HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CONVERSA AO PÉ DO FOGO - SEXTA


Conversa ao pé do fogo – Parte VI
Histórias de escoteiros

Diante de cada Homem, abrem-se dois caminhos:
O do egoísmo ou o do Serviço.
Cada um terá que escolher por si próprio qual será o verdadeiro lema. O egoísmo é mais cômodo; o Serviço envolve sacrifício.
Se um indivíduo não é capaz de se sacrificar,
Não tem direito de se chamar Homem.
Mas se se sacrifica para servir, exprimindo da melhor maneira possível o seu amor, pode estar certo de que a vida será para ele um bem muito real,
“Cheia de Felicidade”.

Histórias de escoteiros

OS SETE PILARES DA SABEDORIA

Objetivos de um (a) Chefe Escoteiro (a)



Os Sete Pilares da Sabedoria descreve a revolta na Arábia contra os turcos, vista por um inglês que nela tomou parte. No que seria aparentemente uma simples crônica militar, Lawrence da Arábia teceu um painel inusitado de retratos, descrições, filosofias, emoções, aventuras e sonhos. Para levar a cabo sua missão, serviu-se de uma extraordinária erudição, uma memória impecável, um estilo que ele próprio inventou... “Uma total desconfiança em si mesmo e uma fé ainda maior”.

Nada há ver como o que pretendo colocar aqui. Acredito servir apenas como uma lembrança. O tema é outro. Tenho notado uma quantidade razoável de definições sobre o Chefe Escoteiro colocada em diversos sites escoteiros. Estão transformado o chefe em um super homem, dotado de poderes incríveis, um super herói e esquecendo que ele é apenas um educador. Só isso. Claro todas são válidas, e não podemos deixar de valorizar seu trabalho. No entanto estão esquecendo muito seu principal papel. O JOVEM! Porque digo isso? Não estou a par do que se aplicam hoje nos cursos de formação, mas no passado os jovens eram nos currículos aplicados a principal preocupação nossa. Agora não vejo tanto. Alguns se preocupam, no entanto muitos adultos estão agindo como escoteiros (as), vibram com as atividades que fazem e nem se lembram de saber se eles, a principal razão de ser do escotismo está também vibrando como ele.

Observo no retorno ou mesmo quando é aberta a inscrição para qualquer evento nacional ou regional, um escotista dizer: Eu vou! Quem vai? Eu fui! Espetacular! Ainda não vi dizerem – Vou levar toda minha tropa. Lutei para ela ir. Consegui ajuda externa e ninguém ficará para trás. Afinal o evento seria para eles eu sou um mero coadjuvante. Se for seria só para ajudar no que for preciso.  Se não forem todos, eu não irei! Não seriam mais brilhante ou mesmo magnífico esses dizeres? Estamos deixando os jovens na berlinda. Muitos estão saindo. Agora mesmo ao término do Elo, muitos deles me disseram que não foram. E estão magoados por não terem ido. Não tinham como pagar a taxa.

Não sou psicólogo e nem pretendo entrar no assunto que a eles competem. Mas será que todos estão tentando conhecer o jovem ou a jovem de sua tropa? De sua alcatéia? Saber o que estão pensando, seus desejos, suas desventuras, como estão no colégio, suas amizades e como estão se portando espiritualmente? Uma tarefa hercúlea. Não seria interessante que ele ou ela procurasse o jovem que está faltando às reuniões e perguntar, meu amigo ou minha amiga! Sentimos falta de você! Você é importante lá, todos gostam de você! E quem sabe ele ou ela diria o porquê não está indo?

Mas não é isto que vejo. Estou vendo muitos desistirem. São pequenas nuances que vão aos poucos transformando seus sonhos aventureiros em desilusão. Claro, sem generalizar. Mas observem nas atividades escoteiras. Um grande número de patrulhas formando com dois, três ou no máximo quatro membros. Nas alcatéias também. Por quê? Acabou a patrulha? Antes era um orgulho todos os presentes e dizerem para o chefe ou a chefe – Patrulha completa chefe!

Ivone Boechat deixou escrito: - Ensinar é aprender. Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios encontrem as suas opções.  Acho que já li algum parecido nos livros de BP.

