HOTEL ESCOTEIRO

HOTEL ESCOTEIRO
cada foto tem uma história

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pensamentos


Pensamentos...

Do meu uniforme não abro mão, seja o caqui, ou seja, o traje,
Sem eles me sinto sem graça, usar outros seria um ultraje.
Faço questão do meu garbo, não importa o meu cargo.
Não desmereço ninguém, cada um veste o que tem.

Colocar só um lenço? Tenha dó, prefiro um prato de jiló!
Meu Chefe quando menino me disse um dia sorrindo,
Uniformizado e altaneiro, então és mesmo um Escoteiro.
Mesmo que haja vento, lembre-se você deve ser um exemplo.

No caqui a calça curta é sagrada, o traje é pátria amada.
Se não sou mais um aventureiro, eu me orgulho de ser Escoteiro.
Não importa a minha idade, não importa a minha saudade,
Saudades dos tempos antigos, dos meus tempos tão queridos.

Desculpem, um dia quem sabe, quando houver apresentação,.
Poderei vestir a vestimenta, sem faltar com a educação.
Hoje infelizmente não dá, está muito esculhambado,
Se a UEB quis assim, comentar é chover no molhado.

Que os tempos tão modernos, do lenço dependurado,
Meninos com ele de shorts, no pescoço seu lenço amado.
Já vi até formador, de bermudas e chapéu de boiadeiro,
Se foi o ovo ou a galinha, fico em dúvida se é Escoteiro.

Feliz quem tem no coração, alegria de montão,
Do seu escotismo amado, mesmo que do passado.
Cada um sabe o que faz se sentem bem tudo é paz.
Eu espero aqui sentado, quando tivermos resultados.

Resultados de caráter, de respeito e abnegação.
De gente que pode dar exemplos a toda nossa nação.
E um dia vamos nos orgulhar, olhar o céu cor de anil,
Escotismo agora deu certo, está mudando o Brasil!


Boa noite, a todos uma linda terça. Durmam com Deus. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Conversa ao pé do fogo. Dez itens para ser um bom monitor de Patrulha. 1. Procura ser fiel à tua palavra. Não faças promessas que não consigas cumprir. A Honra do escoteiro inspira confiança. 2. Procura ser justo com todos. Um bom Monitor não mostra favoritismos por alguns elementos. Não deixes que as amizades te impeçam de ser justo com todos os elementos da Patrulha. Procura saber quem gosta de fazer o quê e atribui aos elementos da tua Patrulha tarefas que gostem de fazer. 3. Procura ser um bom comunicador. Não precisas de ter uma voz poderosa para seres um bom líder, mas tens de ser capaz de te chegar à frente com um pujante “vamos lá”. Um bom líder consegue dar informações de modo a que toda a gente as consiga perceber. 4. Procura ser flexível. Nem tudo corre conforme os planos. Fica preparado para mudares rapidamente para um “plano B” no caso do “plano A” falhar. Podes ainda ter, escondido na manga, um “plano C”. Mas lembra-te que não consegues ser flexível se não planejares antes. 5. Procura ser organizado. O tempo que gastas a planejar as coisas, vais ganhá-lo muitas vezes depois. Nas reuniões de Patrulha, registra quem gosta de fazer o quê, e prepara escalas de serviço antes de irem acampar. 6. Procura delegar. Alguns líderes pensam que as coisas não são feitas se não forem feitas por eles, mas é um grande erro. A maior parte das pessoas gosta do desafio de uma nova tarefa. Dá aos teus elementos a oportunidade de fazerem coisas que nunca experimentaram. 7. Procura dar um bom exemplo. A coisa mais importante que podes fazer é liderar pelo exemplo. O que tu fizeres, é provável que os teus patrulheiros também façam. Uma atitude animada em bem disposta consegue manter o espírito de todos sempre em alta. 8. Procura ser consistente. Não há nada mais confuso do que um líder que num momento está de uma maneira, e logo a seguir está de outra maneira. Se os teus elementos te conhecerem e souberem o que esperar de ti, será mais fácil responderem à tua liderança. 9. Procura elogiar os outros. A melhor forma de ser elogiado é elogiar os outros. Muitas vezes um simples “bom trabalho” é o suficiente para fazer com que um elemento sinta que está a contribuir positivamente para o esforço da Patrulha. 10. Pede ajuda! Não te sintas envergonhado por pedir ajuda. Tens muitos mais recursos à tua disposição do que imaginas. Quando confrontado com uma situação que não saibas como resolver, pede a alguém com mais experiência que te aconselhe. Os teus recursos podem ser os elementos da tua Patrulha, outros Monitores ou Chefes. Feliz monitoria!


Conversa ao pé do fogo.
Dez itens para ser um bom monitor de Patrulha.

