas de emoção e não de dor.

Deixei lá muitos amigos. Voltei outros anos, até que mudei de cidade.

O chefe Borboleta ficou no grupo por mais alguns anos. Soube depois que resolveu ir tentar a sorte em Serra Pelada, época do inicio da garimpagem de ouro e que estava atraindo muitos brasileiros. Nunca mais ouvimos falar dele.

Fiquei batizado de chefe Moleza pelos seniores. Tudo bem. Foi uma experiência. Valeu. Ainda mais por ter por perto um chefe durão como o meu amigo Borboleta.


                                                                                             
Padrões de Acampamento - O meu, o seu, o nosso padrão

            A visão é uma dádiva que nos foi dada pelo Criador. Com ela podemos ver, imaginar e transformar os sentidos da audição, tato, olfato e até o paladar. Podemos olhar uma grande pedra negra e imaginar os raios do sol escarpando as suas faces dando-lhe um brilho ofuscante.                                                                
           
Se quisermos, dentro de uma barraca, veremos com amor a chuva intermitente, borrasca de fim de semana e nos entreolharmos sorrir e imaginar que o som é uma doce e suave melodia e que a terra encharcada nos traz um aroma incomparável ao olfato de um velho mateiro.
            Quem já teve o “privilegio“ de sentir o gosto de uma leve refeição em uma clareira de uma floresta, acampado, feita pôr um jovem noviço, aprendiz de cozinheiro, e ver nos seus olhos todos os sentidos em ação? - Sua visão, audição, olfato, tato e paladar estarão firmes em sua mente, esperando que a audição ouça a palavra mágica que todos ali calados e sonhadores esperam:
            - Excelente meu caro escoteiro, excelente. Seus olhos vão brilhar. Um sorriso espontâneo irá brotar naquele rosto e olhe, não existe fortuna ou dádiva no mundo que pode pagar aquele olhar no momento mágico de alegria e felicidade.

Recebi na semana passada, um email de um amigo escotista que me perguntava o que significava para mim, o “tal” padrões de acampamento. Colocava uma serie de perguntas e dava logo em seguida suas respostas.

Lembrei quando em meados de 1990, dirigia um avançado da Insígnia da Madeira parte II, que foi feito em regime de acampamento por seis dias, já diferente do passado onde era oito. O curso se desenvolvia normalmente e alem das palestras, atividades extras de pioneirias, os alunos se formavam por patrulhas e tinham acampamento próprio, cozinhando sua própria comida (fogão a lenha) alem de inspeções periódicas, que podiam ser logo após o termino de uma sessão.

Um dos diretores do curso estava em reunião e o tema era Padrões de Acampamento. Neste momento, as patrulhas foram divididas em turma de cinco e discutiam o assunto que tinha sido motivo da palestra minutos antes. Fiquei ali ouvindo e vi mesmo naquela época, onde insistíamos que os acampamentos deviam ser feitos sempre a moda dos padrões, muitos dos alunos discordavam, mas não tinham uma experiência em seus grupos de origens para afirmar isto ou aquilo.

Claro, iriam para suas casas com as mesmas idéias e sabíamos de antemão que iriam manter o mesmo padrão que estavam realizado hoje. Quanto tempo ia durar? Bem, esta devia ser uma nova pesquisa a ser realizada em nosso Movimento Escoteiro.  

Padrões? Hora, a palavra padrão significa que e um modelo a ser seguido ou copiado. Pode-se também ser uma regra que deve ser seguida por todos. Assim quando BP fez seu primeiro acampamento em Brownsea foram ali criados os primeiros padrões não só de acampamento como de todo o Movimento escoteiro.

Era uma forma de mostrar como seria a maneira correta para o jovem assimilar desde seu inicio no escotismo, a formação do caráter, a confiar em si próprio, saber se virar, a viver em equipe, e finalmente atingindo todas as partes do método escoteiro principalmente aprender a fazer fazendo e confiando, sabendo que os outros podem contar com ele.

Estamos hoje vivendo tempos diferentes. Mas posso afirmar que aqueles que de uma maneira ou de outra participaram dentro dos padrões esperados, muito devem ao escotismo sua formação. Claro, dificilmente saiam do movimento e sempre esperando a nova atividade ao ar livre.

