HOTEL ESCOTEIRO

HOTEL ESCOTEIRO
cada foto tem uma história

domingo, 24 de novembro de 2013

Seria este o escotismo de BP?


Conversa ao pé do fogo.
Seria este o escotismo de BP?

      Temos aqui nesta rede social uma enormidade de membros Escoteiros participando. Isto é bom, pois vamos aos poucos assimilando e aprendendo uns com os outros. Quando comecei os grupos e os que falavam em escotismo eram poucos, hoje não. São dezenas e dezenas. Sou sempre convidado quando iniciam e sempre dou uma passada por lá. Mas nem sempre me sinto bem com alguns participantes. Por quê? Difícil explicar. Talvez pela minha educação escoteira que foi toda ela feita de amor, de educação, de aceitação e compreensão de cada um que um dia resolveu fazer sua promessa escoteira. Eu aprendi muito aqui na minha página e no Grupo que criei. Houve casos que fiquei estupefato e quase desisti. Sempre pautei pelo respeito e pela boa cidadania e nem sempre encontramos isto aqui, apesar de que é mínimo aqueles que faltam com o cavalheirismo que sempre pensamos encontrar no seio do nosso movimento. Escrevi dezenas de artigos. Sou um Velho do passado, mas estou com o pensamento e os olhos no presente.

      É incrível como ainda vemos alguns que escrevem de maneira autoritária e se isto é resposta de outro que também se ofendeu penso como seria se em vez de estarem distante uns dos outros eles se encontrassem pessoalmente. Seria este o tratamento? Hoje estou vendo e sentindo que o autoritarismo está aos poucos se infiltrando aqui e ali em órgãos Escoteiros. Desculpem mas não era assim no passado. Claro sempre foi na alta cúpula um jogo de interesses, mas com a estrutura da época não faltavam abraços e o Sempre Alerta a quem quer que se apresente como Escoteiro. Aos poucos passei a não mais participar de Assembleias e Congressos Escoteiros. As mudanças que estava sendo posta em prática, as reuniões em salas fechadas, a ditadura do líder de uma região exigindo que se votasse em bloco foram consistentes para meu afastamento. Não era o escotismo que pensava. Um escotismo puro, alegre cheio de amor para dar e receber. Garantiram-me que hoje não é mais assim. Sei não, está imposição do uniforme me deixa na duvida.

     Leio com tristezas de amigos que me escrevem dizendo que no seu próprio grupo isto é real. Quem sabe exemplo dos órgãos regionais e ou nacionais. Aqui nesta rede muitos que se tornaram meus “amigos” se afastaram. Acharam por bem não se misturar a este Velho Escoteiro que dizem não fala coisa com coisa. Eu ainda fico pensando se no grupo a que pertencem estão formando jovens dentro dos padrões que esperamos para um perfeito “Espírito Escoteiro”. Se for um grupo forte e unido. Se o respeito à cidadania e a democracia em um Conselho de Chefes, onde muitas vezes uma conversa ao pé do fogo tem mais validade que uma discussão inútil com muitos se digladiando. Muitas vezes deixei de responder a um e outro por um artigo ou história que escrevi. Não valia a pena. O Escoteiro adulto que me respondia não era delicado, prestativo e pelo menos respeitoso. Valia-se de um conhecimento técnico que muitas vezes não dou muito valor. Citar para mim itens de normas estatutárias me faz voltar ao passado onde nossa preocupação era fazer do jovem um menino feliz. Afinal estas normas foram decidas por pouco.

     Quando vejo alguém contestando indelicadamente costumo fazer uma visita em sua página. Nem sempre ela demonstra quem é a pessoa. Mas pelo seu histórico, pela sua maneira de uniformizar, pela apresentação dos meninos (a maioria nem fotos tem dos meninos) eu sinto pena do Escoteiro adulto que não entendeu até hoje a linguagem do escotismo de BP. Muitos destes usam termos que homens educados não usam. São daqueles que ao menor ataque montam um pelotão de guerra para contra atacar e vencer. Fico pensando se isto não seria uma forma de muitos jovens desistirem cedo de serem Escoteiros e assim aumenta a evasão mais e mais. Hoje praticamos um escotismo de leis de normas e aí daquele que sair fora delas. Mas a bajulação que desde os primórdios existiu ainda é uma verdade no escotismo. Beira ao ridículo alguns se bajulando para serem bajulados no alto escalão.