Meus amigos escotistas de todos os ramos. Vamos lembrar sempre do nosso objetivo. Claro podemos e devemos ter nossas atividades como adultos e para isto devem ser programadas. Mas a prioridade é o jovem. Sempre ele. Nada justifica o contrário. Lembre-se que toda vez que um jovem abandona o escotismo você tem grande parte da culpa. Involuntária é claro, mas para isso se tornou um educador. Leia bastante. Procure saber o que se passa na mente dos jovens. Não vá pelo que os outros disseram. Pesquise, ande, fale, comente. Perdemos muitos porque estamos esquecendo que nosso objetivo é um só – Formação de caráter, ética de bom viver, dinamismo, cidadania e liderança. E se assim fizermos teremos a certeza de ter contribuído um pouquinho para que esta nação tenha homens que um dia todos nós possamos orgulhar.

Alguns fatos da história escoteira

            Na história escoteira que escrevi baseada na vida de Caio Vianna Martins, Aproveitei para lembrar fatos interessantes do escotismo brasileiro. São centenas. Acredito que ainda temos milhares de escotistas ainda vivos que podiam ajudar a manter um acervo bem real. Seria importante para a memória escoteira. Acredito que não é uma idéia nova. Já existe algum publicado e algumas regiões mantém seu histórico ou uma espécie de museu de seus escotistas do passado. 
        
            Quando comecei a escrever, Lembrei-me do Chefe Francisco Floriano de Paula. Talvez pela proximidade minha com ele em muitas atividades que realizamos juntos. Emérito professor, reitor da faculdade mineira, altos cargos exercido no governo mineiro, amava o escotismo diferente de tantas autoridades que hoje proliferam por aí. Ele era ativo, participante e o escotismo era sua razão de viver. Também foi o chefe do Grupo Escoteiro dos jovens que em viagem a São Paulo aconteceram à horrível tragédia.
             Chefe Floriano foi um grande escotista, responsável por muitos fatos que até hoje dão frutos. Em uma época onde a UEB ainda não existia, foi um dos precursores que juntamente com outros escotistas de outros estados, deu os primeiros passos para a reunificação fundando a UEB. Tive a oportunidade como Comissário em Minas Gerais (1968/75), tomar conhecimento através de livros de atas históricos como tudo foi realizado e os participantes nestas reuniões. Não sei se ainda existem estes livros.

             Numa época onde era escassa a possibilidade de contato e participação em cursos de adestramento, pois era grande distancia entre a capital e muitas cidades do interior em Minas Gerais, o numero de Grupos registrados eram mínimos. A expansão em Minas deve ao Chefe Floriano. Assim como eu, muitos que ainda estão na ativa do movimento em Minas, são frutos do trabalho dele.  Conseguiu através das autoridades governamentais de Minas Gerais, verbas para custear todos aqueles que quisesse participar dos cursos aplicados.

        Eu mesmo aproveitei e fiz no início da década de 60 meu primeiro CAB (curso de adestramento básico). Outros depois, mas as minhas expensas. Foi uma honra tê-lo por varias vezes como meu diretor de curso. Assim como eu, diversos outros também ingressaram e fizeram do escotismo seu trabalho voluntário. Lembro quando fiz meu IM parte de campo no final da década de 60, só na minha patrulha tinha um coronel, um juiz de direito, um engenheiro todos com menos de dois anos de movimento, levados pelo chefe Floriano.

          Claro, poderão dizer que não existe nada de extraordinário, hoje isto é comum. Na época em questão conseguir escotistas ou dirigentes no estado portadores de níveis universitários não era assim tão fácil. O escotismo em Minas e acredito também em boa parte do Brasil tinha enormes dificuldades de comunicação. Eu mesmo e o chefe Darcy Malta, outro grande escotista e já falecido, fizemos uma cruzada para melhorar a imagem dos nossos escotistas. (risos) Verdade. Devido a uma serie de fatos tínhamos algumas cidades fazendo um péssimo escotismo, com pessoas sem condições de liderança. Claro, cheio de boas intenções, mas as autoridades locais não reconheciam o movimento em suas cidades.

