HOTEL ESCOTEIRO

HOTEL ESCOTEIRO
cada foto tem uma história

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 se foi, agora é 2013. Hasta la vista baby!



A última mensagem do ano.

2012 se foi, agora é 2013.
Hasta la vista baby!

                 Um ano se encerra. Mais um de tantos em nossas vidas. Quantas coisas aconteceram. Muitos acontecimentos deixaram a desejar em compensação teve muitos outros excelentes. Mas não é para ser assim? Um dia li que o mal e o bem têm de existir, pois se o mal não existisse que mundo seria este? Não viemos aqui com uma finalidade? Não importa a fé que processamos em todas elas existe a promessa de um futuro melhor. Se colocássemos nossas vidas em uma tela gigantesca, quantas coisas não veríamos ao apagar das luzes deste ano? Um janeiro que começou um fevereiro, um março um abril. E o tempo foi passando e nós fomos passando com ele. O tempo é implacável. Ele não volta atrás. Quantos sorrisos conseguimos dar? E as tristezas? Não serviram de aprendizado?
          
                  Não sei, mas acho que aqueles que viveram intensamente o escotismo em 2012 tiveram seus momentos de felicidade. Um dia disse para mim mesmo que em nosso passado temos tantas coisas para contar que se escrevêssemos em um enorme imaginário livro da vida, quantas páginas seriam! Milhares e milhares. Sacrifícios eu sei que todos fizeram e quem não os fez? Somos milhões de escoteiros neste mundo. Quantos chefes labutaram acreditando que uma juventude melhor poderia florescer? Tem rosas no meu jardim? Será que observei alguma a desabrochar? São vermelhas? Brancas? Nos caminhos nem sempre acertamos os rumos a seguir. O ponteiro da bússola teve momentos de certeza e outros de duvida. As estrelas no céu nem sempre brilharam com a intensidade esperada para nos mostrar o norte e o sul. Mas nunca desistimos.

                 Seria bom se estivéssemos todos juntos, no alto de uma montanha, sabendo que o sol que caminha sempre para o oeste se foi. Agora esperamos que estrela de Baden Powell apareça brilhante no céu. Hora de ver os erros e os acertos. Que bom. Todos nós ali esperando o esperado 2013. Depois vêm o 2014, o 2015 e tantos que vamos viver intensamente nossas vidas, e alguns ainda procurando o que valeu ou não valeu neste ano e o que fazer para melhor no próximo. Quantas pessoas convivemos neste ano que se vai? Quantos jovens vimos sorrir com nosso esforço que nada mais foi como uma brisa a acariciar nossa face, um levantar de olhos para o infinito, uma vontade enorme de acertar. Isto não nos fez sorrir? Um ano que sabemos para muitos os caminhos tinham outras pistas, que tentamos algumas, voltamos ao ponto de reunião quantas vezes se tornaram necessárias, pois a vida é um eterno aprendizado. E não foi ele quem disse que é errando que aprendemos? Uma pista difícil de seguir e nunca desistimos, pois escoteiros que somos não desistimos de procurar à última, no fim de pista; é ela que nos indicará se tudo valeu. Se ela é a tão esperada - O Jogo já terminou. Paz.

                  Seria bom se fechássemos os olhos, todos nós, os milhões que fazem a saudação que nos foi legada por Baden Powell, e que em volta do mundo déssemos as mãos, entrelaçadas, com as esperanças vivas a pulsar em nossa mente e vendo as estrelas passando cantaríamos em um coro de muitas vozes, de muitos idiomas, que seriam ouvidos há anos luz dos planetas do mundo, e sempre acreditando que o escotismo tem uma força tão grande que nos une, nos dá a esperança de um mundo melhor. “E o Senhor que nos protege, e nos vai abençoar, um dia certamente vai de novo nos juntar”!

Acreditem, marchem fundo nas estradas dos acampamentos que vem por aí. Chamem todos, lobinhos, lobinhas, escoteiros, escoteiras, seniores, guias, pioneiros, pioneiras, chefes e dirigentes. Mochilas as costas, bandeiras ao vento e gritem bem alto para todos que com as mãos entrelaçadas acreditem: - Um grande, um assombroso, um admirável, um extraordinário, um formidável, um egrégio, um eminente, um colossal, um gigantesco, um espetacular e feliz 2013!

SEMPRE ALERTA!

Hasta la vista baby!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Um tributo a minha esposa. Célia Maria Ferraz. Sei que vocês não sabem, eu tenho um anjo ao meu lado.


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Um tributo a minha esposa. Célia Maria Ferraz.
Sei que vocês não sabem, eu tenho um anjo ao meu lado.

 Muitos insistem em procurar a felicidade sem saber que ela está bem perto de nós. Muitas vezes não descobrimos e em outras muito tarde conseguimos ver. Estamos chegando em 2013. Mesmo nas dificuldades que estou enfrentando eu me considero um homem feliz. E sabe quem é responsável por tanta felicidade? Minha esposa. Isto mesmo. Celia que é minha vida e minha luz. Casamos novos. Ela com 17 eu com 23. Sempre tivemos um enorme respeito um pelo outro. Vivemos várias fases neste mundo de Deus. Não tivemos lua de mel. Como? Risos. O dinheiro passava longe. Fomos morar em uma cidadezinha. Trabalhava em uma usina siderúrgica. Peão de obra. Caminhão lonado indo e vindo. Comendo poeira. Minha casa? Alugada. Cozinha e quarto. Banheiro? Nos fundos do quintal. Móveis quase nenhum. Fogão a lenha. Um radinho de pilha.

Moramos em várias moradas. Em varias cidades. Em vários estados. Ela ao meu lado. Incansável. Nunca reclamou da vida que levávamos. Depois outro estado, uma fazenda, boiada das grandes, cobras, galinhas, porcos, Emas e Ciriemas, barcos, São Francisco, E rio das Velhas. Jacarés peixes e sucuris à vontade. Assim o tempo foi passando. Ainda noivo já lutava ao meu lado no escotismo. Sabia do meu segundo amor. Vestiu o uniforme de Bandeirante. Depois de Chefe Escoteira. Fez curso. Quase IM. Não continuou. Não dava. Fiquei mal e fui parar em um hospital. INSS. Ela lá. Junto comigo dia e noite. Até hoje é ela minha luz, minha enfermeira, aquela que me ajuda a pegar um ônibus, a correr nos prontos socorros da vida. Impossível descrever uma vida juntos de 49 anos. Muito tempo. Prometi a ela viver pelo menos para a festa das bodas de ouro. Que Deus me ouça.

Não posso continuar. Fico engasgado. Não era para escrever aqui. Ninguém aqui no facebook precisa ficar ouvindo lamurias. Mas tinha de dizer. Se tenho amigos aqui, ela é a responsável. Em 2012 rezei para chegar a 2013. Um ano se passou. Não sei se outros virão. Mas quando um dia qualquer eu me for lembrem-se dela. Se sou o que sou e acho que nada sou devo a ela. Tem dias que acho não ser merecedor de ter ao meu lado uma mulher como ela. Que os céus a proteja sempre. Ela ainda não leu estes parcos escritos tirados de um dia de alegria. Sim. Hoje estou alegre e tanto estou que digo a todos que quiserem ouvir – AMO DE MONTÃO A MINHA CELIA. ELA É MINHA VIDA, MINHA LUZ. TENHO CERTEZA QUE IREMOS VIVER PARA SEMPRE, POIS NOSSO AMOR É ETERNO!

