terça-feira, 9 de abril de 2019

Conversa ao pé do fogo. O Diário da Patrulha.




Conversa ao pé do fogo.
O Diário da Patrulha.

Prologo: - Diário é um caderno, geralmente de caráter íntimo, onde se fazem anotações que contêm uma narrativa manuscrita, geralmente diária de experiências pessoais que é organizada pela data de entrada das informações. Um diário pessoal pode incluir experiências de uma pessoa e/ou pensamentos, sentimentos e segredos.

                      Algumas místicas e principalmente tradições deve ser incentivadas nas patrulhas. O bastão a caverna, as lembranças e são tantas ou tantos os motivos que merecem ser lembrados sempre pelos patrulheiros. Neste pequeno artigo comentamos sobre o livro “O Diário da Patrulha” sob a responsabilidade do Escriba da Patrulha. O que seria e o que anotar ou guardar com ele. Fica como sugestão. 

                     Uns chamam de livro de ata, outros livro de ouro e tem aqueles que dizem ser o Caderno do Diário da patrulha. Podemos definir assim: Um livro adornado (deve ser uma "Obra de Arte") e semi-secreto (não abre-o qualquer um) contendo as tradições da Patrulha referentes a sua história, seus costumes, seus feitos famosos, seu espírito, seus antepassados...

“Insistimos nestas duas qualidades: - Ser uma obra de arte” feita com cuidado. Ser semi-secreto e de uso cerimonioso. (não se abre senão nas cerimônias seguindo um rito fixado). Somente os que tenham feito a promessa podem vê-lo. Em tempos normais, será escondido onde somente alguns indicados conhecem.  

O Diário deverá conter: - (desenho) – Totem da patrulha e seus costumes. O escudo (emblema) da Patrulha. A divisa, o Código da Patrulha. A Oração da Patrulha e o Hino da Patrulha (se houver). Não esquecer: - A Lista dos antigos Monitores, Submonitores e escoteiros da Patrulha desde sua fundação. Ao anotar os nomes dos patrulheiros não esquecer a data de sua Promessa. Deverá também conter: A lista dos acampamentos e das atividades que a Patrulha participou. Uma pequena anotação dizendo onde, programa e o que de melhor e pior aconteceu. As vezes que a Patrulha conquistou a bandeirola de Eficiência e troféus recebidos.

Não esquecer: Lista das Classes e especialidades conquistadas por escoteiros desde a sua fundação. Fazer um Conselho de Patrulha para lembrar e anotar a História da Patrulha descrita por anos de recordações de grandes aventuras e feitos. Neste caso poderá ser acompanhados com fotografias, croquis, desenhos, recortes etc...

Algumas outras sugestões:
É conveniente que juntamente com o Diário da Patrulha esteja um caderno de informações, onde será resumido ou serão escritas às reuniões e excursões, as explorações e os acampamentos. Ademais, se inclui as assistências, as decisões tomadas e um breve resumo do Conselho de Patrulha. Cada escoteiro por turno faz o informe cujas qualidades devem ser Qualidade e Concisão. O Caderno de Canções de Patrulha no qual se escreve as novas canções. Um bom escriba poderá ser formado para ser o responsável pela maioria das anotações.

E para terminar, é bom dizer que a primeira manifestação do Espírito de Patrulha será com certo orgulho de ser da Patrulha, e por ela lutar com fibra e amor.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Conversa ao pé do fogo. O Chifre de Kudu.



Conversa ao pé do fogo.
O Chifre de Kudu.

Prólogo: – Muito conhecido nas hostes escoteiras, o Chifre de Kudu tem sido usado em cursos avançados e como tradições em muitas tropas escoteiras em todo o mundo. No Brasil é adotado por poucas tropas. Por ser um toque simples e ouvido a distancia substitui o apito cuja estridência muitas vezes prejudica os tímpanos de quem houve. Essa é sua história. Aprendam e divirtam.

             O Kudu (Tregelaphus strepsiceros) é uma espécie de antílope cujo habitat vai desde a África do Sul á Etiópia. Um touro Kudu pode chegar a uma altura de 1,5 metros e tem uma coloração que vai de um cinzento avermelhado até quase azul. As suas características de visão aguçada, bom sentido de audição, olfato apurado e grande velocidade fazem dele um animal difícil de capturar. Seguindo uma tradição que remonta há 90 anos, as patrulhas são chamadas a reunir com o toque tradicional do chifre de Kudu, durante os cursos da Insígnia de Madeira. Pode parecer estranho que o chifre de um antílope africano, do tipo usado pelos Matabeles como clarim de guerra no século XIX, seja usado para chamar Escoteiros e Chefes por esse mundo a fora. Mas foi precisamente com um toque deste chifre que os primeiros Escoteiros foram acordados.

Quando reuniu os primeiros escoteiros em Brownsea, Baden-Powell lembrou-se do chifre de Kudu que tinha trazido das guerras contra os Matabeles, e usou-o para dar um toque de aventura e divertimento ao acampamento. De fato, foi durante o acampamento experimental de Brownsea, em Poole Harbour, no verão de 1907, que Baden-Powell colocou ao serviço do Escotismo, e pela primeira vez, o chifre de Kudu. William Hillcourt, um dos grandes pioneiros do Escotismo, o mesmo que escreveu o resumo da história de BP no final do «Escotismo para Rapazes», descreve assim a primeira alvorada em Brownsea:

"O dia começou ás 6h da manhã, quando BP acordou o acampamento com o som esquisito do longo chifre de Kudu em espiral - o clarim de guerra que tinha trazido da sua expedição à floresta de Somabula durante a Campanha Matabele de 1896".

John Thurman, grande nome do Escotismo britânico, conta como BP conheceu o chifre de Kudu:

"Como coronel na África, em 1896, Baden-Powell comandou uma coluna militar na Campanha Matabele. Foi num raid pelo rio Shangani abaixo que ele primeiro ouviu o som do chifre de Kudu. Ele andava confundido pela rapidez com que os alarmes eram espalhados entre os Matabeles, até que um dia se apercebeu que eles usavam o chifre de Kudu, o qual tinha uma grande potência sonora. Era usado um código. Assim que o inimigo era avistado, o alarme era tocado no Kudu, para todos os lados, e assim transmitido por muitas milhas em pouco tempo."

