HOTEL ESCOTEIRO

HOTEL ESCOTEIRO
cada foto tem uma história

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

UM MANUAL PARA ESCOTEIROS




Amigos leitores

Estamos publicando um condensado do manual do Grupo Escoteiro Imigrante que traz temas interessantes. Sei que muitos são conhecidos. No entanto acredito ser de validade para muitas patrulhas escoteiras e seniores. Como hoje se têm a preocupação com outras atividades que não aventureiras, quem sabe as tropas podem pensar de maneira diferente e utilizar no todo ou em parte o que aqui está escrito.
Este Manuel é uma compilação feita por vários membros escoteiros do Grupo Escoteiro Imigrante. Foi-me enviado pelo chefe Carlos Adelar Khlrausch do Grupo Escoteiro Ismar Bauler 84/RS. A ele e aos demais agradeço.

Boa leitura!


GRUPO ESCOTEIRO IMIGRANTE – 151 – TROPA ESCOTEIRA
Manual para escoteiros

A BARRACA

A barraca será a habitação do excursionista durante o período de acampamento. Deve, portanto, oferecer o máximo conforto e muita segurança para proteção contra o vento, a chuva, o frio, o sol e os insetos. Sua aquisição deve ser muito criteriosa, já que se trata de um equipamento caro e que deve ter a aplicação especifica para seu uso.
Basicamente, são três as categorias de barracas:

- Próprias para campismo - Normalmente grandes, espaçosas, do tipo "europeus', que se assemelha a uma "casa" ou "chalé". Existem vários modelos e tamanhos para atender a todas as exigências de conforto, assim como quartos separados, varandas, cozinhas etc.

Como são usadas para campismo e normalmente transportadas de carro, não existe preocupação com relação ao volume e peso.
- Para acampamentos de um modo geral – São leves do que as anteriores, muito confortáveis e resistentes, geralmente no formato "canadense". Espaçosas, abrigam cerca de três a quatro pessoas e não pesam tanto quanto as primeiras.

- Para montanhismo - Esta atividade exige um equipamento mais especializado, leve e de eficiência comprovada.
Nos últimos anos, as barracas para montanha têm sofrido muitas modificações, a partir dos novos materiais que estão sendo utilizados na sua fabricação. Isso tem permitido que elas se tomem cada vez mais leves compactas e resistentes. Diferentes tipos de náilon, duralumínio e a fibra de vidro vieram ocupar o lugar da lona, do emborrachado, dos tubos de ferro etc.
Dos diversos modelos disponíveis no mercado, com formas e aplicações variadas, são indicadas as mais leves (cerca de 2 a 4 quilos) nos estilos "canadense", "iglu" ou "tubular", para duas ou três pessoas.

MODELOS
Canadense - Mais conhecida como "barraca de escoteiro” tem a forma de um "V” invertido. É simples de armar, já que a sustentação normalmente é formada por dois pólos ou "mastros" verticais, algumas com "cumeeira". Teto e sobre teto descem inclinados até o chão. As mais modernas possuem pólos em "V” externos. Podem ser acrescidas também de uma extensão do sobre teto chamada avanço, para servir de cozinha ou proteger melhor os ocupantes da chuva. Trata-se do modelo mais simples para montar e desmontar. Pode abrigar de duas a cinco pessoas.

Europeu - Possui uma estrutura metálica tubular e divisões internas em quartos, que proporcionam maior mobilidade aos seus ocupantes. Sua montagem, desta forma, é mais complexa que as demais. Dependendo do tipo, podem abrigar de quatro a oito pessoas.

Iglu - Seu formato se assemelha a um iglu esquimó, com uma estrutura externa de pólos em forma de arco. São resistentes aos ventos fortes e muito confortáveis, com um ótimo aproveitamento do espaço interno. Podem abrigar de duas a quatro pessoas.

- Tubular - Como as barracas "iglu", possuem uma estrutura externa de pólos em forma de arco, porém formando um meio "tubo". São excelentes para locais onde se dispõe de pouco espaço e más condições de terreno. Podem abrigar de uma a três pessoas.

