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cada foto tem uma história

terça-feira, 25 de julho de 2017

"O Livro da Selva", de Rudyard Kipling.


"O Livro da Selva", de Rudyard Kipling.

- Nota: A partir de amanhã dia 26 de julho, darei início a publicação de uma das principais aventuras de Mowgly do Livro da Selva. – “A Embriaguez da Primavera”. Sei que todos aqueles amantes de Kipling e atuantes ou não de Alcateias de Lobos já conhecem de cor e salteado, mas tem muitos que ainda não. Serão três publicações uma em cada dia. No final os interessados poderão pedir em PDF à publicação que colocarei com satisfação no Imbox de cada um. Enquanto isto um preâmbulo do livro da selva:

- O livro de Rudyard Kipling é composto por sete contos diferentes, todos eles tendo animais como protagonistas. Concentremo-nos, porém, nas três primeiras narrativas que têm como principal figura o pequeno Mowgly, uma criança humana. É neste conjunto de contos que Kipling melhor explora a principal temática do livro: o código de conduta dos animais, pois também eles se organizam e têm valores morais e regras de coexistência.

- O primeiro conto, "Os Irmãos de Mogli", começa com a surpreendente chegada de um bebé humano a uma toca de lobos. Corajoso e expedito, o pequeno ser consegue calmamente escapar das garras do tigre coxo, o fanfarrão Chery Kaan, e do mesquinho chacal Tabaqui. O Pai e a Mãe lobos, habitantes da toca, têm crias recém-nascidas e sensibilizam-se com a audácia e vitalidade do pequeno "cachorro de homem". Protegem-no de Chery Kaan e insistem em mantê-lo na alcateia Seeonee.

- Mas para tal é necessário que o conselho dê consentimento, o que acaba por acontecer graças às intervenções de Balu, o urso pardo, e de Bagheera, a pantera negra, que intercedem a favor do pequeno Mowgly. Ao longo do conto, Mowgly vai aprender as regras da Selva, segundo os ensinamentos rigorosos de Balu - que admira a inteligência e a perspicácia do seu pupilo, mas que é rígido na maneira de ensinar -, e enfrentar um dia-a-dia de felicidade, mas também de perigo. Para tal, a presença de Bagheera como sua protetora incansável vem a revelar-se fundamental.

- Chery Kaan não desiste de tentar capturar Mowgly e a alcateia deixa de ver com bons olhos a presença de um ser humano entre os animais selvagens. No final, quando Akela, o chefe da alcateia, começa a ser contestado por ser um líder enfraquecido - e por Chery Kaan fomentar a sua contestação... - Mowgly vê-se obrigado a abandonar a sua família adotiva e a regressar ao meio dos homens. Porém, não o faz sem que antes exija o respeito dos que tentaram traí-lo, sem que registre a lealdade dos que nunca o abandonaram e, acima de tudo, sem que garanta a segurança do velho Akelá.

- Má experiência entre os humanos O segundo conto relata um episódio em que Mowgly é raptado pelos loucos macacos da tribo Bândarlogue, coisa que acontece ainda algum tempo antes de o pequeno humano abandonar a alcateia. Os Bândarlogue são os únicos animais da selva que não merecem o respeito, nem tão pouco a atenção, de todos os outros animais. São disparatados, vaidosos, não têm líder nem leis, julgam-se superiores e não respeitam as regras dos outros. Balu proíbe Mowgly de ter contato com esta tribo. Mas, quando o faz, já é demasiado tarde, pois Mowgly já terá sido assediado pelos macacos, que acabam por raptá-lo e levá-lo para as Moradas Frias, uma aldeia abandonada já fora da selva.

- Balu, Bagheera e Kaa, uma piton que é o único animal que os Bândarlogue temem, veem-se obrigados a lutar pela vida de Mowgly e pelas suas próprias vidas. Mas a batalha termina com uma farta recompensa para Kaa. No terceiro conto sobre a vida de Mowgly, o pequeno homem já é um habitante da aldeia. Contudo, Mowgly não se sente confortável entre os homens, pois foi criado entre animais, os quais têm regras diferentes. Além disso, os homens nem sempre respeitam os animais como deveriam. Durante a estadia na aldeia, Mowgly toma conta de gado, aprendendo a conduzir manadas.

- A dada altura, o lobo Irmão Cinzento encontra-se com Mowgly para alertá-lo sobre as intenções de Chery Kaan, que planeia capturá-lo, agora entre os Chery Kaan. É então que Mowgly cumpre uma promessa antiga: ele próprio acaba por capturar o tigre, contando com a ajuda da manada, de Akelá e do Irmão Cinzento. Mas, por causa da forma como Mowgly controla os animais e comunica com eles, a aldeia acusa-o de bruxaria e o expulsa. O pequeno regressa à selva onde constitui uma "tribo" própria, juntamente com aqueles que sempre lhe foram leal.

- “O Livro da Selva" foi escrito por Rudyard Kipling em 1894. Anos mais tarde, em 1907, o mesmo Kipling tornava-se no primeiro escritor inglês a receber o Nobel da Literatura. A habilidade com que o livro é escrito, a inteligência das histórias e um profundo conhecimento do mundo animal - ao qual não será alheio o facto de Kipling ter nascido em Bombaim, na Índia, e ter vivido durante muito tempo em território indiano - oferecem uma deliciosa leitura sobre o reino dos bichos, que também sabem comportar-se e organizar-se, fazendo uso de regras e de códigos de conduta. Haverá até situações e personagens em tudo semelhantes às que existem fora da selva, no mundo dos homens...


Boa Caçada e Melhor Possível!

Nota: - Se você ainda não leu ou não está lembrando do que Kipling escreveu no seu livro da Selva sobre a “A embriaguez da primavera” – A partir de amanhã irei publicar em três capítulos um condensado que tenho certeza vai lhe dar maior conhecimento na sua lide Escoteira voltada para os lobinhos. Melhor Possível.