HOTEL ESCOTEIRO

HOTEL ESCOTEIRO
cada foto tem uma história

domingo, 23 de abril de 2017

Obrigado pela visita, volte sempre!



Prólogo 

                Meu nome? Osvaldo, Osvaldo Ferraz. Ainda sou um Chefe Escoteiro. Aposentado é claro. Gosto de brincar que nasci no dia 9 de janeiro de 1941, cinco horas após em que BP faleceu no Quênia - África (num lugar tranqüilo e com um panorama maravilhoso: florestas de quilômetros de extensão tendo ao fundo montanhas de picos cobertos de neve). Entrei para o movimento em 1947 como lobinho. Escoteiro e Sênior. Permaneci no Clã pioneiro até os 19 anos onde orgulhosamente me tornei um escotista. Passei por muitas etapas. Aprendi muito. Em uma alcatéia como Akelá, em tropa escoteira e sênior. (Mestre Pioneiro também). Fui ainda Diretor Técnico (nome horrível, prefiro Chefe de Grupo), Comissário Regional, assistente regional de ramos, membro da Equipe Nacional de Adestramento até 1990.

                Tive a honra de participar e dirigir mais de 200 cursos de formação (prefiro adestramento) em diversos estados.  Se não me falha a memória, acho que dirigi o primeiro CAB Pioneiro no Brasil. As diversas etapas de uma vida cheia de alegrias me obrigaram a não mais continuar na ativa. Saúde, emprego, enfim me mantive como escoteiro como sempre fui, mas junto a amigos escoteiros, algumas palestras aqui e ali, e quando os dirigentes regionais precisavam, ali estava eu a Servir.

                Feito esta introdução, quero agradecer sua visita. Seja bem vindo. Aqui vais encontrar artigos sobre diversos assuntos. Alguns polêmicos, outros informativos e outros tantos tentando ajudar a cada um na sua labuta escoteira em seu Grupo. Alguns irão achar que sou contra tudo que é feito pelos dirigentes escoteiros regionais e nacionais. Engano. Meu intuito é alertar. Claro, a possibilidade de ser lido e entendido por eles é um longo caminho.  Como digo sempre em todos os artigos, nosso movimento está sofrendo uma espécie de letargia, achando que tem rumos definidos, mas que não estão trazendo resultados legítimos para o devido reconhecimento por parte de nossas autoridades nacionais. Existe a ênfase de exaltar aqui e ali aqueles homens dignos (poucos muito poucos) que foram um dia escoteiro. Penso diferente. Se eles receberam deveriam agora dar de si para o reconhecimento de nossa organização, mostrando o prestígio que tem dentro de nossa sociedade nacional.

                Sei da luta de todos os dirigentes. Acreditam estar no caminho certo. Decidem com poucos, não fazem pesquisas, fizeram um estatutos que nada muda e sem nenhuma base sólida vão mudando tudo achando que o caminho a seguir é feito de um homem só. As pesquisas que eu faço de boca a boca não são boas. Seria bom uma volta ao passado, quando a Federação das Bandeirantes do Brasil seguiu este caminho e não acertaram. Depois, tarde demais voltaram às origens.

                Leiam meus artigos. Se forem de conformidade ou não, não importa. Não sou infalível e nem o dono da verdade. Queria sim uma grande participação de todos, para que a responsabilidade do acerto ou erro no futuro recaia sobre nossa própria identidade. O meu e o seu desejo é tenho certeza que o Escotismo seja uma grande força na formação de jovens em nosso país.

Obrigado pela vista.
Faça sua própria aventura!

Chefe Osvaldo

               

23 de abril. – Dia do Escoteiro.


23 de abril. – Dia do Escoteiro.

O dia Mundial do Escoteiro é celebrado no dia 23 de abril em homenagem ao padroeiro dos escoteiros São Jorge. Conhecido como um santo guerreiro uma vez que foi soldado de cavalaria, logo cedo ficou conhecido pela sua bravura. Baden-Powell o escolheu para ser nosso padroeiro. Ele o considerava um exemplo e modelo a ser seguido. Afinal São Jorge fez o melhor que pode e, conseguiu superar uma dificuldade que ninguém ousará enfrentar. Costumo dizer para mim mesmo, que entrar para o escotismo é simples e fácil, mas ser um escoteiro não é tarefa para qualquer um.

Força, altruísmo, abnegação, honra, caráter e exemplo pessoal são tão importantes para um escoteiro como respirar. B.P nos deu uma lei para seguir. Saber de cor sem praticar e mesmo reconhecer a força de uma promessa, mesmo ela dizendo fazer o melhor possível não podemos ignorar sua validade. Compete a cada um de nós na vivencia escoteira, sabermos ser corteses, amigos, entender que somos uma fraternidade, nós somos irmãos de ideal não importa qual ideologia tenha sido escolhida. Temos que respeitar e aceitar sempre a todos indistintamente. Aquele que se mete a ser o novo mago escoteiro, que não tem preceitos nem educação no trato com seus demais irmãos seria impossível chamá-los escoteiros.          