1. Procura ser fiel à tua palavra. Não faças promessas que não consigas cumprir. A Honra do escoteiro inspira confiança.

2. Procura ser justo com todos. Um bom Monitor não mostra favoritismos por alguns elementos. Não deixes que as amizades te impeçam de ser justo com todos os elementos da Patrulha. Procura saber quem gosta de fazer o quê e atribui aos elementos da tua Patrulha tarefas que gostem de fazer.

3. Procura ser um bom comunicador. Não precisas de ter uma voz poderosa para seres um bom líder, mas tens de ser capaz de te chegar à frente com um pujante “vamos lá”. Um bom líder consegue dar informações de modo a que toda a gente as consiga perceber.

4. Procura ser flexível. Nem tudo corre conforme os planos. Fica preparado para mudares rapidamente para um “plano B” no caso do “plano A” falhar. Podes ainda ter, escondido na manga, um “plano C”. Mas lembra-te que não consegues ser flexível se não planejares antes.

5. Procura ser organizado. O tempo que gastas a planejar as coisas, vais ganhá-lo muitas vezes depois. Nas reuniões de Patrulha, registra quem gosta de fazer o quê, e prepara escalas de serviço antes de irem acampar.

6. Procura delegar. Alguns líderes pensam que as coisas não são feitas se não forem feitas por eles, mas é um grande erro. A maior parte das pessoas gosta do desafio de uma nova tarefa. Dá aos teus elementos a oportunidade de fazerem coisas que nunca experimentaram.

7. Procura dar um bom exemplo. A coisa mais importante que podes fazer é liderar pelo exemplo. O que tu fizeres, é provável que os teus patrulheiros também façam. Uma atitude animada em bem disposta consegue manter o espírito de todos sempre em alta.

8. Procura ser consistente. Não há nada mais confuso do que um líder que num momento está de uma maneira, e logo a seguir está de outra maneira. Se os teus elementos te conhecerem e souberem o que esperar de ti, será mais fácil responderem à tua liderança.

9. Procura elogiar os outros. A melhor forma de ser elogiado é elogiar os outros. Muitas vezes um simples “bom trabalho” é o suficiente para fazer com que um elemento sinta que está a contribuir positivamente para o esforço da Patrulha.

10. Pede ajuda! Não te sintas envergonhado por pedir ajuda. Tens muitos mais recursos à tua disposição do que imaginas. Quando confrontado com uma situação que não saibas como resolver, pede a alguém com mais experiência que te aconselhe. Os teus recursos podem ser os elementos da tua Patrulha, outros Monitores ou Chefes.


Feliz monitoria!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mochila ame-a ou deixe-a.


Conversa ao pé do fogo.
Mochila ame-a ou deixe-a.

       Já tive várias na vida. Tentei guardar a primeira, mas uma enchente me deixou órfão. Quase chorei. Na sede escoteira tinha um baú cheio delas. Presentes do Batalhão Militar da cidade.  Com o tempo fui comprando outras. Uma delas ficou comigo por quinze anos. Uma que me deu dor de cabeça, ou melhor, nas costas foi a com armação de metal. Uma jornada de vinte quilômetros acabou comigo. Jurei nunca mais usar. Aprendi desde pequeno que mochila não é armário ou guarda roupa. Aprendi usando. O Akelá disse – Não vou dar lista. Levem o que acharem necessário para um acampamento de três dias. - Penei. A mochila não deu. Levei mais um bornal e uma sacola. Fui alvo de gozação. Lobinho pata tenra só aprende assim. Mas aprendi. E como aprendi. Afinal subir montanhas, quilômetros e quilômetros em vales e gargantas, atravessar rios ou andar em lombos de burros ou de trem foi lição para nunca mais esquecer.

       Você pode dar uma relação de itens para eles levarem. Não vai adiantar. Mamãe, titia ou Vovó sempre tem mais um item. Não são elas que vão carregar, mas se preocupam com você. Nunca ri de Escoteiros noviços ao chegarem à sede parecendo uma árvore de natal. Mas que dava vontade de rir dava. Ele chegava vermelho. Sonhando com o acampamento. Eu só dizia – Vai precisar mesmo de tudo isto? Ele orgulhoso respondia - Claro Chefe. Afinal não foi o senhor quem disse que quem vai para o mar avie-te em terra? Tá bom. Aprender a fazer fazendo. Um quilômetro e o pobre bufando. Dois quilômetros desmaia na sombra de uma árvore. – Aprendeu? Claro que sim. Sem ajuda. Nunca deixei ajudar. Levou tem de carregar. Faz parte do crescimento.  

        Eu aprendi assim. Cortava isto, cortava aquilo e não fazia falta. Não faz mesmo. Nunca levei saco de dormir, ou melhor, em inglês “sleep”. Um trambolho. É isto mesmo? Não importa. Carregar um nas costas? Nem pensar. Se quiser conforto fico em casa. Sempre tive dois sacos de linhagens. Era só encher com folhas secas ou capim e meu colchão estava pronto. Uma cueca, um par de meias, uma camiseta, um short, minha manta e os dois sacos de linhagens. Clara higiene e um bom livro. Mais? Não precisava. Se apetrechos individuais sujassem eu lavava. Tinha técnica até para passar com dois arcos de madeira. Tive uma mochila que adorava. Simples, verde, gostosa. Nas costas não machucava. Nas laterais colocava meu facão, uma chaleira e um caldeirão e meu lampião a querosene. Não precisava de mais. Viajei mundo com ela. Subi serras e picos, lugares que nunca mais esqueci.