               A nossa literatura na época era bem sofrível. Resumia praticamente ao Guia do Escoteiro, e alguns outros pequenos livros. Claro o livro do chefe Almirante Benjamim Sodré era soberbo. Para mim minha bíblia quando passei para escoteiro. Logo no início da década de 50, o Chefe Floriano escreveu o primeiro livro - Para ser Escoteiro (depois desdobrado em Para ser Escoteiro Noviço, 2ª Classe e 1ª Classe.). Agora infelizmente ultrapassados devido às modificações efetuadas.

           Já velho, com grandes dificuldades de visão, ele ainda participava dando cursos apesar da política contrária na UEB (os dirigentes na época achavam que ele não tinha mais condições de liderar cursos – risos – a velha política que se manteve por algum tempo, não sei se é mais assim). Minha insígnia escoteira foi uma epopéia, quase foi cancelado pela UEB. Neste curso tive a oportunidade de ouvi-lo contar belas historias. De Caio Martins contou pouca coisa, mas em momento algum desmereceu o menino escoteiro de quinze anos que ficou na história como nosso herói escoteiro.

            Hoje, passado muito tempo, lembro quando fizemos a entrega ao irmão de Caio Vianna Martins, da Medalha de Valor ouro post mortem ao seu irmão na cidade de Matozinhos, Minas Gerais terra natal de Caio em 1973. Uma bela cerimônia. Mais de 600 participantes. Diversas autoridades presentes. Vejo com o passar dos tempos, alguns escotistas ou não, desmerecendo os fatos da historia de Caio. Outros aproveitam para desmerecer a vida e o trabalho de Baden Powell. Não entro na polêmica, não é minha praia. Meu objetivo não é e nunca foi esse.

               Nossos heróis brasileiros contam com uma legião de críticos, desmitificando seus feitos, desonrando sua memória. Afinal não temos heróis? Não existem heróis em nosso passado? E no Escotismo, Caio Vianna Martins foi ou não foi nosso herói escoteiro? Claro que sim. Que outros como ele também um dia, possam escrever uma nova história com seus feitos, suas realizações, suas palavras e seus atos na ética, na honra, no seu caráter e no “Espírito Escoteiro” O que ele escreveu, nunca mais será esquecido: “Há muitos feridos aí. Deixe-me que irei só. Ajudem os outros, Eu sou um Escoteiro e o Escoteiro caminha com suas próprias pernas”!
Caio Vianna Martins

Cursos de formação no movimento escoteiro no Brasil

              Tenho feito diversos artigos tentando analisar o porquê até hoje os cursos de formação para adultos no escotismo não tem dado os resultados esperados. É difícil qualquer análise a não ser por “chutômetro”. Somos os maiores ”calculistas chutadores” de tudo que fazemos no escotismo. Seja certo ou errado. Nunca em tempo algum foi feito no escotismo brasileiro, uma pesquisa analisando o porquê da evasão de adultos, principalmente os portadores da Insígnia da Madeira.

                 Dizem sempre que elas foram feitas por amostragem. Acredito.

Quando recebi minha primeira IM, e logo em seguida meu certificado de Assistente Diretor de Curso, ainda éramos chamados de DCC e ADCC, (Deputado chefe de campo e assistente Deputado chefe de campo – cópia da nomenclatura de Giwell). Isto nos moldes de Giwell. Uma época que os manuais ainda eram ingleses e tínhamos que traduzir para o português, claro com muitas adaptações. Basta ver que era obrigatório o “Chá das cinco” (risos). Logo após mudou-se para DCB e DCIM (Diretor de curso Básico e Diretor de curso da Insígnia da madeira).

                Agora são chamados de Formadores em lugar de Adestradores. Porque a mudança? Na minha época já havia uma “cisma” que adestrar era relativo a treinar animais. Então resolveram mudar e chegaram à conclusão que formador era melhor. (no dicionário significa que dá forma, que cria etc.). Bem acredito que os que criaram a nova nomenclatura ficaram satisfeitos com a mudança. Com esta também se mudou os manuais que deste a década de 80 já vinham sendo modificados.