Chegar ao campo, deixar que os monitores escolham seus campos de patrulha, ver a patrulha dar o grito no inicio da montagem, sentir o crescimento da montagem do campo, ver barracas sendo armadas, da cozinha sendo montada com seus fogões a lenha, o inicio da mesa de campo coberta, a barraca de intendência, as pioneiras comuns para proteção do material de sapa, as fossas de liquido e detritos, a patrulha de serviço montando o WC de todos.

Ver a chefia montar seu próprio campo, não tão perto dos outros, tendo liberdade para fazer seu próprio fogão, montar a barraca de intendência, ter um chefe experiente para distribuir nos horários programados os alimentos, ver um ou outro chefe fazer a mesa de campo, e sentir que as patrulhas tem inteira liberdade de ação, não tendo nenhum chefe por perto, dando palpites ou mesmo fazendo algum que não deveria fazer.

Sentir a alegria dos jovens quando da formação das patrulhas, para um jogo, para uma excursão, para o banho (ver o POR), ou outra qualquer atividade, receber a visita do monitor convidando para o almoço, ou jantar, ou café da manhã, enfim tudo dentro dos padrões, motiva e muito a permanência dos jovens na continuidade do escotismo.

Agora eu me pergunto, quantos estarão fazendo assim? Acampamentos dentro dos padrões esperados?

O escotista que me interpelou pelo email não pensa assim. Disse-me que tem vários motivados de outra forma. Lembrei-me que sempre vi em algumas tropas, ou alcatéias jovens super motivados que mesmo tendo participado de uma péssima reunião de tropa ou alcatéia, continuavam motivados e a serem os primeiros a chegarem à sede.

Isto acontece em qualquer Grupo Escoteiro. Mas são poucos em relação aos demais. Será que não estão vendo a saída de muitos anualmente? Será que não estão vendo que não há crescimento da patrulha para uma boa atividade escoteira? Será que as atividades aventureiras não estão mais servindo aos desejos dos chefes que se satisfazem com tudo sem notar que os demais não participam como deveriam?

Vejo em fotos diversas, de diversos amigos meus, mostrando acampamentos de Grupo, de Tropa, de Alcatéia,(para esta não discordo) todos juntos, com um número considerável de pais fazendo a intendência geral, as refeições, enfim atividades práticas de patrulha. Isto é escotismo? Pode até ser. Mas não estão sendo feitas nos padrões, que BP sempre personalizou e comentou em todos os seus escritos escoteiros.

Ali não vejo nunca um fogão à lenha, algumas vezes um fogareiro a gás, jovens descansando em cadeiras de praia, mesas de camping, nenhuma pioneirias de campo, se a foto se estende, aparece casas de veraneio, ou sítios bem montados. E olhe que em algumas tem lugares lindos, excelentes para um grande acampamento aventureiro.

Claro, não condeno, até pode dar certo uma vez ou outra. Mas lembro que isto não é acampamento, é uma atividade geral de camping. Acampamento é outra coisa.      

Bem meus amigos, podem até discordar, faz parte do jogo democrático. Mas se cada um de nós preocupássemos com a evasão dos jovens, descobrindo as causas dentro de seu próprio núcleo, acho que daríamos um passo enorme para o crescimento do nosso movimento escoteiro.

E todos nós sabemos que quanto mais jovens no movimento, fazendo um escotismo dentro dos padrões, mais teremos no futuro homens e mulheres na sociedade que dentro de suas limitações poderiam e muito ajudar ao escotismo, na sua plenitude conforme deve ser o pensamento de todos.

Se ainda tiverem alguma dúvida, três artigos meus aqui, mostram como deveria ser a condução da tropa, com sugestões, exemplos, enfim se resolverem seguir irão ter belas surpresas no futuro.

- O SISTEMA DE PATRULHAS
- A PATRULHA DE MONITORES
- VARIOS SOBRE ACAMPAMENTOS
Até outro dia,

1- Não sei porque, mas meu sentimento não evoluiu
2- Eu não senti o que esperava
3- O problema é comigo, não é com você
4- Eu curti no começo, mas depois o sentimento não foi o mesmo
5- O problema é que te vejo como amigo não como chefe
6- Sei lá, acho que nossos jeitos não se encaixaram
7- Nesse momento prefiro me dedicar mais ao trabalho que realizo
8- Não acho justo mudar meu sistema nesse momento

“Ser ou não ser, eis a questão”     Shakespeare

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um poema, uma saudade.....



Aqueles que fazem o pior uso do seu tempo são os primeiros a reclamar de que o tempo é curto.
Jean De La Bruyere



Um poema de algum poeta escoteiro, cujo nome nao sei!