Depois da ilha de Brownsea, o chifre de Kudu voltou para a casa de BP onde permaneceu silenciosamente durante 12 anos, enquanto o movimento que ele anunciara se tornava moda e se espalhava pelo mundo fora. Então, em 1919, Baden-Powell entregou o chifre ao Parque de Gilwell para ser usado nos primeiros cursos para treino de Chefes. William Hillcourt comenta assim o início do uso do chifre de Kudu no Parque de Gilwell, na floresta de Epping, Inglaterra, a oito de Setembro de 1919:
"O primeiro acampamento para treino de chefes feito em Gilwell começou a oito de Setembro. Seguiu o padrão que BP tinha usado com os rapazes em Brownsea, 12 anos atrás. O sistema de patrulhas foi novamente posto á prova com 19 participantes divididos em patrulhas e vivendo uma vida em patrulha. A instrução tomou a mesma forma que em Brownsea. Cada dia um assunto novo era introduzido e aplicado em demonstrações, prática e jogos. O chifre de Kudu dos Matabeles que tinha sido usado para chamar os rapazes em Brownsea foi usado para todos os sinais."

              Dez anos mais tarde, aos 72 anos de idade, Baden-Powell levou consigo o chifre de Kudu para a abertura do 3º Jamboree Mundial, em Arrowe Park, Birkenhead, Inglaterra, a 28 de Julho de 1929. Foi constatado, pela experiência de Arrowe Park, que fazer soar o chifre de Kudu é um desafio. Os resultados, no entanto, foram tão impressionantes quanto se poderia desejar, segundo as palavras de William Hillcourt:

            "O dia da abertura do 3º Jamboree Mundial começou com uma forte chuvada que aumentou com o passar do dia; mas, à hora prevista... o tempo tornou-se «ameno». BP tinha trazido consigo para Arrowe Park o velho chifre de Kudu dos dias da guerra com os Matabeles que tinha sido usado para acordar os acampados em Brownsea no primeiro acampamento de escoteiros do mundo e para abrir o primeiro curso para chefes no Parque de Gilwell. Levou-o aos lábios para dar um toque que haveria de ecoar pela extensa parada em frente dele, mas, com o excitamento, os lábios recusaram-se a fazer o que deviam. O som do chifre não passou de um fraco «pff». No entanto, como que chamados para a ação pelo chifre, a marcha começou, com os contingentes a desfilarem atrás de contingentes em frente da plateia, com as bandeiras de quase todas as nações civilizadas desfraldadas ao vento, com milhares de pessoas a aplaudirem cada nação entusiasticamente.”.

             Ainda hoje o chifre é usado para reunir chefes em cursos de formação em todo o mundo. Para todos os que seguem as pegadas do fundador, é um viver do Escotismo no seu melhor.

domingo, 7 de abril de 2019

Crônicas de um Chefe Escoteiro. Onde estão nossos heróis?




Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Onde estão nossos heróis?

Prólogo: Miserável país aquele que não tem heróis. Miserável país aquele que precisa de heróis. Bertolt Brecht.

Vejo na TV e nos jornais que o novo ministro da Educação Ricardo Vélez Rodrigues é a favor da volta da matéria Educação Moral e Cívica. (dizem que amanhã dia 08 segunda feira ele será demitido). Diz ele: - Havia nas nossas escolas primárias e secundárias, a educação moral e cívica. Depois quando o aluno chegava ao ensino universitário, isso era esquecido. Hoje não se valoriza mais a educação para a cidadania que é à base do comportamento da vida cidadã. Concordo com ele apesar de muitas vezes não dizer coisa com coisa.

Nós escoteiros tínhamos tudo para uma formação moral e cívica. Muitos ainda não se esqueceram de sua bandeira, dos símbolos nacionais e nossos heróis. É notório que em todo grupo escoteiro o cerimonial de bandeira está presente. Mas será que nossos escoteiros sabem desenhar uma bandeira com suas medidas corretas? Será que sabem quem escreveu o nosso hino? Será que sabe cantá-lo com galhardia? E o hino à bandeira, e outros hinos que nos dão orgulho de ser brasileiros? Quem sabe estamos falhando nesta seara? Se nós os escoteiros falhamos e na escola?

Volto ao questionamento do ministro. Sem desmerecer os historiadores, pois tenho que reconhecer suas inteligências e competências, temos o hábito de desmerecer homens a quem chamamos de heróis e/ou exemplos pessoais. Vejamos que é impossível um homem ou uma mulher viver neste mundo sem cometer deslizes. Mas só por isto não merecem subir no panteão dos heróis? Se eles produziram se colaboraram para crescemos intelectualmente e moralmente por que não lhe dar o lugar ao sol que merecem?

Aqui em nosso país isto é muito comum. Tiradentes foi um mito, Aleijadinho nunca existiu, Duque de Caxias foi um farsante. Muitos dos Bandeirantes são considerados exterminadores de índios, o valor que tiveram em atravessar e marcar terras brasileiras não existe. Baden Powell sofre nas mãos de historiadores. Discutem sua masculinidade, dizem que copiou o modelo americano da formação do jovem.  Caio Vianna Martins não é o que contam e assim continuamos a massacrar aqueles que poderiam ser exemplos para a juventude. Mas dirão os politicamente corretos que seguir a corrente e uma farsa que não leva a nada.

Eu sou de outra época, não quero entrar em polemica sobre se Deus existe ou não, pois para mim não há duvidas. Até que uma conversa frente a frente com quem não acredita quem sabe. Mas não acreditar em Deus me leva a crer que tem uma força misteriosa que nos fez e ela não perdoou ninguém. Seria outro Deus? Afinal temos pobres, ricos, uns com saúde outros sem, um negro, outro branco ou amarelo, um índio e um cientista que ganhou o Nobel. Uns passam fome e outros não. Uns são cegos e outros enxergam demais. Uns andam outros são marginalizados a uma cadeira de roda. Tema difícil de ser digerido.