       Mas dei boas risadas com as mochilas dos outros. Eu sempre fui um gozador às escondidas. Nos acampamentos nacionais, regionais e internacionais era que eu dava gargalhadas mil. E nos Jamborees? Meu Deus! Cada tipo de fazer inveja. Eles chegavam posudos. Como se fossem os melhores do mundo. Mochilas enormes. Cheias de balangandãs. – Por que esta rindo? Perguntavam. – Por nada, desculpe. Mas lá no fundo eu sabia que ele era um eterno “pata tenra” (novato sem experiência). Você conhece. Você sabe. Só de olhar o Chefe ou o Escoteiro você sabe ate onde ele é um bom mateiro. E a Patrulha então? Só o Monitor formar e lá está. Grande ou pequena Patrulha. Não tem erro. Adorava ver um Chefe tentando me explicar sua mochila machucando na subida da serra. - Aprendeu papudo? Claro que sim. Ele aprendeu. Achou que sabia tudo e não sabia nada. Mas não é assim que se aprende?

        Quando Escoteiro e Sênior era bom andar com meus companheiros. Ninguém reclamava. Todos sabiam o que fazer. Mochilas bem postas, somente o necessário. Hora de falar, hora de cantar e hora de prosseguir o caminho das nuvens. Andei por alguns lugares com chefes mateiros. Aprendi muito com eles. Muitas vezes as barracas ficavam. Prá que? Em meia hora sabíamos fazer uma cabana para dois ou três. Chuva? Uma capa plástica simples e mais nada. E ela nunca durava para sempre. Mas voltemos às mochilas. Cada um sabe o que quer. Cada um compra a que mais lhe chamou a atenção. Mas cuidado. Muito cuidado! Nem tudo que reluz é ouro. Olhe para ela, experimente. Se sinta confortável subindo uma montanha por dois dias, sol a pino, nenhuma sombra. Como ela está nas costas? Dói? Então não compre. Veja aquela mais simples, mais leve. Sei que é feinha, mas vai lhe dar um alivio enorme nas grandes atividades a pé. Lembre-se você não vai mudar de cidade ou tirar férias de vinte dias. Vai acampar ou excursionar e voltar para casa.


        Ainda sinto saudades. Muitas. Em ver todos chegando à sede. Dia do grande acampamento. Pais e mães brigando para ver seus lindos filhinhos colocarem a mochila e dar adeusinho. Os mateiros rindo e pensando na bela atividade pela frente. Os “pata tenra” vermelhos maldizendo as vovós e as mamães que lhe entupiram de material. Mas não adianta. Só se aprende fazendo. Feliz Baden Powell que nos ensinou e muitas vezes esquecemos. Bom acampamento! 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Histórias da vida real. Pedrão Boca de Ouro. Baseado em uma história verídica.


Histórias da vida real.
Pedrão Boca de Ouro.
Baseado em uma história verídica.

           Ah! Tempos encantadores. São histórias que vivemos e que hoje poucos poderão absorver situações reais de um passado tão gostoso de reviver. Hoje na minha caminhada matinal me lembrei de Pedrão Boca de Ouro. Logo ele. Deixou saudades com sua boca cheia de dentes de ouro. Boca de Ouro? Bem voltemos um pouco no tempo. Uns cinquenta ou mais anos. Década de 60. Quieto no meu grupo na capital o Akelá insistiu para ir ao um ARP. Acampamento Regional de Patrulhas. – Chefe, vou ser o responsável por um sub-campo sênior. Faço questão da sua presença. Na ultima hora ele não foi. A contra gosto o Distrital me perguntou se podia assumir. Não sabia, mas o Escoteiro Chefe estava lá. Eu não conhecia o figurão. Época boa. Época de inocência escoteira. Época de sorrisos de sinceridade e de grandes amigos. Final do encontro e uma ovação de todos os participantes. Cerca de 650 por aí. Os seniores participavam com 25 patrulhas de vários estados brasileiros. Como fiz amizade com eles, Deus do céu! Gente indo embora e os seniores me carregando pelo campo. Caramba! O marmanjão começou a chorar e não parava. Os dirigentes do ARP não acreditavam no que viam. 