Eu olho para mim e digo: - Hoje é o nosso dia. Sei que tem muitos países irmanados no mesmo pensamento. Somos hoje a maior organização de jovens de todo o mundo. Mais de 400 milhões tiveram a honra de passar pelas fileiras escoteiras. Somos um movimento sem igual. Baden-Powell deixou um legado incrível. Foi um homem iluminado e um homem admirável. O pai de todos nós. Nosso líder, nossa trilha, um homem além do seu tempo. Escotismo, uma filosofia rumo à felicidade! 
 Um lindo dia do escoteiro para todos vocês!


PARABÉNS A TODOS OS ESCOTEIROS DO MUNDO E DO BRASIL!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Apenas uma mesa de acampamento.


Apenas uma mesa de acampamento.

                  Era uma mesa simples. Nada diferente de tantas que ele um dia viu outros escoteiros fazerem. Era sua primeira. Teve a permissão de construí-la só. Era um desafio que ele mesmo fez para si. O Monitor lhe disse onde seria o campo da patrulha. Se ele fosse fazer a mesa deveria ficar perto da cozinha. Viu os demais patrulheiros seus amigos planejando e fazendo atividades mil. Sabia que sempre fora assim. Pensou como seria. Quantas achas de madeira, quantos bambus. Multiplicou, fez da álgebra a parte final para não errar as medidas de sua primeira construção.

                  Mãos a obra. Uma machadinha e um facão eram instrumentos preciosos. Proximo ao bambuzal viu dois eucaliptos. Estavam autorizados no corte. Quando o primeiro caiu ele ia gritar “madeira”! Mas sentiu tristeza, pois ela ele sabia que a árvore morrera nas mãos de um Escoteiro. Alguém lhe disse que cortando vinte centímetros acima da terra as mudas ao redor dariam outras três. Não ajudou, mas deu para esquecer a tristeza momentânea.

                   Arrastou-a por trezentos metros. Longe. Não foi fácil. Voltou para os bambus e fez o mesmo. Tirou a camisa escoteira tirou o lenço. Sabia que não se colocava o lenço sem estar uniformizado. O sol a pino, mas não dizem que os Escoteiros não se assustam com nada? Uma estaca e lá esta ele cortando e medindo sua madeira e bambus. Tudo pronto agora era fazer os buracos. Seriam quatro. Quarenta centímetros de fundo no mínimo para que a base fique forte. Uma hora, duas três. Estava agora terminando. Quantas amarras deu? Quantos nós fez? Agora fazia simultaneamente duas costuras de arremate no seu tampo da mesa.

                   O suor não perdoava. Correu até o regato e lavou o rosto, deitou na beirada e bebeu a água cristalina pausadamente com a própria boca. Olhou de longe sua construção. Foi mais perto, pôs a mão na cintura fazendo pose. Olhou de um lado, passou para o outro. Estava deslumbrado com o que fez. Ninguém na patrulha observou ou elogiou. Puderas afinal isto era uma rotina de todos. Pegou a lona, jogou pela viga mestra, já tinha fincado a primeira forquilha. Ele ria da lona torta. Aguarde dona lona, ele disse. Mais quatro espeques. Pronto. Podia chover canivete. Sorriu quando o monitor lhe deu uns tapinhas leve nas costas dizendo – Parabéns!

                   No jantar viu quando todos pegaram seus pratos suas canecas e se dirigiram para a mesa. Ele foi o último. Queria vê-los todos em volta e sentados. Um espetáculo a parte de quem fez. Oraram. “Senhor obrigado por esta refeição, obrigado pela natureza bela que nos deu para viver uns dias, obrigado senhor pela água límpida do córrego, obrigado senhor pela noite, pelos vagalumes e pela Dona Coruja que vai nos olhar com seus olhos espantados”. Amem! Ele baixinho completou: - E pela força que me deu por ter feito a sala de jantar da patrulha. Obrigado Senhor. E ele dormiu tranquilo. Os calos nas mãos iriam fazer efeitos no dia seguinte.


                  Os ossos do corpo doíam e iam piorar, mas ele não se importava. Tinha feito sua parte. Ele não era o único era mais um na patrulha. Dormiu feito um anjo e sabia que este dia seria para ele o inicio de muitos outros que iria mostrar a força de um trabalho em equipe. Amava sua patrulha e por ela daria sua vida. Agora ele sabia como era bom ser Escoteiro e feliz ajudando aos outros e ajudando a sí mesmo!

É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Quanto custa ser um Chefe Escoteiro?


Conversa ao pé do fogo.
Quanto custa ser um Chefe Escoteiro?