" Já viste, por acaso, a luz das madrugadas,
Uns veleiros azuis, singrando mar afora?
Ou em marcha, a cantar patriótica toada
Um Grupo que na serra alcantilada
Em plena mata acampa e uma bandeira arvóra?

Desta flotilha azul, quem são os marinheiros
Que se animam a escalar das serranias as alturas,
Contemplai que vereis, são jovens escoteiros,
Entusiastas! joviais! briosos brasileiros
Que lá vão brincar ao leu de uma aventura!

E voce patricio amigo que olhas o futuro
Trazei seu concurso a nobre instituição,
E um dia, quando ouvirdes Ra-ta-plã lá fora,
Também direis, eu sou escoteiro agora,
Dos jovens do Brasil tereis a gratidão!




Por quem os sinos dobram

Era um filme que gostava muito, e depois com o passar do tempo não mais tive a oportunidade de revê-lo.
Mas porque estou divagando com isto? Acho que é por ter descoberto várias organização não filiadas a UEB. Descobri no Orkut. Fiquei estarrecido. Não porque duvidava de tal coisa. Não. Mas não esperava encontrar tantos. Os sinos não dobram por mim.
Lembro-me que no passado, lá pelos idos de 1980, quando tentávamos coordenar um novo programa (nada a ver com a metodologia) junto com alguns amigos, todos também querendo ajudar, reuníamos semanalmente, e como o numero foi crescendo, as discussões aumentando,muita coisa boa ia saindo, eis que, altas lideranças nos colocaram na berlinda. Achavam que era um motim ou coisa parecida.
Nosso intuito era elaborar um programa para melhorar a deficiência com que pensávamos o escotismo não crescia em qualidade e quantidade, e principalmente diminuir a evasão, principal causa da estagnação escoteira em nosso país. (claro era o que pensávamos e não os nossos dirigentes). Depois de pronto, iríamos apresentar para discussão e conhecimento em um Conselho Regional e posteriormente no Nacional. (desculpem hoje se fala congresso (?).
Fomos tratados na época como marginais. Nem tentaram falar conosco. A maioria devido às ameaças de exclusão não vieram mais as reuniões. Sobraram poucos.
Lembro que um antigo chefe, culto professor, insígnia, com passagens em altos cargos nacionais, me disse que se eles não aceitavam nem conversar, porque não fundar uma nova organização, não filiada a UEB?
Fiquei pensativo com o assunto. Meu passado não me qualificava a tomar aquela atitude.
Para não magoar ninguém e prejudicar o grupo que prestava minha colaboração, resolvi me afastar. Não havia sentido em continuar. Sempre pensei que o movimento é quem precisava de mim e não o contrário. De maneira nenhuma iria organizar outro escotismo. Fora de minhas cogitações.
O tempo passou, eu passei com o tempo. Conversa daqui, conversa Dalí, e me sugeriram que entrasse em programas na internet, fizesse um blog e colocasse o que eu pensava do movimento. Assim poderia ajudar e colaborar de outra forma.
Em principio, fiquei assim e assim. Não entendia nada disto. Mas fui aprendendo, aprendendo e....
Não posso criticar os que acharam que deveriam se agregar a outra organização escoteira, cada um com sua maneira de pensar.
Mas eu não. Sou fiel a UEB, mesmo discordando de varias coisas que acho poderia mudar.
Sei de antemão que hoje, nada posso fazer, a não ser falar de longe, escrever e sonhar com o que pensei que um dia fosse ver em nosso movimento. Até agora não aconteceu.
Mas acho que aqueles que se filiaram a outra organização, não poderiam falar da metodologia, usar uniformes e nem serem chamados de escoteiros. Afinal a UEB tem leis federais próprias que a protegem quanto a isto, bem, não quero meter a mão em um vespeiro.
Cada um é cada um. Cada pensamento deve ser respeitado. Se a felicidade se alcança fazendo o que achar certo, parabenizo aqueles que são felizes!


Oração de Natal de um órfão de guerra
(de um poeta desconhecido por mim)
Papai Noel, você que não se atrasa
Na visita anual que faz a Terra
Veja se faz voltar à minha casa
O meu papai que foi brigar na guerra.
Ele partiu numa noite estranha
Que da lembrança nunca mais me sai
Disse que ia brigar lá na Alemanha-
E eu não vejo mais papai.
Mamãe lia suas cartas
Bem baixinho... devagar..."Eu voltarei em breve" - ele dizia
Que esta guerra está preste a acabar.
Depois, passaram dias, muitos meses
E notícia alguma de papai nos veio
E mamãe, na maior das agonias,
Esperava a passagem do correio
Nada vinha, o silêncio era completo
E até hoje, eu nem sei bem
Ela passou a se vestir de preto
E nunca mais sorriu para ninguém.