          Dois meses depois um telegrama. Era do Escoteiro Chefe. Dizia -
Chego sábado pela manhã. Quer almoçar comigo? Porque não? O que assustou foi o convite. Precisamos de você para Comissário do Estado. Logo eu? Bocó, matuto do interior? Aceitei mesmo sabendo que tinha muitos outros melhores que eu e o pior, um pobretão que vivia de pequeno salário. O Escoteiro Chefe riu quando disse isto. As histórias do meu tempo de regional se multiplicaram. Se fosse contar todas daria um livro. Mas a do Pedrão nunca esqueci. – Chefe Vado, dizia o Escoteiro Chefe, precisamos melhorar a apresentação dos chefes, eles precisam ver que são o espelho da garotada e da comunidade onde fazem escotismo. Interessante, hoje quando vejo fotos de alguns chefes que existem por aí lembro que muitas vezes eu prefiro os do passado. Desculpe, mas eram mais apresentáveis. Continuemos a historia: – Você terá uma missão difícil. Mudar a aparência e escolher pessoas que os outros possam acreditar que o escotismo pode ajudar. – Que aparência chefão? – fácil, Chefe, é só ver se você gosta do quer está vendo. Se concentre nos banguelos, caolhos, os que não tomam banhos, que vestem mal e aí por diante – Perguntei: - Tem gente assim? Ele respondeu: - Claro que tem!

          Confesso que aquela conversa não foi do meu agrado. Mas no fundo ele tinha razão. O Chefe quando não se apresenta adequadamente deixa uma má impressão que pode levar a uma interpretação malévola do movimento Escoteiro. Encontrei dezenas de chefes que conversando como amigo pude sentir mudanças. Mas era uma tarefa árdua. Não vou dizer a cidade, mas fui convidado a visitar um Grupo Escoteiro antigo. Muito antigo. Na rodoviária uma multidão de jovens. Olhe que estavam nos “trinques”, contei por baixo uns trezentos. Que estrutura eles tinham para ter tantos? Desci do ônibus e um homenzarrão de uns 120 quilos me abraçou e praticamente me elevou pelos ares. Abriu a enorme bocarra e quando vi aquilo tremi! Se for mordido já era pensei. Desceu-me suavemente até o chão e juntou os cascos no melhor estilo militar – Sempre Alerta Chefe! Sou o Pedrão, o Boca de ouro! E o danado depois ajoelhou e beijou minhas mãos. Patativa! Fui pego de surpresa. Logo veio o prefeito e outras autoridades. Falar o que?

Fiquei dois dias lá. Pedrão Boca de Ouro era querido, muito querido. A cidade em peso quando passava gritava: - Valeu Chefe Pedrão, só você para trazer a nata do escotismo em nossa cidade. Eu calado, não sabia o que dizer. O cara parecia àqueles lutadores de Boxe peso pesados. Mas quer saber? Nunca vi em minha vida alguém como Pedrão Boca de Ouro. Uma alma linda, cheia de amor, fazia um trabalho estupendo no Grupo Escoteiro. Na cidade era o Juiz de Menores, ainda ajudava em uma casa de menores infratores e todos lá o adoravam. Assustei com os trezentos, mas ele tinha mais de quarenta chefes, todos amigos e tinham por Pedrão uma amizade impar. As reuniões eram perfeitas e olhe ninguém tinha curso. A técnica de campo era perfeita. A meninada o adorava e também aos chefes de sessões. Quatro alcateias com mais de cinco chefes em cada uma. Assisti a abertura de uma reunião e fiquei pasmado. Nunca vi uma ferradura tripla. Questão de segundos para se formarem. A disciplina era linda sem ser gritada ou imposta.

        Voltei àquela cidade diversas vezes. Quando fizeram o primeiro registro, pois antes não era exigido, a foto do Pedrão sorrindo era chamativa. (naquela época a região pedia fotos 3/4) e quando o Escoteiro Chefe viu, riu e perguntou: - Quem é ele? Pedrão Boca de Ouro respondi. – Mas isto é bom? – Mais que bom, se tivéssemos cem Pedrões como ele no escotismo brasileiro, seriamos outro movimento. – Bem você quem sabe, mas se fosse eu não o registraria e nem o deixava participar – Sorri para mim mesmo e disse – Porque não vai lá comigo? O Escoteiro Chefe não disse nada. No primeiro Conselho Regional que organizei (hoje se chama Assembleia) fiz questão de que o Pedrão viesse. Sabia que o Escoteiro Chefe estaria presente com sua turma. – O apresentei normalmente: – Doutor Escoteiro Chefe, honrado em conhecê-lo. Quero apresentar o Doutor Marciano, Presidente do Grupo e Juiz de Direito, a Doutora Marli Akelá e Promotora de Justiça, o meu compadre Anastácio, Chefe da tropa sênior e prefeito da cidade, O Bispo Lourenço nosso eminente mentor espiritual. E assim ele foi apresentando um por um. O escoteiro Chefe ficou boquiaberto.