Tudo de bom meus amigos. Nada mais a dizer. Que Deus os acompanhe sempre. Que possam ter sonhos dourados e que se realizaram como os meus. Sonhos bons, sonhos que irão dar novo ânimo para 2013. Feliz 2013! 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Do passado ao futuro.


A vida vale a pena ser vivida apesar de todas suas dificuldades, tristezas e momentos de dor e angustia.
O mais importante que existe sobre a face da terra é a pessoa humana. E surpreender o homem no ato de viver é uma das coisas mais fantásticas que existe.

Do passado ao futuro.

                        Já escrevi muitos artigos sobre o que penso do escotismo de hoje. Quem me honrou visitando meus blogs sabe disto. Alguns me tomaram como se eu fosse um elefante branco no fim da vida. Outros me chamaram de “Dinossauro” e até colocaram palavras nos meus lábios que nunca disse. Nunca disse que sou contrário as mudanças. Disse que elas poderiam ter sido feitas de outra forma. Para os novos nada de novo no front. Eles nasceram dentro deste sistema e vão defendê-lo até o fim. Para os antigos uma mudança brusca. Muitos desistiram pelo caminho. Outros vão deixando as coisas acontecerem sem sequer uma tomada de posição. E eles dentro do “sistema” nada podem fazer. Disse sobre a importância da tradição. Desfiguraram-na por completo. Valores? Cada um pensa de modo diferente. Tudo que escrevi foi no intuito de melhorar o que já existe. Tomaram ao pé da letra o que não disse. Nunca pensei em mudar de lado e nunca o farei. Sou um oposicionista leal ao que se faz no escotismo ontem e hoje. Vejamos algumas verdades de um e outro:

- Tudo que foi mudado foi decidido por poucos, principalmente em nomenclaturas, que sempre existiram e em nome da modernidade foram alteradas. Por quê? Eram arcaicas? Professor vem desde o início do século e não somos professores. Somos conhecidos como chefes. Quem tem Chefe é índio? Ora, ora. Chefe é um termo carinhoso para designar um responsável. Em Lojas, Fábricas, Grandes empresas este nome faz parte. Já tem alguns querendo alterar a palavra Chefe. Até já se falam em chama-lo de líder. Sempre copiando os “além-mares”. E o Chefe de Grupo? Mudaram. Agora é Diretor Técnico. Parecemos que somos copias de outras organizações que tem estas nomenclaturas há séculos. Para nós não servia. Achavam que Chefe de Grupo era considerado um figurão.  Um manda chuva e a Comissão Executiva pouco mandava. Mudou mesmo? Não. O Diretor Técnico continua ainda em sua maioria nos Grupos Escoteiros sendo o homem forte, o homem que decide. Nossos nomes era uma forma única de se conhecer nossa organização. Desfiguraram tudo. Copiaram dos outros com explicações que para muitos não convencem.

- Uniformes. Como já discutimos isto. É enfadonho voltar a falar neste assunto. É bom saber que não mais que 0,5% do nosso efetivo foi quem começou as mudanças. Quando falo em 0,5% é hipotético. Muitas vezes são três ou quatro que lançaram a ideia e mais meia dúzia aprovaram. Tomaram decisões em nome de toda a organização. Hoje dizem que os meninos não gostam, querem outro, preferem este e aquele. Claro. Deixou de ser um hábito de comportamento. Afinal se o Chefe é liberal veste qualquer coisa ele é o espelho dos demais. O exemplo. Antes nem se discutia isto. Era norma. O caqui para as atividades escoteiras (curto, nada de comprido) e na década de setenta para agradar a alguns se criou o Cinza chumbo. Calça de tergal nada de jeans para “atividades sociais”. ATIVIDADES SOCIAIS! Tínhamos até paletó e gravata. Mas os 0,5% foram alterando e hoje temos isto que está ai. Uma Torre de Babel. Cada estado resolveu o que vestir. Alguns caqui, outros azul outros uma camiseta com lenço e tem cada invencionice que melhor não comentar. Agora acham que vão unificar. Risos. Rir é o melhor remédio. Certo ou errado nunca irão provar que um novo dará uma nova aparência ao nosso movimento. Somos o que somos e não o que irá acontecer. Leva-se séculos para incutir na mente de muitos um hábito de comportamento ou um marketing para ser gravado na memória. Chame um jovem de caqui e chapelão. Chame outro de camiseta e lenço. Façam uma pesquisa com o público. Qual deles são escoteiros. O resultado é previsível. (todas as explicações de gastos, preços, clima é motivo de discussão). Não vou comentar aqui.

- Classes. Porque acabaram com a primeira e segunda estrela? Porque acabaram com a segunda e Primeira Classe? Porque acabaram com a eficiência I e II? Sempre foi um hábito de comportamento. Conhecido. Amado. Sonho de muitos que conseguiram e outros que lutavam para conseguir. Para que? Para modernizar? Na época consultaram os jovens de norte a sul do Brasil? Se precisava modernizar, dar aos jovens novos valores e conhecimentos era só alterar as etapas do que eram exigidas pelo que hoje se apresenta. Outro dia comentei sobre atividades mateiras. Acredito que nem vinte por cento dos grupos as fazem hoje em suas atividades. Não posso aceitar mudanças que eram padrões e vinham sendo usadas por anos e anos. Dizem que hoje temos que nos adaptar a modernização. Inteiramente de acordo. Mas mudaram tanto que se trouxe um aumento do efetivo ou mesmo se valorizaram mais o jovem para que ele permaneça nas fileiras do escotismo deu tudo errado. A evasão e tremenda. A procura quase não existe. Um amigo muito “cricrí” me disse que a ideia das mudanças nos distintivos foram de um que não passou nas provas. Risos. Claro, não acredito nisto. Apenar para rirmos um pouco.

- Atividades ao ar livre. Dizem que o mundo é outro. A marginalidade hoje é enorme. Concordo plenamente. Mas se vão acampar com cinco ou vinte chefes muito bem. Mas isto não justifica a falta da aplicação do método, de um programa mateiro, de técnicas escoteiras, de atividades de Patrulha, de campos de Patrulha, de aprender a fazer fazendo e com os chefes tendo seu campo sem ficar interferindo. Eu brinco sempre – Xô Chefe! Sei que não cabe mais uma jornada de Primeira Classe. É praticamente impossível deixar uma Patrulha acampar sozinha. Mas esta marginalidade tão comentada pelos modernistas está enraizada principalmente nas cidades. Vejam o que acontece nas escolas. A matança desenfreada. O bullying pavoroso que amedronta os jovens. Em cada esquina um traficante. Vamos proibir nossos filhos de ir à escola? De saírem para encontrarem os amigos? Isto é moderno? Não existia como hoje nesta intensidade. E nas cidades que estão os marginais, os vícios degradantes e onde se mata por prazer. Não é lá no campo não.  

- Podem acreditar meus amigos leitores. É triste ver que as mudanças aconteceram e os resultados não. A cada década aparecem novas ideias, novos programas e tem mais de trinta anos que os resultados são pífios. Nos meios educacionais salvo pequenas exceções somos ainda vistos como um movimento atrasado e ineficaz. Mendigamos em um congresso a participação politica e aqueles que lá estão e foram escoteiros não dão à mínima. O verdadeiro programa para crescer não foi realizado. Profissionais escoteiros em todas as áreas. Enquanto nos Estados Unidos são eles são mais de cinco mil, agora estão contratando aqui o segundo. Claro é um começo de um caminho.