Até que enfim, com a última batalha
- Só de pensar o coração me dói
O Correio nos trouxe uma medalha
Com as cinco letras da palavra "Herói".
Porque será, Papai Noel? ...
Me arrasa...essa coisa que a alma me corrói
Se os heróis não voltam para casa
Será que vale a pensa ser herói?


E êle dormiu, abraçado ao retrato
Sonhando sonhos de aventuras mil!
E acordou e viu de manhã em seu sapato
Uma enorme bandeira do Brasil!!!











'CACHORRO VELHO'

Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-lata com ela.
Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se
conta de que estava perdido.
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem jaguar o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ..
O cachorro velho pensa:
-'Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão, por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo e começa a roê-lo, dando as costas ao predador .

Quando o jaguar estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:
-Eta jaguar delicioso, que carne saborosa! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jaguar com um arrepio de terror, suspende o ataque, e se esgueira na direção das árvores.

-Caramba! Pensa o jaguar, essa foi por pouco ! Aquele cachorro quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira. Em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido jaguar algum...

E assim foi, rápido, em direção ao jaguar.
Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

-Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e já faz um acordo.

O jaguar fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -'Aí,
macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!'

Agora, o velho cachorro vê uma fera furiosa, vindo em sua
direção, com um macaco nas costas, e pensa:

-E agora, o que é que eu posso fazer ?

Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doídas não o
levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouví-lo, o velho cão diz:

-'Cadê o peste daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro jaguar para mim e não chega nunca!

Moral da história: não mexa com cachorro velho. Idade e
habilidade se sobrepõem à juventude e intriga.
Sabedoria só vem com idade e experiência.
A cada dia você acrescenta mais uma.





A Evolução da Educação

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,
datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas,
Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a
Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista
R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber
ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para
a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos
olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente
continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que
foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda .. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é
afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria
social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com
que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao "aluno": "Que notas são estas...????

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao "professor": "Que notas são
estas...????

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
E o Escotismo, pode ajudar?
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive! E se  tiver a ajuda de organizações como o escotismo, que pretende colaborar na formação dos jovens na escola, igreja e no lar, você não acha melhor ainda?



Matéria enviada por:  Nathalia Mendes Andrade
Enviado em: 12/02/2003 para o Google

No escotismo tudo  é um doce sonho.
Se ouve falar da Ilha de Browsea, De Gilwell Park, sobre toda aquela mística, aquela fraternidade, aqueles aprendizados maravilhosos.
Ouve-se contar sobre os Jamborees passados, sobre o ultimo Mundial no Chile, sobre os acampamentos em outros estados.
Passam-se os dias, passam-se os sábados, o escoteiro interessado, aprende, estuda, e, se diverte, acampa com a maior boa vontade, enfrenta problemas, discute as realidades, chora no Fogo de Conselho, se anima com a Jornada.
Sobe ao cume de um Pico, se alegra ao ser Escoteiro da Pátria.
Mas o tempo continua a passar, se prepara para a ponte pioneira, para quem sabe ser chefe da escoteirada.
Se recorda das palavras de BP, que para ser possível basta tirar o IM da palavra...Mas começa a duvidar de tudo, de tudo que o escotismo é capaz de fazer acontecer, pois nem mesmo um sonho da Juventude a classe media- baixa pode o escotismo ter assim mesmo o Escoteiro apaixonado continua ao Movimento Amar, com todo aquele pique de garoto, com todo o amor ao fundador, com toda a vontade de continuar a caminhada que pode levar mais um jovem a recomeçar a poesia por BP inventada


Guia Nathalia Mendes Andrade
G.E Siemens 50 PR

 

UM ANO, VALEU! MEU MUITO OBRIGADO



UM ANO, VALEU! MEU MUITO OBRIGADO
Anrê, Anrê, Anrê

"Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada não nos torna sem ambição.”



                      Um ano de existencia. Como dizem os comediantes ou palavreando o óbvio, parece que foi ontem. Em julho/10 publiquei o meu primeiro artigo. Era ainda um pata-tenra nesse ofício (ainda sou). Nunca me declarei um escritor, um grande ou pequeno pedagogo, e na minha pequena e sincera humildade sempre pedi desculpas pelos erros de redação, portugues e outros que aqui cometi. Não sou erudito e minha experiencia nesse tipo de escrita foi adquirida na UV (Universidade da vida).