     Um artigo duro? Não devia escrever o que escrevi? Meus amigos e minhas amigas foram anos vivenciando tudo isto. Ninguém gosta quando se diz que existem ainda as castas escoteiras. Castas de alguns e não de todos. As mudanças que se fazem eles defendem com unhas e dentes. Nunca em tempo algum vi algum formador ou dirigente postar aqui que estas mudanças deveriam ser mais transparentes. Que os grupos escoteiros deviam ser ouvidos. Que as consultas que nunca foram feitas deveriam ser frequentes. Nunca vi, mas pode ser que existe e não li. São tantos a se arrogar donos da verdade que penso se eu fosse um tolo e hoje o escotismo fosse divido em ações eu não fiquei com nenhuma. Nem ao portador nem as nominais. Francamente? Temos milhares de bons Escoteiros adultos. Calculo que quase a totalidade. Mas estamos presos a estes que se julgam donos. Das ideias, das normas, de tudo.

        Eu ainda tenho sonhos, sei que nunca seriamos uma horda de homens e mulheres advindos de Shagri-la. Sei que já ouviram falar Se trata de uma obra literária de 1925 do inglês James Hilton, Lost Horizon (Horizonte Perdido), é descrito como um lugar paradisíaco situado nas montanhas do Himalaia, sede de panoramas maravilhosos e onde o tempo parece deter-se em ambiente de felicidade e saúde, com a convivência harmoniosa entre pessoas das mais diversas procedências. Shagri-la será sentido pelos visitantes ou como a promessa de um mundo novo possível, no qual alguns escolhem morar, ou como um lugar assustador e opressivo, do qual outros resolvem fugir. Seria isto mesmo? Não sei. Ainda temos milhares acreditando que sim. No escotismo tudo é possível. Quantos ainda acham que podem continuar assim? Não sei. Não é uma preocupação maior dos Escoteiros adultos. A maioria não pensa nas estruturas até que esta se vire contra ele. Até que um belo dia eles dão uma parada e se perguntam: - O que estou fazendo aqui?


    Com a palavra os donos do escotismo. E não venham me dizer que todos somos donos. Não somos. Tentamos ao nosso modo simples e fraterno dizer que sim. Mas o escotismo no Brasil meu amigo e minha amiga ainda não pertencem a nenhum de vocês. É sim o seu trabalho como voluntário. Obedecendo as normas que foram criadas sem você nunca ter sido consultado. A velha rotina das raposas que dizem que podemos e temos poder de mudar é uma falácia. Tem-se um medo generalizado de dar voz e voto a todos. Apregoam ser impossível a organização sobreviver. Enquanto isto eles se sentem bem com o andar da carruagem. Os que se arrogam contra sofrem processos ou são escamoteados. Melhor voltar a viver em Xangri-la. Não dizem que viver de sonhos é melhor que a realidade?

sábado, 23 de novembro de 2013

De ilusão também se vive.


Conversa ao pé do fogo.
De ilusão também se vive.

           Sempre escrevo e conto histórias onde a aventura, a natureza e os belos sonhos Escoteiros estão presentes em todas as linhas dos meus escritos. Muitos dizem que o hoje não foi o ontem e o amanhã ninguém pode saber. Verdade sim, mas o nosso Movimento Escoteiro não é feito de sonhos? De sonhar em ser um cavaleiro andante? De montar em uma águia e partir em busca da terra do nunca? Quantos ainda ficam dias sonhando para o próximo acampamento? Sonhando em viver na floresta, em subir em árvores, em construir um ninho de águia ou uma ponte pênsil? E cantar? Sim isto mesmo, cantar ao redor de uma fogueira contando “causos” rindo das piadas alegres, deixar os olhos seguir as fagulhas que sem ninguém mandar se dirigem para o céu? – Mas Chefe, isto não mais existe, hoje os jovens nem pensam mais nisto. Será mesmo? Não seria nossa culpa, pois aceitamos ou quem sabe impomos um programa que achamos bom por não acreditar mais que não existem Escoteiros sonhadores?

        Quem sabe nós os adultos falamos por eles sem consultá-los dos seus sonhos? É fácil levar meninos para o campo, ficar horas falando disto e daquilo, esticar uma corda para que um por um passe sob os olhos atentos do Chefe. Se é assim o tempo passou e o sonho desmoronou. Pergunto-me se um dia na hora certa, no lugar certo, em uma sombra de uma grande árvore quem sabe ouvindo os sons da floresta ou do bosque tão perto, ou o doce cantar de um regato ao lado, sorrir ao contar que poderiam todos viajar pelas estrelas no céu azul basta criar na mente esta hipótese plausível? Não precisa de muitos, pois não se cria sonhos com dezenas em sua volta, mas você e eu podemos sem sombra de dúvida começar com poucos. Quem sabe os monitores? Pense, continue pensando que você está com eles subindo uma montanha deixando que eles recebam o vento no rosto, que vejam ao longe o ribombar de um trovão e eles assustados não pensaram em se defender da chuva? Chuva? Bendita chuva que se cair irá criar na mente de cada um a vontade de se tornarem aventureiros audazes, e então por que não parar e contar uma pequena história? Criar em suas mentes que eles podem se safar com aquela chuva que os aventureiros de outrora souberam se safar?