CARACTERÍSTICAS DE UMA BOA BARRACA

* Ter armação interna ou preferivelmente externa, com pólos bem construídos, leves e resistentes, de duralumínio anodizado ou fibra de vidro resinada.
* Ter costuras duplas, transpassadas e impermeabilizadas.
* Ser fácil de montar e desmontar.
* O tecido do chão deve ser espesso, impermeável e resistente, preferivelmente de náilon impermeabilizado ou tecido vulcanizado.
* Portas ou janelas com mosquiteiros de tela para a circulação do ar sem permitir a entrada de insetos.
* Altura preferivelmente não superior a 1,5 metro, especialmente quando se tratar de acampamentos nas montanhas.
* Observe-a quando armada: deve ser firme, aerodinâmica, sem franzidos ou dobras.
* O sobre teto deve ser mantido afastado do teto, aproximadamente 10 centímetros, e suas bordas devem quase tocar o solo.
* Os espeques devem ser de alumínio ou plástico, com um desenho que os tome resistentes à tração.

CUIDADOS COM A BARRACA

. Ao armar e desarmar a barraca não pise calçado em cima do tecido.
. Ao desarmá-la, procure limpar e secar seu interior e exterior. Se estiver molhada de água chuva, não se esqueça de providenciar a secagem assim que puder. Se for água do mar, lave-a antes com água doce e seque-a em seguida.
. Observe periodicamente as costuras. Sempre que recosturar ou remendar, reimpermeabilize o local com selante de silicone, cuidando para deixar apenas uma fina camada.
. Não a mantenha embalada por um longo tempo. Periodicamente estenda-a por alguns minutos num local arejado e com sol para preveni-la do mofo.
. Dificilmente uma barraca precisará ser lavada. Caso seja necessário, passe apenas um pano úmido cuidando para não encharcá-la, colocando em risco a sua impermeabilidade.
. Evite cores como o vermelho ou laranja, que atraem certos insetos e espantam os pássaros.
. Recorte, de uma câmara-de-ar de automóvel, anéis para serem usados como esticadores entre as espias e os espeques. Essa medida manterá sua barraca mais segura e sempre esticada, mesmo durante uma ventania.
. Lembre-se de que várias substâncias químicas causam danos tanto aos tecidos, como aos impermeabilizantes, assim como os óleos de qualquer tipo: detergentes, repelentes de insetos, combustíveis etc.

COMO DESARMAR UMA BARRACA

. Retire todo o equipamento do seu interior e limpe-a completamente, passando até um pano úmido, se necessário.
. Desarme-a seguindo o processo inverso da armação. Solte os espeques e o sobre teto, dobrando-o em seguida. Mantenha as espias soltas, preferivelmente sem nós, somente com os esticadores, caso os possua.
. Retire os pólos com cuidado, guardando-os na sua embalagem ou unindo-os com um elástico.
. Solte os espeques que fixam o chão da barraca, e dobre-a na forma original, certificando-se de que todos os zíperes estão fechados.
.  Limpe os espeques, se necessário, com água. Guarde-os junto à barraca, porém de forma a não forçar o tecido (em embalagem própria, por exemplo).

FOSSAS E RESIDUOS
1.    TIPOS
2.     
2.1          FOSSAS
2.2           
2.2.1              LIQUIDOS: tamanho médio 40 x 40 x 40 cm
Forrada com camada de pedras e folhas
Tampa com peneira com galhos e folhas
2.2.2              SÓLIDOS: tamanho médio 40 x 60 x 60 cm
Com tampa para vedar
Colocar sempre uma camada de terra
Resíduos: latas comuns amassar e queimar antes
   
2.3          LATRINAS: tamanho varia de acordo com o n.º de pessoas e dias
Média 50 cm x 1 m x 80 cm
Masc. E fem. Separadas
2. LOCALIZAÇÃO

-                              Fazê-la em local afastado (50 m) das fontes de água, trilhas e local de acampamento; deixar a pá perto, ao usá-la colocar sempre um pouco de terra sobre os desejetos, não enterrar nada na latrina a não ser desejetos humanos.
-          Cuidar predominância dos ventos, tipo de solo, deve ser de fácil acesso
-          Deve ser a primeira a construir

