Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Sem crise, sem crise, nem tudo é perfeito.
Tenho feito aqui e em meus blogs
diversos artigos sobre uniforme. Eles quase sempre batem recordes de leitura. Por
quê? Bem como todos no escotismo adoram dizer que x por cento é assim e x por
cento é assado, eu como nunca trabalhei no Datafolha e no Ibope só posso dizer
que uma minoria ligada a UEB bate sempre na mesma tecla já conhecida dos
valores da vestimenta e alguns dizem que não esperavam tanta procura alcançando
mais de 90% do efetivo nacional. Como em nenhum momento discutiram com os
interessados esta nova mudança e estou recebendo nos meus e-mails vários jovens
e chefes que reclamam a maneira intempestiva como é feito a escolha para a
mudança, e claro são casos que nem votação há e sim imposições enviaram-me esta
publicação feita na Internet que achei interessante alertar a todos os jovens
que decidiram ou não decidiram pelo novo traje. Verdade ou não deixei em OF o
nome da escoteira, mas seu vídeo é esclarecedor. Vejam o que ela disse:
Testo
retirado da internet. ´
O
NOVO VESTUÁRIO É SEGURO?
Vale
ressaltar que a elaboração deste novo vestuário foi resultado de um longo e
intenso estudo e de plena dedicação de voluntários e profissionais
especializados, que em parceria com o SENAI Modas de São Paulo, buscaram oferecer aos escoteiros um conjunto
de peças com materiais de alta qualidade, que garanta maior resistência e
conforto durante a realização das atividades. Outro ponto é que este vestuário,
acima de tudo, deve traduzir nosso maior orgulho: o de sermos Escoteiros. Fonte:
http://www.escoteiros.org/noticias/noticia_detalhe.php?id=493
Sou escoteira desde 2008 (com muito orgulho!) e resolvi vir aqui para contar o que me aconteceu hoje, 24 de maio. Comprei o novo vestuário escoteiro, confesso que com certa resistência, mas aceitei a ideia, já que o meu chefe contou que em sua vida escoteira o uniforme já mudou algumas vezes e que isso faz parte do movimento. (SIC) Além disso, como estou filiada a UEB, tenho que seguir suas regras (?). Devido a esses motivos, nunca reclamei da mudança nas redes sociais explicitamente.
Não sei se todos sabem, mas os distintivos estão vindo com uma cola, onde é possível que eles sejam colocados ou retirados com ferro de passar roupas ou vapor de água quente. Quando fui colar o distintivo Boreal hoje pela manhã com o ferro, o distintivo queimou um pouco, mas aceitei como um erro meu, pensando que seria um problema do ferro daqui.
Sou escoteira desde 2008 (com muito orgulho!) e resolvi vir aqui para contar o que me aconteceu hoje, 24 de maio. Comprei o novo vestuário escoteiro, confesso que com certa resistência, mas aceitei a ideia, já que o meu chefe contou que em sua vida escoteira o uniforme já mudou algumas vezes e que isso faz parte do movimento. (SIC) Além disso, como estou filiada a UEB, tenho que seguir suas regras (?). Devido a esses motivos, nunca reclamei da mudança nas redes sociais explicitamente.
Não sei se todos sabem, mas os distintivos estão vindo com uma cola, onde é possível que eles sejam colocados ou retirados com ferro de passar roupas ou vapor de água quente. Quando fui colar o distintivo Boreal hoje pela manhã com o ferro, o distintivo queimou um pouco, mas aceitei como um erro meu, pensando que seria um problema do ferro daqui.
Agora pela noite fui retirar um dos
distintivos com vapor de água que fervi em uma panela. Assim que encostei a
blusa na beirada da panela para o vapor chegar à parte de trás do distintivo
para soltá-lo, a blusa pegou FOGO! Coisa de um segundo e que abriu o maior
buraco. Algumas partes que não pegaram fogo encolheram e o queimado ficou com
uma textura plástica. Admito isso como uma espécie de idiotice minha, já que
encostei a blusa na panela. Fiquei indignada (e já chorei muito. rs), pois usei
a blusa uma vez (que, diga-se de passagem, custou 60 reais) e aconteceu isso.
Mas então eu parei para analisar o caso. Só imaginei alguém num acampamento com
a manga da camisa longa (que é a que meu grupo aderiu) pegando fogo
acidentalmente e a pessoa com dificuldades para retirar a blusa. Nós,
escoteiros, estamos em contato com fogo a todo tempo. Quando preparamos nossas
refeições no acampamento no fogão à lenha ou no fogareiro e até mesmo no fogo
de conselho. Imaginei se a blusa pegasse fogo com uma pessoa usando. Gente,
isso é muito perigoso para todos nós!
Ainda tentando mostrar o que estou dizendo,
fiz um vídeo queimando uma tira do uniforme escoteiro e do novo vestuário. No
uniforme escoteiro o fogo durou 24 segundos e se apagou quando chegou à metade
da tira. No novo vestuário a tira se queimou quase completamente com 12
segundos. Ao final do vídeo mostro o que restou das duas tiras. https://www.youtube.com/watch?v=UqL9pp9bNC8.
Enfim, achei isso o estopim e agora os
questionamentos que eu faço: Essa é toda a resistência que eles estão
garantindo para a gente? Vale a pena ⒠aproximar da
realidade dos jovens e modernizar nossa identidade⒠ correndo esse risco? Ressalto que não venho
para discutir as preferências de ninguém e que não sou contra a mudança do
uniforme ou da modernização, pois a mudança faz parte da nossa vida, mas só vim
compartilhar isso porque fiquei horrorizada de como o tecido se queimou e para
avisar aos escoteiros tem que eles têm que se prevenir para que não ocorram
acidentes maiores, principalmente nos acampamentos.
Bem sem querer botar lenha na fogueira, pois sei que os sábios da UEB
terão uma explicação plausível, condeno veemente esta defesa da nova
vestimenta, defesa esta que dezenas de jovens e chefes andam reclamando sem possibilidade
que seus reclamos cheguem aonde deveria chegar. Como nunca vou usar esta vestimenta
sei que sou suspeito para comentar. Que façam bom proveito dela, mas cuidado, a
escoteira já preveniu e vamos ver o que acontece.