- Eu teria muito o que falar, muito mesmo. Quando escrevo e vejo replicas desisto das tréplicas. Gostaria de ter visto as mudanças serem feitas com idealismo, com participação de pelo menos uma boa parte da comunidade Escoteira. Mas não me venham dizer que sempre ouviram os interessados. Não é verdade. Que falta faz um Escoteiro Chefe, aquele que gostaríamos de apertar as mãos e dizer – Ele é o nosso Chefe do Brasil. Mas não. Falar das nomenclaturas existentes é chover no molhado. Escoteiro Chefe, Comissário é sinônimo de atraso. Agora se fala de Diretor Presidente, Presidente, membros do CAN membros da DEN e por aí vai. Se fizermos uma pesquisa garanto que em cada dez membros do escotismo, sete não sabe o que significa. Como não somos politizados e somos levados iguais lobinhos no jogo do dia, poucos muito poucos procuram saber os melindres de um POR, Regimento Interno e Estatutos.

         Não me chamem de ultrapassado. Estou entrando nos meus setenta e dois anos. "Velho" com saúde debilitada, mas com a mente viva, repleta de ideias como se fosse um jovem nos meus tempos de outrora. Deste que o computador surgiu que sempre tive um em casa. Aqui sou um dos mais frequentes. Os filhos me procuram para resolver problemas técnicos no computador. Tenho seis blogs. Os montei com meu próprio esforço aprendendo a fazer fazendo. Escrevo muito. Domino com facilidade o Office da Microsoft. Faço programas para meu uso. Faço inúmeras pesquisas. Procuro conhecer os modernos meios de comunicação e tiro de letra o que está vindo por aí. Leio dois jornais por dia. Duas revistas de grande tiragem nacional por semana. Ainda tenho tempo de ler um livro em cada duas semanas. Procuro conhecer tudo que aparece escrito por pedagogos, professores, cientistas que se refere à educação. Meus programas favoritos de TV são os documentários e noticiosos. Portanto meus amigos, aqueles que acham que estou “fazendo horas extras” e falando palavras sem nexo, não estou não. Sei onde piso. Tenho um passado Escoteiro e dele me orgulho. Escotismo para mim não tem segredos sem falsa modéstia posso dizer que conheço tudo.

           Vou encerrando dizendo que levamos quase cem anos para criar uma imagem e em menos de vinte anos acabaram com ela começando tudo de novo. Foi certo? Valeu a pena? Quanto tempo vamos levar para que o tal marketing da modernidade alcance todos os jovens e adultos em nosso país? Quanto tempo para termos dentro da comunidade, da nação homens de valor, com Espírito Escoteiro, sabendo o que é honra, dignidade e ética para dar de volta o que receberam no escotismo? Quem venham às réplicas. Podem vir. Mas baseadas em resultados. Não do meu grupo e do grupo do vizinho. O importante é o todo, ou seja a totalidade dos grupos escoteiros do Brasil.

As crianças de hoje não conhecem nem uma galinha. Só quando ela já está na panela.
Ary Fontoura - Ator.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Passamos a fase da Torre de Babel?


O ontem é história, o amanhã é um mistério. Hoje é um dom que é por isso que chamamos
que o presente!

Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Passamos a fase da Torre de Babel?

                              A Torre de Babel, segundo a narrativa bíblica no Gênesis, foi uma torre construída por um povo com o objetivo que o cume chegasse ao céu, para tornarem o nome do homem célebre. Isto era uma afronta dos homens para Deus, pois eles queriam se igualar a Ele. Deus então parou o projeto, depois castigou os homens de maneira que estes falassem varias línguas para que os homens não se entendessem e não pudessem voltar a construir uma torre com esse propósito. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e etnias diferentes. Não serve de comparação para uma grande participação entre irmãos escoteiros concordando e discordando de artigos e temas que publiquei.

                              Isto não é uma luta pessoal. Acredito mesmo que possa estar errado em muito do que comento e escrevo. Até justifico muitas vezes as colocações que fazem aqui no grupo e em minha página. É ruim ser o dono da verdade.  A UEB vem realizando uma serie de mudanças desde a década de setenta. Nos estatutos, no uniforme, no programa, em tradições simples que não precisavam ser mudadas. Nunca disse e nem direi que não devemos nos atualizar. Afinal o mundo todo se atualiza a cada momento. Mas existe a maneira correta. Não essa que promoveram e ainda estão promovendo. Nota-se que sempre tem aqui muitos defensores das colocações feitas pelos dirigentes. Nenhum deles, os dirigentes, no entanto manifestou. Dei boas risadas em ler um comentário de um Escotista a dizer que eles estão nos monitorando.  Isto lembra o que? Claro, eles só estão lendo e tirando suas conclusões. Monitorar? Suas atas para quem as lê, não passam de temas já votados por eles e aprovados, e outras tantas nas mãos de um ou outro para tomada de decisões futuras. Assim parece que vão levando as mudanças que até hoje não deram certo. E por favor, não estou desmerecendo ninguém. Sei do esforço voluntário de cada um. Mas quem se candidatou e foi eleito, tem a obrigação de dar muito mais que outros escotistas em suas sessões.

                            Interessante que em nenhuma destas atas publicadas está escrito que deveriam fazer uma pesquisa abrangente, saber as opiniões dos nossos escotistas e quem sabe uma consulta direta as bases ou cada um dos membros da associação. Repito, não sou contra a mudança, sou contra da maneira com que ela é imposta como se só eles tivessem o dom do saber, a última palavra, e pensar que sabem o que precisamos para nos desenvolvermos mais no escotismo. De uns tempos para cá muito se tem falado sobre a os atos do CAN e da DEN. Isto era “tabu” em um passado não tão distante. Já é ruim ficar sabendo de mudanças que não agradam, pior ainda é ficar sabendo por terceiros que determinado tema vai ser alterado. Francamente nas atas que leio não vejo quase nada sobre aprovações e pedidos de estudo de temas discutidos em Assembleias Regionais e Nacionais.

                            Nesta última ata um membro da diretoria do CAN simplesmente pediu que se desse uma explicação, ou melhor, abrangência em algumas mudanças, pois ele sentia que estava sendo muito solicitado nas redes sociais. Se lerem bem a ata verão que foi uma ou duas frases perdidas ali no emaranhado das mais de seis paginas da ata. Interessante que todos pisam e repisam que o escotismo é para os jovens e até nesta ata no final foi feito um adendo de desculpas aos jovens presentes (com direito a participar e sem direito a voto) por não terem sido convidados a usar da palavra o que seria feito na próxima reunião do CAN. Ouvir os jovens?

                            São mais de quarenta anos. Os membros da nova Equipe Nacional de Gestão de Adultos, (antiga Equipe Nacional de Adestramento) no início da década de setenta resolveram que ela não mais teria assento nas Assembleias com direito a voto. Centenas de justificativas. Achei interessante, pois queiram ou não eles os membros se consideram uma elite dentro da estrutura Escoteira e como tal não deveriam ser ouvidos? Claro, muitos deles são membros, mas eleitos por direito ou não de outras formas. Lembro bem que não sou contra as modificações sou contra a forma como são feitas. Um ou dois falam pelos outros, apresentam suas ideias são discutidas em clube fechado, votado e aprovadas. Chegam ao cúmulo de decidir o que os jovens querem sem um consulta direita a eles.