                Você tem ideia quanto custa para participar como voluntário no escotismo? Eu sei que tem alguns grupos bem estruturados que assumem todas as despesas. São poucos infelizmente. Mas e os filhos? As mensalidades deles? Nos acampamentos? Também pagas pelo Grupo? Sabemos que os grupos humildes comem o pão que o diabo amassou para que possam atender aos voluntários nas suas necessidades escoteiras. Posso estar enganado, mas só no escotismo o voluntário paga para ajudar. Quem sabe este seja um dos motivos da evasão de adultos. Uma vez perguntei a vários chefes e as respostas me surpreenderam. Não vou repetir aqui todas, mas as principais se referem à tecnocracia de alguns dirigentes, ou mesmo a “arrogância de outros” “ou o profissionalismo de muitos” pensando que os gastos são absorvidos com facilidade pelos chefes escoteiros.

                Pelo sim pelo não alguns sempre afirmam que vale a pena gastar do seu próprio bolso para ajudar e colaborar com os filhos dos outros. Mas conheço alguns que quando chega o fim do mês olham as contas de água, luz, telefone, gás, internet, prestação A, B e C, colégio ou material didático dos filhos e ficam deveras assustados. Sei de outros tantos que estão desempregados. Não irão nas atividades nacionais e regionais programadas, fazer aquele curso, ir ao Jamboree, ao acampamento Contaram-me que em um grupo que os pais perderam o emprego e não podem pagar a mensalidade os meninos foram dispensados.

                Então como ser chefe desempregado? – Sei que existem os Chefes de Grupos que tem uma perfeita estrutura financeira. Sempre dão exemplos como fazem e pagam com prazer as despesas de seus voluntários. Não sei se pagam também as taxas dos jovens. Um deles sempre afirma que arcam com as despesas, viagens e cursos. Afinal a maioria deles tem entre seus associados uma classe média alta e podem ter todas as facilidades que outros não tem. Sei de casos onde ouve separação dos conjugues por causa do Escotismo. Se a esposa, ou a família não participa existe ressentimento. Ver a esposa ou o esposo gastando com o escotismo e sabendo da economia que fazem para arcar com suas necessidades de sobrevivência não é fácil. Mas o menino não tinha condições! Diz o chefe ou a chefe. Tinha de ajudá-lo. E o curso? Precisava fazer. E assim vai. – E tem aqueles que vão para os encontros nacionais e pagam para ser Staff. Ele paga com prazer para ficar a disposição do campo e nem se preocupam se houve despesas de transporte, alimentação ida e volta.

                   Todos nós sabemos que a UEB não aceita nenhuma atividade que dê prejuízo. Não importa qual sempre haverá a taxa dela. Fora do Brasil a taxa é em Dólar. Outro dia li que um chefe dirigente comentou que as taxas são menores que as diárias de um hotel quatro estrelas! Boa essa! Muitos não medem sacrifício. Principalmente se são dirigentes ou formadores não se acanham em aceitar convites, participar de palestras ou mesmo de cursos fora do seu perímetro urbano pagando do próprio bolso. Se você pergunta ele responde: Vale a pena ajudar a juventude do Brasil. Houve uma época que estive na direção escoteira de um estado brasileiro. Lutava para baratear a taxa. Brigava mesmo por isso. Afinal fiz meus primeiros cursos sem ônus, pois a região pagou todas as despesas. Tempo bom que não volta mais.


                  Hoje os profissionais substituíram os amadores do passado. Acho que eu era um amador. Lutava para conseguir auxilio em todos os lugares para ajudar aos jovens a participar de atividades regionais, ou mesmo distritais sem esquecer taxas de cursos com preço simbólicos. A Regional trabalhava com os órgãos públicos, com fábricas para conseguir diminuir as taxas que porventura fossem cobradas. Fazíamos várias atividades regionais e era uma alegria ver as patrulhas chegando completas, cantando, dando seus gritos para um acampamento distrital ou regional. Era diferente, sem tanta pompa de lenços distintivos e o escambal. As patrulhas levavam sua própria tralha, sua intendência e alimentos. Hoje é tudo estilizado. A individualidade prevalece sobre a equipe. Interessante que Baden-Powell quando fundou o escotismo sua preocupação era com os meninos ingleses pobres e humildes.

             Qualquer um sabe quanto pesa as despesas para ser um voluntário. E aqueles que tem dois, três filhos além da esposa participando sabe mais ainda. Não é fácil para alguns cujo salário não dá nem para as despesas familiares. E o pior de tudo que poucos dirigentes se dão conta que podem sim, trabalhar para reduzir custos. Ora bolas, tudo tem que dar lucro? Para que? Para ter um caixa gordo? Despesas existem qualquer um sabe disto, mas vejam bem, as lojas escoteiras são um verdadeiro manancial e o nome escoteiro é um chamariz para muitas empresas. Se você é daqueles que diz: – Eu amo o escotismo, trabalho por ele e acredito que posso ajudar e não reclamo em gastar você não é um bom exemplo. Eu sei que cada um faz o que gosta e eu aceito. Não vou ficar discutindo que não existem almoço grátis. Mas uma boa liderança deve fazer tudo para facilitar a participação dos seus associados em suas atividades.