                   Não sabia o que iria acontecer quando iniciei este blog apesar de ter objetivos definidos.

                     No começo o blog não teve a recepção que esperava. Aos poucos foi se firmando e pela quantidade de emails e contatos em sites diversos que recebo, posso acreditar que valeu a pena. Nesse período tentei atingir o objetivo a que me propuz. Levar a um grande número de escotistas, tudo aquilo que demorei 63 anos para aprender. Atividades, técnicas, ideias, programas, ideologias, o que era ontem e o que é hoje, claro no meu ponto de vista e de minha experiencia pessoal.

                     Nunca foi minha intenção ser aqui repetitivo em tudo que se pode encontrar na boa literatura escoteira que possuimos e aí incluio vários blogs de excelente qualidade. Lá seria o local correto para o aprendizado e consultas.

Neste blog procurei respeitar a todos, sem escolher qualquer organização escoteira (já são em numero de quatro e crescendo). Acredito que a seu modo tem os mesmos ideais que os meus. Para falar a verdade, são eles os que mais me procuram para comentar, sugerir e assim vamos aprendendo mutuamente. Meu único intuito e objetivo é ver o nosso movimento grande e forte. Em qualidade e quantidade. Pertenço e sempre pertenci aos quadros da União dos Escoteiros do Brasil (UEB), apesar de hoje não ter o registro. 

Eis alguns dados obtidos durante esse ano que foi um dos mais felizes de minha vida:
 
Mais de 5.000 visitantes, 240 cidades brasileiras. 68 países. Atingi cidades e países que nunca antes poderia imaginar. Alguns exemplos:

Brasil 11.170 páginas visitadas, Portugal, 658, Estados Unidos 223, Alemanha, 48, França 24, Canadá 21, Reino Unido 19, Russia 16.



Espero que os leitores compartilhem da minha experiencia escoteira. Repetindo o que aqui escrevo em varios artigos, não tenho a fórmula do Caminho para o Sucesso. BP sempre foi enfático que o importante são os resultados. Eles podem ser alcançados tambem por outros meios que não os que escreví. Portanto a escolha tem livre arbítrio. Infelismente trabalhamos com jovens. Sua formação. Não temos o direito de errar.
Não posso deixar de agradecer varios escotistas e até algumas guias e seniores que de uma forma ou de outra colaboraram para o sucesso deste blog. Em especial ao Chefe Elmer, um grande escotista que faz de sua vida um exemplo pessoal e luta de todas as formas para o engradecimento do escotismo em nosso pais. Ele sempre nos honrou com belos artigos aqui já publicados. Outros virão tenho certeza.

Nesse período criei mais dois blogs escoteiros. Desde 1972 escrevia aleatoriamente sobre um "Velho" Escoteiro (personagem fictícia), experiente, e que não procurado pelos dirigentes regionais e nacionais poderia ter colaborado sobremaneira com sua grande experiencia. Em forma de fasciculos, escrevia aqui e ali, até que resolvi publicá-los em um blog. Hoje mensalmente escrevo um artigo e ele o "Velho" em linguagem ferina, claro minhas palavras, demonstra sua perplexidade com muitos atos que se cometem no escotismo atual. Pensando atingir os jovens, criei tambem um de contos escoteiros. Sempre gostei de contar histórias e nada melhor que escrever e mostrar aos demais membros juvenis, como se porta verdadeiramente um membro escoteiro.

Aqueles que acompanham esse e os demais sabem que criei um estilo proprio. Não só na apresentação como no modelo de página. Estilo e visualização fácil. Acreditei que poderia colocar no inicio e final dos artigos citações, frases, poemas tudo que pudesse levar uma palavra de incentivo a todos que me seguem.

Deixo de comentar os dois últimos blogs. (um total de cinco) Não são ligados ao escotismo. Pensei que poderia escrever contos do imaginário e não sei se está dando certo. O outro de fatos que aconteceram em minha vida e de alguns amigos que de uma maneira ou de outra, me contaram historias que podemos ou não acreditar.