                Muitos anos se passaram e eu mesmo tento ver onde está o erro. Erro? Sim, porque tantos passaram pelos cursos nos últimos cinqüenta anos e pouco ainda continuam nas fileiras escoteiras? Eu mesmo quando adestrador (desculpem, agora é formador) acredito ter tido mais de 1.500 alunos. Onde está a maioria deles? Sei que ainda tem um número razoável participando, mas o “turnover”, ou melhor, a rotatividade de pessoal, entrada e saída de adultos no movimento escoteiro ainda é altíssima.

                 Amigos atuantes como adestradores desculpem formadores, já deram muitas opiniões do por que. Alguns até escreveram artigos pormenorizando os motivos. E eu pergunto, e então? Onde está o erro se tudo continua na mesma?  Já foi apontado e parece que todos sabem o rumo a tomar. Mas tantos anos e este rumo ainda não foram tomados? Eu me pergunto, quantos escotistas que fizeram estes cursos saíram nos últimos 30 anos? E os que alcançaram a Insígnia da Madeira e que também abandonaram o escotismo? Será que temos dados disponíveis?

                  Não seria interessante uma ampla pesquisa para saber os motivos? Uma pesquisa direta, sem intermediários. Quem sabe enviar uma correspondência, perguntando ou solicitando a colaboração no preenchimento de um pequeno questionário. Perguntas simples do porque e quais as razões os levaram a abandonar as fileiras escoteiras?

                 Se isso fosse feito, e conseguíssemos através de técnicas modernas abalizarem as respostas, então acredito que iríamos ter condições de ver onde erramos e onde devemos mudar. Infelizmente não é assim que fizeram ou estão fazendo. Parabenizo aos membros formadores, no seu mais alto escalão que estão dando tudo de si para chegar onde todos nós esperamos. Mas lembro que mesmo com a nova metodologia que foi criada por eles, ainda não atingimos o objetivo proposto.

        Difícil comparar o passado com o presente, de vários dias acampados hoje tentam facilitar ao máximo a presença. Entretanto posso dizer de cátedra, que meu aprendizado vivendo como escoteiro em uma patrulha nunca mais esqueci.  Já temos alguém dizendo que os cursos podem ser feitos através da Internet. Errado? Certo? Não sei. Eu no meu caso não gostaria de participar. 
 
                 O desejo e o objetivo do escotistas é a sua IM (Insígnia da Madeira), não acredito que ela se tornou mais fácil ou mais difícil que no passado. Mas é através dela que poderemos ter bons escotistas atuando em suas sessões e produzindo tudo àquilo que se espera da formação de um bom chefe. Não adianta esta luta, para em pouco tempo perdemos a cada ano um numero elevado deles (os IMs) que vão sendo substituídos por novos, e que nos leva a crer que a evasão (turnover) irá persistir não produzindo os objetivos propostos nas mudanças que aconteceram nos últimos cinqüenta anos.

                    Como sempre lembro aos meus amigos que não sou o dono da verdade, o que escrevo aqui são reminiscências de um passado que hoje foi totalmente invertido e que se os resultados (como sempre dizia Baden Powell) estivessem sendo alcançados, teríamos alcançado a meta que todas sonham para o movimento escoteiro brasileiro.

UM MILHÃO DE ESCOTEIROS! Impossível? Muitos países conseguiram.

O uniforme escoteiro

           Interessante, artigos que mais são lidos nos meus blogs, são os que se referem ao uniforme escoteiro. Muitos não concordam com meus artigos (um grande número concorda) e estou inteiramente de acordo, pois não tenho autoridade dentro do movimento e tampouco posso mudar o que já existe. Ali posso somente dizer que foi uma vida dedicada ao escotismo e sempre levando a sério a minha organização com todo respeito e disciplina, principalmente a uniformização.

        Tudo mudou. Basta dizer que até nos órgãos internacionais escoteiros uma liberalidade adotada pela WOSM (World Organization of the scout Moviment, ou melhor, Organização Mundial do Movimento Escoteiro) disseminou por todos os países afiliados o tal traje. Sabemos de muitas que se mantém fiel ao escotismo tradicional, mas não sei até quanto tempo iram permanecer assim. 