3.    MANUTENÇÃO E HIGIÊNE

3.1          FOSSAS: limpeza, substituição de materiais, etc.
3.2          LATRINAS: desinfeção (cal ou creolina)
-          Limpeza das pioneiras
-          Tapar parcialmente
4.    PIONERIAS
5.     
5.1          FOSSAS:
Tampas: na liquida fazer uma peneira com galhos e folhas
Secas
                - na sólida com galhos e folhas (mais fechado)
                - as tampas podem ser móveis

5.2          LATRINAS: assento apropriado para masc. E fem., cobertura
               Ventilada
-                              - é muito importante fazer uma pioneira para apoiar-se na hora do uso (bem feita, segura, higiênica, etc.)
            

ALIMENTAÇÃO NO ACAMPAMENTO

Objetivos:

1.          Reconhecer a importância de uma cozinha organizada;

2.          Identificar a importância da elaboração de um cardápio adequado para cada atividade;

Tipos de fogos:

- necessita-se de pelo menos um escoteiro com 2ª classe para poder fazer o uso do facão e machadinha, e montar um fogo eficiente;
- saber localizar o fogo dentro da cozinha;
- escolher o tipo de fogo a utilizar;
- saber preparar, iniciar, manter o fogo - tipos de lenha.

Fatores importantes numa boa alimentação:

- ter noção prévia do que vai cozinhar (instrução)
- construções adequadas para manter uma cozinha limpa e organizada: mesa / fogão / armário / bancos/ lenheiro (seco) / local para utensílios / local de lavagem / armazenamento d'água / etc.

- saber conservar material perecível onde não há geladeira, cuidar com latas;
-          Alimentação adequada, balanceada e bem dosada, de acordo com tipo de atividade e clima;
-          Quantidades: saber calcular por dia e por refeição; para não racionar nem desperdiça;
-          Preços - dividir de forma justa;
-          Variedade: tentar não repetir sempre os mesmos cardápios; ter receitas novas e fáceis (livros);
-          Refeições de boa qualidade (valor alimentício e simples de fazer);
-          Distribuição do material, acondicionamentos em recipientes adequados e com pesos iguais;

TÉCNICAS DE COZINHA
  As técnicas usadas na trilha dependem do equipamento levado. Como o ideal é que o equipamento seja o mais simples possível, as técnicas também são simples. Cozinhar em acampamento com um fogão simples ou mateiro não é difícil. Basta ter um pouco de vivência em manter o fogo e logo o aprendizado vai mostrar como fazer uma boa refeição.             

As refeições preparadas em acampamento tendem a se queimar no fundo das panelas, Para evitar que a comida queime, mexa freqüentemente com uma espátula e mantenha a panela tampada. A tampa também impede que a comida resseque, ainda que possa ser necessário adicionar um pouco d’água enquanto cozinha. O acréscimo de espessastes (farinha, maisena) bem como de ingredientes como leite, queijo, e creme de leite pode ser feito no último minuto de cozimento. Farinha ou maizena (como, aliás, qualquer outro tipo de pó) devem sempre ser diluídos com um pouco de água (ou leite), formando uma papa e homogeneizando-os antes de jogá-los ao resto do ensopado. É aconselhável tomar cuidado com os temperos, e não exagerar nas suas quantidades. Não há duas pessoas que tenham os mesmos gostos, e temperos adicionados não conseguem depois ser subtraídos ao prato. Cuidado especialmente com o abuso de cubos de caldo (de carne, de galinha ou de legumes). Além de às vezes deixar a refeição salgada demais (se você ainda puser mais sal) estes caldos têm um sabor muito pronunciado, e uma tendência a deixar os pratos todos com o mesmo gosto - gosto Maggi...