                           Dizer que qualquer um de nós (menos eu, não fiz o registro e não farei para evitar dissabores de ter de enfrentar uma Comissão de Ética) podermos ser eleitos é uma falácia. Comparo isto à eleição do Senhor Lula a presidência da republica. Somos milhares e citar um ou dois que conseguiram não serve como exemplo. Muitos aqui insistem na transparência. Ela até hoje não existe. Enquanto um Supremo Tribunal Federal é transparente nas suas ações, nós os membros do escotismo nacional não somos informados de nada. Dos processos que se fazem com outras organizações, baseados em qual motivo. Processos que frequentemente estados estão julgando membros por conduta não previsível na visão deles, e assim só vamos tomando conhecimento por terceiros ou quando surge em uma Ata de tempos em tempos. O Informativo Sempre Alerta é um amontoado de Marketing da própria organização.

                             Não tenho como comentar todos que aqui deram vasão nas suas ideias. Impossível. Mas mesmos os que discordam e outros que concordam e também aqueles que sugerem, em fico contente. Aqui no Facebook é histórico. De uns tempos para cá surgiram diversos grupos que escotistas de todo o país que agora sentem a liberdade de opinar. Isto não é válido? Não seria melhor abrir um canal mais próximo com a UEB? E por favor, não me venham dizer que as mudanças e tudo que colocamos estão sendo feitas. São quarenta anos. Tempo demais. Fica, portanto meu agradecimento àqueles que resolveram se manifestar. Isto é importante. Uma voz a mais. Que seja em concordância com as diretrizes que a UEB vem realizando ou não. Para mim importa agora é que existem vozes no Brasil inteiro que querem se manifestar. Quer falar, quer cobrar o seu direito de ouvir e ser ouvido e claro votar e ser votado.
Obrigado.

Uma pessoa que faz uma pergunta é um tolo por cinco minutos. Uma pessoa que não faz
É um tolo para sempre.


sábado, 24 de novembro de 2012

. Essa temida tradição escoteira.



Prefácio.

Fernando Robleno é um estudioso Escoteiro. Escreve para seu blog “Café Mateiro” de uma maneira simples e objetiva. Fernando Robleno escreve maravilhosamente sem dar conotação apaixonada nos seus escritos bem diferente como eu sou. Não o conheço pessoalmente. Virtual sim. O chamo de jovem, mas deve ter mais de trinta anos (risos). Tem morada no sul. Precisamente em Joinville. É um aficionado em internet. Meu professor quando preciso de ajuda. Seus artigos tem uma característica básica. Atinge os objetivos que se propõe. Um deles estou publicando aqui. Que os meus leitores tentem assimilar este emérito articulista Escoteiro. Divirtam-se.

. Essa temida tradição escoteira.

Nas eleições deste ano (2012), fui votar no colégio municipal onde estudei quando criança. Permiti-me passear pelo bairro onde cresci. Foi pitoresco, quase surreal, ver crianças empinando pipa, jogando bola na rua e trocando figurinhas na calçada. Até porque é um bairro de periferia e imagino que não são todos os que têm um computador ou um videogame como opções de ócio. O escotismo aqui, lembremos, é de inclusão, ou seja, contempla os do “Playstation” e os da “pipa”.

Se a questão da tradição escoteira girasse ao redor da substituição de uma bússola por um GPS, ou de um Atari por um Wii, ou de uma pipa por um aeromodelo, quão fácil ficaria o diálogo neste ou em qualquer outro blog. Bastaria estar por dentro das novas tecnologias e pronto. Mas não se trata somente disso.

Pessoalmente, não assimilo a questão da tradição escoteira.  Não sei quando ela começou. Seria aquela que vivi no final dos nos 80 como membro juvenil? Ou aquela, para os mais entrados em idade, vivida na década de 60? Não sei, ademais, se ela deveria existir, já que a escravidão, por exemplo, foi uma tradição neste país.  Não entremos no mérito da “tradição de Baden-Powell”, já que é digna de uma tese, sendo separada por fragmentos a começar pelo próprio Escotismo para Rapazes, o qual sofreu atualizações das mãos do próprio fundador até pouco antes de sua morte; mas há, ainda, os que insistem em que a primeira edição pensada para uma Inglaterra colonialista é a que vale.

Cabe ao povo, e somente a ele, decidir quando uma tradição acaba e quando ela começa. E não uma junta diretiva ou uma comissão. Não adiantará assinar leis estabelecendo uma tradição ou decretando seu fim se o povo não a aceitar. Não sendo assim, cedo ou tarde, ela acaba minguando e caindo no esquecimento, provando que não passou de uma moda passageira, longe do que entendemos por tradição. O próprio escotismo é prova disso: se é uma tradição encontrar escoteiros na rua aos sábados, é porque de 1907 pra frente o povo aderiu à ideia.

Para ilustrar o pensamento, a bandeira do Mercosul deveria ser hasteada, por lei (sequer é uma tradição), em todos os estabelecimentos públicos oficiais. Quantos de nós já vimos uma bandeira do Mercosul?
E não há meio de afrontar uma tradição sem deixar feridos pelo caminho. E esses feridos podem ser os que mais precisamos num movimento em queda livre, já que trazem na bagagem as rugas de alegria em relação ao que deu certo, e as cicatrizes daquilo que não vingou.

Traslademos o pensamento à associação escoteira. Uma instituição que não aposta na própria imagem e no que ela representou e representa há décadas, não poderá mostrar seriedade ou firmeza naquilo que crê ou faz. Um desenho que sempre estampou aqueles uniformes levados com galhardia, livros publicados na década de 60 (período mais fértil da literatura escoteira), se é apagado de nossa história da noite para o dia por uma comissão sem que haja uma justificativa de impacto à margem da démodé “são os jovens”, não somente mostrará que a associação não acredita em sua imagem, mas que sente dificuldade em valorizar aquilo que fez dela o que é hoje - “um país que não conhece sua história, tende a cometer os mesmos erros no futuro”.

E se por uma questão de moda se tratasse, ela, a moda, é tão passageira como o passar das estações. Não podemos afirmar o mesmo no que se refere à tradição, que se perpetua com o passar dos tempos, é aceita e mantida pelo povo: ela fala por si e não há necessidade de vendê-la, sequer enfeitá-la.

Não se trata de mudanças somente de imagens, ou de roupas, ou de modas, ou de gadgets. É que a própria instituição se resiste às mudanças. E por uma dessas ironias que nos cruzam o caminho, nos mostra essa resistência justamente porque ela, a instituição, não quer mudar sua forma de governar, sua “tradição” política, mesmo que seja para um bem comum e mesmo que os associados a reivindiquem.

Com o artifício da internet, o povo desfruta de portais de transparência, mas parece que o escotismo não precisa disso. Enquanto o voto direto representa uma democracia, nós não o temos. Enquanto a participação dos associados, o patrimônio máximo de uma associação, é levada em boa conta em qualquer segmento, no escotismo se faz a engenharia inversa.