Mas voltando a BP. Um homem que produziu uma organização de milhões de jovens não pode ser pranteado? Não foi ele quem nos deu o legado de sermos escoteiros? Melhor achar os seus defeitos? Diriam ainda os Politicamente corretos  - Claro que sim. Direitos e deveres. Todos devem conhecer a verdadeira história. Sabe, prefiro ser lobinho e acreditar em Balu e Bagheera. Tão gostoso sonhar e ser embalado por um sonho que criamos na nossa mente. Como disse Mahatma Gandhi, - “Vocês podem me acorrentar, torturar e até destruir meu corpo, mas nunca aprisionarão minha mente”. E eu completo “nunca aprisionarão meus sonhos”!   

Não sou daqueles de admirar e seguir a corrente. Mas os Americanos pelo menos dão valor aos seus heróis. Afinal eles foram à lua acreditando no mito Abraham Lincoln, George Washington, Thomas Jefferson e muitos outros. Sem esquecer as lendas do velho oeste como Buffalo Bill, General Custer, Wild Bill Hickok e tantos que são badalados pelos americanos mesmo sabendo que muitos deles foram bandoleiros sanguinários. Mas lá os historiadores dão a eles status de heróis.

Quem não ouviu falar da célebre batalha de Little Bighorn? Quem desconhece o índio Cavalo Louco ou Touro Sentado? Claro pode dizer a maioria mitos criado por mentes poderosas. Pode ser. Mas e aqui? Qual o índio que mantem sua história ou um status de herói? E aqui, o que conhecemos dos nossos antepassados? Seus nomes, suas vidas suas histórias e onde estão eles na mente da juventude? Quem já ouviu falar no índio Sepé Tiarajú, o primeiro índio brasileiro que pode ser chamado de herói?

Chega, estou indo muito longe. Melhor esquecer países que tem milhões de Escoteiros e aqui alardeando que estamos chegando ou ultrapassamos os cem mil. Um país que junto a poucos começou o escotismo em 1910 tem éste número que os novos gritam como se fossemos milhões. Bem chega mesmo por hoje. Ainda vou escrever uma história sobre isto. Não quero desmitificar o escotismo. Ele para mim tem tudo a ver com a mudança na Juventude Mundial. Meu tema seria os heróis do Brasil. Mas valerá a pena? Não sei, quem sabe vale a pena mesmo é saber que BP não era o que dizem e Caio Martins era mudo e não disse nada. Pois é...

sábado, 6 de abril de 2019

Hoje tem reunião, alegria de montão!




Hoje tem reunião, alegria de montão!

Sei que vai hoje para a reunião dos seus jovens, dos seus amigos e irmãos lobos, lobas, escoteiros e Escoteiras não esquecendo os seniores e guias. Ops! Também os pioneiros e pioneiras. Sei que lá vai poder sorrir muito mais que a riqueza que muitos conseguiram. Não existe felicidade maior que um sorriso de uma criança, vê-la crescer e saber que ajudamos um pouco na sua formação humana. Portanto desejo uma esplêndida reunião e porque não contar o que B.P dizia sobre a felicidade e riqueza?

COMO FICAR RICO
Veja bem, eu tive na minha permanência na terra um momento tão bom nisso como qualquer outro homem. Assim quem sabe eu possa falar com algum conhecimento. Um escritor no Manchester Guardian que é desconhecido para mim ultimamente me descreveu como "o homem mais rico do mundo." Isso parece uma ordem muito grande, mas quando penso que fora eu quem se considerava o mais rico do mundo, acredito que ele não está longe e ser um homem rico não é necessariamente um homem com um pote de ouro, mas um homem que está realmente feliz. E eu sou isso.

Eu imagino que os milionários não eram homens felizes, pois eles não tinham tudo o que queriam e, portanto, não tinha conseguido encontrar o sucesso na vida. O provérbio cingalês diz: - "Aquele que é feliz é rico, mas isso não significa que quem é rico é feliz." O homem realmente rico é o homem que tem menor número de desejos.

Sei que qualquer biografia terá suas sugestões úteis para tornar a vida um sucesso, mas ninguém melhor ou mais infalível do que a biografia de Cristo.

Se você já leu Rovering para o sucesso você vai ter percebido que minha ideia do sucesso na vida é a felicidade. Felicidade, como Sir Henry Newbolt diz, é em grande parte adquirida por "Happifying".

De muitas coisas que muitos rapazes não parecem conhecer é que o sucesso depende de nós mesmos e não em um destino que possa vir a acontecer conosco. Nem mesmo tendo amigos poderosos.

Eu tenho uma e outra vez explicado que o propósito do Movimento Escoteiro é a construção de homens e mulheres como cidadãos dotados Dos três atributos que considero importante - Ou seja, o H de três, saúde, felicidade e Serviço. O homem ou a mulher que consegue desenvolver esses três atributos garantiu os principais passos para o sucesso desta vida.

No entanto, mais um item é necessário para completar o sucesso. É a prestação de serviço aos outros na comunidade. Sem isso a mera satisfação do desejo egoísta não atinge o topo da linha da felicidade.

Lord Baden-Powell of Gilwell.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Conversa ao pé do fogo. O caminho da felicidade está no Salário do Chefe Escoteiro.




Conversa ao pé do fogo.
O caminho da felicidade está no Salário do Chefe Escoteiro.

O céu estremece.
A terra balança.
E num sorriso de criança;
Ainda existe a esperança
de sermos felizes!

Prologo: - Você é o novo funcionário a serviço dos escoteiros? Se for grave a frase de Marina Freire: - Olhe para o sorriso singelo de uma criança, deite na grama e olhe para as estrelas e cante com os amigos. Depois disso, ainda há quem diga que o simples fato de viver e se fazer realmente existir, seja tão complicado?