Uma coisa que nós não temos em acampamentos, é um forno. Embora, como se verá adiante, fogueiras sejam hoje condenáveis, se você acampa na praia ou à beira de um rio (onde seus restos podem ser enterrados com facilidade) braseiros são uma técnica muito prática de assar p/ex. um peixe, envolto em folhas de bananeira (ou batatas, em papel de alumínio). A técnica envolve alguma experiência prévia, pois não há como abrir a porta do “forno” e espiar para ver se já está pronto - a não ser desenterrando e desembrulhando o peixe, re-enterrando-o se ainda não estiver cozido. Enquanto se limpa e embrulha o peixe em folhas largas, uma fogueira é acesa e depois reduzida a brasas, brasas que são amontoadas num buraco cavado na areia. O peixe embrulhado é colocado sobre o braseiro e coberto com mais brasas, sendo então deixado a assar por 45 a 60 minutos (ou mais), conforme o seu tamanho. Mais brasas em cima do que embaixo do assado é um dos segredos desta técnica. As brasas de cima também devem ser substituídas por outras brasas vivas, à medida que esfriam - a coisa é trabalhosa, como qualquer técnica que envolva fogueiras, ao menos para nós, urbanos, não acostumados à cozinha mateira...

Uma técnica que eventualmente pode substituir um forno é a do banho-maria, em que uma panela menor é colocada dentro de outra panela, maior, equilibrada sobre três pedrinhas (para reduzir ao máximo o contato entre ambas). Dentro da panela maior joga-se um pouco d’água, sendo ambas as panelas tampadas. É irrelevante se a água deve ou não tocar o fundo da panela menor, pois o calor da água fervendo e do vapor envolve toda a panelinha. Este “forno úmido” improvisado pode ser montado sobre um fogareiro comum. A temperatura alcançada é de apenas 100° C, insuficiente para assar pães, mas adequada para cozer pratos mais prosaicos, como por exemplo, uma lasanha, uma beringela com queijo, um fondue... Mas certos pratos podem ser simplesmente cozidos no vapor. Sem tanto aparato: legumes, cereais, e um tipo de bolinho que se junta a um ensopado.

O Café da Manhã
 
  O café da manhã é uma refeição relativamente padrão: pão ou bolachas (com geleia, manteiga, mel, queijo, ou requeijão cremoso), cereais com leite (ou concreto, ou granola, ou muesli), eventualmente frutas (frescas ou secas). E para beber, chocolate, ou leite, ou chá, ou mesmo café. Alguns sugerirão sucos. Como o café e o lanche são bastante semelhantes, para não incorrer em repetições, eu procuro individualizar cada refeição: ao café só como pão; bolachas, só ao lanche. Ao café, geléia, mel ou manteiga; ao lanche, queijo (com doce), frios, ou requeijão cremoso. Cereais, só ao café; ao lanche, outra coisa qualquer. Ao café, leite; Tang, no lanche. Posso até comer alguma fruta ao café, mas dificilmente as mesmas que ao lanche, e assim por diante. Mas, é claro, você pode optar por outra forma de individualizar suas refeições - ou mesmo por não distingui-las de forma alguma. Eu sugeriria que qualquer prato quente seja feito ao café da manhã, já que, durante o dia em geral não se perde tempo tirando da mochila o fogareiro para preparar algo ao fogo...

O Lanche
  Antigamente o lanche, se resumia a bolachas com maionese e atum, ou a sanduíches e alguma fruta. O lanche, porém na realidade não é uma refeição. Mas uma série delas. O lanche começa pouco depois do café da manhã, e termina à tarde, pouco antes do jantar, sendo parcela de uma série de beliscadas e lanchinhos, cujo objetivo é manter o nível de disposição ao longo de um enérgico dia de caminhada. Para isto não é obrigatório parar de caminhar para comer. Uma bala, um pedaço de chocolate, uma barra de granola, um punhado de frutas secas, acompanhados de alguns goles d’água, não exigem que se pare, tire a mochila, e sente para comer - a não ser que o cansaço, a beleza da paisagem, ou o imperativo de uma foto sensacional assim o determinem. Para comer andando, no entanto, tais petiscos não podem estar guardados dentro da mochila. Têm que ficar mais à mão p/ex. a tiracolo, numa sacolinha presa à lateral da barrigueira. Eu não estou com isto dizendo que não se deva parar para lanchar; apenas que, se as coisas forem arrumadas de modo mais inteligente, não se precisa perder um tempo terrível (descarregando a mochila e se esparramando pelo chão) apenas para comer e repor as energias.
 