Há aqueles com o discurso na ponta da língua: “mas o foco é o jovem”. Lembremos que são 12 mil adultos os que mantêm essas crianças interessadas em escotismo.  A modernização que traz resultados, como se vê lá fora, é justamente essa: a de se saber dar o devido valor ao adulto - a meritocracia. Mas nossos sites, longe de se atualizarem, preferem apenas gastar umas poucas linhas ao voluntariado.
No meu tempo era melhor? Lembro-me de minha infância com carinho, mas não me atrevo a equipará-la a outra infância ou adjetivá-la de “a melhor”. 

Hoje é melhor? Para os jovens que vivem esse tempo, sim.
Mas para os adultos, que são os alicerces do movimento escoteiro, talvez seja um fardo demasiado grande que carregam a favor de crianças, porque a associação contribui para tanto. O escotista, o adulto, quer atuar onde a meritocracia funcione; quer ser ouvido, quer estar onde possa apertar a mão de um comissário distrital; ter uma conversa ao pé do fogo com algum dirigente nacional; receber uma carta lhe congratulando. A associação, ao contrário, se distancia cada vez mais do seu maior patrimônio, daquele que defende o nome da causa escoteira esteja lá onde estiver: o adulto, o “chefe”.

Não sei se será outra quimera, mas acredito piamente que o escotismo brilha mais por inciativas isoladas destes adultos do que associativamente falando.
O movimento escoteiro no Brasil não perde jovens para a internet ou para videogames. Os perde para ele mesmo. Passamos de um movimento que oferecia algo único, praticamente competindo sozinho, a um movimento que oferece o mesmo que outros, apenas com outra roupagem. A premissa da “escola de cidadania” não passará de um mantra se não nos fazemos ver e, por conseguinte, não sermos lembrados.

Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.


domingo, 18 de novembro de 2012

O maravilhoso mundo dos escoteiros.


Escrevi esta crônica para publicar no grupo Escotismo e suas histórias e em minha pagina no Facebook. Resolvi publicar aqui para fazer minha homenagem a todas as organizações escoteiras existentes no Brasil. Tenho orgulho de ter amigos em todas. Me sinto honrado com isto. Apesar de não ser registrado luto por uma UEB democrática, amiga e procurando entender que somos todos irmãos. Quanto tempo vai durar esta luta surda que muitas vezes muitos não estão sabendo eu não sei. Mas torço para que a fraternidade seja uma palavra sincera e não como é apregoada por muitos que se sentem ameaçados com outras organizações. 



Crônicas de um Chefe Escoteiro.
O maravilhoso mundo dos escoteiros.

                 Exalta-se por todos os lados, em todas as nações onde o escotismo é praticado que ter a alegria de por um lenço, fazer uma promessa, sair por aí enfrentando o vento, olhando o céu azul, amigos juntos, são particularidades de nós escoteiros que praticamos o escotismo. É mesmo um movimento maravilhoso e único. Perguntem aos Florestais. Perguntem aos meninos da FET ou perguntem aos jovens da AEBP. Perguntem aos Desbravadores. E finalmente aos jovens da UEB. Eles não se importam de onde são, pois assim como todos tiveram um dia a ventura de acordar em uma montanha, ou em uma campina e verem o nascer do sol, de poder ver à tardinha em um acampamento, a fome chegando a fumaça da lenha queimando no fogão o olhar faminto, mas contente de um dia que se foi. Isto meus amigos não é privilegio de ninguém. É de todos que abraçaram os ensinamentos de Baden Powell.

                 Francamente eu não entendo apesar de que têm muitas explicações o porquê desta animosidade por aqueles que abraçaram a causa Escoteira em outra organização. Caramba! Afinal não dizem que somos todos irmãos? Que adianta dizer que o Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros? Ninguém é dono do escotismo. Ele é de todos que abraçam as ideias de Baden Powell. Meu passado Escoteiro hoje está vendo uma luta surda que nunca presenciei na minha vida escoteira. Porque antes éramos um só, em volta de uma organização que nos preenchia tudo que esperávamos do escotismo. Mas ela também é sujeita a erros, não é onipotente. Se alguns quiseram abraçar e fazer outra escolha, outra organização é um direito deles. Se eles estão fazendo o escotismo conforme nossa Lei e Promessa deixaram de serem nossos irmãos?

                 Convidem a todos os jovens de todas as organizações, os coloquem em um grande acampamento e verão como são irmãos. Verão como irão sorrir e se abraçar mutuamente. Não ficarão lá dizendo que minha organização é melhor que a sua. Que eu sou certo e você errado. Que vocês fazem isto e isto. Eles são puros nas suas maneiras, nas suas palavras e nas suas ações. Quem fica implicando e batendo no peito que eu estou no lugar certo e vocês no lugar errado são os adultos. Não todos adultos, pois em todas estas organizações tem chefes escoteiros maravilhosos.

                 Se um dia pudessem mais de perto ver aquele Chefe Escoteiro, seja em que organização for, lutando pela formação dos jovens, dentro dos padrões e métodos escoteiros iriam ver quanta beleza existe no coração de cada um, seja homem ou mulher que orgulhosamente vestem seu uniforme. Quando eles sacrificam suas horas de lazer, quando sacrificam seu trabalho profissional, quando eles deixam de dar a alguém próximo de sua família para doar seu amor ao escotismo, existem diferenças entre uma e outra organização? Afinal temos ou não o direito de escolha? Eles escolheram seu caminho, agora continuam fazendo escotismo e nossa obrigação é aplaudir. Continuamos sendo irmãos escoteiros. O futuro daqueles meninos que vestiram um uniforme fizeram uma promessa, correram pelas campinas em busca de aventuras será diferente dos demais?

                Acho que devemos pensar um pouco. Quem se acha dono dos seus direitos esquece que o direito de um termina onde começa o do outro. Parodiando Paulo Miranda, ele diz que somente com a legítima liberdade de expressão, pluralidade de informação, respeito à cidadania, e permanente vigilância contra as tentativas de cercear o Estado democrático de direito, é que podemos pensar em transformar regimes de força, em regimes de direito. Diderot também dizia que existe apenas um dever, o de sermos felizes!

                A UEB não é onipotente. Não tem o direito de cercear através de uma maciça lavagem cerebral de muitos chefes, esta luta contra as outras organizações que fazem o escotismo. Ela deveria olhar melhor para dentro de sí.  Deveria ter como exemplo o respeito, a boa convivência e o amor que existem em muitos países europeus. Lá como aqui também tem aqueles que resolveram escolher outro caminho, mas como mesmo objetivo da chegada – Formar bons cidadãos com o nobre princípio da Lei e da Promessa. Sei que minhas palavras podem não ser entendidas por muitos. Mas está crescendo esta luta. Antes que ela se transforme em uma bola de nove, devíamos pensar melhor e aceitar a todos como irmãos escoteiros. Não importa onde estão! Uma vez comentei aqui em um artigo que me senti pressionado várias vezes a acatar ideias que não eram de meu agrado. Poderia ter saído do escotismo como fizeram e estão fazendo hoje milhares de escotistas e até jovens insatisfeitos com o que estão vendo e sentido nos seus superiores hierárquicos. Eu continuei, mas fazendo minha cruzada pessoal. Sou da UEB mesmo sem registro. Mas não aceito sua maneira autocrática e muitas vezes ditatorial.