      Tudo é tão simples quando pensamos que os jovens querem acreditar, querem ver, querem sentir, querem fazer e você meu amigo ou minha amiga é o espelho deles. O espelho que eles seguirão e não faça nada para estragar esta visão tão bonita. Deixe que eles viagem na imaginação. Acredite que a vida é um processo de maturidade e está só existirá se deixá-los subir a montanha e ver o que existe do outro lado. Tudo que você fará para criar a fantástica ilusão do sublime sonho mudará completamente a razão da existência dos jovens que de novo irão sonhar, mas sonhar os pés no chão, fazendo, agindo e vivendo o que puderam criar. Faça exatamente como o Código Samurai – A perfeição é uma montanha impossível de escalar e ela deve ser escalada um pouco a cada dia. Sem perceber estamos discordando sempre destes sonhos em achar que eles são impossíveis de realizar.

             Ninguém vive sem ilusões, sem uma bela imaginação, sem criar uma fantasia ou devaneio. Deixe que eles façam desta miragem a realidade que podem e devem criar. Aquele poeta não disse que a vida é feita de ilusões, mas não é das ilusões que saem os melhores momentos da vida? Não diga não aos sonhos deles e se eles não tem sonhos crie um para eles copiarem e fazerem os seus. Todos os jovens querem viver o sonho de ser herói. Tiraram isto dele e nós podemos devolver em forma de escotismo aventureiro. Não aquele de uma fila interminável por uma estrada com você determinando aonde ir. Não tenha medo do que vai acontecer. Haja sim com cautela, mas sem tirar o espírito aventureiro. Lembre-se ali são eles os donos dos sonhos, os donos da aventura, você é um mero coadjuvante que tenta a sua maneira passar para eles o que um dia viveu. Agora o momento são deles e você deve aplaudir isto.

            Ninguém gosta de sonhar e ficar acordando vendo o tempo passar. Ver o vento vir e ir sem ter ao menos possibilidade de tocá-lo. Sem saber o som da floresta, sem saber como é o orvalho da madrugada a cair suavemente no rosto. Sem saber o que os pássaros dizem sem sequer reconhecer o cantar do regato que lhe forneceu a água para sobreviver. Deixe-os ver o vento balançar as árvores, deixe que eles descubram o caminho a seguir, deixe-os descobrirem como podem viver sonhando com os pés no chão. Esqueça a modernidade por alguns minutos e sim pode se preocupar com as adversidades dos novos tempos, mas faça tudo para que eles andem sozinhos. Eles um dia não terão de fazer isto? Belas são as palavras de Kipling que escreveu um dia quem sabe para nós chefes – Quem ao crepúsculo já sentiu o cheiro da fumaça de lenha, quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo, quem é rápido em entender os ruídos da noite... Deixai-o seguir com os outros, pois os passos dos jovens se volvem aos campos de desejo provado e do encanto reconhecido!

            Não vamos mais além, mas precisamos retornar aos sonhos que um dia os jovens tiveram, precisamos pensar que o mundo é como um acampamento em que montamos nossa tenda podemos apreciar a natureza, e depois voltamos para a nossa casa que é a eternidade. Termino este comentário de alguém que nunca ouvi falar. Osho. Quem foi não importa, mas uma coisa eu garanto é um criador de ilusões a nos mostrar que o caminho para prosseguir é sonhar e acreditar em seus sonhos:

- Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem! Avance firme e torne-se Oceano!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

De quem é a culpa?



Conversa ao pé do fogo.
De quem é a culpa?

Diversas publicações estão a correr em todas as redes sociais. A Polícia Federal prendeu centenas de pedófilos entre eles alguns Chefes Escoteiros. Chefe Escoteiro? Fingia ser isto sim. Mas não passava de um doente mental. Doente que deveria receber todas as punições que a lei permite ou mais. Escrever somente não resolve. Dar nomes aos bois resolveria? Seria muita ingenuidade achar que somos todos puros de alma e pensamento. O movimento Escoteiro é um farto manancial para estes doentes mentais. Grupo Escoteiro estruturado, onde tem um bom sistema de patrulhas, bons monitores, (acredito até em um Conselho de Tropa para Escoteiros apesar de muitos acharem que não) uma ótima Corte de Honra, um Escotista para cada matilha, um perfeito Conselho de Chefes e uma democracia perfeita evitam muito a participação dos mal intencionados. Sei de muitos grupos que aceitam sem fazerem uma averiguação ou mesmo analisarem com cuidado a validade de tal aceitação. Infelizmente não é bem assim.

