HOTEL ESCOTEIRO

HOTEL ESCOTEIRO
cada foto tem uma história

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O lendário duelo mortal na Avenida Amazonas mineira.


O lendário duelo mortal na Avenida Amazonas mineira.

                    Ia ser o maior acontecimento histórico ocorrido no Brasil. De proporções inimagináveis um duelo mortal ia ser realizado. A história e a realidade se complementam neste conto que parece saído das paginas escritas pelo Chefe Osvaldo para o Facebook, mas que o mundo ficou estarrecido pela narrativa que parece ficção e cujas decisões drásticas das autoridades brasileiras quase teve um final bombástico e sanguinolento nesta saga que não deveria ter acontecido.

                     Passamos então para a cronologia dos relatos obtidos com os poucos sobreviventes após a hecatombe mortífera que não deu guarida e nem sucesso aos envolvidos. Tudo começou na manhã de 16 de maio de 2016. A cidade de Belo Horizonte em polvorosa seria o palco da maior revolução já acontecida em solo mineiro. Superior à invasão pelas forças militares mineiras no litígio contra os capixabas que durou quase meio século e ainda hoje é lembrado para quem viveu as confusões na região de Mantena. (eu estava lá. kkkkkk) A Avenida Amazonas uma das principais da Cidade estava apinhada de material bélico que seriam usados pelos protagonistas. O Exercito Brasileiro tomou partido da Presidenta e tambores e tiros de canhões rebombavam no ar e todos gritavam “Não vai ter golpe”. Entrincheirados entre a Avenida do Contorno e Amazonas, Dilma, Lula, Cardozo, Wagner Kátia Abreu, Rui Falcão, vários dirigentes da CUT e do MST dos sem casa, dos sem tostão, da Minha casa Minha vida e Bolsa Família além de gatos pingados pois os demais haviam se bandeado de lado estavam armados até os dentes para a refrega final.

                      Do outro lado próximo a Praça Raul Soares escondidos atrás do Edifício JK Temer, Cunha, Calheiros, Aécio, Fernando Henrique, Alkmin, José Serra, Marco Aurélio, Gilmar Mendes e mais uma corja de 20 senadores da oposição armados até os dentes pela Marinha de Guerra do Brasil aguardavam o toque de avançar para começar a Guerra dos Papudos para ver quem ia assumir os destinos da nação. Muitos deputados, senadores e governadores se mantiveram afastados, técnica moderna e pedagógica usada hoje em dia para depois se bandear para o lado vencedor. O Governador Mineiro Pimentel e sua linda esposa no alto do Edifício JK orientava as forças Dilmistas, pois a guerra teria de ser vencida pelo PT e se terminasse assim ele proporia colocar na cadeia toda a Ministrada do Supremo Tribunal Federal. Não esqueçamos o Juiz Moro que em Curitiba nem dava bola para ninguém mandando para o xilindró a corja que roubou descaradamente a nação.

                      Não se sabe como e nem porque, na esquina da Avenida Afonso Pena com Amazonas surgiu à turma do DEN e do CAN da UEB com a indefectível vestimenta, a maioria de camisa fora da calça, alguns de curto outros de comprido, chapéus de pano, Bibico de Pato e outros afins sem esquecer as tais meinhas curtas brancas, verdes ou azuis a escolha do freguês. Como sempre eles não se importavam o que pensaria a população vendo aquilo e andavam calmamente para a Praça Raul Soares com uma bandeira branca como se fossem salvar a nação. Quem os levou ate lá? Por quê? Eram uns completos desconhecidos e até mesmo a maioria dos chefes escoteiros do Brasil se apresentados nem saberiam quem é quem. À frente o Presidente da UEB sorria como se fosse salvar a nação de uma guerra fraticida. Nem bem atingiram a Esquina da Rua dos Caetés surgiram com fuzis automáticos na mão vários membros da AEBP e da FET. Gritavam palavras de ordem que ou cessasse os processos ou todo mundo ia morrer. Os Florestais tentavam apaziguar. Correria para todo lado. Como se houvesse sido um sinal, a guerra dos políticos começou.

                       Fui chamado às pressas em minha morada e me levaram em um jato AF-1 Skyhawk da Marinha do Brasil até a zona do conflito. Lembrei-me de Tiradentes e sorri de orelha a orelha. Sempre eu. Sempre eles lá me implorado para apaziguar e levar a paz a minha adorada nação. Corri no guarda roupa e com ajuda da Célia vesti garbosamente meu caqui de linho sempre bem passado e sem pregas. Demorei um pouco para colocar o lenço pois faço questão de estar garbosamente uniformizado. Olhei o meião e vi que os frisos estavam perfeitos. Na gaveta as jarreteiras mas preferi não usar. O chapéu de lado a “lá” Baden-Powell era um tradição. Um helicóptero me esperava no heliporto da rede TV próxima a minha casa. No aeroporto de Congonhas o jato estava lá. O Piloto Tenente Coronel B-P vindo diretamente do Transvaal me saudou e emendou: - Chefe, Sempre Alerta. Salve o Brasil!

                     Orgulhoso no meu caqui lindo de morrer coloquei o Capacete Verde e Amarelo para o voou em detrimento ao meu chapéu de Abas largas que amava. A Rádio Inconfidência mineira no transmissor automático do jato anunciava a minha chegada. Escoteiros e Escoteiras mineiros encheram os salões do aeroporto da Pampulha onde ia pousar. Pena que a maioria deles estavam com as tais vestimentas pois meu querido estado hoje virou a bandeira para Curitiba aceitando tudo que os donos do poder exigem e impõe sem reclamar. Mas o dever em primeiro lugar. Bem coloquei o pé quando o jato ainda taxiava e alguém veio correndo com um fuzil AK 47 na mão atirando. Desengonçado, vestimentado com um uniforme desbotado, rasgado, camisa solta gritava: Vais morrer Velho Escoteiro maldito! Gritei Anrê três vezes! Ainda deu tempo para dizer: - Pró Brasil? - Maracatu! Cantei o Rataplã sem parar. Cai ensanguentado no chão sorrindo. Afinal agora iria para minha querida estrela de Castella e refazer minha jornada escoteira pelo espaço sideral!


                       Alguém me balançava e gritava. Marido! Acorda! Tem de parar com estes pesadelos! Era a Célia minha amada esposa. Belisquei meu braço para ver se estava vivo ou estava chegando ao Nosso Lar. Doeu. Estava vivinho da silva. Levantei ainda sonolento. A abracei. – Querida! Eu queria salvar o Brasil mas não deu. Que eles se danem e se matem até resolver o principal, a paz, a prosperidade e a fraternidade que tanto precisamos. Na varanda tomando um ar pensei: - Ah! Ainda acredito no escotismo como o melhor meio de formar cidadãos dignos para fazer do Brasil uma grande nação!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Você Sabia? – Frases interessantes.