                  Ninguém é dono do escotismo. Ele é de todos que abraçam as ideias de Baden Powell. Tiro meu chapéu para todos os chefes e as chefes que lutam por um escotismo melhor. Que ele seja dos Florestais, que ele seja da AEBP, que ele seja da FET ou da UEB e de tantas outras que estão surgindo. Sei que palavras são palavras e muitas vezes elas são levadas como vento. Mas vendo aquele Chefe ou aquela Chefe sorrindo junto aos seus meninos e meninas, se sacrificando, dando tudo de sí para a juventude, me levanto e grito bem alto: - Aplausos gente! Grande Palma Escoteira para eles. Nesta hora estão fazendo escotismo e muitas vezes com o sacrifício pessoal que merece nosso abraço e o nosso Sempre Alerta!   

                  E para terminar eu digo aos meus amigos e amigas, eu não quero saber se o Pedro se chama João ou se o Antonio se chama Joaquim. Os motivos de cada um não importa. Importa sim o que fazem e como me sinto orgulhoso em ter amigos em todos eles. Amo o escotismo. E vejo nele uma maneira de se alcançar a felicidade plena. Deixem que todos façam isto. Deixem que eles possam ser nossos irmãos. E os motivos porque escolheram outro caminho não me importa. Importa é o que estão fazendo e vão fazer pela juventude de nosso país!                  

domingo, 4 de novembro de 2012

Até que enfim! Vem aí o novo Uniforme da UEB!


A análise de memória social e memória individual é um tanto ilusória quanto fascinante, pois não pode se analisar uma sem a outra, visto que ambas estão ligadas, formando a história e cultura de um povo.

Até que enfim! Vem aí o novo Uniforme da UEB!

                Tanto se falou tanto se comentou que a UEB resolveu dar sua posição no tema. Afinal isto vem se arrastando. Uns dizendo que ela comentou com muitos, outros dizendo que não sabiam de nada. E ainda aqueles que defendem com unhas e dentes esta maneira de agir um pouco autoritária.  Prometeram apresentar no Congresso Nacional. Depois prometeram mostrar no Jamboree do Rio de Janeiro. Nada. Uma ata do CAN mostrou a divergência de alguns da maneira com que o tema era conduzido. Isto é próprio de dirigentes? Uma organização que dizem ter chegado aos 70.000 não pode ser dirigida assim. No passado mudaram tanto, muito do que se considerava tradição foi esquecido ou sepultado, por um simples ato de uma liderança de poucos. A memória individual e a memória social são um tanto ilusórias e não deixa de ser fascinante. Assim dizia um poeta que nunca poderíamos analisar uma sem a outra, visto que ambas estão ligadas, formando a história e a cultura de um povo.

           Mas os tempos são outros. Sentindo talvez a pressão de alguns dos seus milhares de adeptos, eis que a UEB se tocou e através de uma Nota de Esclarecimento explica a razão do novo vestuário no escotismo. Ela simplesmente deu suas razões, alega ter feito consultas e claro, dando como referencia a tendência mundial, resolveu mudar nosso Uniforme Escoteiro. Fico a pensar o que vai levar tudo isto. Centenas de jovens e adultos se afastando por acharem que foram tapeados pela organização. Sei de muitos IMs que não participam mais pelo autoritarismo imposto por eles. Quem ler com atenção a nota de esclarecimento publicada no site da UEB pode observar quanta incoerência com o dito anteriormente e sua explicação de uma decisão já tomada há tempos.

             Tentam analisar de varias maneiras o crescimento pífio que estamos tendo nos ultimos anos. Agora parecem dizer que o novo uniforme seria uma espécie de tábua de salvação. Em vez de fazerem uma grande pesquisa nacional com os membros registrados, pois eles são os interessados ela a UEB simplesmente escora numa explicação sem eira nem beira, dizendo que o SENAI de São Paulo, gentilmente se ofereceu gratuitamente com seus profissionais do ramo a dar as sugestões necessárias à implantação. “Insistem em dizer que foram feitas pesquisas “ocultas” e virtuais”. Ninguém sabe ninguém viu. Fico pensando que eles não iriam meter a mão na cumbuca em ouvir milhares de jovens de todo o Brasil com suas ideias estapafúrdias (risos). Seria um trabalhão. Bom isto. Agora já temos algum sólido. Antes eram conjecturas. Aqui e ali pequenas frações do assunto. Eu francamente não soube de nenhum Escotista ou Escoteiro que conheço que deu sua opinião. Isto ela diz em seu comunicado. Se foi assim não tenho como contradizer. Deve sim ter sido um número considerável que ninguém sabe quem é ou quem são. Repetindo, afinal foram pesquisas ocultas e virtuais. Interessante isto. E quem para contradizer?

          Sempre ouvi dizer por aí que muitos queriam continuar com seu caqui amado, outros com seu azul cinza. Alegres mesmos estão os do ar e mar, pois ninguém mexeu com eles. Porque será? Diz a UEB que neste mês será apresentado pelo DEN ao CAN todos os detalhes para a implantação. Mas e a ata passada que o CAN comenta o assunto? Diz ainda que acredita que na alteração isto fará com que nosso movimento tenha um novo significado e será muito eficaz para nosso crescimento quantitativo. Interessante que através deste novo traje Escoteiro alega a UEB que teremos maior solidez e maior aceitação pelos jovens nas lides escoteiras. Nunca achei que um traje ou uniforme poderia dar um salto estupendo na procura e na permanência de jovens no Escotismo. Claro sua explicação dá a entender que antes isto não acontecia com os uniformes que serão substituídos. Nunca pensei isto. 64 anos participando para ser esclarecido agora que o uniforme antigo é ultrapassado. Alguns sábios agora analisaram qual o melhor para o movimento e buscam o bode expiatório do uniforme antigo como culpado.

         Assim entendemos que o nosso antigo uniforme nada representa na sociedade atual. Com o novo as esperanças de crescimento terão agora maior firmeza. Como é uma tendência mundial (?) estamos sempre seguindo nossos irmãos do outro lado do oceano. Quem são eles não sei, pois a maioria dos países que mantenho contato. não pretendem fazer nenhuma alteração no uniforme. E crescem a cada ano. Nossos dirigentes sempre com uma explicação estapafúrdia para explicar a extinção e alterações de tudo que até hoje em nome de seus modernos estudos modificaram. Interessante. De uma época a outra eles são mestres em tentar tapar o sol com a peneira.

        Continua assim a maneira com que os membros da UEB são tratados. Sem consulta as bases, sem uma pesquisa nacional e uns poucos decidindo por todos. Agora é um novo uniforme. Quem sabe daqui a alguns anos a tendência mundial irá novamente dar nova ideia para um novo uniforme brasileiro? Quem sabe, quem sabe. A cada ano surge algum novo, uma nova ideia, um novo dirigente e assim vai evoluindo o escotismo em nosso país.

        Em vez de fazerem uma grande pesquisa nacional, não só do uniforme que na minha ultrapassada opinião nunca deveria ser alterado, quem sabe discutir o porquê da estagnação do escotismo? Porque este efeito sanfona de entra e sai? Porque não discutir ainda esta enorme evasão e que explica tudo que tentam contradizer? Claro, sempre vai sobrar para os chefes, eles sim são os responsáveis pelo crescimento. A UEB faz sua parte. Cursos à vontade. Modificações à vontade. Engraçado. Nosso movimento se sente culpado pelos desmando de uma organização. Poucos dizem alguma coisa. A maioria aplaude e diz que a culpa é nossa.