                       Terminou a reunião. Alguém vai procurar você. – Sorrindo ele diz - Chefe, por favor, assine aqui. Assinou. Você sabia, aquele sorriso era os seus proventos do dia. Você está sendo regiamente pago. Um ótimo salário. Poucos te invejam, entretanto. Eles não sabem o valor do seu salário. Sua assinatura foi feita com as pupilas dos seus olhos. Não tem canetas, lápis, nada. Ali estavam espalhados pelo pátio, centenas de milhões de reais, melhor dizer, centenas de milhões de felicidade. Este é o nome dos seus proventos. Seu holerite tinha forma de estrela brilhante com poucas coisas escritas. Ali estava os olhinhos do Lobo Feliz, da Lobinha Princesa do amanhã que pensavam primeiro nos outros. Ah! Lá está também a face faceira do Escoteiro. Da Escoteira cortes. Sem falar no Sênior que aprendeu o que é honra. Da guia que se orgulha em ser leal. Chiii! Eram muitos os escritos nos seus proventos, no seu holerite.

                       Um dia convidaram você. Seja um voluntário escoteiro. Quanto pagam? Você perguntou. Muito! Vais ter o maior salário do mundo. Sem muito esforço pessoal. Apenas dedicar parte do seu tempo para complementar sua renda familiar. Coisa pouca. Coisa de milhões! Terás aborrecimento sim, terás tristezas também. Poderá até ficar doente pelas intempéries do tempo. Mas quando receber e ler o que ganhou no seu holerite Escoteiro irás ficar orgulhoso. Nenhum astro, nenhum cantor, nenhum alto membro da comunidade científica, nenhum político terão a oportunidade de receber o tanto que irás receber. Eles nunca farão o que você faz. Eles nunca poderão julgar sua vitória para ter direito a este enorme salario. Eles não sabem o que é isto. Eles não sabem o que é felicidade!

                    Vais ter sim que ser um deles para justificar sua paga. Serás um Professor diferente. Vais ensinar muito. Quem sabe um astro também, pois terás de jogar com eles em todos os momentos. Claro vais ser um religioso. Terás de entender a espiritualidade de cada um e ajudar na vida pessoal de todos. Terás que mostrar o valor de Deus, da natureza, das florestas, dos rios e oceanos. Irás com eles inventar coisas maravilhosas que poderão deixar para trás os maiores cientistas da humanidade. Irás cantar como nunca cantou em sua vida. Vais ter que saber politica para resolver os problemas que irão aparecer. E serão muitos. E claro, irás ser um Chefe, um líder, um sargento ou até mesmo um general, mas diferente. Usarás como arma o seu coração.

                      Irás viajar com eles por longas terras, irás fazer longas jornadas e sabe, vai se maravilhar quando os ver sorrir pela primeira vez. Ai começa o seus proventos. Vais lembrar-se de Bruno Raphael que dizia: - Da bravura dos grandes nasce à glória. Do sorriso das crianças a felicidade. Do olhar dos inocentes a certeza da esperança. De suas mãos a construção do futuro e assim você pode continuar a sonhar... Com os pés no chão. Lembre-se da lei do retorno, pois não haverá consideração com seus erros. Mas lembre-se que saber perdoar é importante para que outros perdoem você também. Irás tirar do próprio bolso para ajudar, suas horas de lazer e alegria serão outras. Muito mais difíceis, mas muito superior a tudo que fizeste. Não é só diversão. Agora tem um propósito.

                     A sua volta muitos o olharão com desconfiança até que irá chegar o dia do seu salario. A cada ano irás receber seu décimo terceiro salário. Isto quando um deles estampar em suas fardas as conquistas que você ajudou-os a receber. Dizem que a cada década você terá um prêmio extra. Os ver entrando na sociedade dos homens, já adultos e alegres, com altivez não exagerada, mas que olharão para você e o verão como um dos responsáveis pela formação de suas vidas. A cada aperto de mão, a cada Melhor Possível ou Sempre Alerta seus bolsos ficaram mais avolumados com os aumentos dos proventos que virão. A cada volta de um acantonamento ou acampamento verás pilhas de sorrisos financeiros aos seus pés.

                     Não será fácil seu trabalho. Irás enfrentar relâmpagos e tempestades. Pais insatisfeitos, amigos de farda com críticas, trabalho extra e adicional noturno acrescido de alta periculosidade pelas intempéries da vida, e até quem sabe com pagamentos atrasados. Foram sorrisos tardios. Mas no fim, seus proventos serão enormes. Horas sem dormir. Horas de correria. Atender a todos sem olhar a quem. E quando chegar ao final da jornada, na hora de receber, vais dizer – Valeu a pena. Valeu sim. Olhar a volta e ver sorrisos em profusão. Sorrisos de crianças. Os mais lindos sorrisos que existem na face da terra. E eles, os sorrisos serão sim o maior valor dos seus proventos. Enormes, e a cada um mais você ficará mais rico. Uma grande soma no Banco da Felicidade. E pode sacar quando quiser. Com cheque cartão ou com o pensamento. Está lá armazenado. Um bilhão de felicidade só para você. Pois foi você quem fez por merecer o sorriso de uma criança. E não foi ele, o seu chefão quem disse que a verdadeira felicidade é fazer a felicidade dos outros?       

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. PAXTU, muito além da imaginação.




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
PAXTU, muito além da imaginação.

Prólogo: Uma apologia ao Sistema de Gerenciamento de Programas da Escoteiros do Brasil, hoje denominada PAXTU.

                                       A primeira vez que ouvi falar do nome PAXTU, foi no final de 1959 em um Curso da Insígnia de Madeira. Um dos chefes em um papo informal na hora do jantar, sentado em nossa mesa de campo (era nosso convidado) contou a história da casa de BP em Nyeri, no Quênia. Ele sorria quando dizia que os visitantes até hoje se embriagam com a “bela visão das planícies até o topo careca e nevado do Monte Quênia” onde hoje está sua casa para deleite dos adeptos de Baden-Powell. Os que tiveram o regalo de conhecer a famosa PAXTU nunca mais a esquecerão.