Conversa ao pé do fogo.
Você Sabia? – Frases interessantes.

- Que Baden Powell no livro Escotismo para Rapazes definia o Escotismo como um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, “sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina e que estas definições aos poucos vão sendo alteradas pela UEB?

- Que se alguém encher o teu saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir a testa. Mas, só precisa de quatro músculos para esticar o braço e dar um soco na cabeça desse chato! (hahahahaha... sem violência).

- Que a programação dos distritos região e Nacional quase não deixam datas para o programa do grupo, e das seções? - Que mais de 30.000 voluntários, entraram no movimento escoteiro nos últimos 30 anos, fizeram diversos cursos e hoje muitos não mais participam? 

- Que cigarro, charutos e cachimbos causam mais mortes prematuras do que a soma das mortes provocadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios. Um terço das mortes por câncer é ocasionado pelo uso de cigarros?

- Que o número de escotistas portadores da Insígnia da Madeira no Brasil é insignificante e que uma boa parte que consegue a distinção quase não participa de sessões de lobos ou escoteiros? Que a evasão no movimento escoteiro no Brasil é uma das maiores do mundo? - Que um bom número de tropas escoteiras no Brasil, fazem poucos acampamentos, muitas vezes juntos a todos os participantes do Grupo e que o método de Gilwell é desconhecido pela maioria?

 Que a Bíblia é o livro mais roubado de livrarias? – Que o deserto do Saara é o maior do mundo com 9.065.000 Km quadrados? - Que é impossível lamber o seu próprio cotovelo? Que a população da terra desde seus primórdios já teve aproximadamente 106.716.367.669 habitantes? Que se arredondarmos este numero seria mais de 107 bilhões de pessoas?

- Que hoje em dia a alegria dos jovens é participar de um evento programado pelos órgãos nacionais e regionais e que os escotistas e escoteiros vibram com tais atividades, mesmo pagando um preço que para muitos é impossível? – Que a arte de fazer fazendo, o sistema de patrulhas estão sendo aos poucos desconhecidos? Que em uma atividade Nacional ou Regional tudo já está preparado pela direção do evento, cabendo aos participantes só armarem suas barracas comer dormir confraternizar e brincar?


- Você sabia que... O escaravelho (besouro) é um dos símbolos mais poderosos do Egito? Que as águas do Mar Morto são cerca de dez vezes mais salgadas que as dos oceanos?

Que sapo come cobra? Que mais de 50% das pessoas, no mundo inteiro, nunca fizeram nem receberam  chamadas telefônicas?


- Que mais de 15% dos participantes do movimento não são registrados anualmente na UEB? Que a maioria dos que se inscrevem nos Jamborees Nacionais ou Internacionais são chefes? Que muitos grupos se ressentem com as taxas anuais individuais da UEB e mesmo se considerando não tão altas muitos não podem pagar?

- Que ao longo de uma vida, em média, cada pessoa engole durante o sono cerca de 70 insetos e 10 aranhas? Que o isqueiro foi inventado antes do fósforo?

- Que as taxas de atividades nacionais e regionais para jovens fazem com que muitos que sonham em participar desistir? Que o Manual do Registro da UEB tem 14 paginas e tive que ler várias vazes para entender como fazer o registro? (sou mesmo um velhote meio burrinho. Risos).

- Que muitos membros escoteiros em áreas carentes mesmo com a redação e resolução numero 8/2009, artigo 15 que trata da isenção do pagamento da Contribuição Anual do Associado da UEB com renda pequena e família incluída em programas assistências do Governo Federal não providenciam o registro pelas dificuldades das exigências burocráticas?

 - Que se espirrar com muita força pode partir uma costela? Que um estudo, que abrangeu cerca 200 mil avestruzes durante mais de 80 anos, não registrou um único caso em que uma avestruz fosse vista a enfiar a cabeça na areia?

- Que muitos escotistas desconhecem as resoluções, relatórios e muitos fatos interessantes da UEB porque não possuem computador ou mesmo um celular para entrar no Site da UEB? Que as exigências para a conquista do Liz de Ouro estão muito fácil comparadas com as do passado? Que as exigências para Escoteiro da Pátria estão ao alcance dos seniores bastando para isto uma boa colaboração do Chefe da Seção?

- Você sabia que na Primavera os papagaios gritam para atrair as fêmeas? Que um crocodilo não coloca a língua para fora da boca? Você sabia que cerca de 12 milhões de animais são ilegalmente retirados anualmente das matas brasileiras e vendidos em diversas cidades do país, representando um faturamento de mais de dois bilhões de dólares por ano?

- Que praticamente não existe exigência de técnica mateira, conhecimentos de vida ao ar livre e muitas outras que antes eram exigidas tanto no Liz de Ouro como no Escoteiro da Pátria? Que as Especialidades estão distribuídas em cinco Ramos de Conhecimentos, a saber: Ciência e Tecnologia, Cultura, Desportos, Serviços e Habilidades Escoteiras e deixa para traz muitas outras do passado?

- Que o Brasil é o país mais rico em água doce do planeta? Nada menos que 13,7 % de toda água do mundo está aqui? Puxa! Vou parar e beber um bom copo de água gelada!


- Que hoje se eu fosse um Chefe Escoteiro não saberia o que fazer nesta parafernália burocrática exigida pela UEB para um simples passeio em uma trilha qualquer da minha cidade?

sábado, 23 de abril de 2016


23 de Abril. Dia do Escoteiro, o meu o seu e de todos que fizeram sua promessa um dia!

Desobedeci às ordens da Corte de Honra. Liguei para o presidente meu coração e ele não respondeu. Levantei da cama e disse a minhas pernas: – Você não é Caio Martins, mas ande e mostre a força que ele teve. Elas reclamaram com razão. O pulmão suspirou, o ar fingiu ajudar, mas precisava dizer aos meus milhares de amigos que escrevem que me fizeram homenagens e dizer a eles que não são as coisas bonitas que marcam nossas vidas, mas sim as pessoas que têm o dom de jamais serem esquecidas. Tem palavras que chegam como um abraço... E tem abraços que não precisam de palavras... Hoje é uma data magna, para mim e para milhões que acreditam na filosofia Badeniana. Gostaria de convidar a todos para sair por aí a gritar para o mundo que vamos escoteirar, seguir o vento, não importa o lugar. Eu sei que Deus criou a amizade porque ele sabia que, quando o amor machucasse, ela seria a cura.