                    Costumo brincar dando como exemplo o Escoteirinho de Brejo Seco e o seu chefe Zé das Quantas. – Ele na sua simplicidade me diz: - Chefe sou carroceiro, ganho pouco, mas sou honesto e trabalhador. Tenho honra e caráter. Procuro ser amigo dos meus escoteiros e ajudar em tudo que posso, mas não dá para pagar para eles! Parodiando minha Avó, “quem pode, pode, quem não pode se sacode”! Enquanto isto encha os bolsos se quiser ser um voluntário e colaborar para a formação de nossa juventude Escoteira.


Eu não sou pobre, apenas um rico em dificuldade...


Está foto anexa é uma das mais lindas que eu tenho. O sorriso das lobinhas é uma paga por ter sido escoteiro até hoje. Minha alegria em estar junto delas me fazem sim, um Velho Chefe Escoteiro realizado e feliz. Quando chefiava sessões arquei muito com despesas de jovens. Não sou daqueles de bater palmas para dirigentes que não se preocupam com seus associados. Eles são os responsáveis para ajudar os jovens mais humildes nas suas atividades escoteiras. Gosto do primeiro artigo da lei do Lobinho que se aplica bem ao dirigente: - O lobinho pensa primeiro nos outros!

sábado, 1 de abril de 2017

Sustenidos e bemóis, coisas de pardais no ar.


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Sustenidos e bemóis, coisas de pardais no ar.

“Senhor ajudai-nos a construir a nossa casa Com janelas de aurora e árvores no quintal - Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores E ao crepúsculo fiquem cinzentas como a roupa dos pescadores”.

                    A peregrinação me fazia repensar o porquê elevando ao quadrado um sonho abstrato em matemática era como se dirigir ao meu coração que batia calmamente obedecendo às normas surreais de um passeio não programado. Não corria, trilhava o asfalto quente sem eira somente. Pisante macio era como se naquela tarde eu velejava em mar aberto em um céu de brigadeiro. Tarde quente, sol longe do poente. Eu não o via. Estava eu escondido naquela selva de pedra onde se sobressaiam os arranha-céus que queriam tocar as nuvens, mas elas se desmanchavam na poeira do vento amigo. Mente deletéria imaginava como seria fácil ir de encontro ao impossível coisa que não acreditava que pudesse fazer. Sons de veículos passantes, buzinas estridentes, passadas no chão corrente tentando voltar ao lar. Uma gota pequenina de suor correu de mansinho em minha face e se esparramou borrachuda no chão pedregoso. Pensei no homem que faz trabalho penoso, vive do suor do povo. Mentira? Mas não dizem que é fruto de uma jornada, o suor no rosto é custa de muito esforço e grandes penosos sacrifícios?

                  Parei... Eis que sintomaticamente avistei um pequeno parque surgido do nada como se o Mágico Houdini me revelasse que ali era meu lugar. Bonito, resplandecente agora eu ia parquear. Escondido entre as avenidas asfálticas, prédios gigantescos parece que agora encontrei o meu lar. Banco de madeira convidativo, lugar sedutor. Sombra cativante árvores atraentes e áreas esplendidamente vazias. Sentei, me acomodei corporalmente nas curvas gostosas do banco acolhedor. Pensei em voltar meu rosto na direção do sol, e então, as sombras lentamente foram ficando para trás. Amigo, meu objeto direto do desejo de admirar o belo perdido entre as sombras, me alertava que o campo dos sonhos não é onde estamos. Só lá sombras verdadeiras de arvoredo dão as sombras que precisamos. Deixei me levar pelos sonhos. Lembrei-me de Michelle quando escreveu: - Fechei os olhos e me comprometi a sonhar com você. Disse ao sono: venha logo, para que eu possa vê-lo, para que eu possa senti-lo, para que eu possa ter um pouco mais do pedacinho do céu. Logo adormeci. De repente o sol poente estava sumindo.

                            Foi então que me dei conta que era ela que me fazia sonhar. Linda Arvore enorme, verde que te quero verde, uma sombra que se espalhava ao redor do meu mundo que encontrei perdida naquela praça desaparecida entre o os prédios daquela cidade de pedra. Olhei para ela, como era bela, era como se eu disse sem dizer, “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”! Sombra enorme, vivente, escondida do sol poente braços enormes, me voltei no tempo. Ah! De Camisa de Escoteiro subia como anarquista, explorador, batedor ou pioneiro a descobrir ate aonde ia e onde podia chegar. Elas as árvores que me acolheram sorriam sem me condenar. Venha! Suba você não é um agitador ou um anarquista, aproveite dos meus galhos faça de mim o que quiser... E lá eu ia na correia de mateiro, como bom e valente Escoteiro a explorar as alturas do Jequitibá, da Peroba Rosa, do Pau Brasil e de tantas que se alegraram em me abraçar...