           Pedrão Boca de Ouro. Onde deve andar? Éramos mais ou menos da mesma idade. Será que está vivo ainda? Valeu Pedrão, hoje você estaria fora do meio. Eu sei. Nunca aceitaria estes chapéus esquisitos, estes uniformes que não uniformizam esta baladeira de sapatos coloridos. Sinto saudades daquele Escoteiro Chefe, que sabia que nosso movimento precisa de gente séria, bem apresentável, que possam dizer o que Pedrão dizia sempre: - Escotismo sem o apoio das autoridades e da comunidade não tem como crescer. Não sei quantos dentes de ouro ele tinha, mas sei que o coração conquistava multidões. Eu mesmo fui conquistado. Se estiver me lendo Pedrão, saiba que guardo de você eternas saudades. E aceite meu Sempre Alerta, pois sei que você como eu nunca diria SAPS. Afinal você nunca pensou que isto um dia existiria não? Risos. É Pedrão, agora é tudo novo. O modernismo está aí. Abraços Pedrão Boca de Ouro. Sei que se ainda estiver vivo estará sorrindo nestas plagas montanhosas das Minas Gerais. “Liberta quae sera tamen”!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

A boa ação escoteira. Por Lord Baden Powell


A boa ação escoteira.
Por Lord Baden Powell
Prefácio.
O Centenário do Escotismo comemora-se cem anos após o Acampamento Experimental de 1907, mas, quanto ao início das ideias de Baden-Powell para a juventude, que terão estado na origem do Escotismo, torna-se mais difícil uma localização no tempo. O Cerco de Mafeking fez de B-P um herói nacional, conhecido além-fronteiras e venerado no Império Britânico - tanto por adultos, como por jovens. Por essa altura, coexistiam na Inglaterra várias associações e clubes dedicadas à formação dos jovens, como a YMCA (Young Mens. Christian Association) e a Boys’ Brigade. Um desses clubes escreveu a B-P, que se encontrava a braços com a formação da Polícia Sul Africana, pedindo-lhe que enviasse uma mensagem para os seus rapazes. B-P respondeu a 21 de Julho de 1901, a partir de Zuurfontein, no Transvaal (África do Sul), com uma mensagem alusiva a um dos aspectos que mais contribuiu para imortalizar a imagem do escoteiro: a Boa Ação!

Meus caros rapazes, (por Baden-Powell).
O regulamento da vossa associação obriga-vos a manterem-se longe das bebidas, do tabaco, do jogo ilícito, do uso dos palavrões, etc. Não há nada melhor do que seguir essas regras e admiro-vos por as seguirem. Outros rapazes, que não têm a coragem de se juntar a vocês nem de se manterem fiéis a essas regras, provavelmente ganharão maus hábitos dos quais nunca se conseguirão libertar e, em muitos casos, as suas vidas tornar-se-ão histórias de miséria e fracasso: enquanto que vocês, saindo do vosso clube sóbrios e com a mente limpa, provavelmente sair-se-ão bem na vida, quando crescerem – se continuarem a aderir a essas regras.

Mas lembrem-se disto: Quando os soldados defendem um local, não ficam sentados, mas lançam contra-ataques para fazer debandar o inimigo. Por isso, não devem contentar-se em ficar sentados para se defenderem dos maus hábitos, mas devem também ser ativos para fazer o bem. Por “fazer o bem” quero dizer tornarem-se úteis e fazerem pequenos gestos de bondade a outras pessoas – sejam amigos ou desconhecidos. Não é algo difícil, e a melhor maneira de concretizá-lo é decidirem fazer pelo menos uma “boa ação” a alguém todos os dias, ganhando, assim, o hábito de fazerem sempre boas ações. Não importa o quão pequena possa ser a “boa ação” – nem que seja apenas ajudar uma senhora de idade a atravessar a rua, ou dizer uma palavra amiga em favor de alguém que foi difamado. O importante é fazer algo.


Quando um homem está a morrer, não está com tanto medo de morrer como de sentir que podia ter feito melhor uso do seu tempo enquanto viveu. O homem que fez “boas ações” toda a sua vida não tem nada a temer quando estiver a morrer.  Se esse homem sentir que fez algo de bom aos seus semelhantes sentir-se-á ainda mais feliz do que aquele que apenas se manteve afastado dos maus hábitos. Por isso, sugiro a cada um de vós, que leem esta carta, que devem, não só afastar-se da bebida e dos maus caminhos que lhe estão associados, mas também tentar. “Fazer boas ações às pessoas à vossa volta”. “Podem começar já hoje e, se quiserem escrever e contar-me sobre a vossa primeira “boa ação”, terei todo o gosto em conhecê-la.”.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Dizer SAPS é bonito prá xuxu!


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Dizer SAPS é bonito prá xuxu!