Volto para minha insignificância de um simples Chefe Escoteiro. Ainda não estou pronto para escrever as histórias que um dia os escoteiros não contaram. Eu sei que afinidade não se explica amizade não se força, confiança não se obriga e sentimento não se controla. A você que demonstrou um pequeno afeto eu retribuo em dobro. Que este dia seja venturosos, que os anos que ainda nos restam nos façam não perfeitos, mas que tenhamos como meta a Lei que um dia juramos fazer o melhor possivel para obedecer. Uma das melhores sensações da vida é ter a certeza que você pode cofiar em alguém e se é um Escoteiro confie... Ele sempre terá uma só palavra. Eu sei que as crises não afastam os amigos, apenas o selecionam.

Hora de retornar ao meu repouso. Qualquer hora desta estarei de volta. Que Deus me ajude para em breve estar aqui de novo tentando fazer junto com vocês um mundo melhor. Um mundo Escoteiro, um mundo de amigos e irmãos, pois todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo. Uma das melhores sensações da vida é ter a certeza que você pode confiar em alguém. Bons amigos são como estrelas: - Nem sempre podemos ver, mas temos a certeza que sempre estarão lá! Que o escotismo more em seu coração para sempre!


Sempre Alerta! Do amigo hoje e sempre – Chefe Osvaldo

sábado, 16 de abril de 2016

Contos da terceira idade. O Velho sou eu!

Contos da terceira idade.
O Velho sou eu!

                 Você me pergunta se gosto de ser Velho. Gostar é uma palavra amável, pois sinceramente adoro ser Velho. Por quê? Quer mesmo saber? - Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, meu escotismo, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo. Eu não me censuro por comer biscoito extra, chocolate quando posso comprar, balas de hortelã que adoro, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, como uma lamparina à querosene, que parece algum desproporcional no meu quarto. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

                Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou escrevendo histórias dos escoteiros no meu computador até às quatro da manhã e dormir até meio-dia?  Eu ainda em sonhos danço aqueles maravilhosos sucessos dos anos 60 & 70, ouço uma sinfonia de Mozart, Beethoven ou mesmo Rachmaninoff. Suas sinfonias ou seus trabalhos para piano são uma das maravilhas que o mundo me oferece até hoje. E se eu, ao mesmo tempo, sentir desejo de chorar por um amor perdido... Eu choro apesar de não os ter. Posso andar na praia com um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, eu sei que também, vão envelhecer.

                Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas há mais, algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

            Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado.

             Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho. Ele me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estiver aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer). Eu vou continuar amando minha esposa, o escotismo, meus filhos e netos sem esquecer os meus amigos. Para você que perdeu tempo em ler, eu espero que nossa amizade nunca acabe porque vem direto do coração! Afinal eu sou um Velho Escoteiro feliz!


Conto baseado em um visto na internet.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Eu amo minha calça curta!


Conversa ao pé do fogo.
Eu amo minha calça curta!

                  Nada contra de quem gosta da comprida caqui, amarela, cinza, azul, branca, roxa, verde e agora marrom verde e azul. Nada contra. E olhe nada contra para quem gosta da vestimenta, desde que se apresente com garbo e boa ordem. Afinal somos uma associação e ela nos cobra a apresentação o que se torna um dos maiores marketings escoteiros que podemos apresentar. E melhor, é gratuito. Mas sem desmerecer ninguém eu adoro mesmo a minha bermuda curta caqui. Quando visto meu uniforme cáqui me sinto bem. Meu coração bate, meu corpo treme e não sei por que. Sinto-me mais Escoteiro. Afinal a vesti pela primeira vez em 1950 quando passei de lobo para a Tropa escoteira. Antigamente, existia uma norma no POR que dizia – Em atividades juntos aos jovens, o Chefe deve portar o mesmo uniforme deles. Sempre levei a sério esta norma e não abro mão. Muitos rebatem que não somos uma organização militar e nem somos aprendizes da ordem militar como alguns dizem por aí. HOJE todos tem a liberdade de escolher o que quiser. Mas desculpe não me sinto bem com esta camisa fora da calça ou má postura na apresentação do seu uniforme ou vestimenta.

                 Desde pequeno que fui exigente com minha postura e apresentação. Lembro que meu Chefe dizia que ou somos ou não somos exemplos e para isto exigia um uniforme bem passado, bem posto não importando se Velho ou novo. Ele dizia que nosso uniforme era uma tradição e tínhamos que orgulhar em vesti-lo. Nunca pensei que alguém pudesse dizer que tinha vergonha dele, que não seria Escoteiro porque não era do seu agrado. Estes eu sei que não importa o que vestirem, pois nunca serão mesmos escoteiros.  Hoje vejo muitos chefes usando calça comprida. Quem sabe é um hábito de comportamento, mas me sinto bem com minha curta. Amo ela demais. Já ouvi alguns dizerem que o caqui é militarista. Meu Deus! Então eu sou militar, pois adoro marchar!

                         Não sei se a vestimenta vai virar uma tradição ou um hábito de comportamento. Eu respeito. Mesmo me sentindo deslocado neste tempo eu não critico. Já vi alguns dizendo cobras e lagartos das tradições. Um tema espinhoso para um tradicionalista como eu. Em 1976 fui convidado a participar de um Curso Avançado para membros da Equipe de Adestramento Nacional. Senti-me deslocado. Todos com o traje e eu não. O dirigente do curso me perguntou por que não estava com ele. Dizer o que? Quando voltei a minha cidade mandei fazer o traje. O usei muito, mas só em ocasiões especiais. Afinal estar com meus amigos chefes, ou mesmo quando menino com minha patrulha só o caqui. O andar ereto à frente, sorrindo e vendo todos nas ruas, portas, janelas admirando os esbeltos escoteiros de calça curta (risos eu não era assim tão esbelto) a desfilarem, era bom demais. As meninas nos vendo apaixonadas. De onde São? Olhe aquele ali, lindo! Era eu! Risos.

                Era costume ir a pé para a sede. Seis quarteirões. Eu fazia questão de estar com meu caqui e orgulhoso no andar. Eu tinha de provar a mim mesmo que era Escoteiro de corpo e alma e enfrentaria multidões pelo meu amor ao escotismo. Hoje isto não existe mais. Nas capitais tudo é longe. Ou se tem carro ou se vai de ônibus. Eu fui muitas vezes de bermudas curtas sim senhor! Nunca iria me esconder levando meu uniforme na mochila para vestir na sede. Isto é abominável. Que propaganda faremos junto ao público? Que exemplo daremos aos nossos escoteiros e lobos? Nos velhos tempos era maravilhoso ver dirigentes de bermuda curta e Chapelão. Fiquei admirado quando vi o disco do Trio Irakitan com eles de bermuda curta. Marketing nota 10!