Por diversas vezes recebi comentários de guias e seniores e até chefes contando horrores. Guias e seniores? Sei não. Onde estão os chefes? Os pais? Por mais que alguns tentem me convencer eu nunca aprovaria em um grupo onde tivesse participando o escotismo misto. Exceto nos lobos e nos pioneiros.  Mas sei que tem muitos melhores que eu e defendem com todo ardor este tipo de participação. Defendem com unhas de dentes como se estivessem bem preparados para agir e acreditam que tudo vai dar certo. Conhecem o futuro. Já vi em alguns casos que o próprio Sistema de Patrulhas praticamente não existe mais. Um grande receio de deixar todos no mesmo campo de patrulha vinte e quatro horas por dia. Que bom seria ter locais para debater tais temas, desde o grupo até a mais alta esfera nacional. Não foi bem assim que aconteceu. Mas isto é outra história. Eu conheço os primórdios disto tudo. Vivi a época. Um caso foi interessante. A bebida no campo foi por conta do Chefe. Aconteceu no Brasil. Não vou citar nomes, mas foi uma festa. Digna de filme erótico. Acham que é só este? Tenho mais de doze testemunhos que mantenho a sete chaves.

Competem nesta hora os dirigentes do distrito serem os primeiros a descobrirem e não ficar demagogicamente enaltecendo seus feitos de acampamentos ou acantonamentos distritais. Idem as regiões. Só sabem convidar e se lá no desenrolar estão a postos eu não sei. Quem participa e corre nas madrugadas em vigília nestas atividades sabe o que vai encontrar. Eu já vi coisas do arco da velha. Providências? Um jeitinho aqui e outro ali. Nesta hora é que todos deviam saber aqueles implicados e dar nomes aos bois. Mas não é isto que acontece. Não se presta conta, não se sabe o que discutem nossos lideres nas entranhas do escotismo. Comissão de Ética? Conversa entre quatro paredes.

Os que conhecem grupos bem estruturados sabem que dificilmente isto irá acontecer com eles. Mas não se enganem mais de quarenta por cento dos grupos no Brasil não tem nenhuma organização assim. Investiguem, olhem, perguntem e tenho certeza que muitos de vocês sabem até mais do que eu do que se passa. Fui Comissário Regional na década de setenta. Muitos anos se passaram. Muitos casos aconteceram. Fui duro na hora. Não fui amigo? Infelizmente você vai pagar o pato. Entre o certo e o duvidoso fiquei com o duvidoso. Vai com Deus amigo! Se é que o posso chamar assim. Injustiças? Prefiro cometê-las a ter um nome como o Movimento Escoteiro reconhecido por sua seriedade e formação educacional ser colocado como um movimento de adultos mal formados e sem condições de participarem.

Pedófilos? Irão existir sempre. Escondem-se. São covardes. Seu maior amigo no grupo ou no distrito ou na região pode ser um deles. Tomar cuidado eu sei que todos dizem, mas o fulano? Coloco minha mão no fogo por ele! Que fogaréu eim? Sou daqueles que o adulto Escoteiro, o voluntário Escoteiro tem de ser como a mulher de César. Não basta ser honesto, tem que parecer honesto. Mas são menos de 05% por cento. Poucos não? Mas fazem um estrago enorme!


Que cada um faça sua parte claro, se achar que deve fazer.

domingo, 17 de novembro de 2013

Afinal sou ou não sou um Escoteiro? fasc. 87



Um dia de liberdade para um Escoteiro que dizem que não é.
Afinal sou ou não sou um Escoteiro?

(este artigo foi escrito baseado na publicação de um grupo no Facebook em que se discutia se quem não tem registro não pode ser chamado Escoteiro. Vários diziam sim e outros não e foram arduamente discutidos as luzes das leis e normas existentes).

           Epicteto escreveu que se quiseres ser livre saiba que para esta liberdade só existe um caminho: - O desprezo das coisas que não dependem de nós. Estão a dizer por aí que só pode ser chamado Escoteiro quem tiver registro na Nave Mãe.  Tiraram meu direito? Quem cara pálida? Não sou e não pretendo ter enquanto ver a ditadura que nos impuseram e enquanto não ver entre todos a paz o amor e a fraternidade que tantos nos apregoaram um dia. Não foi assim nos primórdios escoteiros? A liberdade plena de ir e vir, o pensamento solitário respeitado e a saudosa transparência do passado. Nem sei se sou livre para dizer isto, Luiz Fernando Veríssimo comentou que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.