                      Não adianta. Não gosto de dizer SAPS. Por dizer isto já me chamaram de tudo. Velho ranzinza, chato de galocha e o escambal, mas SAPS? Nunca vou escrever ou dizer. Você sabe quem foi o “çabio” quem começou esta história de SAPS? Eu não sei, mas lá pelos idos da década de setenta esta famigerada palavra teve início. Eu deduzi que era um tremendo de um preguiçoso, que não queria escrever SEMPRE ALERTA PARA SERVIR quem inventou. Como já estava se tornando festa usar siglas, lá veio ele com esta invenção como se ele fosse um grande “çabio” Escoteiro. A danada da palavra pegou. E O Pafúncio ficou na história com sua bela criação. Não é que não goste do tal de SAPS Afinal eu sei que sempre disse que SAPS É SAPS nada alem de SAPS. Sabe o que me lembra? Um monte de sapos na lagoa. Risos. Mas vamos lá, vamos ver o tal de SAPS que todos adoram:

                     Nos primórdios do escotismo dizíamos feliz - Sempre Alerta! Um belo dia um artista Escoteiro da liderança nacional criou o Servir para o pioneiro. Ótimo. Os pioneiros merecem. Mas esqueceram do Sênior. Eles ficaram na “rebarba” dos Escoteiros. Não se lembraram dos lobinhos. Os azulões meninos e meninas da Alcatéia de Seeonee como sempre ficaram perdidos na floresta encantada de Mowgly.  Pois é. O Pafúncio Escoteiro inventor juntou o Sempre Alerta como o Servir e espalhou para todo mundo. Bem, Se ele ainda não foi para a estrela de B-P deve estar por aí rindo do besteirol que fez. Até hoje a UEB gosta de dizer que devemos servir a ela. A soberana não se fez de rogada e colocou no final da promessa do voluntário a frase “Servir a União dos Escoteiros do Brasil”. Eu pensava que a associação devia me servir e não eu a ela. Jurar isto? Never! Nunca fiz este juramento.

                  O mundo Escoteiro brasileiro começou uma nova era. Agora era tudo moderno. Ninguem disse mais "Sempre alerta para Servir!", Claro isto cansa, é longo parece o hino Alerta que poucos sabem cantar, mas dizem SAPS com alegria e primor Escoteiro. Dizem ainda que falar tudo isto a língua doía, tinha gente que suava em bicas, outros engasgavam ao falar e dava um trabalhão danado para escrever. A boca entortava e isto precisava acabar. Então o Pafúncio “Çabio” dirigente gritou alto como se estivesse salvando o escotismo brasileiro: - SAPS! Bacana! Lindo de morrer. E o mundo Escoteiro vibrou. Agora sim chegaremos aos cem mil membros escoteiros brasileiros. O tal de SAPS seria a salvação. Em todos os grupos, em todas as reuniões em todas as escritas só si via a palavra SAPS. Era SAPS para todo lado. Uma SAPAIADA sem tamanho.

                    O Brasil Escoteiro vibrou. Dizem que membros políticos do governo deram todo apoio. Verba não. Verba só para os protegidos do partido. Como não temos partido vamos partir para as taxas, mensalidades e precinhos saltitantes da vestimenta escoteira. Sem esquecer a cobrança de tudo, pois eles gostam de dizer que não tem almoço grátis. Putz! Que fome! O tempo danado ajudou. Cada ano mais Chefe, mais dirigente, mais Sênior, mais guia e escoteiros gritavam por todo lado: SAPS! Soube que os meninos acordavam pela manhã nos acampamentos saindo da barraca e gritando aos quatro ventos SAPS! Era ver o Chefe e diziam: – Oi Chefe! SAPS para o Senhor! Na sede o tal SAPS virou um inferno. Na porta alguém chegava e berrava: - SAPS! Os chefes não querendo dizer a cada um diziam: SAPS para todo mundo! Os Lobinhos quando viam a Chefe na rua gritavam: - SAPS Akelá! O Bom de tudo é que os pequeninos não sabiam o que estavam dizendo. Quem sabe pensaram que era coisa do Mowgly.

                  Lembro-me de um programa na Rede Globo. O Chefe chegou e disse para o entrevistador: SAPS! O cara ficou baratinado. Que diabos é isto? Corta! Gritou.                    Mas deixe prá lá. Agora me responda como se eu fosse um menino de seis anos: Quando você diz ou lê SAPS, sua mente traduz rapidamente para Sempre Alerta para Servir? Ou o tal de SAPS continua a ser SAPS? Analisemos com carinho o tal de SAPS. Os lobos não deveriam participar com seu Melhor Possível? Coitadinho dos azulões. Para ser leal com eles deveria ser MPSAPS! Que papo danado de chato eim? Se quiserem podem me contradizer. Não ficarei chateado. Não gosto de dizer SAPS. Prefiro o meu bom gostoso e supimpa tradicional Sempre Alerta! O adoro de montão. Ele é assim em todo o mundo com algumas variações.