                  E hoje? Temos algum cantor famoso que gravou músicas Escoteiras usando um uniforme ou vestimenta ou traje? Sei não. Agora a moda dos dirigentes é a vestimenta. Fazem questão. Meia dúzia decidiram e impuseram para o grupo Escoteiro decidir com a escoteirada. Pena que ainda tem aqueles que diferem uns dos outros. Na mesma sessão você vê calça curta, comprida, camisa para fora ou para dentro. Igualdade de apresentação quase não se vê. Sinto falta do meião na vestimenta. Lembro-me da exigência dos frisos retos e bem colocados. Agora tem o azul e o verde. Assim como o uso do lenço a moda prêt-à-porter é fato na moçada escoteira. Viu, gostou usou. Alguns dizem que o POR autoriza. Nem sei quem foi o maestro que decidiu o uso da maneira atual. Fico pasmado ao ver fotos de cursos, membros da equipe e todo tipo de apresentação. Nossa! Este é o exemplo atual? Meu filho com seus 49 anos, Escoteiro no passado me disse: Pai! Estou pasmado. Fui numa festa na escola do meu filho, chefes só com o lenço e meninos só de camisetas. É assim agora? Saudades do meu Chefe: - Mal uniformizado vai para casa. Ou você está uniformizado ou não esta!

               Já no fim da vida sei que vai ser difícil eu usar a vestimenta. Se este for à escolha de amigos que seja. Só peço que meditem bem na apresentação no garbo e na boa ordem. Tem um público que nos vê, que nos julga que irá comentar se temos disciplina e se somos verdadeiramente um movimento de educação. Disseram-me uma vez que o escotismo tinha dois caminhos. O antes da vestimenta e o depois. Haveria filas enormes de jovens nas portas dos Grupos Escoteiros para se matricular. Arrumaram uma desculpa dizendo que os jovens detestavam o caqui. Eu nunca soube disto. Nunca vi nenhum jovem que procurou para ser Escoteiro dizer isto. Não vou discutir custos, caro ou barato. Se o Chefe é exemplo ele não deve se uniformizar diferente de sua sessão. Lembremos que uns podem comprar outros não.

            “Mormente” eu uso a minha bermuda curta dos velhos tempos e digo a ela com um sorriso de Velho bobão: - Adoro você! Sei que gosto não se discute. Afinal a vestimenta representa hoje uma nova era para o escotismo brasileiro. Coitado do traje sumiram com ele de vez. Não sei se estarei vivo para ver o garbo daqui a vinte anos no uso da vestimenta. – Gosto de dizer que de calça curta eu tive a honra de estar no Palácio da Liberdade conversando com o Governador Magalhães Pinto de Minas Gerais por quase duas horas. O cara entendia “pacas” de escotismo. Cumprimentei o Presidente Juscelino que me convidou a subir no seu palanque em minha cidade com ela. Em Juiz de Fora fui apresentado ao presidente do distrito, que era também prefeito e futuro Presidente do Brasil. Doutor Itamar Franco. Um cara legal, simples, valeu! Conversamos por mais de meia hora. Tive a honra de estar com diversas autoridades portando minha calça curta.


             Mas o que não esqueço nunca e jamais esquecerei foi quando sênior cheguei a Malacacheta, uma cidade perdida nas Minas Gerais, o povo rodeando quando paramos as bicicletas na praça e alguém gritou; - Olhem! São Escoteiros do Brasil! Já ouvi falar deles! E na Gaiola descendo o Rio São Francisco quando chegamos a Juazeiro? Alguém lá nas margens nos viu e gritou: São Escoteiros! Corram todos, pois a Gaiola vai partir! Pai e mãe venham ver! Bão demais! São coisas que a gente nunca mais esquece. Que Deus permita que os vestimenteiros possam um dia lembrar-se das suas aventuras como eu me lembro das minhas. Então o mundo será pequeno demais para eles!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Porque perder as esperanças...


Porque perder as esperanças...

             Segunda feira “braba” sol inclemente, mas eu não iria fugir. Era dia de caminhar, mochila nas costas, farnel no bornal, bastão e bandeira ao vento lá ia eu para o Grande Acampamento. Trilha gostosa, passarinhada cantante, lá no regato peixinhos a nadar. E eis que na curva do caminho surge Ele, o Senhor Todo Poderoso. – Chefe Osvaldo Ele me interpelou. – “Quo vadis”? Poderia ter respondido que agora eu vou para aquele que me enviou, e ninguém iria me perguntar novamente: - Para onde vais? (João 16:5). – Mestre! Eu vou acampar. – Ele sorriu beatificamente. – Com esta idade? Mestre! Senhor Todo Poderoso, eu sou Escoteiro, se não acampar serei um pária, um impuro nos meus pensamentos palavras e ações. Não posso ser um intocável afinal tenho que marchar pela grandeza do Brasil. O Mestre sorriu lindamente. – Chefe Osvaldo, ele disse – Não sabe o que está acontecendo? O país vira-se para o ar, o vento parou de soprar. Duvidas estão por aí procurando seu lugar e você meu amigo vai acampar?

              Parei, olhei para Ele e me ajoelhei. – Perdão Mestre, mas o que eu posso fazer? Não sou nada, apenas um velhote Escoteiro que tem a filosofia Badeniana no peito e no coração. Não entendendo de politica, não quero me intrometer. Diga-me Mestre, afinal a culpa de tudo isto não é da plebe? Não foi ela quem elegeu os sacripantas! A Própria direção escoteira não tem lá uma cambada que são chamados de Correligionários Escoteiros? Eu não vou me meter nesta cumbuca! – Não fuja Chefe Osvaldo, sua hora chegou. Vou lhe dar plenos poderes para consertar o país e fazer o que quiser! – Nossa! Quanta honra! Se a UEB soubesse disto correria atrás de mim para uma “verbinha” qualquer! Eles adoram um dinheirinho no caixa. – Agora me diga, com plenos poderes o que irá fazer para consertar a nação? – Pensei que poderia baixar uma lei obrigando a todos serem escoteiros por dez anos. Mas isto seria imposição e eu sou um democrata da cabeça aos pés! – Não do DEM nada disto. Democrata, democracia.