          Em uma nota que postei no face sobre o novo uniforme, além de dezenas de outros comentários e diversas opiniões, vi um que me chamou a atenção. Declino aqui seu nome. Posso dizer que estou autorizado para publicar o que escreveu. Na minha modesta opinião, perfeito. Explica tudo. Mostra que os argumentos da UEB não tem nenhuma base para sustentar esta troca da maneira com que estão tentando mudar. Vejamos o que diz o comentário:

- A nota publicada pela UEB se apoia em dois argumentos: em Jean Cassaigneau, alegando que “a mudança do traje era um dos principais focos do relatório” (vide relatório aqui publicado neste blog), o que é uma meia-verdade. Das 70 páginas, creio que somente uma ou duas falam de “nova imagem para a instituição”. As demais páginas tratam justamente da falta de transparência da associação e do tratamento indiferente ao associado. Neste quesito, entendo que não adianta mudar o traje se o ato em da mudança, a exemplo de outras decisões, não é feito as claras.

- Apoia-se, também, na “tendência mundial”, o que é outra meia-verdade. Os países que mudaram suas vestimentas já vinham de um bom efetivo e não tinham, em sua história, a inclusão de um traje (azul mescla nos anos 90) que resultou, entre outros motivos, na evasão de 20.000 mil escoteiros. Mesmo assim, para cada país que muda sua identidade visual, basta sair de nossas fronteiras para citar outros dois que mantem sua imagem exatamente como décadas atrás.


- Nem entremos no mérito das pesquisas, pois é uma jogatina “démodé” para que não tenhamos meios de comprová-las: pesquisa oculta, pesquisa virtual etc. Fiquemos com o fato que, ao menos em redes sociais e grupos de discussão, ninguém sabe ou viu nada. Cita, no final do documento, que a atualização da vestimenta “é tão importante quanto o programa e o planejamento estratégico”. Cabe lembrar que o planejamento estratégico não contemplava mudança alguma no traje e que a inclusão deste novo vestuário no documento foi feita às pressas DEPOIS de terem se decidido por um novo traje (vide ata do CAN nr.70).

- Mais do que uma nota informativa, é um texto que pode incendiar ainda mais as discussões. Se me permitem, discutir se vai ser azul ou verde, moderno ou tradicional não é o caminho. O importante é que decisões que afetam jovens e adultos (financeiramente até) não mais sejam tomadas a portas fechadas e que a opinião e participação do associado, patrimônio máximo da associação, possam ser levadas em boa conta.

                Acho que não preciso dizer mais nada. Que cada um pense a respeito. Sempre perguntei se por acaso a culpa de perdemos mais de quarenta por cento dos nossos jovens a cada ano, e a falta de interesse do programa que hoje foi implantado ou então não seria culpa da UEB pela sua falta de criatividade. Nesta hora milhares de vozes se erguem. Mas nenhuma tenta analisar porque erramos tanto. Cabe a cada um fazer um exame de consciência e dizer a sí próprio – Estou satisfeito com os resultados, ou – Não estou satisfeito com os resultados. Melhor deixar como está. Quem sabe poderia dizer a cada um: – Mãos a obra! Faça sua parte pois eu já fiz a minha!

As pessoas com privilégios preferem arriscar a sua própria destruição a perderem um pouco da sua vantagem material.

John Galbraith



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Revendo conceitos do escotismo.


Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo. 
Ghandi.

Revendo conceitos do escotismo.

                     Os cursos dos rios são impossíveis de serem alterados. A própria essência do terreno não nos dá condições de reverter o fluxo das águas. Porque estou dizendo isto? Porque na nossa Organização Escoteira brasileira nada mais pode impedir seu caminho inexorável às mudanças que estão sendo feitas paulatinamente. Viramos uma máquina de copiar. Tudo que os outros fazem do outro lado do oceano, aqui em pouco tempo é aplicado. De vez em quando dou uma olhada nos sites escoteiros do além mar. Também no da WOSM. Seu site é perfeito. Mas se procurar em todo seu conteúdo quase não se vê escrito os princípios e o nome de Baden Powell com seus formidáveis livros de orientação, conforme ele preconizou como deveria ser o escotismo. Seus livros são claros.

                    Vejamos a definição da OMME no Wikipédia.
A missão da OMME é "contribuir para a educação dos jovens, através de um sistema de valores baseado na Promessa Escoteira e Lei Escoteira, para ajudar a construir um mundo melhor onde as pessoas são auto-realização como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade". WOSM é organizado em regiões e opera com um comitê de conferência, e bureau.
                    Perfeito. Dá a entender bem que nosso caminho é calcado no método e na filosofia de Baden Powell. Engano. Se procurarmos lá a vida ao ar livre, razão de ser do movimento Escoteiro quase não encontramos. Hoje viramos “copiadores”. Copiamos tudo. O passado foi enterrado. Os valores hoje são defendidos pelos novos dirigentes e escotistas cuja grande maioria não tiveram a oportunidade de vivenciar o escotismo como pretendia BP no passado. Saudosistas? Nada disto. Apenas alguém que acha que o caminho deveria ser compartilhado com todo o efetivo Escoteiro do país. Impossível? Não. Garanto que não. Outros artigos publicados aqui podem explicar melhor o que penso a respeito. 
                     Através dos anos as mudanças foram feitas de tal maneira que absorvidas hoje são consideradas normais. Organizações outras que não o escotismo não se preocuparam tanto em mudar como o nosso movimento. Em pouco tempo nos tornamos um movimento moderno, na visão dos idealizadores da mudança. Passamos a absorver a tecnologia esquecendo que nosso sucesso era a vida ao ar livre. Feita de maneira simples, com uma mochila as costas e vivendo a vida mateira de uma maneira salutar que trouxe enormes benefícios a quem dela participou. De uma hora para outra, as classes e especialidades foram substituídas em nome de nomes pomposos e os que viram a transição se sentiram perdidos e só o tempo deu prazo para os acertos que as mudanças precisavam ter.
                    Daí em diante, as mudanças continuaram. Nomes, normas, regulamentos vieram em profusão. Alguns corretos outros intimidatórios para aqueles que não aceitavam facilmente as alterações. De vez em quando dou uma olhada no Manual prático de atuação no regime disciplinar da UEB. Um calhamaço. Fico pensando que movimento somos para tantas normas disciplinares. Acredito que os seus idealizadores, que me parecem são “dois” dirigentes bem intencionados tem bons conhecimentos de direito. Como eu não entendo nada, nada posso dizer.
                   O tempo passou e estamos vendo um efeito “sanfona e sazonal” no crescimento Escoteiro. Evasão e baixa procura são fatos incontestáveis. Um relatório que eu chamei de Dossiê – O Escotismo Brasileiro no primeiro decênio do século XXI de ´2007 e apresentado pelo Dr. Jean Cassaigneau, que a pedido da União dos Escoteiros do Brasil, fez um diagnóstico, perspectivas, proposta e recomendações sobre o Escotismo Brasileiro, não teve receptividade. Considerei um excelente trabalho. Depois que mostrei a amigos e publiquei diversos dirigentes vieram contradizer suas diretrizes e outros há afirmarem que muito foi executado. Discutir o que?
                   Viajando pelo passado nos escritos que guardo, pois gosto muito disto, dei uma lida rápida em uma análise do método Escoteiro, um condensado do Dr. Salvador Fernandes Bertrán, antigo Comissário Viajante do Bureau Internacional da Boy Scout para a América Latina que brilhantemente nos mostra um escotismo autêntico, mas que infelizmente irão dizer que foi escrito lá pelos anos de 1970. Tudo que é passado não vale na premissa de alguns dirigentes. Mas anotei dois trechos interessantes:
                   1) Há dois aspectos dignos de ser considerados: um, que diz respeito àquilo que o Escoteiro aprecia, busca e gostaria de fazer no Movimento; o segundo, que concerne às qualidades e virtudes que o Chefe pretende obter do Escoteiro ou nele desenvolver. São dois pontos de vista que geralmente se confundem. O Escoteiro entra para a tropa por causa das excursões, os acampamentos, os jogos, etc. O Chefe aproveita precisamente essas atividades para fazê-lo cumprir insensível, porém progressivamente, a Promessa e a Lei Escoteira. Para ajudar os meninos a compreenderem o significado dessas pedras angulares do Escotismo, os assistentes das diversas denominações religiosas, tem importante papel.