                          Eu absorto naquele lugar encantado, pensativo e concentrado olhava a árvore como se ela sempre fizesse parte da minha vida. A tarde foi se aconchegando no horizonte. Eu me sentia abraçado, amado, e por ela adotado tinha certeza que éramos um só. Eu e a árvore da Praça do arredor. Um bordel de sons começou a se formar. Ventania de revoada, como se fossem trovões tocados ao longe por uma mão invisível naquele céu escuro do alvorecer. Olhei para o céu espantado e vi que a hora tinha chegado. Milhões deles, já iam se recolher. Como se fosse uma sinfonia com sustenidos e bemóis vi que eram coisas de pardais no ar. Nada de novo no front para um Velho que tinha a natureza na alma e viveu tantas sinfonias de rádios de pássaros errantes tocadas em plena floresta do Pica Pau e o Bem ti Vi. Eles foram alcançando os mais altos galhos, os grasnados foram escasseando. Aos poucos o silencio retornou com a brisa fresca do ar. Os pardais dormiam. Hora de partir, levantei tropegamente.

                            Uma partida silenciosa. Não iria acordar a orquestra sinfônica que resolveu se acomodar na mais bela árvore do lugar. Uma duas três passadas trêmulas. Parei. Voltei o rosto para a praça. Tudo quieto, tranquilo, calmo e sossegado. Os pardais dormiam sobre a proteção da árvore da vida. Árvore tão querida que os passantes do dia não sabiam o tesouro que tinham ali intocável, mas que todos podiam usufruir ou desfrutar. Mudei de pensar, sorri ao andar, pensei que nada seria como hoje para mim dora em diante. Pião de madeira... Carrinho de ferro... Tudo era tão solido... Ah! Vida tão cheia de vida, mas que um dia vai acabar...

Gosto quando me falas de ti... e vou te percorrendo
e vou descortinando a tua vida
na paisagem sem nuvens, cenário de meus desejos
Tranquilos

Gosto quando me falas de ti... e então percebo
que antes mesmo de chegar, me adivinhavas,
que ninguém te tocou, senão o vento
que não deixa vestígios, e se vai
desfeito em carícias vãs...
J.G. de Araújo Jorge.


Um som nostálgico, pardais passam ser dizer aonde vão. Meus pensamentos voam pelo céu. Deu-me uma vontade de sentir sinfonias de pardais a cantar no alvorecer. Nesta hora faço poemas, as poesias vêm com vontade bater na porta do meu coração. Escrevo, uma musica soa em meus ouvidos, fecho os olhos, os dedos se esparramam sobre teclas brancas e linhas negras resplandecentes vão mostrando o que vai por entre meus sonhos. Sou sim, um poeta Escoteiro, um mero pardal no ar...


sexta-feira, 31 de março de 2017

O "velho" e saudoso bastão Escoteiro.


Conversa ao pé do fogo.
O "velho" e saudoso bastão Escoteiro.

                      Tenho lido aqui no Facebook comentários a respeito do bastão Escoteiro. Interessante. Já há tempos foi abolido e abandonado na maioria das tropas Escoteiras. Apenas algumas ainda se arriscam a tê-los. Quem comenta mais são os saudosistas. Eu entre eles. Agora que não existem mais ainda bem que sobrou o bastão da Patrulha, claro sem ele como usar totem? Tenho receio que também vão aboli-lo.  Não sei. E o totem onde vai parar? Os “çabios” da UEB sempre irão achar um lugar! Não digo que não usaria de novo. Mas porque não? Para dizer a verdade eu usaria sim. Mas concordo com o que dizem. Um trambolho para levar e trazer do acampamento e muitos que não estão acostumados irão esquecê-lo em qualquer encruzilhada de uma aventura, acampamento, ou seja, lá o que for. Mas meus amigos, sempre disse que tudo é uma questão de costume. Hábito de comportamento.

                         Quando jovem eu mesmo o fiz assim como os demais patrulheiros. Calmamente sem pressa. Escolhi o meu primeiro de um pé de goiabeira, acho que durou muitos anos. Mesmo passando para os seniores eu ainda o usava, apesar de que nesta sessão praticamente ninguém nunca o usou. A Patrulha sabia reconhecer um bom bastão escoteiro. Ele contava a história de seu dono. Seu tempo de atividade, seu crescimento, suas etapas, seus acampamentos. Mil coisas. Lembro que até os cursos escoteiros do passado todos os alunos ainda usavam o bastão.

                     Mas o bastão queira ou não tinha mil e uma utilidades. Abrir picadas em matas, se defender de animais peçonhentos, e olhe importantíssimo em trilhas desfeitas para fazer barulho e espantar alguma cobra no caminho. Elas correm ao ouvir o som. Ele era imprescindível em jogos, (lembranças gostosas do Quebra Canela!) serviam como escada para elevar um Escoteiro em uma árvore alta, na montagem de campo e claro nunca esquecer suas mil e uma utilidades nos casos de emergências: - Uma torção do pé, alguma dor na coxa e se necessário se transformar em uma maca rapidamente com duas camisas. Quando acampava ninguém ficava sem seu bastão.