            Agora me diga quais serão suas primeiras providencias? Disse o Mestre. – Senhor, deixe-me pensar. – O Cunha iria ficar vinte anos na Ilha das Cobras. Um bom lugar para ele morar. A Dilma daria uma passagem só de ida para a Rússia. Trabalhar para o Putin por trinta anos. O danado do russo não larga mão do seu cargo. Sei que o povo russo iria esbravejar, mas cada um tem o que merece. O Lula junto com seus amigos, uma passagem para o Islã. Não aquele leal, e sim aqueles que adoram cortar uma cabecinha vestido de vermelho. Afinal ele não adora o vermelho? Vou dar a ele uma metralhadora israelense sem balas e colocar ele na linha de frente. Tem mais Mestre, o Temer não fica. Sei que sua esposa é linda, mas irá passar uma temporada em Bangladesh. No campo é claro, Sem cargo, uma casinha no campo, uma enxada e meio saco de arroz para plantar. A cambada de ministro, até mesmo o Cardozo iria praticar melhor a palavra “golpe”. Uma temporada em Cuba fazendo comida e dando banho no Fidel por dez anos.

               - Mas acha que isto resolve? Perguntou o Mestre. – Sei que não. Tenho que dar um jeito no Lewandowski. O Cara é chato prá xuxú. Tem uma conversinha para boi dormir. Ponho ele para varrer o supremo e coloco lá o Moro. Este sim é meu herói! – Mas ele nunca foi escoteiro! – Disse o Mestre. Não foi, mas vou dizer para ele quando assumir chamar no supremo o CAN e o DEN da EB. Dar a eles 24 horas para voltar o nome que fez história – UEB! Cancelar tudo que ela mudou. Voltar a Jornada, a primeira classe, as estrelas de metal e a Flor de Lis original - E o que vai fazer com o congresso? – Mestre, ali quase não sobra ninguém. Colocarei em volta as Forças Armadas e transformarei aquela cambada em um grande Big-Brother. O Bial iria morar lá também para aprender a deixar de ser chato. Todos a pão e água sem prêmio. Dois anos para ver quem vai ser o campeão. Kkkkkk. – Porque está rindo Chefe Osvaldo! Não tem coração? – Mestre, estou dando uma oportunidade a todos eles. E quem sair de lá não vai morrer de fome. Montarei uma fazenda perto do Pico da Neblina no Amazonas e eles irão para lá plantar mandioca e colher Látex das Seringueiras! – Não estou gostando Chefe Osvaldo disse o Mestre.

              Eu estava empolgado, fazia mil planos, esqueci até mesmo do meu acampamento. Iria levar o Ex-Ministro Joaquim Barbosa para me auxiliar. Quem sabe iria fazer uma grande Indaba com meus amigos aqui do Facebook para me darei ideias e me ajudar. Não sei se todos são de confiança, mas tenho que acreditar na palavra escoteira. – Finalmente o Mestre disse – Olha, a partir de agora, você é meu representante na terra. Faça o que quiser! – Posso mesmo mestre? Posso mandar para Ciudad Juárez no estado de Chihuahua no México o Donald Trump? Olhe para ele não se sentir só, quem sabe vai também a Hilary Clinton? – Tudo bem Chefe Osvaldo disse o Mestre, mas tome cuidado. Belzebu e Satanás vão estar atrás de você. Se for forte e cheio de ideais escoteiros tudo bem se não meu amigo não tenho como ajudá-lo. Vais morar para sempre nas "Prefundas do Inferno”!


              - “Mama mia”! Comecei a suar. Muita responsabilidade para consertar o Brasil. Pensei em consultar Baden-Powell no Grande Acampamento, mas soube que lá estava lotado e ele perdeu seu lugar de chefão conforme alterações no novo Estatuto da EB. Agora assume a cambada que bateu as botas e era da corte. Esta turma sim precisa de uma lição. Levantei dei adeus para o Mestre e parti com mil planos para colocar em ação. No caminho o sol sumiu. Nuvens negras no ar. Repetia comigo: - Nuvens baixas cor de cobre, é temporal que se descobre! Chuva agora? No alto da montanha ouvi uma gargalhada do capeta, na curva do Boi Bravo vi o Demo o Coisa ruim, o diabo e satanás a me esperar. Comecei a tremer. Falta de ar! Não conseguia gritar a voz falhava. Alguém me beliscava me balançava. – Marido! Marido! De novo com pesadelos? – Acordei, olhei para a Célia. Graças a Deus e dei um beijão nela. Que me desculpe o Mestre, mas eu não vou me meter neste “imbróglio”. Impeachment da Dilma, do Temer, vacância do Cunha, seja lá o que for melhor é escrever meus contos e histórias. Lá sim estou em casa. Nos meus contos e histórias eu sou sempre herói!

domingo, 10 de abril de 2016

Aprender a fazer fazendo.


Conversa ao pé do fogo.
Aprender a fazer fazendo.

Uma vez Escoteiro sempre Escoteiro.

…Sempre Escoteiro! Esta frase é bem conhecida, especialmente dos “antigos” escoteiros. Foi proferida, pela primeira vez, em 1911, num encontro de escoteiros em Leicester, Inglaterra. O autor foi Lord Kitchener (1850-1916), Marechal de Campo britânico, diplomata, homem de estado e grande admirador do Escotismo. Os primeiros grupos de “antigos escoteiros” começaram a usar esta famosa frase como lema, logo no ano seguinte. Assim que iniciou a 1ª Guerra Mundial, Lord Kitchener foi nomeado Secretário de Guerra, cabendo-lhe a tarefa de recrutar um grande exército para combater a Alemanha. Baden-Powell ofereceu-se de imediato, apesar de já estar na reserva. Lord Kitchener respondeu-lhe que tinha ao seu dispor vários generais competentes, mas não encontrava nenhum outro que pudesse continuar o trabalho inestimável dos Escoteiros.

Técnicas de marchas.
Para a marcha, o ideal é ter boas botas de couro, bem à tua medida, com um ou dois pares de meias. Se tiveres botas novas deves usá-las alguns dias antes da marcha para amaciar o couro. Após o uso deves ter o cuidado de secá-las metendo papel de jornal no interior, depois encera-as e enseba-as, tomando particular atenção à aplicação do sebo com uma cabeça do fósforo ou outro utensílio, em todas as costuras. Exceto nas regiões pantanosas, regiões muito húmidas, ou quando de importantes quedas da neve, as botas são desaconselháveis. As sandálias arejam agradavelmente o pé, mas não são aconselháveis, sobretudo em marchas longas com declives.