        Agora uns poucos se arvoraram de um nome internacionalmente conhecido para dizer que são donos, proprietários e os politicamente corretos defendem com unhas e dentes esta propriedade como se eles fossem os donos da verdade, uma verdade que desconheço e não aceito. Uma discussão de sábios se faz saber nas elites escoteiras, nas páginas e grupos. O tema é controverso com uns defendendo e outros discordando. Escrevi em um deles: - Entrei no escotismo em 1947, muitos desses dirigentes nem haviam nascido ou nem sonhavam em ser Escoteiro. Fiz uma promessa como lobo no mesmo ano. Nunca mais sai do escotismo. Registro? Nem sonhávamos. Quem viveu a época sabe que cidades longínquas não tinham transporte ou até os correios demoravam uma fábula para entregar uma correspondência. Só na década de sessenta tive meu primeiro registro. Depois por motivos diversos deixem de me registrar e ainda não o fiz e não pretendo fazer enquanto perdurar o que acredito ser uma ditadura escoteira imposta por um sistema de leis forjados em Estatutos que poucos tiveram oportunidade de opinar.

         Quem conhece minha trajetória sabe o quanto colaborei no escotismo. Tempo, dinheiro, horas que deveria estar em convívio com a família, mas lá estava com a juventude ou colaborando em cursos Escoteiros, palestra e outros. Viajei por dezenas de cidades e alguns estados e poucos países. Impossibilitado por motivo de saúde me entreguei nas hostes sociais da internet para divulgar o escotismo. Quem me lê ou quem sabe da minha linha de ação entende que poucos fizeram tanto para engradecer o nome do movimento Escoteiro como eu. Milhares de fotos dignificando o orgulho, a honra e a honestidade escoteira. Centenas de artigos e histórias que exaltam a lei e a promessa, que mostra o caminho do método Badeniano e, portanto não aceito e nunca vou aceitar que por não ter registro na UEB não posso ser chamado Escoteiro. Preciso me registrar? Nunca! Minha consciência não permite. Luto por um escotismo alegre, feito de maneira espontânea, dentro do método e da filosofia que aprendi um dia sem esta pressão de me dizerem o que fazer sem me consultarem. Dignifico o bom Escoteiro ou o bom Chefe. Não nego um elogio a quem quer que seja e também não me bandeei para outra organização. Meu sonho é ver milhões de Escoteiros militando nas hostes de uma organização que inspira confiança e lealdade. Digo isto sem desmerecer a quem quer que seja.

      Discutem nas páginas sociais da internet como se o escotismo tivesse dono. Dizem que mais de cento e sessenta países fazem o escotismo de BP. Em muitos deles convivem harmoniosamente como verdadeiros irmãos. Aqui não. Gandhi dizia sempre que o fraco jamais perdoa, o perdão é uma das características do forte. E ele continua – Olho por olho e o mundo acabará cego. Este não é meu escotismo. Não vou entrar neste jogo, pois o livro arbítrio todos tem o direito de possuir. A lei do ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos da mesma maneira, e nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos. Sempre citando este grande homem completo: - A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão. Devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.

         “Se eu não posso ser chamado de Escoteiro, pois esta palavra tem “propriedade” (?) Eu perguntei se alguém poderia me dizer que não sou Escoteiro”. Ninguém respondeu, mas em outras palavras e algumas técnicas demais para mim tentaram explicar as razões de um lado e outro. Aceitar está imposição seria atentar com minha própria honra escoteira. Honra que aprendi sem necessidade de um registro. Honra que um Chefe “Matuto” do interior meu deu. Ele sem saber que existia um Shakespeare dizia que é mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que a ponta da espada. O mundo não é o mesmo e o que conquistei e o que acredito ninguém nunca vai tirar. Ninguém vai tirar minha centenas de noites de acampamentos, de lugares incríveis que visitei. Nem se contarem para mim quantas estrelas existe no céu. Ninguém vai desmerecer os amigos que na minha jornada fiz. Eles iriam estranhar ao dizerem que sem registro não somos Escoteiros.

          Alguém um dia escreveu que a lágrima disse ao sorriso: Invejo-te porque vives sempre feliz. O sorriso respondeu: engana-te, pois muitas vezes sou apenas o disfarce de tua dor. Citações eu sei que podem dizer que não dizem nada. Esta luta surda que transborda nos meios forenses, estes processos intermináveis que cada lado defende pode até fazer parte dos direitos e deveres de cada um. Mas nenhuma organização pode ser dona da minha honra, da minha palavra, da minha lealdade do meu pensamento e de me considerar um Escoteiro. Nunca vou me aliar a quem não sabe abraçar, a perdoar e aceitar os outros como devem ser. Se um dia sem me consultarem colocaram no final da promessa que também devemos servir a nossa liderança maior eu pergunto: Por quê? Porque me obrigam a dizer isto? Não tenho voz? Não posso pensar? Sou um seguidor sem ideais que não são os meus? Vivemos em uma organização do Grande Irmão? Nem BP aceitou isto quando disse que devemos olhar para frente do nosso nariz e não ser um gansinho que sempre segue o pai ganso.

