HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Prometo pela minha honra! Afinal somos todos irmãos?


Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Prometo pela minha honra!
Afinal somos todos irmãos?

“Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”.

          Devíamos ser fraternos. Pelo menos tentar um pouquinho para aceitar a amizade e fraternidade de alguém que um dia fez uma promessa. Afinal não fomos nós mesmos que aceitamos falar aos quatro ventos que iriamos obedecer à lei? Que lei? Penso ser a dos Escoteiros, pois ali naquele dia diversos outros do mesmo sangue sorriam em nos ver promessado. Prometo, pelo minha honra... Ele sabia o que dizia e o que prometia. Nada foi escondido para ele. Prometer diziam seus chefes ou seus superiores era obrigar-se verbalmente ou por escrito a aceitar o escotismo como ele era. Afinal quando ele chegou acreditou na fraternidade, sorriu para os outros chefes, e ele não era homem de prometer levianamente.

           E agora? Do que adiantou aquela linda cerimônia? Será que ele não viu que dezenas de meninos acreditaram que ele seria mesmo um Chefe Escoteiro? Amigo de todos e irmãos dos demais? Ele não foi obrigado a prometer nada. Ninguém disse isso para ele, mas se ele gostou da filosofia, do sistema, dos abraços e do Sempre Alerta ele não tinha o direito de ser o que está sendo. No início palavras calmas, amigas, sinceras e com o tempo tudo mudou? Agora só ele sabe o que é o certo e o errado? Discorda assim sem mais nem menos? Porque ser diferente do que foi? Porque trazer o benefício da duvida em uma promessa que os jovens ainda acreditam? É difícil entender. Sabemos que ele não foi menino, não teve o amor entre todos de um movimento altruísta, amigo, onde dizemos que se necessário daremos nossa vida pelo nosso amigo, nosso irmão Escoteiro.

             Hoje, na minha “carreira” que fiz no escotismo eu não posso aceitar. Não posso mesmo. Estamos cheio de melomaníacos que acreditam que o escotismo foi descoberto por eles! Irmãos que acreditávamos agora sonham com o poder. Não medem consequências nas palavras, não se preocupam se ferem uns e outros. Sua ideia é que é importante. Ele é capaz de se explicar a BP que os ventos novos estão chegando. Eles são muitos, alguns tímidos outros arrogantes. Julgam-se ter as ideias que ninguém nunca teve. Ai daqueles que forem contra. Eles falam ásperos, falam de maneira invulgar, se necessário ofendem a quem eles acham que merece, mas também sabem falar mansamente como se fossem santos do Senhor. Eles estão aí, enfronhados em Grupos Escoteiros e nas lideranças nacionais, sempre como donos da razão.

               Nos grupos eles querem que suas ideias sejam levadas a frente e nem se importam que outros não tenham a mesma opinião. Fazem tudo para que suas palavras sejam aceitas. Prometem arco íris, prometem o éden, quem sabe irão trazer a felicidade de Shangri-la ao seu habitat. Eles não estão somente nos grupos, eles habitam as altas esferas, estão lá enraizados na corte do poder. Quando chegam estão armados com seus sorrisos marotos. Depois os dentes enormes do lobo mau aparecem. Acham que podem salvar o movimento e esquecem que deviam salvar de si mesmo. Vão atropelando, mudando, forjando status, tudo em nome da lei. Da lei? Lei que eles ou seus antigos superiores fizeram. Nunca consultaram a ninguém se a lei é boa ou ruim. Criaram um escotismo na mente. Um escotismo que eles mesmos acreditam ser a redenção do nosso movimento Escoteiro.

            Nem todos os bens aquinhoados com o poder falam o mesmo idioma. Isto faz parte da autocracia que impuseram a sí mesmos. Se não vai por bem vai como eu quero alguns dizem. Alguns com dez quinze e até trinta anos se esbaldam em dizer que conhece o escotismo como poucos. Que a experiência foi vivida nos belos momentos Escoteiros da vida. Conta-se nos dedos os que ainda meninos colocaram sua mochila e saíram por aí onde os ventos os levassem a acampar... Nas pradarias, nas montanhas, e pudessem sorrir com a lua, com o sol, com aquela bela árvore da montanha nas lindas searas de um acampamento grandioso. Agora não se entendem. Jogaram por terra aqueles que deram o sangue na juventude e na velhice quiseram fazer um escotismo de amor e fraternidade. Isto para eles não é importante. Importante é criar um nome, quem sabe no futuro ser chamado de Chefão! Quem sabe ser um Velho Lobo respeitado e amado pelos seus súditos, digo membros do escotismo? Eles sabem que a fama vem e tem muitos a bater palmas. Aqui meu amigo, dizem eu sou o rei. Para mim um reinado triste, sem base, sem futuro que eles juram que tudo irá mudar... E para melhor! Coitado de são Tome!

             Eles um dia olhando a bandeira do Brasil, bandeira que é amada e idolatrada como diz nosso hino, prometeram: - Prometo pela minha honra... Mas a promessa às palavras tão belas que ela tem e não mudam a dezenas de anos não tem mais nenhum significado para eles. Pena eu sinto deles. Vejo muitos por aí. Diversos amigos contam-me histórias deles. O que eles fazem em seus grupos, nos distritos, nas regiões e na própria nacional. Ela agora acreditam ser um ser supremo, cheio de vontades, junto a outros “chefes” que falam por nós, que nunca nos consultaram e que sabem arrotar com perfeição que temos nosso direito. Vá a Assembleia é o charme hoje no dizer deles. Mas eles estão se desentendendo. Se irmãos se Caim se desentendeu com Abel era notório que isto visse a acontecer. Agora tentam esconder as turras que estão vivendo. Não falam com os simples mortais escoteiros. Mas acreditem eles sabem sorrir, fingir que são irmãos.

              Não é o escotismo que acreditei. Pelo menos nossos abraços e nossos apertos de mão não eram falsos. Nunca foram. Nunca dissemos SAPs, nunca dissemos Servir a União dos Escoteiros do Brasil. Só dissemos servir a Deus e a nossa Pátria. Agora mudaram não é mais União, é Escoteiros do Brasil. E viva tudo que eles fizeram mesmo se desentendendo, mesmo aqueles que dentro dos órgãos que fazem escotismo acreditam ser superiores, que querem e acham que só o que eles dizem é fato, então nada há mais a dizer, mas só lembro a todos eles que: - Será que aquela promessa não teve valor? Será que aquela promessa já não existem mais em seu pensamento e em seu coração? Quão belo é dizer que somos todos irmãos. Quão belo é dizer que nosso movimento é uma grande fraternidade e que isto é nosso alicerce para dizer aos quatros ventos: -

“Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem por que ama, nem o que é amar”...