Calcula-se geralmente que se podem fazer cinco quilómetros, numa hora, com uma dose diária de 15 a 25 km para os menores de 14 anos, e de 25 a 35 km para os mais velhos, apesar dum treino sério e progressivo possa permitir fazer mais. Seria pena sacrificar a marcha - mesmo sendo um desporto como qualquer outro - a descoberta duma paisagem (cascatas. miradouros. lugares pitorescos, clareiras, regatos), a observação dos animais e da flora, o encontro com as pessoas. Para andar bem, veste roupas que não sejam muito apertadas. Na maior parte do tempo, terás uma mochila. Vê se está bem arrumada no interior e bem ajustada às costas, tendo uma armadura conveniente. Se as pernas se tornam pesadas, podes usar o saco e sentares-te no chão durante alguns minutos com as pernas pousadas e esticadas sobre o saco. Se tens calor, não te precipites sobre a primeira bebida fria que encontres. Bebe fresco, mas aos poucos. O HIKE é uma marcha de endurance; não se trata de acelerar, sobretudo nos declives. Quanto mais regular for à marcha, mais quilómetros poderás fazer. Levanta os pés o menos possível e respira regularmente! Em vez de fazer grandes refeições, multiplica as pequenas refeições.

Para empreender uma caminhada, o mais importante é determinar o tipo de terreno que se vai atravessar a duração do percurso e a forma de o realizar (se é por etapas ou tudo de uma só vez). Deve ter-se em conta a previsão meteorológica, bem como a estação do ano, fatores esses que vão determinar o tipo de roupa a utilizar. O cansaço e o esgotamento da caminhada depende fundamentalmente do ritmo que se leve, devendo ser constante e ritmado. Para adoptar o ritmo mais adequado e determinar os quilómetros a percorrer, deve ter-se em consideração a experiência, a constituição física e a idade de todos os participantes.

O peso da mochila que se transporta deve ser o mais reduzido possível. A utilização de um plano ou mapa da zona é aconselhável para localizar zonas de acampamento, fontes, caminhos, refúgios, etc. As paragens não devem exceder os 5 a 10 minutos para que os músculos não arrefeçam e não fiquem rígidos; contudo devem efetuar-se a intervalos regulares; em descansos grandes, como por exemplo, às horas de refeição (sobretudo em dias muito quentes) é aconselhável parar em lugares com sombra. Recomendamos vestir uma peça de roupa se estiver com frio, sendo conveniente não tirar a mochila, pois o suor nas costas vai arrefecer o corpo.

Evitar esforços desnecessários e atividades que o esgotem rapidamente (caminhar muito depressa, saltar arbustos, falar e cantar durante a viagem, etc.). O calçado não se deve desapertar nem mudar até que termine a caminhada. Circular em fila e pelo lado esquerdo do caminho para ver melhor os carros que vêm de frente. Comer muito dificulta o recomeço da caminhada. A utilização de uma vara é útil quando se cruzam rios, já que permite comprovar a estabilidade das pedras e em montanha, ajudando também a limpar o caminho que tenha muita vegetação.

Competir e divertir.
O Inverno está aí; e tu tremes friorentamente ao pé do fogo. Aqui está uma atividade reconfortante! Objetivo da competição: ligar os diferentes pontos dum percurso em qualquer terreno. Podes adotar três estilos de percursos:
1. Corrida de "endurance" em que se procura "fazer um tempo"
2. Rally em que se respeita no máximo os detalhes fixados.
3. Rally turístico com provas em cada etapa.
Para cumprires o percurso deves:
1) correr
2) orientar-te: saber para onde vais.
1) Correr = Cross
Distância de 1500 a 3000 metros, conforme o fim desejado. Terreno acidentado e variado onde não possas nunca ver a meta. Podes correr em equipa ou solitário. Deves, evidentemente, adaptar o teu itinerário à idade e condições físicas dos elementos.
2) Saber aonde ir = Orientação
Dirige-te ao mapa, à bússola, à memória, seguindo uma direção indicada.
Os postos de controle devem ser visíveis: um circulo de cartão branco no tronco duma árvore, por exemplo. Deves prever um modo de testar a passagem dos concorrentes: o transporte dum testemunho, controlador, questionário a preencher, fichas a assinar... A tua imaginação encontrará ainda outras. Se não deste na partida um mapa do percurso, deves também prever (rigorosamente protegida) a indicação do posto seguinte.

Algumas precauções: aquece bem antes de correr e não arrefeças depois do esforço físico (camisola de reserva): reconhecimento prévio do terreno; arames farpados? Carreiros? Sobretudo se for durante a noite; pinheiros novos, plantações, etc.
A chave do sucesso: treino progressivo.
Terreno variado cheio de emboscadas e surpresas.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Deixe a escoteirada falar...


Conversa ao pé do fogo.
Deixe a escoteirada falar...

                              - Ei Chefe! Para que a fila? Chefe meu amigo, fila eu faço na escola todo dia. Deixe que a gente nesta jornada tão linda, nesta estrada gostosa e querida deixe que a gente  converse que papeie com o Monitor, que possamos parar e ver o vento soprando nas árvores. Chefe, eu quero ver os passarinhos voando e cantando. Eu quero ver o mato, quero ver os beija flores e a coruja buraqueira, Chefe meu amigo, eu quero sentir o sol no costado. Quero levantar minha bandeira, eu quero brincar de soldado, mesmo sendo um índio simpático na curva que vai surgir. E quando surgir a nascente, a lagoa ou riacho deixe que eu me assente, tire o meião, me deixe molhar os meus pés, que eu sinta a agua corrente, gelada e gostosa neste lindo sol poente. Por favor, meu Chefe, acabe com esta fila, um dois um dois eu não vejo o da frente e nem posso ver atrás! Ali tem um belo arvoredo, vamos descansar? Vamos cantar? Acampei lá na Montanha!

                             - Ei Chefe, por que está diferente? A tropa de calça curta e o senhor compridão? Chefe meu amigo cadê seu belo uniforme, não foi o senhor quem disse que sempre foi nosso herói? Mas os heróis não dão exemplo? Diga-me meu Chefe querido eu cheguei no horário e o senhor não? E porque não vem uniformizado? Falta de tempo? Ele na sede pega poeira, amassa e não lhe dá representação Escoteira. Sei que não foi só hoje sempre acontece assim. Chefe meu ídolo, não fique com raiva de mim. Eu gosto de você meu Chefe querido, mas queria que fosse o que sonhei um belo soldado muito amado, eu quero aprender a ser homem quem sabe assim como o senhor. Mas meu Chefe querido chegue no horário, por favor? E Chefe, vista seu uniforme igual a nós Escoteiros, afinal não somos iguais? Não foi o senhor quem disse que temos que ser um por todos e todos por um?