         Para mim não importa se a lua vai nascer quadrada. Se o sol vai chover água mineral. Se A ou B discordarem de mim. Conheço de dezenas de anos os politicamente corretos. Sei como são e os aceito como irmãos apesar de nem sempre a recíproca ser verdadeira. Para mim Importa o que penso, importa o que acredito que sou. Sempre a favor da democracia onde impera a vontade de todos e não de meia dúzia. Jurei um dia e foi um juramento sério sobre a égide de uma bandeira. “Cumprir o meu dever para com Deus e a Pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer à lei do Escoteiro”. Não jurei ser subserviente e aceitar regras e normas que não as fiz e nem fui consultado. Sempre parodiando os grandes pensadores me lembrei de Deboraggio que disse:

      No caminho desta semana encontrei pedras chamadas decepções, indiferença, inveja... Mas ao passar por elas calcei meus pés com a paz... A paz de Deus que me fez entender que não serão essas pedras que me fariam parar... Então prosseguindo encontrei também pontes, de amizade, de confiança, de relacionamentos... Ao passar por elas me revesti de amor... O amor de Deus que nos faz ver o outro e aceitá-lo, que transforma o coração daquele que com um pequeno gesto de carinho pode te surpreender com um sorriso e te mostrar que neste caminho o Amor de Deus é que faz toda a diferença... Após passar pelas pontes avistei de longe um parque muito lindo que tinha uma placa que dizia assim: 
Você conseguiu parabéns mais uma semana vencida!
Então me sentei na grama e agradeci a Deus por sua graça e sustento na caminhada até aqui...  Obrigado Senhor!


E quer saber? Eu sou Escoteiro com muito orgulho e nunca deixarei de ser! 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Deixa o vento passar e levar...



Conversa ao pé do fogo.
Deixa o vento passar e levar...

Quanto tempo? Não sei. Entrei em 1947 e ele já existia. Ops! Enganei-me, o conheci muito antes. Acho que foi em 1945 e estava com cinco anos. Um Grupo Escoteiro passou desfilando em frente a minha casa. Lindos, garbosos caqui e chapelão.  Meu primeiro contato e sabia que era minha primeira paixão. Rodei mundo com ele. Fui a lugares incríveis e ele ali firme. Meu companheiro de jornadas e alegrias. Desfilei garboso por muitos anos com ele em várias cidades do Brasil. Acordei um dia em um longínquo arraial chamado Martelo em um campinho de futebol na minha barraca de duas lonas o sol nascendo, um povaréu em volta. – Quem são eles? Escoteiros gritou um. Escoteiro claro veja o uniforme e o chapéu. Na pequena igrejinha caída, as margens do Rio das Velhas quase confluência com o Velho Chico (Rio São Francisco) eu estava lá com mais quatro seniores admirando a enorme árvore que nascera dentro dela. Diziam que ali aconteceram belas histórias. Soube de algumas. Um dia vou contar aqui. Aquela do Jagunço Normandia que ficou ali encurralado pela volante e saiu atirando até no vento acho que já contei. Mas dava para ver um desenho feito a mão de um chapéu Escoteiro e um lenço.

Ele sempre foi famoso no Brasil inteiro. Criou raízes de norte a sul e de leste a oeste. Demorou mas se tornou um hábito de comportamento e conhecido entre os Escoteiros. Firmou presença em muitos lares e na mente dos brasileiros. São histórias e histórias para contar. Lembro-me de algumas famosas que digitei em meu chip cerebral para não se perder com o vento que leva nossas saudades e não as trás de volta. Eu e meus companheiros descíamos de Jangada o rio Paraopeba lá pelos idos de 1957/8 não lembro bem. Éramos quatro. Vimos uma enorme fazenda e resolvemos parar. Quem sabe iriamos filar um jantar daqueles gostosos? Isto sempre aconteceu nas fazendas onde estivemos. Apoitamos, descemos e fomos cercados por quatro jagunços armados e levados até a varanda da fazenda a espera das ordens do Coronel. Nome dele? Não lembro. Ele saiu nos olhou, deu uma bela risada e nos abraçou. – Cambadas! Eles são Escoteiros! Veja o uniforme e o chapéu! Ficou em posição de sentido e gritou alto: - Sempre Alerta! Um lauto jantar e camas para dormir e graças a quem?

É. Causos e causos para contar. Ele fez história. Todos o conheciam. Em Malacacheta cidade perigosa onde os matadores faziam fila para mandar alguém para o outro mundo, chegamos inocentes sem saber que ali o clima não era amistoso. A cidade era dominada por grandes empresários que exploravam a Mica (a mica tem alta resistência dielétrica e excelente estabilidade química. Muito usada na época para capacitores, placas de circuito eletrônico etc. Servia e serve também como isolante em equipamentos de alta-voltagem). Já era tardezinha. Quem sabe um campinho de futebol para pernoitar? Na pracinha alguns mal encarados começaram a gritar: - Polícia de Captura! Polícia de Captura! Não entendíamos nada. Um bigodudo com enormes barbas vermelhas veio correndo. “Suas bestas” são Escoteiros, não estão vendo o uniforme e o chapéu?