                                      Erie Walker em seu livro Treetops Hotel escreveu: - Em 1938 Lord Baden-Powell estava envelhecido (na época com 81 anos). Antes de partir ele disse: “Quanto mais próximo de Nyeri, mais próximo da felicidade”. E completou: - “Eu voltarei para passar o resto da minha vida no Outspan”. Quando construiu sua casa ali em Nyeri ele pensou em vários nomes. Disse ele: - “Eu chamei minha casa em Bentley “PAX” Porque eu a comprei no dia do armistício após a primeira Guerra Mundial”. Eu acho que vou chamar a minha casa aqui de “PAX” também. (Too em Inglês). Após isto ela sempre foi conhecida como “PAXTOO” ou “PAXTU”.

                                    Mas eu não vim aqui para dar uma preleção da Vida do Nosso Fundador e de sua última morada. Minha memória reavivou um pensamento que tenho há algum tempo. O antes e o depois. O antes foi no passado distante, onde se fazia escotismo sem amarras, alegre e solto. Lembro que os distintivos mais famosos e as condecorações eram entregues aos titulares sem custo. Isto mesmo. “Papo dez” como dizia Armando Volta humorista do programa Escolinha do professor Raimundo.

                                   Muitos não gostam quando faço comparações, mas fazer o que? Foi minha época e sei que teve coisas boas e ruins. Mas as ruins foram poucas. Até meados de 1980 não havia valores nas comendas, insígnias, condecorações e outras formalidades de premiar não só os jovens, mas principalmente os Chefes e Dirigentes. Hoje tudo tem preço. Como comparar com o passado? Afinal a estrutura atual da Escoteiros do Brasil é bem superior da UEB antes de 1980. Se eles conseguiam premiar a quem merece sem cobrar porque hoje isto não acontece?

                                  Piso no meu pé e quase caio ao chão. Minha bengala reclama do meu peso. Meu pensamento voa. – Chefe! Diz um proeminente Chefe a quem eu respeito. Chefe não existe almoço grátis. Dá vontade de bater em suas costas de leve com três dedos da mão direita e dizer: - Não? E como no passado se fazia assim e hoje não mais? A UEB de outrora ganhava tudo de graça? “Papo dez” né Armando Volta? Penso melhor e faço a comparação. Onde a UEB arrumava grana para presentear a quem merecia?

                                Compare as mensalidades, bem maiores considerando o sistema PAXTU para fazer o registro. Veja a Loja Escoteira, mais de 100 mil clientes cativos. Difícil dizer que ela não tem rentabilidade.  Toda atividade feita pela Escoteiros do Brasil tem retorno das cobranças das taxas algumas exorbitantes. Mas e daí? Pergunta o meu nobre interlocutor... E volto à realidade. Até meados de 1980 a União dos Escoteiros do Brasil nem sonhava com um sistema informatizado. Dependíamos do correio, uma tartaruga nos seus passos para receber e enviar uma correspondência. Se alguém imaginasse a burocracia de papel da época se assustaria sem considerar o preço pago aos Correios do Brasil.

                               E tome encomendas, rastreamento, telegramas, CEP, cartas selos e o escambal. Hoje? Lá está o PAXTU, um botão, uma senha e se fala com a Escoteiros do Brasil num piscar de olhos! Dizem que até lobinhos pata tenras dão risadas ao “fuçar” as entranhas do PAXTU. Maravilhas modernas nas mãos do “populacho escoteiro”. Fico maravilhado quando vejo aqui e ali alguém dizendo: - Taxas no PAXTU, programas no PAXTU, perguntas no PAXTU. Caramba! Tem hora que fico pensando se meter as mãos no programa tiro de lá Baden-Powell ao vivo e a cores!

                               E me transporto para o céu, para a estrela Bipidiana onde mora nosso Fundador. Quem sabe as tardes ensolaradas sentado no pico de uma montanha ele olha a Terra, nosso planeta azul e como um anjo de bem se transporta para PAXTU, sua nova casa no Brasil, para viver um pouco aquele programa, em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico preso em máquinas automáticas com dispositivos, e instrumentos periféricos... Arre! Será que Baden-Powell não teria preferido ir para PAXTU, sua bela vivenda em Nyeri no Quênia onde se tem a mais linda visão das planícies, até o topo careca e nevado do Monte Quênia?

                                E na minha simples visão de velhote escoteiro, Vejo BP olhando o mundo girar ouvindo escoteiros de todas as matizes a dizer: Chefes, PAXTU, não esqueçamos que o escotismo é dos jovens, deixe-os falar, mostre a eles a verdadeira felicidade escoteira. Aprender a fazer fazendo. Sorrio na minha imaginação o ouço dizer naquele seu estilo amigo e fraterno: - Certa vez, alguém me perguntou qual era a melhor maneira de uma pessoa ser feliz. “E “eu respondi-lhe: “Faça todos os dias uma boa ação e tenha um canivete que corte bem”“.” “E completou: - Experimentem, rapazes e verão se é ou não assim”. E Viva PAXTU.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Escotismo florestal. Uma realidade?




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Escotismo florestal. Uma realidade?

Prologo: - Há tempos escrevi uma crônica sobre o Escotismo Florestal. Principalmente sobre seu fundador Chefe Luiz Fidelis. Em um lindo vídeo fui homenageado por ele em nome de sua associação. Retribuo postando novamente o que escrevi sobre os Escoteiros Florestais com algumas alterações.

                                        Com as mudanças efetuadas pela Escoteiros do Brasil surgiram diversas associações escoteiras em nosso país. Cada uma com seu estilo sempre alegando voltar às raízes as tradições escoteiras. Nasci na União dos Escoteiros do Brasil e atualmente não tenho registro por diversos motivos. A EB não é mais o que pensava de uma associação voltada a servir aos seus associados. Também não me associei a nenhuma outra. Respeito e desejo sucesso nas suas atividades e crescimento. Acredito que todos tem o direito escolher seu caminho escoteiro e fazer um escotismo que acreditam sobre a égide de seu fundador.

                                        Mantive meu espírito escoteiro voltado para a metodologia Badeniana e costumo dizer que BP não deu procuração a ninguém para fazer escotismo que idealizou. Ele acreditou em um escotismo vivendo e sendo formado na vida ao ar livre e sentiu isso quando viu os jovens sem tutores, sem diretores e sem chefes a correrem pelas matas e bosques tentando fazer o escotismo conforme leram nos seus fascículos «Scouting for Boys». Viu que a necessidade de um irmão mais velho deveria acontecer para estarem ao seu lado e não empurrá-los.

