HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AFINAL, MUDAR OU NÃO MUDAR?


Afinal, mudar ou não mudar?
Mera mudança não é crescimento. Crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento.
                          Afinal, mudar ou não mudar? Claro que sim. Mudanças são bem vindas. Sempre foram. Não podemos ficar presos no passado. Como dizia Confúcio, somente os sábios e os extremamente estupidos é que não mudam. Não sei onde me encaixo nisso. (Risos). Mas lembre-se, estou falando de ESCOTISMO. Não sou a favor de que o que era antes tem de ser agora. Precisávamos acompanhar as belas mudanças de tecnologia e quem sabe da própria pedagogia moderna.

                          Mas o que seriam estas mudanças? Isso que hoje estamos vendo? Ora, ora, está dando resultados? Se está uma palma escoteira. Mas não venham me dizer que vamos chegar lá, é só aguardar. Einstein também dizia que nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.  Se entendi bem, a experiência e o tempo é importante para ver se as mudanças são válidas.
                          São tantos que opinam a favor das mudanças que fico em dúvida se meus argumentos são corretos. Me perco muito em repetir e mostrar sempre os mesmos caminhos. Mas afinal, quantos anos se passaram desde que começaram as mudanças? Trinta anos? Vinte? Será que a cada ano vamos começar de novo? Gosto de usar o “chutômetro”’. Pelo que vejo (alguns comentam comigo e pelas fotos que percorro na internet) nosso mal até hoje não foi debelado.

                          EVASÃO – ROTATIVIDADE. Todos sabem o que é isso. Pelos meus cálculos, anualmente a cada cem jovens que entram para o movimento, pelo menos setenta o abandonou no primeiro ano, e quase todos no segundo. Exceto aqueles abnegados. Eles existem. Estão lá, faça chuva ou faça sol. Alguém já fez uma pesquisa séria sobre isso? Não “chutômetro” como eu faço. A UEB tem tudo para isso. Seus registros são claros. Qualquer programinha pode dizer quantos foram registrados ano anterior, neste ano e quantos entraram e quantos saíram. (ainda não confiáveis, pois sei de muitos que por falta de condições financeiras não fazem seu registro)

                            Alguém sabe de alguma coisa? Não me venham dizer que foram informados. No relatório anual nada consta. E os escotistas que conheço não sabem de nada. Nem sabem da evasão. Agora é fácil, verifiquem em um universo de dez grupos, aqueles que tem suas matilhas e patrulhas completas. Observe quantos anos de atividade cada um tem. Se tem muitos esperando fazer a promessa. O que vejo em fotos, são formaturas de tropa ou alcatéia com matilhas e patrulhas contendo três ou mesmo cinco participantes e muitos sem uniforme, o que significa que entraram a pouco tempo.

                            Portanto meus amigos, as mudanças são benéficas. Mas devem ser feitas paulatinamente, com ampla pesquisa a todos os Grupos Escoteiros, e sempre dando a oportunidade para ver os dois lados da moeda. O agora e o futuro. Qualquer um que tem o dom da palavra convence sempre um bom numero de ouvintes. Mas quando todos podem dar suas opiniões, votar sim ou não, a maioria sempre chega ao ponto da mudança correta.

                             Não é em Congressos com poucos representantes dos grupos de todo Brasil, ou no CAN ou no DEN que se muda só porque alguém pensou que aquela idéia é genial. Os resultados é que são importantes. Isto Baden Powell já dizia. Se eles são alcançados, então continuem e se não dêem meia volta. Nunca vou deixar de mostrar aqui que ainda não somos um movimento democrático e participativo. Difícil me convencer onde menos de quatro por cento do nosso efetivo de adultos decidem por todos.

                             Só para terminar, que saudades da minha fanfarra no grupo. Uns poucos proibiram no lugar de regulamentar. Quem viver verá o que está sendo feito e lá no futuro (daqui a dez ou vinte anos) poderão racionar se deu certo. Já não falo em um milhão de escoteiros. Me contento com duzentos mil daqui a dez anos! Risos. Não estarei vivo até lá. Pena.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.