                  Logo ao descer a tralha da carretinha ou de um ônibus sempre lembrava que não deviam esquecer-se de fazer seu bastão Escoteiro e andar com ele. Fácil de fazer. Medidas? Altura até o inicio do pescoço, uma circunferência do dedo indicador e polegar em forma de O, e pronto você tem seu bastão escoteiro. Escolher uma madeira boa nem sempre é possível. Mas você deve lembrar aos escoteiros que ele deve aguentar seu peso, e não deve ser pesado para que fique fácil seu manuseio. Dependendo do bambu é uma boa pedida e pode ser usado sem sombra de dúvida. Claro que ao terminar o acampamento ele seria descartado.

                    Muitos não gostavam. Escolheram tanto e agora jogar fora? Não dava para pegar ônibus urbano, mochila, sacos de intendência e bastão. Mas sempre dávamos um jeito. Lembro-me que qualquer Escoteiro sabia como usar. Quando estavam em forma, em posição de alerta (sentido), descansar ou saudando a chefia e a bandeira e andar em marcha de estrada. Até hoje gosto de ver um Monitor ou sub. passando o bastão para o outro. Uma cerimonia que todos orgulhavam. Não sem se ainda fazem assim. Mudou-se tanto! Ah! Esses “çabios” da liderança de hoje inventam tanto!

                Mas convenhamos que hoje ele seja supérfluo. Quem o dispensou eu não sei, mas deviam ter feito uma pesquisa nacional com os escoteiros para dizerem sim ou não. Afinal para que serve o velho ditado: “Consultem os jovens”. Isto é só para “inglês” ver? Aos poucos retiraram ou mudaram muitas coisas do passado. Acredito que os jovens agora pensam de maneira diferente. Tenho que concordar. Nossos dirigentes devem saber o que fazem. Mas me pergunto, está dando certo? Resultados? - Acreditem, quando vejo uma foto de outros países ou mesmo aqui do nosso, onde os meninos estão de bastão fico orgulhoso. Dei boas gargalhadas quando alguém me disse que BP colocou o bastão para lembrar o fuzil do exército, pois ele sempre viu todos como futuros soldadinhos. Risos. Tem cada uma desses valentes pensadores escoteiros.

                Pois é, dizem tanto sobre BP. Meu amigo BP! Falam tanto sobre ele que até esqueço se foi verdade mesmo que existiu. Quem sabe agora existem os novos que são modernos, querem ser amados, chamados de Grande Chefe de Lider nacional de formador e o escambal. Quem sabe um dia serão considerados os novos Baden Powell da liderança mundial escoteira. Mais modernos mais atuais. Fazendo um escotismo forte e vigoroso. Orgulho da nova geração. Uau! O que seria o escotismo sem eles?


                Um dia vou por aí a vaguear pelos campos e se achar um belo bastão e eu o trarei comigo. O meu não tenho mais. Já tive um famoso, um metro e sessenta duas e meia polegada, ponteira de aço, histórias de fatos marcados a ferro e fogo. E se tiver a sorte de achar um, num pé de goiabeira qualquer, vai ficar em lugar de honra em minha casa. Irei colocar nele tudo que fiz e que ganhei na minha vida Escoteira. Mas isto não deve interessar a ninguém. Não mesmo. Existem outras coisas mais importantes para oferecem aos escoteiros para os motivarem. É melhor deixar com os antigos as recordações. São coisas de “Velhos” escoteiros rabugentos e suas manias. Risos.  


Os que viveram no “Tempo das Diligências” lembram-se do Bastão Escoteiro. Quem não teve um? Quem não aprendeu suas normas e seu uso? Dava gosto de ver. E os monitores esbeltos a fazerem piruetas no ar com o seu? O orgulho da patrulha, do totem, de ver cada um com suas lembranças marcadas a fogo no bastão. Belos tempos!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Crônicas do Velho Chefe Escoteiro. Nada de novo no Front!


Crônicas do Velho Chefe Escoteiro.
Nada de novo no Front!

                 Foram inúmeros os artigos que fiz sobre o Escotismo Brasileiro. Comentei sobre a evasão, a nova metodologia de formação, o sistema utilizado para a escolha dos nossos dirigentes e inúmeros sobre a perda da identidade através da tradição que devíamos ter observado com mais atenção. Publiquei e foram poucas as manifestações o que me deu a impressão que a maioria concorda com os desmandos, exigências, admoestações e ameaças feitas no silêncio da madrugada. Baden-Powell nos deu a mais sublime maneira para sermos felizes, aprendermos mutuamente até nos transformar em uma Fraternidade Mundial com inúmeros benefícios para a humanidade. O tempo foi demonstrando que não era bem assim. Faz parte da evolução de um povo e nossa associação se transformou em uma redoma de vidro, onde os que estão não querem sair e outros querendo entrar e não conseguem.