                                        A Escoteiros do Brasil há tempos vem agindo de maneira autoritária e para isso não pensou duas vezes em processar na justiça as diversas associações que estão a surgir. Um fato abominável, ante-escoteiro cujo artigo da Lei diz que somos amigos de todos e irmãos dos demais escoteiros. Parece que ela pensa que só sobre sua égide existem escoteiros. Suas explicações sobre o motivo deixam a desejar. Nunca em tempo algum fez uma pesquisa do porque estas associações surgiram ou mesmo saber o porquê de muitos deixaram suas fileiras.

                                         Mas não é isto que quero comentar aqui. Quero falar de uma associação Escoteira em especial. Passados anos depois de sua fundação, hoje ela pode provar que os jovens que passaram em suas fileiras, são adultos formados na escola badeniana com o melhor cabedal dos princípios que norteiam o método Escoteiro. Não tem como discutir que a finalidade que um dia propôs Baden-Powell foi alcançada pelos Escoteiros Florestais.

                                         Os Escoteiros Florestais são uma promessa que deu certo. Seu líder, o Chefe Luiz Fidelis que um dia quero ter a honra de apertar sua mão pessoalmente dirige com perfeição e fidalguia sendo admirado por todos seus associados. Conversamos muito por e-mail, pelo Skype e pelo Facebook. Em várias ocasiões me pôs a par de sua organização. Praticamente criou uma associação que não deixa nada a desejar de um movimento que se propõe a formar bons cidadãos nas cidades que residem. Manteve sim muito do escotismo de BP. Adaptou para não entrar em choque várias outras modalidades e programas Escoteiros.

                                        Criou um novo estilo do lobismo, dos escoteiros e assim por diante. Criou sistema de formação baseado no método Badeniano. Criou distintivos, literatura, uniformes e eu posso dizer de cátedra que ele é um vencedor. Nos florestais não tem aqueles donos da verdade. Não existe a prepotência, o Chefão, a sede do poder em ter uma Insígnia ou um dirigente nacional. Existem peculiaridades que eu gosto muito. Uma irmandade que estão sempre se ajudando mutuamente.  

                                       Chefe Fidelis criou tudo isto lá no norte, no Ceará, mais precisamente em 19 de novembro de 1996. Vinte três anos se passaram e ela mantem firme sua meta desejada. Mostrar que no escotismo somos todos irmãos, que a finalidade pode ser alcançada em qualquer Associação que se dispões a utilizar a metodologia escoteira. Hoje seus grupos se espalharam por vários estados e cidades do Brasil. Nos Escoteiros Florestais não vemos ideologias, discussões inúteis e ao contrário são prestativos e irmãos dos demais Escoteiros. Chefe Fidelis é para mim um verdadeiro Gentleman. Educado, conversa com um sorriso nos lábios, incapaz de ofender a quem quer que seja. Eu tive prova disto quando criaram fatos inverídicos a seu respeito e o atacaram de maneira torpe. Ele calmo e ponderado esperou o vento passar e mostrar que seu ideal Escoteiro era superior a estes ataques infundados.

                                        Diversas vezes me honrou quando pediu sugestões para sua estrutura dos Escoteiros Florestais. Fui agraciado com um Certificado de Merecimento ao Grau Mestre de Honra dos Escoteiros Florestais. De uma coisa tenho certeza se hoje eu fosse iniciar mina saga Escoteira eu seria sem sombra de duvida um Escoteiro Florestal. Sua fraternidade, suas atividades apolíticas demonstram que estão seguindo o Caminho para o Sucesso de Baden-Powell e merecem o meu respeito. Escotismo pertence aos rapazes e não a dirigentes seja em qualquer Associação.

                                        Chefe Fidelis é um oficial militar, mas sua candura, sua bondade, seu estilo alegre mais parece um Professor amigo, um religioso que acredita no que faz. Sei que muitas vezes recebeu telefonema, e-mail e até ofícios da UEB o chamando para conversar, ou melhor, exigir que pare e que se alie a Escoteiros do Brasil. Repito a velha politica aos amigos tudo, aos inimigos a lei. Logo o Escotismo onde se alinha e se faz presente a fraternidade escoteira mundial. Sorrindo como sempre Chefe Fidelis pragmático como sempre não deu o braço a torcer.

                                      Acredito que um dia todos nós que vivemos sobre a égide de Baden-Powell iremos um dia nos abraçar cumprimentar e dizer: - Somos do mesmo sangue, tu e eu! Acredito nessa utopia. O mundo da muitas voltas e pessoas de boa índole dentro do escotismo irão chegar à conclusão que juntos chegaremos longe e o sucesso será promissor. Não precisamos ser únicos e aprender um com o outro faz parte da boa cidadania Escoteira. Ao Chefe Fidelis, aos Escoteiros Florestais eu tiro meu chapéu. Quero um dia estar com eles e abraçar um a um e dizer o que sempre digo a todos os amigos das associações Escoteiras no Brasil:

- Não podem existir fronteiras entre nós, pois somos todos irmãos e adeptos do Escotismo de Baden-Powell. Parabéns Chefe Fidelis! Sucesso no seu caminho fraterno amigo e por que não dizer: “Um digno Escoteiro Florestal”!

terça-feira, 2 de abril de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Escoteiro Chefe do Brasil!




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Escoteiro Chefe do Brasil!

Prólogo: - De tempos em tempos escrevo uma sátira com temas escoteiros e políticos. Divirto-me e nem sempre agrada a todos. Paciência. Mas é sorrindo que vivemos com saudade e é enfrentando as dificuldades que vencemos na vida. Nada aqui é real.