Muito obrigado. Obrigado mesmo a todos vocês. Nada teria sido possivel sem os meus amigos leitores. Que suas vidas sejam sempre cheias de alegrias e felicidade. Que seu trabalho nas lides escoteiras alcancem o que todos nós desejamos – O CAMINHO PARA O SUCESSO!
Osvaldo, um escoteiro
Obrigado,
por me ouvir calado,
por me suportar chateado...
Obrigado,
pelo doce gesto de uma flor,
pelo ar que nunca me faltou...
Obrigado,
por sua fidelidade,
por sua sincera amizade...
Obrigado,
por estar sempre presente,
quando estou tão carente...
Obrigado,
por me emprestar teu ombro,
tua vida,
teu abraço...
Obrigado, 
por existir,
por me ler
pois hoje,
isso é o que me faz sorrir!!!!


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VOCÊ SABIA?


Você Sabia? – Frases interessantes

(Escrito em verde foi retirado da internet)
Que Baden Powell no livro Escotismo para Rapazes definia o Escotismo como movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina e que estas definições foram hoje mudadas?

Que se alguém encher o teu saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir a testa. Mas, só precisa de 4 músculos para esticar o braço e dar um soco na cabeça desse chato! (hahahahaha.... sem violência).


Que o número de escotistas portadores da Insígnia da Madeira no Brasil é insignificante?
  • Cada cor da bandeira tem um significado.
O verde representa as nossas matas; o amarelo o nosso ouro (representando as riquezas nacionais); o azul representa o céu do Rio de Janeiro com a constelação do Cruzeiro do Sul e o branco representa a paz.


Que as programações da Nacional, Regional e Distrital quase não deixam datas para o programa do grupo, e das seções?

Que cigarro, charutos e cachimbos causam mais mortes prematuras do que a soma das mortes provocadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios. Um terço das mortes por câncer são ocasionadas pelo uso de cigarros.


Que mais de 15.000 escotistas, entraram no movimento nos últimos 20 anos, fizeram diversos cursos e hoje não mais participam?  
  • Brasão Nacional
    O Brasão Nacional representa a glória, a honra e a nobreza do Brasil.
Ele apresenta no centro o cruzeiro do sul rodeado por 21 estrelas de prata que repousam sobre uma espada, a qual representa a intervenção militar que proclamou a república.
O ramo florido do lado direito do brasão representa a vocação agrícola do Brasil.


Que a evasão no movimento escoteiro no Brasil é uma das maiores do mundo?(chute, mas quem sabe é verdade)


 Que a Bíblia é o livro mais roubado de livrarias?

Que um bom número dos Grupos Escoteiros no Brasil, fazem poucos acampamentos separados por seções e poucos aplicam o método aprendido em cursos de formação?


Você sabia que... o deserto do Saara é o maior do mundo com 9.065.000 Kms quadrados ?


Que hoje em dia a alegria é participar de um evento programado pelos órgãos nacionais e que os escotistas e escoteiros vibram com tais atividades?

Você sabia que... o escaravelho (besouro) é um dos símbolos mais poderosos do Egito?

Que ali deve ser ótimo, pois tudo já está preparado pela direção do evento, cabendo aos participantes só armarem suas barracas? (e a arte de aprender fazendo?)

Que você não deve permanecer no interior de veículos parados especialmente falando ao telefone?
Por você; s 5 pessoas no mundo te amam tanto
Que a aplicação progressiva de adestramento dos jovens participantes em seções quase não é seguida?

Que as águas do Mar Morto são cerca de dez vezes mais salgadas que as dos oceanos?

Que mais de 20% dos participantes do movimento não são registrados anualmente na UEB?

Você sabia que sapo come cobra?

 Que as taxas cobradas pela UEB no ano de 2010 são de R$34,80 a R$40,00? E que um grupo com boa programação pode tranquilamente pagar esta taxa?


Que é impossível lamber o seu próprio cotovelo?


Que comentários de alguns escotistas diziam que as taxas de registro  passava de R$60,00 não é verdadeira?


Que mais de 50% das pessoas, no mundo inteiro, nunca fizeram nem receberam  chamadas telefônicas?


Que encarece muito anualmente para os Grupos Escoteiros são as taxas dos eventos extra-grupo?

Que os ratos multiplicam-se tão rapidamente que, em 18 meses, um casal de ratos pode ter para cima de um milhão de descendentes?

Que o Manual do Registro da UEB tem 14 paginas e tive que ler várias vazes para entender como fazer o registro?

Que ao longo de uma vida, em média, cada pessoa engole durante o sono cerca de 70 insetos e 10 aranhas?