                            - Chefe! Meu Chefe amado. Não estamos acampados? Deixe minha patrulha fazer, deixe-a correr pelas pradarias, deixa ela me levar a ver os ninhos que os passarinhos fizeram. Para que o apito Chefe? Apite na hora certa, e sem fila, por favor. Esperar um por um na Falsa Baiana até chegar minha vez? Isto é cansativo Chefe. Faça de nós uma equipe, brincando de patrulhar. Chefe, vamos subir o monte e explorar a montanha quem sabe vamos encontrar o céu? E aquela árvore? Posso subir e descer em um gostoso nó de evasão? Chefe eu sei fazer, posso fazer sozinho. Afinal foi meu Monitor que ensinou. E hoje meu querido Chefe nos dê um tempo livre maior. Precisamos entrosar a patrulha, construir umas pioneiras e com esta correria Chefe nada podemos fazer!  

                             - Olá Chefe, estou esperando. Disseram-me que um dia vinha me visitar. Avisei meu papai e minha mamãe e até hoje o senhor não apareceu. Não quer me conhecer melhor? Precisa ver o meu pai, seu bigode sua careca, se matando de trabalhar. Sai cedo e volta tarde, mas na tarde do domingo nós ficamos a lhe esperar. Mamãe sempre me incentiva, a obedecer sem recusar, a fazer do escotismo de amor. Ela insiste que eu seja homem de caráter, homem de bem e o escotismo vai me dar tudo isto que preciso. Portanto Chefe venha a minha casa se entrosar. Conhecer meu pai e minha mamãe e depois vamos conversar.

                         - Olhe Chefe, o senhor sabe que sou Monitor, fui eleito escolhido por um pleito e nem pude recusar. Preciso aprender com o senhor, a liderar e ser liderado, a tratar meus patrulheiros como irmãos de muito amor. Quero fazer da equipe, uma só alma um só coração e só o senhor pode me ajudar. Vamos acampar Chefe, só nós monitores e subs, vamos sair por aí, sentar em volta do fogo, papear como bons amigos, aprender a fazer fazendo eu o senhor e meus amigos. E quando amanhecer o dia, vamos subir a montanha, e na volta fazer umas pioneiras. Quando a noite chegar, quero falar no escuro, transmitir um Morse gostoso, fazer um café delicioso, tomar um banho prazeroso no riacho da felicidade.

                            - Posso pedir ao senhor? Desculpe, mas precisamos acampar só com a tropa. Quando vai todo mundo perde a graça. É lobo é sênior e nem patrulha temos! Seria tão bom se fossemos só nós, com tudo nas costas guardado, ração prá todo lado, sem taxa para pagar. Meu Chefe, meu amigo, vamos procurar um lugar, para sonhar que é só nosso, sem barulho da civilização. Quem sabe um canto qualquer por aí vamos achar um local ideal para acampar. Sem casas, sem estradas e postes de iluminação. Sabe Chefe eu gostaria, de sentir a natureza plena no meu coração. Ouvir o canto dos pássaros, deitar na relva e ver o firmamento, estrelas brilhantes no céu, a Genesis que deu criou.


                          - Bem Chefe teria muito mais a dizer. Vou terminar dizendo que precisamos de Escoteiros, os antigos se foram, precisamos de programas que eles gostem que possamos colocar o pé na estrada muitas vezes, deixar que seus sonhos se realizem e que possamos ter uma patrulha de escol. Uma patrulha que possamos orgulhar seis ou sete amigos, vivendo como irmãos, respeitando uns aos outros, mas isto Chefe, só o senhor pode nos dar. Converse conosco, deixe-nos opinar. Quem sabe poderá ouvir o que queremos, será melhor para todos, pois com orgulho diremos, temos uma tropa, uma patrulha e um Chefe para orgulhar! 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Conselho de Chefes do Grupo.


Conversa ao pé do fogo.
O Conselho de Chefes do Grupo.

               - “Nosso Grupo Escoteiro realiza com excelentes resultados”. “Nosso grupo Escoteiro realizava, mas era um “pega” entre os chefes que desistimos de continuar”. “Nosso Grupo não precisa, o Diretor Técnico que fundou o grupo é um excelente aconselhador, conhece tudo de escotismo e resolve tudo”. “Aqui em nosso Grupo não precisamos. estamos andando bem das pernas sem a necessidade de ficar reunindo os chefes”. “Conselho de Chefes? Nunca ouvi falar, no nosso grupo isto não existe”. “Conselho de Chefes? Deve ser bom, pois ali se tiraria duvidas, se informaria aos demais o que vamos fazer, acho que é uma boa ideia, não sei se nossos chefes iriam aceitar”. E assim cada um interpreta a sua maneira o que seria o “Conselho de Chefes”. Claro que só o nome já explica e já se sabe que é uma norma e que existe.

                  Grupos que não fazem as reuniões com seus chefes estão falhando. Se ainda não existe uma discussão sadia entre eles ou mesmo para programar as atividades do ano para o Grupo Escoteiro significa que não existe democracia. Grupo que um só um manda a tendência é sentir que existe um autoritarismo por parte de alguém que se acha dono do poder. Só ele manda e desmanda. O Conselho de chefes do grupo mesmo que não tenha motivos ou temas para serem discutidos tem a obrigação de se reunir pelo menos uma vez por mês. Alguns fazem a cada dois ou três meses e outros dependendo da necessidade. É no Conselho de Chefes que todos se conhecem melhor, onde se faz uma apresentação não só pessoal, mas de suas ideias tudo dentro de uma perfeita democracia. Nada é decido por um somente. As decisões são sempre acompanhadas de boas discussões. Ali todos têm voz e voto. Não deve faltar um livro de ata apesar de que ele pode e deve ser informal. Lavrar na ata o que foi escrito é uma forma de documentar o que foi decidido e aprovado.

               Os membros da diretoria podem ser convidados isto não significa que eles são membros do conselho. Eles têm suas reuniões próprias e os temas são diferentes. Pioneiros seniores e monitores não participam. Eles têm seus próprios órgãos onde se reúnem e discutem temas de seus interesses. Existe uma norma ética não escrita que o que se discute no Conselho de Chefes nunca deve ser discutida fora dele de forma jocosa ou discordante. Os chefes devem levar em conta a lealdade e aceitar p que foi decidido e votado. O Conselho de Chefes é dirigido pelo Diretor Técnico e em suas falta o Chefe mais antigo. Alguns Grupos fazem uma votação no inicio do ano para a escolha do dirigente do Conselho. Compete a quem dirige atuar democraticamente e não abusar de sua autoridade.