Mas confesso que fui muito paquerado e bem recebido por gente grande. Graças a ele conheci a melhor mulher do mundo. Minha esposa Celia. Conheci também Quatro governadores, dois ministros, secretários estaduais aos montes, vários prefeitos e quando na década de sessenta o Senhor Jânio Quadros candidato a Presidente do Brasil fazia um comício em plena praça da minha cidade, me viu de uniforme (voltava da sede) e gritou – Ei Escoteiro! Faço questão que fique ao meu lado aqui no palanque! E agora José? Fazer o que? Risos. Fiquei apaixonado pelo “cara” e depois me decepcionou. Éramos conhecidos mesmo. Éramos não, somos conhecidos até hoje. Se você duvida embrenhe por matas e cidades perdidas no sertão brasileiro ou mesmo em belas capitais e veja o que seu caqui vai mostrar. Olhe! Eles são Escoteiros! Um costume que criou raízes. Não tirávamos o uniforme para nada em atividade escoteira. Sempre foi nosso salvo conduto. Já contei aqui o susto que demos no exército brasileiro as margens do Rio Doce. Soltamos uma enorme abobora rio abaixo, toda recortada como se fosse uma feiticeira dentuça, com velas acesas e muitas folhas verdes para produzir fumaça e quando ela passou pelo acampamento do Tiro de Guerra nunca se viu tanto tiro. A soldadesca gritava de medo que era o capeta, o demônio, o belzebu e o diabo. Fomos vistos. Estávamos de caqui e chapelão. Na semana seguinte O Capitão Martinho em pessoa no Grupo. Formados em linha ele passou a revista. – Então são vocês? Seis merdinhas escoteiros que botaram o exército brasileiro para correr?

Causos e causos. O tempo foi passando. Alguns que não viveram este passado começavam a aparecer. Queriam criar um novo uniforme. Uma meia dúzia entre dezenas de milhares sentiam vergonha da Calça Curta. Sempre aqueles afoitos que acham que o moderno substitui o tradicional. Surgiu o cinza azul mescla, depois o traje e não satisfeitos criaram agora e para ficar a tal da vestimenta. Sem criticas. Minha época de aventuras se foi. Este orgulho que ainda tenho dele sei que será por pouco tempo. Juram por tudo que é sagrado que ele vai conviver com a vestimenta. Coitado. É boi de piranha. Serve para ficar ao lado do novo simpático e ser reconhecido como Escoteiros. Bem planejado. Dois anos, três, cinco oito dez anos talvez? Não sei. Não estarei aqui para ver. Mas torço por aqueles que não conheceram a tradição e querem fazer uma nova. Que tudo dê certo. Quase oitenta anos para se fazer um hábito de comportamento. Dizem agradar os tradicionais e o deixarão por muito tempo. Que seja como São Tomé queria ver para crer. Dizem maravilhas do novo. Que ele é lindo e era o que os jovens esperavam para acorrerem ás fileiras escoteiras. Será? Uma vestimenta moderna vai trazer novamente a chama que faltava nos jovens do Brasil? Desculpe. Não dá para acreditar. Se assim o for agora chegaremos fácil aos cem mil. Verdade? É isto que os jovens que não são querem? Desejo sorte. Vender um produto não é difícil. Difícil é provar que o produto é bom. Desejo mesmo do fundo do coração o êxito da mudança. Não foi BP quem colocou em seu livro Escoteiro que devemos olhar além da ponta do nariz? Mas quem sou eu para criticar. Meu tempo passou. Agora só vivo preso em uma gaiola e vez ou outra alço voou com minhas asas de cera.


Pouco tempo ainda me resta. Mas com certeza vou aproveitar cada minuto. Farei do meu uniforme tradicional (que muitos discordam) um marketing do passado. Contarei histórias por este Brasil querido. Contarei dos amigos Escoteiros de outrora, de gente nova que ainda preserva as tradições e que aos poucos vão sendo apagadas da memória escoteira. Mas viver só de memórias não leva a lugar algum. Precisamos sentir o chão aos nossos pés. Ficar de olhos e ouvidos abertos e tomar cuidado, pois um movimento sem tradição nunca terá um belo futuro. Que o vento leve minhas lembranças. Eu sei que ele vai voltar, mas o que ele levou ficará perdido no tempo do passado. - "Sem tradição não pode haver virtude, nem dignidade, nem independência, nem amor à glória. Sem tradição, cada um pro­cura o gozo material, os prazeres, o dinheiro, as posições e os cargos, porém jamais procura os caminhos do Dever para com Deus e a Pátria". – Plinio Salgado.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Abri a porta da gaiola do passado e voei para o presente.