Que a resolução abaixo pode muito ajudar no registro da UEB em áreas carentes?
  
Art. 1º - Alterar a redação do art. 15 da Resolução nº 8/2009 para os seguintes termos:
Art. 15 - Será considerado efetivado o Registro Institucional no ano de 2010, com isenção do pagamento da Contribuição Anual, do Associado da UEB:
I - cuja renda familiar mensal não exceda o valor de 1 ½ (um e meio) salário mínimo nacional; ou
II – cuja família esteja incluída em programas de assistência social do Governo Federal.

Que muitos escotistas desconhecem e praticamente não tomam conhecimento das resoluções, relatórios e muitos fatos interessantes da UEB e só vivem reclamando?

Que o isqueiro foi inventado antes do fósforo?

Que um passeio no site da UEB faz bem para conhecer, aprender e discutir idéias e melhorar o conhecimento do escotismo no Brasil?

Que se espirrar com muita força pode partir uma costela?

Que as exigências para a conquista do Liz de Ouro estão muito fácil comparadas com as do passado? E que mesmo assim é mínima a ortoga do certificado anualmente?

Que um estudo, que abrangeu cerca 200 mil avestruzes durante mais de 80 anos, não registrou um único caso em que uma avestruz fosse vista a enfiar a cabeça na areia?

Que as exigências para Escoteiro da Pátria estão ao alcance dos seniores bastando para isto uma boa colaboração do Chefe da Seção?

Que um crocodilo não coloca a língua para fora da boca?

Que praticamente não existe exigência de técnica mateira, conhecimentos de vida ao ar livre e muitas outras que antes eram exigidas tanto no Liz de Ouro como no Escoteiro da Pátria?

Você sabia que na Primavera os papagaios gritam para atrair as fêmeas?

Que as Especialidades estão distribuídas em 5 Ramos de Conhecimentos, a saber: Ciência e Tecnologia, Cultura, Desportos, Serviços e Habilidades Escoteiras e deixa para traz muitas outras do passado?

Você sabia que cerca de 12 milhões de animais são ilegalmente retirados anualmente das matas brasileiras e vendidos em diversas cidades do país, representando um faturamento de mais de 2 bilhões de dólares por ano?!

Que existem varias mudanças no destino do Escotismo no Brasil, e espero que as autoridades responsáveis acertem no que estão fazendo, pois até agora nada resultou em crescimento?

Que o Brasil é o país mais rico em água doce do planeta? Nada menos que 13,7 % de toda água do mundo está aqui?

Que a burocracia e exigência da UEB me confundem a cabeça?
 
Algumas frases de Baden Powell


Que eu apesar de otimista sou um grande pessimista?

sábado, 8 de outubro de 2011

Um começo, uma saudade...


"A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva
 do caminho que percorremos para encontrá-la.”
Anônimo

Um começo, uma saudade

Hoje me veio à lembrança uma atividade nacional que participei em 1967. Estava com 26 anos e naquela época um simples chefe de tropa, terminando a Insígnia de Escoteiros. Inscrevi-me e fui para conhecer pela primeira vez, um Acampamento Nacional de Patrulhas em determinado estado brasileiro. Despretensiosamente, me instalei no campo da chefia e eis que para surpresa nomearam-me chefe do sub. campo Sênior. Era a primeira vez que participava de uma atividade como aquela, e com uma responsabilidade que não tinha tamanho.

A principio relutei em aceitar mas confiaram em mim e sempre gostei de um desafio. Tudo era desconhecido, jovens de vários estados entre 14 a 17 anos e quem já trabalhou ou trabalha com eles (os seniores) sabem como são. Se gostam, ótimo, se não gostam “papagaio, seja o que Deus quiser.”

Um amigo, assistente de alcatéia (era Balú, e agora mudaram tudo, não existe mais nomes da jângal, são chamados de chefes, escotista etc. estas mudanças farão o escotismo crescer mais, tenho certeza) e outro também de alcatéia (Akelá), eram meus assistentes. Fora eu que fora sênior por três anos, numa época meio selvagem para aquela idade (muitas e muitas atividades aventureiras), não conhecíamos e nem tínhamos experiência de tal envergadura, dirigindo seniores de quinze estados brasileiros.
Quando me apresentei como chefe do sub. campo (ninguém foi lá me apresentar) vi sorrisos marotos, alguns não prestando atenção (eram 25 patrulhas) e me senti um peixe fora d’água. Mas foi só o começo, à medida que as horas e os dias se passavam (cinco dias), viramos uma família. Como me sentia feliz ali. As amizades cresciam, de norte a sul éramos um só espírito um só coração.

