HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

sábado, 17 de dezembro de 2011

O CONTADOR DE HISTÓRIAS




* Que contradição: para desligar o computador clica-se no menu iniciar'.
Anônimo
O Contador de Historias
Há muitos e muitos anos atrás, tive a curiosidade de saber como criar desenvolver e contar uma boa historia, principalmente nos fogos de conselhos. Achava que estava faltando alguma coisa no meu adestramento, pois sempre fui um fã incondicional quando jovem, de boas historias e apesar de não ter conhecido um bom Contador de Historias, quem sabe poderia trazer algum diferente para os escoteiros.

Mas como contar, como atrair a atenção, qual o tempo? – bem tudo isto foi aos poucos sendo assimilado e aprendido e fui fazendo pequenos estudos aqui e ali, e eis que me achei um contador de historias (razoável, é claro). Um filme na época me chamou a atenção, tratava-se de Entre dois Amores, onde Meryl Streep, contava historias para Robert Redford, de uma maneira simples, misteriosa, carismática, com um suspense próprio, e criativo. Não memorizava a historia antes, simplesmente solicitava um tema, e dava inicio a narração.
Ela através do tema (dado por Robert Redford na historia) imaginava um inicio criativo e aos poucos desenvolvia a historia como se estive lá, vivendo com o personagem as peripécias e daí o final vinha naturalmente e de uma maneira espontânea. Assistindo o filme podemos tirar melhores conclusões, pois ela a sua maneira (uma grande atriz), explica como dar o inicio o meio e o fim. (aconselho aqueles que querem se iniciar como contador de histórias, que assistam ao filme)
Iniciei minha saga de Contador de Histórias em um acampamento. A noite era escura, sem luar, e o local descampado, poderia quem sabe dar uma boa historia.  Perguntei aos monitores (era um acampamento de monitores e subs) se queriam uma historia e qual seria o tema dela. Claro, sempre tem aqueles que pedem uma historia de terror.
O Fogo de Conselho fora montado próximo a um riacho com muitas pedras e muitas folhas além de varias madeiras formando um pequeno remanso. Olhei para uma pedra saliente das demais e vi um índio (em meus pensamentos), olhando para mim, com os olhos vermelhos, parecendo soltar faíscas e foi então que começou minha vida de Contador de Historias em Fogos de Conselho e claro em algumas atividades especiais.
Experimente e você verá que não é difícil. Deixe que os jovens e as jovens o ajudem quando sentir dificuldade. Em pouco tempo, teremos mais um grande contador de histórias, a deslumbrar jovens com sorrisos lindos, marcados pela chama do fogo em uma clareira qualquer.
Para cada sessão, existe um tipo de historia. Crie a sua com ajuda deles e verá que vale a pena sentir o suspense, junto a eles numa noite qualquer, escura ou com luar, com a chama do fogo clareando tudo e verás que se a historia for boa, sentirás a respiração solta ou presa dependendo da narrativa. Quanto ao tempo, não vá muito longe, enquanto o interesse estiver presente, tudo bem, mas 15 ou 25 minutos é o tempo ideal para uma boa historia.
Achei no Google, uma explicação de como contar historias. Não sei se vai ajudar. Não seria meu estilo, pois gosto mais de inventar na hora conforme o tema, mas vale tudo desde que os jovens gostem e peçam sempre para que o chefe repita ou conte uma nova historia. Vejam abaixo.
E para você, que agora se inicia como um Contador de Historias, desejo tudo de bom, não esquecendo que cada historia tem sua postura, e a voz adequada a situações que podem aparecer.
Transcrito do Google
O processo de estímulo e incentivo para se contar uma história são inúmeros, mas sua eficácia depende de como o contador os utilizará. Não há “fórmulas mágicas” que substituam o entusiasmo do contador.
Quem aspira ser um bom contador de histórias, deve desenvolver alguns passos importantes em seus preparativos:

(1) a história a ser contada e apresentada deve estar bem memorizada. Por isso, é imprescindível ler a história várias vezes e estar bem familiarizado com cada parágrafo do livro, para não perder “o fio da meada” e ficar procurando algum tópico durante a apresentação;

(2) destacar e sublinhar os tópicos mais importantes, interessantes e significativos, para que na apresentação recebam a devida valorização;

(3) procurar vivenciar a história. Envolver-se com ela, fazer parte dela e sentir a emoção dos personagens e ao apresentá-la atrair os ouvintes para a magia da história;

(4) ao apresentar a história, falar com naturalidade e dar destaque aos tópicos mais importantes com gestos e variações de voz, de acordo com cada personagem e cada nova situação. No entanto, é preciso cuidar para não exagerar nos gestos ou nas entonações de voz;


(5) oferecer espaço aos ouvintes que querem interferir na história e participar dela. Quem se sente tocado em seu imaginário sente necessidade de participar ativamente no desenrolar da história. O importante é que nessa hora não haja pressa, contando ou lendo tudo de uma só vez. É preciso respeitar as pausas, perguntas e comentários naturais que a história possa despertar, tanto em quem lê quanto em quem ouve. É o tempo dos porquês;


(6) toda história e toda dramatização devem ser apresentadas com entusiasmo e paixão. Sempre devem transparecer a alegria e o prazer que elas provocam. Sem esses componentes, os ouvintes não são atingidos e logo perdem o interesse pelo que está sendo apresentado.

Segundo Abramovich (1993), “o ouvir histórias pode estimular o “desenhar”, “o musicar”, “o sair”, “o ficar”, “o pensar”, “o teatrar”, “o imaginar”, “o brincar”, “o ver o livro”, “o escrever”, “o querer ouvir de novo”

. Afinal, tudo pode nascer dum texto!”A criança, ao ouvir histórias, vive todas essas emoções. Afinal, escutar histórias é o início, o ponto-chave para tornar-se um leitor, um inventor, um criador.

Que tal começar a contar uma historia? Comece agora: - Era uma vez.

“Era uma vez, numa cidade muito distante, onde uma montanha azul, linda, incrustada no horizonte, eu vi um dia, uma estrela cintilante brilhando no seu cume de uma maneira irradiante de luz. Pensei comigo que deveria conhecer esta estrela e com meus amigos escoteiros, lá fui serra acima...