                 É importante que cada Chefe que tenha um tema a apresentar que o faça antecipadamente para dar tempo aos demais se prepararem ou pesquisarem. O conselho de Chefes é o melhor lugar para que todos se expressem, possam dar opiniões e até mesmo apresentar um candidato a voluntário desde que isto seja norma do Conselho. O Diretor Técnico é o moderador e suas ideias devem ser colocadas de maneira simples sem imposição. Grupos onde existem um Conselho de Chefes atuantes demonstraram ter mais afinidade e menos divergências. Neles o respeito à ordem e as normas são mais eficazes. Anualmente o programa do grupo é ali discutido e aprovado. Para isto cada Chefe de sessão já deve ter o seu preparado para evitar duplicidade de programa. É importante notar que os programas de sessões não devem de forma alguma ser cancelados em benefício de outros tais como Distritais, Regionais ou Nacionais.

                   Muitos Grupos Escoteiros que possuem seus Conselhos tem mais afinidade mais respeito e maior aceitação da fraternidade.  É muito importante o horário de início e termino. Sabemos que cada um dos participantes já sacrificam seus horários para colaborar e ele portando deve ser sucinto sem e tornar um espelho de uma discussão interminável. Devemos respeitar os horários dos membros voluntários, pois cada um tem vida própria e o respeito é importante para ele permanecer por mais tempo no grupo. Presentes ou não todos, se começa no horário determinado e termina conforme programado. Dizem que quando se faz o certo e se torna um hábito de comportamento o sucesso sempre será o resultado final.


                  Sei que o Conselho de chefes tem suas obrigações determinadas estatutariamente e por isto deve ser bem conhecida de todos e levado a sério por cada um.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Até quando? A vestimenta está desbotando?


Até quando?
A vestimenta está desbotando?

            Seria um título maroto? Pode até ser, mas ontem eu publiquei em minhas três paginas seis grupos mais a Fanpage um artigo perguntando se a vestimenta estava mesmo se desbotando rapidamente. As respostas não demoraram. Dezenas e dezenas delas. – Sim Chefe, desbota e a confecção deixa a desejar! – Bem eu sabia disto por isto perguntei, pois não vi ninguém reclamando dos seus direitos de consumidor. Não é por que o Escoteiro é obediente e disciplinado que ele deve se calar em seus direitos. Se A União dos Escoteiros do Brasil não perguntou e nem consultou a ninguém se deveria confeccionar um novo uniforme, se ela escondeu em quanto pode sua criação e se ela em uma espetacular lance de apresentação em uma Assembleia nacional apresentou sua cria, acredito que encheu de inveja os famosos estilistas do Faschion Week. Foi deverás sensacional. Deixou embasbacados os presentes.

            Com sua nova criação criou normas, estilos, tudo através de um truste onde somente ela tinha o monopólio da confecção, postos de venda para mais de 75.000 membros escoteiros, considerados clientes cativos. Impôs seu preço de mercado, e deu uma liberdade de escolha de estilos e peças as unidades locais para decidir se ficariam com o Velho caqui ou escolher sua nova invenção. Liberdade que não deu quando decidiu entre quatro paredes o que seria como seria e a distribuição para seu publico Escoteiro agora cativo. Assim ela sabia de antemão que em pouco tempo mais de noventa por cento do seu efetivo nacional iria sem sombra de duvida aderir à nova moda, pois nossa juventude hoje em suas andanças gosta de coisas novas, quer escolher e decidir, mas neste caso não decidiu nada. Alguém mais poderoso decidiu por ela.

              Fico pensando como os associados da UEB aceitam sem reclamar. Ninguém em sã consciência da disciplina escoteira iria levar seus direitos do consumidor aos responsáveis pela venda. Se fosse feito uma pesquisa veríamos que uma grande maioria não estava satisfeito com a confecção com o material e com o preço absurdo para os que recebem alguns salários mínimos. Mas cada um prefere se calar e não ir à fonte responsável como se nós escoteiros temos que ser obediente e disciplinado e nossos direitos de cidadãos estão restritos nos Estatutos e normas impostas pela Associação. Pagou-se por cada peça. Acreditou-se que elas iriam dar uma nova visibilidade ao escotismo brasileiro. O que aconteceu? Muitos só vestem quando formados na bandeira ou em ocasiões especiais para não perder a cor e não estragar rapidamente. Logo vestem uma camiseta, colocam seu lenço e já acostumaram assim a se mostrar como uniformizados para a comunidade que assiste nossas poucas andanças pelas ruas e trilhas feitas nas atividades aventureiras que deveria ser uma constante.

                   Outros mais abastados fazem novas compras, nem reclamam do pouco tempo de uso que agora aposentou para quem sabe ser uma segunda via nos acampamentos que vierem a se realizados. Porque ninguém reclama? Não têm direitos? Só deveres? Eu sei que infelizmente as admoestações de muitos dirigentes se aproveitam da subserviência de alguns que não querem entrar em tais discussões. Enquanto isto os responsáveis pela distribuição e venda vão se aproveitando da boa fé, da disciplina daqueles que acreditam em não revidar e não reclamar. Sempre tem os politicamente corretos a defender tais desmandos. Sempre com uma explicação e eu sei que muitos destes aproveitam para falar em palavras simples a velha e boa frase: Se não está satisfeito peça para sair.

                      Não vou me alongar mais. Não adianta. A Associação aproveita das benesses da calma e disciplina dos seus voluntários, faz e desfaz em seus desmandos e nunca em tempo algum se dignou a consultar, perguntar, pesquisar para onde queremos ir ou qual associação queremos ter. Os Politicamente corretos sempre com a resposta a mão. Assembleias senhores. Lá é o local certo para apresentar suas insatisfações e petições! Só rindo. Quem acredita mesmo nisto? Os incautos talvez. Ligue para o responsável pela loja, diga a ele se pretendem fazer um Recall. (convocação por parte de fabricante ou distribuidor para que determinado produto lhe seja levado de volta para substituição ou reparo de possíveis ou reais defeitos). Acho que a resposta ninguém irá gostar. Isto não está nem sendo cogitado. Que cada um fique com o que tem e se quiser compre um novo, afinal agora existe uma promoção de dar como desconto 20% na compra da vestimenta.


                    Termino por aqui. Se você é um daqueles cuja vestimenta está desbotando, se está descosturando ou mesmo se rasgou por não ser o melhor tecido que acreditava que fosse, calma, não se irrite. Aceite de bom grado, pois é este o escotismo que a UEB oferece aos seus associados. – E deixe de pagar a mensalidade anual, irá perder todos os direitos que poderia ter. Mas que direitos são estes?