                      Vocês nunca irão encontrar países com escotismo com saudações abreviadas. Tentem escrever para um inglês, francês, espanhol, russo, ou seja, lá que país for e coloque em baixo – SAPS! Ele vai ficar baratinados. O que seria isto? Alguém irá dizer para ele: - São coisas de brasileiros! Mas se fosse Sempre Alerta todos saberiam. Claro que os alemães responderiam: - Alizeit bereit, o espanhol diria Siempre Listo, o filipino Laging Handâ, o finlandês Ole valms, o francês Sois Prêt ou Toujours Prêt, o Holandês Weest Paraat, o inglês Be Prepared o Italiano Sii Preparato. Ufa! Melhor parar por aqui. Será que alguns deles têm abreviaturas?                     Outro dia fiquei pensando, que tal uma volta em uma máquina do tempo, ir ao Jamboree que BP estava presente você chega e diz em português: Salve Lord Baden-Powell. SAPS! E ele? Ia sorrir. Um velhinho amigo e um perfeito gentleman e mesmo não entendendo iria sorrir para você. Se alguém traduzir ele ficará encucado com o tal de SAPS! Primeiro vai analisar pelo idioma Zulu, ou espanhol, ou francês, ou italiano. Depois vai ver que não estava mesmo entendendo nada.

                     Bem cada um diz o que quer. Eu não. Sou um tradicionalista nato. Se fosse um chefe Escoteiro iria ensinar minha sessão a dizer Sempre Alerta, ou Melhor, Possível ou servir. Isto para eles significaria muito. - Estarmos Sempre Alerta para o que der e vier. Akelá! Farei o melhor possível! Mestre Pioneiro, Servir! Conte comigo. Mas SAPS? Putz Grila! Mas deixa prá lá. Agora é tudo moderno. Usam um palavreado para dizer o que vão fazer do escotismo que a gente enrola a língua pensa, medita, acampa no fim do mundo e acaba não entendendo nada. Os “çabios” no escotismo continuam por aí. Não sei mesmo onde vamos parar. Não temos crescimento de efetivo, temos uma evasão fantástica, não existe um apoio real aos voluntários, os “Çabios” fazem tudo sozinhos, não perguntam não pesquisam não querem saber o que seus “comandados” podem dizer. Perguntar? Nada disto, melhor dizer SAPS.     


                         Risos. "Velho" chato de galocha não tem outra coisa para se preocupar? Não tenho não. Sou um desocupado aposentado meu amigo. Defendo com o que posso as tradições Escoteiras. Quanto a ser um Chato de Galocha sou mesmo com muito orgulho. Risos. Chega por hoje, fiquem esplendidamente bem. São meus desejos sinceros e não deixo de colocar aqui o meu gostoso Sempre Alerta para servir e abaixo o SAPS! Risos. Boa noite!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Uma viagem através do tempo.


Conversa ao pé do fogo.
Uma viagem através do tempo.

                 Eita modernidade danada. Escotismo hoje é coceira na cuca para inventar o que fazer e não fazer. Alguns Chefes que sabem mandar e não sabem ouvir. Lideres que são donos da verdade inventando programas e outros afins sem dar satisfações a ninguém. Tem aqueles que sustentam que o passado não é como hoje. Garantem que as histórias dos velhos escoteiros ficaram na imaginação e nas histórias e que hoje não mais tem lugar. Têm marginais, tem perigos em cada curva, que deixam pais de orelha em pé. Muitos preocupados com seus filhos vão juntos para ver se tudo corre bem. E na cidade? Ir para uma balada não tem perigo? Andar pela rua não pode ser atropelado? Na escola não tem bullying? Não tem drogas? Onde podem esconder seus filhos dos perigos? Acampar? Nem pensar se for só se tiver toda segurança possivel. Lugar sem animais peçonhentos (até hoje nunca ouvi falar de escoteiros mordidos por cobra). E a parafernália de documentos para sair por aí? Isto para mim não é escotismo. O que fazem hoje é um simulacro do que foi e já não é.

                 Viagem comigo. Entrem nesta pequena nuvem que o vento vai nos transportar para o passado. Perigos? Vai haver sim, afinal um dia os filhos irão viver suas vidas e os pais continuaram preocupados. É no escotismo que vamos ensinar como ser dono da própria vida, como saltar o obstáculo e saber onde está o caminho a evitar. Se não acreditarmos em nossos filhos e se nos tornamos babá deles em todos os lugares que vão então melhor colocá-los em outra organização. Até mesmo os acampamentos de férias não são estas maravilhas que contam. Mas vamos deixar o vento nos levar, vamos até a Cachoeira do Macaco, incrivelmente bela! Chegamos lá por acaso na mata do Tenente. Chamava-se Tenente porque uma turma do Tiro de Guerra se perdeu lá por uma semana. Era bom demais seu ribombar, a névoa que subia aos céus e cobrir a mata como se fosse um manto branco para ninguém ver. Na época da piracema ver os peixes saltitando a subir as pequenas escarpas de águas corredeiras para desovar rio acima onde não seriam alcançados.