Não tenho a pretensão de ser um crítico e nem tampouco um mantenedor do Garbo e Boa Ordem de tradições de um passado que se foi. Nada disso. Sei que agora temos os dois – O uniforme e o traje.

          Interessante que todas as organizações desde as militares até outras dentro da sociedade educacional ou não, mantém uma disciplina sobre seus participantes no tocante a uniforme. No escotismo não. Não sei, posso estar errado, mas transformaram o lenço como símbolo escoteiro. Estando com ele e dando um nozinho na ponta pode se considerar como traje escoteiro. Se estiver de short, ou qualquer outra vestimenta também.

          Claro, muitos me dizem que o POR (Princípios organizações e regras da UEB) é claro em suas normas. Sei disso. Já li. Mas não sei se concordo. Suas mudanças foram decidas por poucos. Ali existem muitas evasivas. Afinal deixar que estados ou grupos escolham (o que está determinado como uniforme) não sei se isto leva a uma apresentação escoteira nacional. Quando em encontros nacionais, lá estão o caqui, o cinza e o azul, claro exemplificando os escoteiros da modalidade básica.

          Nos primeiros anos de 1970, tínhamos a mesma preocupação com o uniforme. A Direção Nacional achou por bem discutir o tema, mas foi séria em suas resoluções. Foi criado o uniforme social. Na época camisa azul/cinza calça comprida cinza chumbo, lenço, anel, cinto de couro com fivela. Meias pretas, calçado preto. Havia ainda a possibilidade de usar o paletó e gravata.

        Entenda-se. Houve uma seriedade com tudo isso. Foi distribuído a todas as regiões pequenas fração do pano para que não houvesse distorções. Em pouco tempo este uniforme estava sendo usado amplamente por todos os escotistas. Na época cabia ao dirigente da atividade determinar qual uniforme seria usado. Isto seria possível hoje?

         O caqui na época sempre foi considerado uniforme de campo. Nas reuniões de sede ele era obrigatório. Inclusive para os escotistas. O chapéu também, mas a região podia decidir entre ele e ficar sem cobertura. Em síntese o social era para atividades sociais. E era sagrado para todos se manterem conforme as normas. O tempo passou. As mudanças começaram. Os dirigentes nacionais mudavam aqui e ali conforme sua interpretação pessoal ou sugestão de um ou outro membro dos órgãos inferiores.

        Hoje em um mesmo estado brasileiro, lá estão grupos com o cinza, o azul e o caqui. Alguns poucos escotistas então são de dar inveja. Inventam dependendo de suas escolhas pessoais. Existe o cinza curto o comprido, jeans de cores diversas, e a cobertura? Incrível! Cada um tem sua escolha pessoal.

         Em um artigo que li na década de 60 existia uma charge onde mostrava diversos tipos de uniforme. Ela dizia – E ainda dizem que somos um movimento uniformizado. Se naquela época havia duvidas e agora? Tenho dialogado com seniores e guias sobre estarem sem o uniforme nas atividades de sede, de campo (aventureiras, bivaques, acampamentos, excursões) e a resposta é sempre a mesma. Não devemos estragar o uniforme ou sujá-lo. Por isto estamos assim!

             Sei que muitos dos amigos que estão lendo irão discordar. Claro, já disse. Não sou o dono da verdade. Mas caramba! Para que fazer o uniforme então? Alguns me dizem que o tempo passou e agora a modernidade está aí. Baden Powell sempre comentou sobre a uniformização. Para isto fazia questão de se apresentar condignamente (como ele achava) bem uniformizado. Não aceitava meios termos. Afinal nenhuma organização não escoteira aceita. Só nos no escotismo. Podem me chamar de saudosista, mas tentem ver as fotos que existem do nosso fundador. Impecável! E não me venham dizer que hoje os tempos são outros. 

Como será dentro de 30 anos? Como será o uniforme? E o tal traje? Não sei, não estarei lá para ver. Ainda bem...

Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas aos problemas que tiveram de vencer.
Lord Robert Stephenson Smith Baden-Powell