                  Conforme a Wikipédia uma Associação é uma organização resultante da reunião legal entre duas ou mais pessoas, com ou sem personalidade jurídica, sem fins lucrativos para a realização de um objetivo comum. São voluntárias, aberta a todas as pessoas aptas a usar os seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial politica, religiosa e de género. São controladas pelos seus sócios que participam ativamente no estabelecimento das suas políticas e tomadas de decisões. Bem isto deveria também ser subtendido em nossa associação escoteira. Somos uma associação única que através de uma promessa e uma lei, nos coloca disciplinarmente a aceitar tudo que a Associação define. Os estatutos que não foram discutidos abertamente com todos os sócios tolhem em muito a possibilidade em termos crédito, dar opiniões votar e ser votado.

                   O sistema de castas e projeções hierárquicas não permite que muitos contrários dos atos da associação possam ser discutidos abertamente. Qualquer membro sócio sabe que sem obedecer à disciplina férrea ou mesmo a subserviência dificilmente alguém poderá alcançar um dia o topo da hierarquia da associação. É fato notório que em todas as suas bases, seja na Unidade Local, regional e nacional as eleições são direcionadas para que a mesma liderança anterior permaneça ou então sejam eleitos os já escolhidos de antemão. É como dizem que amigos do rei é meu amigo. Ou melhor, para o amigo tudo para o inimigo a força das normas Escoteiras. Poderia alongar em muito que nestes meus quase setenta anos de escotismo vi e senti o porquê ainda somos considerados não só um país de terceiro mundo, mas nosso escotismo também.   

                 Conforme o último censo, chegamos aos noventa mil. Um nada comparado com a média populacional de jovens em nosso país. Quantas alterações imposições de novas formas de aprendizado e quantas modificações houveram em nossa associação nos últimos 40 anos? Em todas as Assembleias Nacionais ou Regionais os mesmos fatos acontecem e não mudam. Teremos agora um Congresso Nacional onde alguns lutam para serem eleitos como Delegados com vista até mesmo a disputar uma vaga no CAM (Conselho de Administração Nacional). Sabemos que aqueles que não tem uma linha de simpatia ou então são considerados “persona non grata” dificilmente serão eleitos. O legado do escotismo nacional está cheio de homens e mulheres que não se importam com o destino de nossa direção e a disciplina imposta dirige a todos para o bem comum que é a formação da juventude. A associação aplaude.

                    Sabemos de antemão que são poucos que discordam, dão opiniões e sabemos também que muitos que assim fizeram foram admoestados e muitos tiveram que sair do movimento. Enumerar os desmandos da nossa Associação são tantos que várias paginas não dariam para anotar todos. Ultimamente um dos motes preferidos é de que nenhuma atividade ou programa onde se tem dois ou mais escoteiros tem por obrigação dar lucro. A palavra prejuízo é proibida entre os dirigentes da Associação. Veja o caso do MUTPIO (Mutirão Pioneiro), uma atividade para pioneiros que o descaso dos dirigentes simplesmente ignora que nem todos podem arcar com esta despesa. Esqueceram-se de outros gastos como transporte alimentação na ida e volta entre outros.

                   Um Mestre Pioneiro meu amigo me escreveu: - Chefe sabia que o MUTPIO de novembro em Salvador Bahia, terá uma taxa de R$700,00? São três dias chefes, e olhe eu cobrei de um membro do CAN o qual torci e ajudei a ser eleito e ele respondeu que os valores estão corretos e que nada podia fazer. Três dias. Três dias por setecentos reais. E olhe que aqui nas Redes Sociais ainda aparecem chefes defendendo tais valores. E dizem que pobre não tem vez no escotismo. Veja bem, um Pioneiro é um jovem em fase de formação profissional e educacional, e sabemos que além do grande desemprego no Brasil muitos não tem nem mesmo vínculo empregatício. Se ele pensou em ir, perdeu seu tempo. Esta é a realidade no nosso Escotismo Nacional. Pagou? É amigo do Rei? Então está conosco, ao contrário peça para sair! 


               Prefiro não entrar nos detalhes da taxa extra do Jamboree no Japão, nas cobranças dos dois últimos Jamborees nacionais onde pipocavam faixas de empresas fazendo seu marketing. Pois é, sempre achei que a associação tudo pode para dar alegria aos seus associados. Nossos dirigentes (seu não meu) atuais pensam diferentes. Pagou! Bem vindo. Não tem como pagar? Peça para sair! E termino com um breve comentário de Martin Luther King um dos mais importantes lideres do movimento de direito civis: - “O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons".


 Hoje me lembrei de um artigo que fiz há tempos: “Ensinando Democracia”. Sempre acreditei que nossa associação poderia ser uma democracia plena o que não é atualmente. Anos passaram e continuamos na mesma. As unidades locais (Grupos Escoteiros) que são o verdadeiro motivo para a existência da Associação não têm os direitos que deveria ter. Ser consultada, poder votar e ser votado em qualquer escalão. Ela hoje é uma mera seguidora sem voz. Sei que muitos discordam, um direito, mas quem conhece o sistema sabe como funciona. BP comentou uma vez que nós não devemos ficar sempre a olhar para a ponta do nariz. Existem outros horizontes. E quem se habilita?

domingo, 26 de março de 2017

Fatos e tradições do Movimento Escoteiro.