                 Lord Vado, estamos a sua disposição. O Presidente Bolsonaro vai receber o senhor hoje à tarde. Temos um Teco Teco emprestado da Odebrecht a sua disposição na Base Aérea em Congonhas. O Presidente pede se possível ir com seu uniforme caqui e o chapelão. Ele adora o garbo e boa ordem e acha que os escoteiros são mestres no exemplo! Olhei espantado de novo para o Oficial da Aeronáutica muito bem uniformizado, garboso que falava comigo. Acho que ele ainda não conhecia o relaxamento do vestuário, por sinal caro, desbota e é de confecção duvidosa.

                - Sem abrir o portão disse para ele: - Deve haver algum engano amigo. Eu não sou Lord e nem recebi nenhum convite do Presidente. – Pensei com meus botões não seria isso coisa do Ministro Deputado Onix Lorenzoni? Ou do Ministro Gilmar Mendes? - Coronel! O senhor pode me dizer o que ele quer comigo? - Lord Vado, o Presidente precisa de algum idiota para lhe aconselhar. Disseram que aqui no Facebook o senhor aconselha e ninguém lhe dá a mínima! É disso que ele precisa! Ele cansou de ouvir o número 2 e o número 3, pois o numero 1 tá enrolado que nem o PT.

                  O Coronel continuou – O Vice Presidente Mourão, o cala boca, gente fina que sabe dar conselhos quer que o senhor sirva de exemplo. Quer mostrar para o Brasil como um aposentado vive duro, sem dinheiro, sem Money, sem tostão, sem cartão de crédito, sem talão de cheques. Ele quer saber como vive um sem banco. – Coronel eu não sou Lord, sou o Vado que nasceu em Barra do Cuieté Minas Gerais. O Coronel riu. – Olhe Lord Vado, a verdade é que circula por aí que a UEB que mudou para EB imitando o Exército Brasileiro vai ter agora um Escoteiro Chefe. Se as outras associações já tem por que não a EB?

                  Ele soube que tem um mineiro no CAN que quer imitar o Maduro e fazer seu próprio Estatutos. O Capitão Presidente não tem medo do Moro, aliás, seu funcionário como disse o Rodriguinho Maia, mas com o senhor escoteirando em Curitiba ele fica tranquilo. Cacilda! – Onde amarrei minha égua? O que diria Baden-Powell que foi herói na guerra do Transvaal, aclamado o rei de Mafeking e suou para conseguir o título de Lord?

                 Perguntei pra a Célia se ela não queria ir comigo. Ela riu e disse que não. Programa de índio marido. – Isso me cheira a nova EB e suas taxas absurdas. Quem vai pagar? Perguntei ao Coronel. – Calma Lord Vado, os cinquenta e um milhões do Geddel está bem guardado pela polícia federal e O Paulo Guedes é mão de vaca. O Caso dele agora é a Previdência. Cuidado para não perder seu salário mínimo de aposentadoria. Lembrei-me da turma que fica na porta da cadeia em Curitiba gritando Solta Lula a troco de um sanduba e um copo de suco. Entrei no Jeep da FAB e assustei, não era uma limusine. No aeroporto entramos pelas portas do fundo.

                 Antes de embarcar diversos oficiais da aeronáutica me deram os pêsames. Pêsames? Por quê? Perguntei. – Um deles riu e disse – Lord Vado eu não queria estar na sua pele. Fiquei sabendo que o Presidente do Supremo Dias Toffoli está assim com o presidente. Ele já disse que quando sair do STF vai assumir o Brasil. Minha Nossa Senhora! Desta vez estou frito. Não sou simpático à segunda turma do STF. Eles se acham reis. Parecem a turma do CAN e da DEN que decidem tudo sozinhos! Rarará!

                 Chegando a Brasília fui levado de fusquinha sem batedores. Estranhei. Já fui um soberbo soldado da nação. Saudoso corneteiro das noites enluaradas a tocar continência à autoridade, a alvorada e o silencio em Juiz de Fora lá pelos idos de 1959.  Na porta do Palácio do Catete, Ops! Desculpe é que achei que iam me descer o cacete e vi que estava de frente ao palácio do Planalto. Na rampa o presidente Bolsonaro, O Ministro Toffoli o presidente da Câmara Rodrigo Maia e claro o Onix com acento no i. Amarrado na grade o Ex-Ministro Bebianno. Não sei por quê. Senti calafrios ao ver antigos escoteiros junto a ele. – Lord Vado, chegou na hora do fuzilamento. – O que? Eu não vim aqui para isto! Soltem todos! Gritei. Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros. – A Deputada rebaixada Gleisi Presidente do PT com a com a turma da CUT na explanada gritava: Põe fogo no Palácio escoteirada. Fora Bolsonaro e viva Lula mesmo preso é o Presidente do Brasil!

                   Olhei na esplanada e não vi nenhum Escoteiro. – Presidente, não convidou os escoteiros? Não Lord Vado, o senhor sabe se convidar a EB iria querer cobrar uma taxa e sua porcentagem é alta. Deixaram os pobres amarrados e me levaram para uma sala. Achei que seria de reunião, mas não era. Tinha grade. Dois guardas na porta. Logo chegou o Ministro Gilmar Mendes com aquela cara de buldogue e aquela conversa de sabe tudo das leis do Brasil. – Lord Vado, ele disse – Tenho ordens da Presidente da Supremo Tribunal Federal, Digníssimo Dias Toffoli que em sessão solene mandou trancafiá-lo por vinte anos e acusá-lo de tentar atrapalhar a Operação Lava Jato Escoteira do CAN e da DEN! – Putz Grila! Fui traído? Isso era coisa da EB, só podia ser. Se gastam os tubos para processar nos tribunais as outras associações escoteiras que dirá um pobre chefinho mineiro como eu? Comecei a gritar, a esbravejar, a urrar e pular feito onça enfezada!

                    Pensando em me safar, Jurei que não ia dar pitaco nas mudanças fajutas dos Estatutos e nem na empulhação da pesquisa da Evasão. Disse que não tinha a senha do PAXTU, jurei que não iria comentar nada sobre as brigas do CAN que é uma vergonha para o escotismo brasileiro. Jurei tanto que levei uma bastonada na cabeça pelo presidente risadinha do CAN. Maldito mineiro. Era briga? Então tá! Lasquei do meu bornal meu bastão elétrico com ponteira de aço, coloquei na esquerda minha machadinha e na direita minha faca Mundial. Deveria ser uma faca do Stalonne, mas cadê o Money para comprar? Comecei a apanhar e bater gritava feito um danado.