Abri a porta da gaiola do passado e voei para o presente.

Foi um belo sábado. Sol a pino, nuvens no céu para fazer um dia perfeito. Pontualidade inglesa eu disse aos meus caroneiros. Levantei cedo, banho e comecei a rotina de anos e anos para colocar meu uniforme. Olhei o cinto, brilhando. Ótimo. Olhei o chapéu. Abas largas e retas. Cadê o sapato? Marido melhor ir com o tênis preto. (só tenho ele. Kkkkk). Bem não gostei, mas fazer o que? O sapato preto era 38 e meu pé engordou. Não serve mais. Calça, camisa bem presa dentro da calça, coloco o meião e depois o tênis.  Eu não. A Célia. Não consigo dobrar o corpo. Celia uma mulher sem igual. Ser Velho não é mole. Veja se as estrias estão retas! Eu disse. – Você sabe que eu sei disso afinal fui escoteira por 30 anos foi à resposta. Fui para o espelho, lenço sobre o pescoço o ritual do anel bem postado. Por último o colar. Agora o chapéu. Fácil. Vou para a varanda. Os dois chefes amigos (Geraldo e Denis Corazza) chegaram com 32 segundos atrasados, não gostei. Mas os perdoei, pois são dois grandes escotistas. Tentei conversar na viagem e falei pouco. O danado do ar faltando. Chegamos. Alegria, abraços, sempre alerta, ainda bem que nenhum SAPS. Detesto o SAPS.
 
Fotos, abraços e com minha cara de sapo morto tento sorrir. Espero que me entendam. A grande ferradura fica pronta. Centenas de meninos correndo. Rapidamente estão formados. Bandeiras ao vento e lá no céu vi o passado descendo ali. Quantos disto eu vi? Quantas vezes participei? Desde 1947. Perdi a conta. É o tempo não apaga o tempo. Emoções começam a vir à tona. Sou chamado ao centro da ferradura. Meu anfitrião o Robson, um Escoteiro meu do Águia Branca da década de oitenta e que ainda usava fraldas ali agora homem feito e emocionado quase chorando. Robson o Distrital e chefão da atividade Eu não sabia o que falar. Uma ferradura enorme. Robson repita para eles o que vou dizer – Chefe vou tentar, vou tentar estou engasgado. Incrível este momento. São coisas que só os grandes Escoteiros entendem. Falei uns dois minutos. Não é hora para discurso. A atividade de abertura terminou. Hora de bater pernas e voltar. Impossível continuar, pois meu ar vai e vem. Daria tudo para ficar os dois dias, sentir o calor do Fogo do Conselho, sentir o ar da mata do Jaraguá que tantas e tantas vezes senti no passado. Quem sabe o Macaquinho Tião ainda estaria vivo? Ou o Quati doidão? A Jaguatirica já deve ter ido para o céu. Quem sabe a coruja buraqueira amiga de tantos cursos que ali colaborei? Seria pedir muito lá se foram quase trinta anos – Chapéu a postos procuro a mochila que não levei. Rotina que não se esquece. Robson e Denis me dizem - Chefe aguarde. O Cido vem aí. Intimamos ele a vir. Cido, ele e a esposa Celia amigos do peito desde 79. Sempre juntos até hoje. Ele chegou. Fiquei contente estava de calça curta. Anda por aí se exibindo com a comprida. Peguei na orelha dele um dia. Veio do Cemucan de uma atividade para me dar um abraço. Mais de quarenta quilômetros.

Mais abraços e a partida. Chefe Geraldo me levou. Vai me levar domingo as onze ou meio dia de novo a visitar o Falcão Pelegrino. Amigão o Geraldo. Vou conhecer o George Hirata Chefe dos Falcões. Aqui somos velhos amigos virtuais. Devo conhecer outros e assim comecei minha jornada nas estrelas desculpem minha nova jornada na terra. Ainda pretendo abraçar muita gente. Basta me convidar e vir me buscar e trazer em minha casa. Não posso dirigir.


Valeu e se valeu. O Velho Escoteiro bateu asas e voou agora nas asas da imaginação pisando devagar no sonho real. Sempre Alerta meu amigo e minha amiga assim direi quando encontrá-lo por aí nestas minhas andanças. Quantas? Não sei, mas quer saber? Se um dia nos encontrarmos por aí já sabe o que vou dizer – SEMPRE ALERTA! É UMA HONRA CONHECER VOCÊ. POSSO LHE DAR UM ABRAÇO?