                  Vamos viajar pelas estradas e caminhos muitas vezes abertos com o facão, com as mãos, e quando a chuva cobria o céu de nuvens negras, parava-se em qualquer lugar. Uma lona jogada sobre a cabeça. Ali debaixo daquela cobertura contavam-se causos, ria-se, cantava-se até a chuva passar e depois pé na taboa. Deixe a nuvem nos levar até o Córrego das Antas. Belo lugar para acampar. Quantas vezes eu acampei ali? Dezenas. Ali fiz minha primeira mesa, meu primeiro almoço, um fogão suspenso de tirar o folego. Ali eu construí com ajuda da patrulha o mais belo Pórtico que fiz em minha vida. Seis metros no mínimo de altura e era bom demais toda patrulha lá em cima sentada a admirar o por do sol atrás da montanha do Roncador. Mas mudemos de rumo. Vamos atrás do Pico da Onça. Sinceramente? Nunca vi uma onça lá. Mas quantos locais de acampamentos tinham? Era demais. Duas horas e meia nas máquinas de aço e lá chegamos facilmente.

                 Não posso contar todos meus Fogos de Conselho nos meus tempos de jovem aventureiro. Não dá. Fogos de todo o tipo. Da Tropa, do Grupo e aquele que não me agradava onde se convidava muita gente de fora para participar. Quantas esquetes? Quantas histórias? E os fantasmas da noite? Perdi a conta das cidades visitadas a pé ou nos nossos cavalos de aço. Assim surgiram grupos em várias delas. Cobras? Onças? Animais peçonhentos? Vi muitos. Nunca fui mordido e nunca vi ninguém ser. Claro que eu e a patrulha ficamos mais de três horas num Jequitibá fugindo de uma pintada que resolveu ficar olhando para ver quanto tempo iriamos aguentar. Eu já fugi de touros bravos, até de um galo que me deu uma bela corrida. Quantas vezes acampei? Quantas noites vivi sobre as estrelas? Perdi a conta depois das oitocentas noites.

                 E as jornadas noturnas? Cada uma mais marcante que as outras. Na Pedra do Sino chegamos quando o sol estava chegando ao amanhecer. Coisa linda demais. E as chuvas? Os trovões? Os raios que um dia partiram uma Peroba-Rosa em cima de nossa barraca suspensa? Um tombo de mais de quinze metros. Até hoje penso que foi Deus quem nos ajudou. Os rios caudalosos que em pequenas embarcações ou uma leve jangada que nem sei como aguentavam a descer rios por vários quilômetros. Papai? Mamãe? Eles amavam como eu o escotismo. Acreditavam em mim. Eu dizia: - Mãe, pai vou acampar, volto amanhã à noite. Ou então: - Mãe, pai, eu vou fazer uma atividade aventureira. Volto na semana que vem (nas férias). Eles sorriam e deveriam pensar que o escotismo estava formando homens para o futuro do amanhã. Reuniões de sede? Existia, duas no máximo por mês. Era ali que encontrávamos nosso Chefe. As patrulhas tinha um Guia de Tropa, ele era a ponte entre o Chefe e os monitores.

                     Corte de Honra? Claro que sim. Sistema de Patrulhas? Perfeito. Fraternidade? Incrível. Respeito entre Chefe e escoteiros? Fora de série. Taxas? Pequenas que cabia no bolso de cada um. Ração A, Ração B ou C a gente levava de casa. Chefe! – Um disse outro dia – Hoje não dá mais. Não dá? Porque não? Já tentou fazer o verdadeiro escotismo de B-P? Hoje o que vemos é um amontado de meninos e meninas sem saber aonde ir. Um programa que não satisfaz chefes que se amedrontam com tudo. Uma liderança que só sabe fazer atividades nacionais, regionais e distritais e pomposamente propagandear os grandes eventos internacionais. Uma liderança que não apoia só cobra vive amedrontando quem entra e claro um dia ele sai. Desiste. Escotismo para ricos, para medrosos, para quem ainda não aprendeu a fazer fazendo junto aos seus monitores.

                    Nunca mais veremos quatro patrulhas completas por mais de dois anos juntas? Quando teremos resultados do método que nossos lideres nos impuseram sem ao menos nos perguntar se é isto que queremos? Quando poderemos mostrar orgulho em uma formação escoteira sem medo de ser criticado por sermos pseudo militares? Nunca mais iremos sentir o orgulho de um uniforme, postado com garbo e boa ordem? Quem são aqueles que criticam tudo isto? No ultimo desfile nas grandes capitais um passeio sem graça. Perguntaram por acaso ao público o que estavam achando? Estamos precisando de um bom escotismo, mas não quando teremos o orgulho de dizer a um jovem e uma jovem: - Parabéns, sua patrulha sua matilha mantêm os mesmos jovens de sempre nós últimos dois anos. Os críticos, os fazedores de opiniões ainda não sentiram que os resultados são pífios. Mas insistem nas suas ideias, afinal quem não sabe como deveria ser o escotismo de hoje?


Minha nuvem chegou ao ponto de partida. Final feliz na minha caminhada. Só gostaria de terminar perguntando aos rapazes e moças se este é o caminho para o sucesso?