                       Marido! Marido! Acorda! Tem de parar com estes pesadelos. Dê um tempo no Facebook. Você se mete em tanta discussão e confusão. Agora com a EB querendo fingir e tapear a todos com a tal pesquisa e sugestões do novo Estatutos e da Evasão salta de “banda” meu marido.  Vamos lá, levante e me ajude a calcular os pagamentos das contas, pois este mês o dinheirinho está pequeno demais. Calma Celia, tenho uma ideia genial para enricar. Pretendo fazer amizade com o Joesley o Geddel e o Temer. Tenho certeza que vai sobrar para nós comprarmos pãezinhos e biscoitos para o café. Ai sim ficarei cheio da Grana. Kkkkk.



segunda-feira, 1 de abril de 2019

Conversa ao pé do fogo. Os castores estão a chegar?




Conversa ao pé do fogo.
Os castores estão a chegar?

Nota - Castores é um nome para programas associados ao Escotismo para crianças pequenas, geralmente com idade entre 4 e 6 anos e meio. Um participante do programa é chamado de castor. Um grupo de castores é frequentemente chamado de "colônia". O programa é baseado em cooperação e compartilhamento. Algumas organizações de Escotismo têm programas para idades semelhantes, mas usam nomes diferentes, como Keas ou Joeys.

                          Não existe nada nesse mundo que nos faz emocionar mais que uma criança. Não importa qual criança seja. Podem ser as que nasceram em berço de ouro e as que nasceram nas palafitas e favelas. Se olharmos para uma criança doente, ou portadoras de necessidades especiais, seja ela física e/ou mental nosso coração bate forte. Todas as crianças são lindas e se vermos a falta de um sorriso procuramos de pronto tentar fazê-las sorrirem. Rosana Pinheiro disse que nas mãos das crianças o mundo vira um conto de fadas, porque na inocência do sorriso infantil, tudo é possível, menos maldade.

                          Dizem que crianças são anjos, são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz vida que há de fazer ressuscitar a verdade que vive escondida em cada um. A criança não cultiva inimigos, muitas vezes sua tristeza é momentânea. Ela não enxerga o feio, o diferente e o bonito. Não liga para a cor e nem sabe diferenciar a raça dos que estão ao seu lado.  

                      Mandela na sua sabedoria disse que ainda há gente que não sabe quando se levanta de onde virá à próxima refeição e neste caso existem crianças que com fome choram. As crianças são quase sempre felizes, porque não pensam na felicidade. Os velhos são muitas vezes infelizes, porque pensam demasiadamente nela.

                     O escotismo é um manancial de belos sorrisos. Ver um lobinho sorrir é uma paga que poucos têm. Quando o acantonamento é um evento esperado o lobinho sonha. Passa dias só pensando nele. Gritar com uma criança, chamar duramente sua atenção pode ter efeito boomerang. O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade. Precisamos entender que a criança é a consagração da vida.

                      A uma parcela dos associados que pensam mais nos pequeninos. Querem eles também nos Grupos Escoteiros. Alguns os chamam de castores outros de Pré-cubs idade inferior aos dos lobinhos. Tem outros nomes que os definem também como pata tenras iniciantes. Fico pensando quando eles estarão em ação. Falta muito, mas já pensou você olhar para aqueles pequeninos e vê-los sorrir? Jogar, cantar cair, levantar e ser feliz?

                     Sei que infelizmente por falta de condições financeiras seria difícil pensar hoje nos mais humildes junto a nós. E aqueles de necessidades especiais? Mas acredito que seus sorrisos irão pagar a todos que um dia resolveram se jogar de corpo e alma nas atividades desses pequeninos que ainda não são reconhecidos pela nossa autoridade escoteira. Pergunto-me por que.

                    Hoje assistindo um programa vi nele crianças que partem nosso coração e queremos de qualquer maneira ajudar. A saúde em um adulto machuca, mas em uma criança dói fundo. E bom saber que somos milhares a lutar pelas crianças. Ainda bem que o sol e a chuva ou até outros empecilhos que aparecem em nosso caminho não nos deixa desistir. Quem sabe é pelo sorriso. Pela felicidade deles que continuamos firmes em nosso ideal de educador.

                   A União dos Escoteiros do Brasil (UEB) já tem uma posição oficial sobre o tema, ou seja, não há qualquer previsão de outro Ramo além dos quatro já definidos – Ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e Pioneiro, tal como estabelecido na Regra 013 do POR. A UEB, em seu Projeto Educativo, considera as características gerais do desenvolvimento evolutivo da criança e do jovem e ratifica a divisão das faixas etárias nos Ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e Pioneiro.

                   Estas características são baseadas nas orientações do próprio fundador, Baden-Powell, que inicialmente ocupou-se em oferecer um método de educação especialmente concebido para atender as características de jovens entre 11 e 17 anos. Posteriormente, como forma de “preparação para vida escoteira”, Baden-Powell criou o Ramo Lobinho, que oferece as características do Método Escoteiro numa menor intensidade. No caso do “Castorismo”, a aplicação do Método Escoteiro, conforme concebido pelo próprio fundador, fica seriamente comprometida.

                   Para crianças com menos de 6,5 anos de idade pode-se oferecer muitas atividades com intenção educativa, mas não há como aplicar o Método Escoteiro. Nessa etapa de desenvolvimento ainda não existe a percepção da norma e prevalece uma posição egocêntrica, sendo impraticável propor a adesão a um código de valores, conforme previsto no primeiro ponto do Método Escoteiro.

                   Também existem limitações no processo de socialização, impossibilitando o trabalho em equipe. O programa de atividade, expressão mais visível e atraente do Método Escoteiro, também fica comprometido, já que este não se integra harmonicamente a todos os seus outros componentes, não havendo progressividade. Esses pontos são essenciais para caracterização e aplicação do Método Escoteiro.