                     2) Ninguém melhor que um religioso poderá infundir num menino a noção de seus deveres para com Deus, contidos na primeira parte da Promessa Escoteira. O Método Escoteiro não estará sendo aplicado, se não se estimula o cumprimento individual da Promessa e da Lei; daí, a necessidade de que as Tropas sejam constituídas por um número limitado de meninos, compatível com esse trabalho pessoal, por meio do qual o chefe e os religiosos podem conhecer o ambiente em que se desenvolve cada escoteiro: lar, colégio, comunidade etc.; todo o restante do trabalho escoteiro será inútil se não se consegue obter por parte do Chefe e dos Escoteiros, resultados positivos e tangíveis na prática diária da Promessa e da Lei.

                      3) Apesar de várias organizações escolares e militares adotarem também o Sistema de Patrulhas, por sua enorme utilidade, ainda existem Chefes (?) que lhe são contrários, baseando-se em vários argumentos completamente ante escoteiros, como sejam: — "Tenho medo de dar responsabilidade a meus monitores; prefiro fazer as coisas por mim mesmo, porque saem mais rápidas e Melhores, etc., etc. “Com isto fazem desaparecer uma das características mais Importantes e típicas do Movimento, que contribuem para a formação do CARÁTER, constituindo verdadeira Escola de Responsabilidade.

                     As melhores tropas que tenho visitado e as que tem obtido melhores resultados, atingindo uma maior permanência do rapaz no Movimento, tem sido aquelas onde o Sistema de Patrulhas preside a todas as atividades. E' muito importante recordar as palavras do Capitão Roland Philips, que por encargo do próprio B.P. redigiu as bases originais do trabalho por Patrulhas: "O Sistema de Patrulhas não é um método para praticar Escotismo: É o ÚNICO MEIO POSSÍVEL". Também se deve insistir contra o erro bastante comum de acreditar que para aplicar o Sistema de Patrulhas é suficiente dividir a tropa em patrulhas. Isto é completamente artificial. E' precisamente a "reunião das Patrulhas que constitui a tropa".

                  Assim posto, fico a pensar se o caminho percorrido e as ideias que vão sendo postas em prática são validas. Escotistas mais esclarecidos tem feito comentários diversos. Marketing, Chefes competentes, voluntariado são sempre citados. Quando virei “gente” no escotismo à sede nacional era no Rio de Janeiro. Com o advento da capital federal alguns chefes conseguiram que ela fosse transferida para Brasília. Contam-se aos montes histórias de um e outro, onde muito se perdeu e a falta de bons dirigentes dificultaram a sua permanência nestas capitais. Levaram a sede nacional para Curitiba. Quando isto aconteceu acreditei que lá estava escotistas de alto gabarito. Pelo que dizem, os novos dirigentes conseguiram uma boa restruturação, sede própria, mas me pergunto – É o local ideal? Parabéns ao trabalho realizado, mas isto em minha opinião só implica em uma coisa. A falta de bons profissionais escoteiros. Sempre trabalhamos com voluntários amadores. Pessoas que apesar de sacrificarem muito tem outras ocupações. Contam-se nos dedos os Profissionais contratados nos últimos 40 anos.

                  A alegação sempre é que não temos estrutura financeira para isto. Não sei. Acho que pecamos pelo nosso amadorismo. O profissionalismo no escotismo desde que me conheço por Chefe nunca teve um desenvolvimento esperado. Tivemos uma época que os cursos para profissionais proliferaram. Posteriormente quando se admitia um profissional destes sempre era pessoas ligadas aos dirigentes quando não um dos próprios dirigentes. Neste caso não estamos copiando nossos lideres inteligentes do além mar. Um profissional com formação acadêmica, para área especifica, com um salário específico e complementação através de porcentagens das doações que conseguir seria difícil? Acho que o difícil é o amadorismo de todos nós. Além de não termos um plano de carreira, de desenvolvimento, aceitar um profissional arrolando pessoas importantes, fazendo contatos externos visando uma expansão planejada, não seria bem visto. Posso até dizer que muitos se sentiriam diminuídos com suas posições de liderança. Dificilmente um trabalho bem feito poderia ser realizado.  Se até hoje não tivemos um bom profissional (agora soube de um novo contratado, vamos ver os resultados) para desenvolver o escotismo em suas diversas áreas não sei como podemos crescer qualitativamente e quantitativamente. Quando um país do além mar ostenta em seu seio mais de cinco mil deles, fico pensando onde estamos nestas mudanças estapafúrdias.

                 De uma coisa eu sei. As ideias e planejamentos sempre serão feitas a quatro paredes. Alterações, mudanças de estatutos, regimentos e normas eu não acredito mais. Portanto podemos discutir o que quisermos. Nada será alterado. Hoje o palavreado e a maneira de conduzir o escotismo é todo ele feito de palavras e ações que não atingem os leigos. Aqueles que fazem o escotismo. Conhecendo o novo questionário para Insígnias a maioria das questões eram burocráticas. Atividades de Patrulha de campo, e outras importantes foram substituídas pelas normas vigentes, e imaginem, de muitas normas diretivas e acredito que elas são mais importantes para a UEB. Até mesmo o Manual prático de atuação no regime disciplinar da UEB está lá. Por quê? Forma intimidatória? Prefiro não comentar o questionário do passado. Este sim, visava o conhecimento técnico e teórico do Chefe escoteiro.

                 Em um artigo de 1957 escrito pelo Chefe de Campo de Giwell Park, chamado de os Sete Perigos, John Thurman foi enfático em dizer em um item o seguinte:

Sem dúvida, Baden-Powell tocou o dedo em algumas das mais formidáveis ideias e práticas que levam os rapazes a segui-las com entusiasmo, e nos métodos, e modo de manejar e guiar os rapazes. É por isso que devemos nos manter o mais possível dentro da simplicidade, da alegria e do entusiasmo que ele inspirou. OS ÚNICOS CAPAZES E POSSÍVEIS DE PÔR O ESCOTISMO A PERDER SÃO OS PRÓPRIOS CHEFES E DIRIGENTES.
 Se nos tornarmos arrogantes, complacentes e a nos fazermos passar por demasiado autossuficientes, então - e apenas com essas coisas - poderemos arruinar o Movimento.

                     Falar mais o que?

Ética profissional é o conjunto de normas morais pelas quais um indivíduo deve orientar seu comportamento profissional. A Ética é importante em todas as profissões, e para todo ser humano, para que todos possam viver bem em sociedade.