Quando havia uma chamada geral, todos os demais sub.campos ficavam esperando os seniores. Era uma festa!, Correndo, gritando, rindo, falando, cantando e a apoteose sempre era de uma patrulha, acho que do Rio de Janeiro, com seu grito de patrulha longo, fazia com que os outros à medida que terminavam, se juntavam a eles, braços nos ombros, uma enorme teia se completando e cantando:

- Somos do setenta, Grupo São José!
Somos a patrulha, a patrulha que é,
Banden Powel, patrulha boa, melhor não há
Vem cá prá ver, para acreditar!
 (esqueci outras estrofes)
Existe patrulha melhor, talvez sim
Talvez não, quem sabe, só Deus

E o grito não parava aí, continuava mais e mais, e os seniores, unidos, ombro a ombro, mãos unidas, meus amigos, era um espetáculo de encher os olhos e batidas fortes no coração.

Todos acostumaram com aquela fraternidade, surgida do nada, mas que uniu e muito as patrulhas rumo ao crescimento individual e coletivo.

Não posso esquecer aquele acampamento de patrulhas. Ficou gravado em minha mente, e hoje recordo com saudades daquele tempo, onde aprendi a admirar os seniores, em qualquer lugar do mundo.

Hoje tudo está mudando, já existe o Grito de Guerra Sênior, (e isto é muito bom) enfim, não sei se ainda fazem grandes pioneirias, se sabem Morse, Semáforos, se sabem se comunicar com sinais de fumaça,se fazem jogos noturnos em aventuras nas montanhas deste Brasil. Se atravessam rios, se fazem escaladas, se constroem Ninhos de Águias, se sabem se orientar pelas estrelas, se sabem prever a chuva, o vento, se dormem sempre sobre a barraca estelar e se são verdadeiramente irmãos dos demais escoteiros.

Acho que sim, vejo sempre falar em Aventura Sênior Nacional, e acredito que ali são revividas tudo aquilo que passei nas minhas atividades como sênior e pelo que vi naquela atividade acho que nada pode ter mudado.

Não me sai da lembrança aquele Acampamento Nacional de Patrulhas, penso onde estarão aqueles jovens hoje, se alguns ainda participam, se trazem como eu as lembranças do passado que nunca irão ser esquecidas. Lá se foram 43 anos. Muito tempo!

Um dia, se pudesse voltar atrás, seria um chefe sênior. Fui uma vez, por pouco tempo, só cinco anos. Mas devia ter continuado pois saí da Tropa Sênior para ser Comissário Regional (hoje um diretor qualquer pois os novos não gostam da nomenclatura antiga, bem isto também deve aumentar em muito nosso efetivo, devo respeitar as mudanças). Tive como Regional (diretor (?) muitas alegrias, muitas atividades, viajei pelo estado todo, fui a outros também. Convivi com muitos dirigentes, aprendi com eles e desaprendi com muitos.

Foi uma época áurea. Como regional vi ali que para receber condecorações temos que ser alguém na Direção Nacional ou Regional. Eu mesmo recebi muitas, cheguei ao ponto de receber duas de Bons Serviços Ouro (não entendi nada!), mas devolvi uma. Quando escotista, apesar de muitos anos não recebi bulhufas. (não me digam do processo a ser encaminhado, conheço muito bem os meandros do bate volta)

Mas deixemos a política de lado, vejamos o lado dos jovens, eles são realmente a razão de ser do nosso movimento. São eles que nos fazem permanecer, continuar, motivar, e olhe, digo sempre, nada nos paga tanto como um sorriso deles. Isto sim é maravilhoso.

Que saudades dos tempos que se foram, das atividades, das florestas, das travessias em rios, das cordas nas corredeiras, no coração batendo ao escalar uma montanha, nas picadas das matas onde passei, nas barracas suspensas nas mais altas árvores, nas canoagens abaixo das corredeiras, nos amigos que não vejo mais, no meu chefe sênior que já se foi.

É, me orgulho dos seniores e parabenizo a todos eles pela motivação, pela alegria e enfim, parabéns também aos escotistas que colaboram com eles, digo colaboram pois eles sabem o que querem e como fazer uma grande atividade aventureira! Pensem nisto!


"
Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível

 mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o
 momento em que um "sim" ou um "não" pode mudar toda a
 nossa existência."
Anônimo