sábado, 27 de outubro de 2018

Anuncio do Contador de Histórias. Lançamento dos Meus Livros Escoteiros.



Anuncio do Contador de Histórias.
Lançamento dos Meus Livros Escoteiros.

Prefácio: Artigo publicado há algum tempo. Pensei e pensei... Por que não publicar novamente? Afinal eu também tenho direitos! Divirtam-se!

- Eu sempre fui um Contador de Histórias. Escrever, publicar, em qualquer lugar que aceitassem meus alfarrábios sobre o escotismo que amo e sempre vou amar me fazia feliz. Às vezes escrevia palavras incandescentes que não eram bem aceitas pelos donos do poder. Eles passavam longe das minhas histórias. Nunca comentavam e penso que nem ao menos curtiam. Minhas amizades eram e são restritas a velha plebe escoteira que sempre me deu sua atenção e um pouquinho da sua afeição. Eis que enriquei e de surpresa mandei para a melhor Editora do Brasil, meus prospectos prontos para serem editados.

- Senhores, por favor, são quatro livros. Um se Chama “O Contador de Histórias... Escoteiras” o outro se chama As aventuras do Contador de Histórias, o terceiro seria o melhor, “Poemas, orações e sonetos do Velho Escoteiro” e o último: - Ops! Fiquei de mandar, pois não fazia ideia como iria se chamar!  Repliquei no telefone: – Bah! Não quero saber o preço, mil cópias de cada um, deve ser em capa dura, títulos em ouro e meu retrato bem pequetito, pois não quero aparecer. “E, por favor, prepare o Salão Dos Escritores para o lançamento tudo em trinta dias”.

- Mandei o convite. O preço de cada livro? Quase nada. Os meus amigos mais chegados sem ônus. Os outros uma contribuição de um cinco reais por livro. O lucro seria para os Grupos mais humildes. Agora era hora de preparar minha “avant première” primeiro em São Paulo, a segunda seria em Porto alegre, a terceira em Brasília, a quarta na Bahia, a quinta em Belo Horizonte, a sexta em Vitória do Espirito Santo a penúltima em Maceió e a última em Manaus. Ia dar uma paradinha em Campo Grande e Goiás. Convite feito, convite enviado:

- “Caros amigos escoteiros, estou convidando a todos para o Lançamento dos Meus Livros Escoteiros no dia 30 de fevereiro próximo. O coquetel será aberto a todos sem distinção. Teremos livros para os presentes em número ilimitado. Iremos fazer uma grande recepção e para isto contratamos a orquestra de Richard Clayderman ao piano. Abriremos o salão para o coquetel às sete da noite e sem hora para fechar. Se possível todos deverão portar seu uniforme, não importa qual desde que ninguém me apareça com a camisa fora da calça e dizendo SAPS”!

- Adorava o que fazia. Mais de duas mil e quinhentas histórias, quase mil crônicas, outras tantas de Conversa ao pé do fogo. Contos demais. Um amigo disse que me transformei em Esopo. Aquele fabulista e contador de histórias grego que viveu por volta do século VI AC. Suas fábulas são fabulosas. Rarará! Com ele aprendi a conversar com os animais pássaros insetos e etecetera e coisa e tal. Claro todas dotadas de um sentido e um ensinamento moral.

- Me preparei como voltasse no tempo para o meu primeiro Acantonamento como lobo e no primeiro acampamento... Sonhando. Uniforme nos trinques. Seriam várias “avant première” em vários estados do Brasil. Finalmente iria receber meus amigos no meio de milhares de livros, distribuídos em mosaicos sobre grandes mesas, muitas prateleiras e estantes, todas repletas de livros. Minha pequena mesa dispensava fila. Detesto fila. Duas canetas, e na mente o que escrever quando pedissem uma dedicatória. “Putz Grila” O que dizer?

- Eu sei que os livros com dedicatórias têm mais valor que os que não têm. Com valoriza sem não tem valor. Tem gente que ama as mensagens ou odeia o que seu poeta preferido escreveu. Escolhi uma para todos: - “A todos aqueles que sempre me cobraram um livro escoteiro e que me inspiraram, apesar de saber que a maioria não vai ler” dedico esse livro com carinho e amor. O Contador de Histórias Chefe Osvaldo.

- Enfim, consegui, meu sonho aconteceu. Soube que os mil primeiros bateu recordes e já estava na terceira edição dos quatro. “Mas porca lá miséria” eu sabia que o mar não estava prá peixe. Os famosos lideres escoteiros foram a um juiz que mandou fechar minha festa em cada cidade em cada estado. Cadê meu bastão com ponteira de aço? Antes que fizesse qualquer coisa acordei, a Célia sentada na beira da cama sorrindo; - Marido, hora de levantar. Hoje tem física, vamos ou não vamos?

- Sonhos que te quero sonhos que não passam de sonhos. Livros? Nesta minha vida na terra só mesmo em PDF e olhe lá. Afinal de graça só mesmo barraco de favela pegando fogo onde os bombeiros não alcançam. Abraços meus amigos e até um próximo sonho. Não é bom sonhar?