Conversa ao pé do fogo.
Fatos e tradições do Movimento Escoteiro.

ORIGEM DAS BANDEIROLAS DE PATRULHAS.
As bandeirolas de patrulha surgiram no acampamento de  Brownseano ano de 1907, quando Baden-Powell colocou a prova suas idéias sobre o nascimento do movimento juvenil. No primeiro día do “acampamento piloto" organizado pelo fundador, se formaram quatro  patrulhas: TouroMaçarico, Corvo e Lobo. Estas patrulhas eram dirigidas por um jovem mais velho que recebio título de "guía" (monitor) e era o portador de um bastão com uma bandeira triangular de cor branca que tinha desenhado ecor verde o animal "tótem" dessa patrulha. 

O mesmo tinha sido desenhado  pelo próprio Baden-Powell e tinha também a inscrição "BA", simbolizando a primeira e última letra da palavra "Brownsea", nome da ilha onde estavacontecendo o acampamento.  Um ano mais tarde, quando escreveu "Scouting for Boys", BP regulamenta de forma geral esta tradição dizendo simplemente que "todo guía (monitor) de patrulha leva um bastão com uma pequena bandeirola com a silhueta do animal de sua patrulha em ambos os lados". 

Também se especifica nesta obra as cores das patrulhas, que até hoje se respeitam na maioria das associações escoteiras do mundoAs bandeirolas de patrulha fazem parte das tradições de patrulha que ajuda a formar o espírito de patrulha. O célebre Roland Phillips declarava que "o espírito de patrulha e uma disposição moral, uma atmósfera especial o ambiente natural de onde se desenvolvem os jovens, que se faz sentir-se parte essencial  de uma unidade completando-aSua presença se manifesta até nas palavras mais insignificantes e no atos e gestos de cada jovem. 

É necessário que cada escoteiro "sinta" que sua Patrulha deva ser a melhor e para isto deve fazer tudo que puder, para poder falar com orgulho "Eu pertenço a esta Patrulha"   O novo escoteiro deverá aprender a desenhar o emblema de sua Patrulha usando como uma assinatura. Estas são os meios para fazer germinar e arraigar profundamente o espírito de PatrulhaEm se tratando de escotismo os mínimos detalhes tem uma extraordinária importância porque contribuem para criar o ambiente. O essencial e que cada patrulha tenha uma característica própria e que escoteiro tenha consciência de que possui alguma característica  que os destinge dos demais.

UM CINTO ESCOTEIRO DA UEB NA LUA.
Um dos grandes momentos do Escotismo Mundial aconteceu com a primeira missão do homem na lua. Três astronautas, sendo eles todos escoteiros, realizaram a primeira Excursão Escoteira à Lua no histórico voo da Apolo 8Frank Borman foi escoteiro no Arizona, William Andres foi escoteiro na Califórnia e James Lowell atualmente atua como Escotista de uma Alcatéia de Lobinhos no Texas.

Na missão da APOLO 11, um fato importantíssimo aconteceu, Neil Armstrong, que ficou conhecido como o Escoteiro Astronauta da Apolo 11, foi o primeiro homem a pisar no satélite natural, a lua. Este fato tem para nós Brasileiros um significado todo especial. Pois, Neil Armstrong usou no seu espetacular voo à Lua o Cinto Escoteiro do Brasil, que recebeu de presente do escoteiro Carlos Laucevícius, por ocasião de sua visita em nosso pais. Os astronautas cumpriram importante tarefa como escoteiros para "construir um mundo melhor".

Quando Armstrong desceu na Lua milhares de escoteiros de todo o mundo tiveram um motivo especial para acompanhar o desenvolvimento de seu êxito, afirmou hoje o Departamento Mundial de Escotismo. É que Armstrong foi "Águia", o grau mais elevado dos escoteiros nos Estados Unidos. Por outro lado o Escritório Mundial do Escotismo informou que dos primeiros 57 astronautas que fizeram parte do programa espacial dos USA, 44 foram escoteiros.
Fonte: Texto publicado no Diário de Mogi em 13 de Julho de 1969 por Rodolpho P. J. Mehlmann.

As últimas décadas do século XIX viram nascer pensadores que muito contribuíram com teorias, pesquisas e metodologias educacionais em prática na atualidade, como Rudolf Steiner, Baden-Powell, Freinet, Maria Montessori, Dewey, Piaget e Vygotsky. Cada um com suas peculiaridades: Steiner e sua Pedagogia, Waldorf que ensina através de vivências e embasando-se no desenvolvimento e nas diferentes características das crianças e jovens. Uma pedagogia holística encarada do ponto de vista físico, anímico e espiritual. Baden-Powell propõe uma educação paralela à da escola, família e igreja, que se utiliza da natureza para a formação cidadã e acredita na identidade de idéias plantados nos jovens de todo o mundo como caminho para a ambicionada paz mundial.