O Jantar

Este capítulo é naturalmente o maior, pela importância do assunto, pela quantidade de variações possíveis, mas não há milagres no departamento. Todos nós temos alguma receita favorita, que pode valer a pena adaptar para acampamento. Duro é quando tais receitas incluem algum ingrediente ingrato de carregar, como ovos, ou tomates frescos.

Além disso, o ideal é que qualquer receita seja convertida em refeições de uma panela só. Não que isto seja obrigatório. Há refeições fáceis de fazer, que exigem, contudo, o uso de duas panelas - por que não fazê-las? Mas receitas de uma só panela são sempre mais práticas - o que explica, entre outros exemplos, a enorme popularidade do macarrão, em contraste com a do arroz. Para aqueles já acostumados a cozinhar, pode ser que este capítulo não traga maiores novidades. Ele se destina àqueles que nem bem sabem fritar um ovo, ou que ainda não se aventuraram a cozinhar um arroz ou um macarrão - mas gostariam de dominar alguns truques... O conselho, mais uma vez, é começar. E praticar em casa, para só então fazer bonito no acampamento. Cozinhar não tem segredos - a não ser no que se refira à sensibilidade para usar temperos de nomes esquisitos em micro-doses. Isto pode ser importante para algum mestre da cozinha francesa, não para nós.

Lembre-se de que o melhor tempero é a fome, e de que, no acampamento, não é a pitada de tomilho a menos ou a colher de estragão (estragão!) a mais, que fará alguma diferença entre uma refeição elogiada e um prato jogado fora. Sucesso ou fracasso se devem mais ao uso judicioso de água, sal, tempo de cozimento e quantidade de calor. Usar seis ou sete temperos (por muito espertamente que tenham sido escolhidos) não irá salvar sua refeição, se você abusou do sal, se usou de fogo muito forte e ressecou o prato, ou se deixou cozinhar por tempo excessivo. Preocupe-se, portanto, com a técnica, com os tempos, com quantidades de água e sal. Temperos são, aliás, sempre opcionais, e não é porque na receita está escrito que leva pimenta (p/ex.) que você precisa incluí-la no preparo do seu prato. Assim como não é preciso que a receita mencione o pimentão, para que você invente de acrescentá-lo, por sua livre e espontânea vontade, melhorando o sabor do seu prato. Estamos entendidos?
Comecemos pelas sopas. Sopas não têm segredos - e, no entanto, como se usa e abusa de sopas de pacotinho, como se escolher e picar suas próprias verduras fosse um mistério reservado apenas aos iniciados. É apenas questão de improvisar.

.             Fazer um arroz é outra coisa que não exige a menor experiência – mas muita gente se embanana e acaba conseguindo apenas uma papa do tipo unidos venceremos. É só colocar a quantidade certa de água: sempre dois volumes de água para cada volume de arroz seco, ou seja, medido antes de lavar e escorrer. Quinze minutos de cozimento não me parece um tempo tão longo, que sinta valer a pena levar arroz pré-cozido, tipo Água & Pronto. Mas pode ser que você goste...
 
   Eu já ouvi falar de se fazer o arroz junto com lentilha na mesma panela. Seus tempos de cozimento são diferentes (40 minutos ou mais, para as lentilhas, mesmo deixadas de molho, 15 minutos para o arroz), mas mesmo quando postos para terminar de cozinhar simultaneamente, o resultado é ficarem ambos secos. Faça você, e claro vais gostar:

Caio Viana Martins


No dia 19 de Dezembro de 1938, na serra da Mantiqueira, próximo a cidade mineira de Barbacena, tarde da noite, aconteceu um terrível desastre; dois trens chocaram-se na escuridão.

Entre os passageiros estavam 21 escoteiros da região de Minas, que iam a passeio para São Paulo.

Passado os primeiros minutos após o tremendo choque, quando o desespero dominou muitos adultos, os escoteiros mostraram seu valor; colocando em prática seu adestramento.
Alguns fizeram uma grande fogueira para iluminar o local enquanto outros socorriam os feridos, improvisando macas, fazendo curativos, acalmando as vitimas.

De Barbacena chegaram socorros com o clarear do dia.

Porém assim ainda eram poucas macas para muitas vitimas.
Por toda a parte se viam os incansáveis escoteiros, alguns machucados, mas mesmo assim socorrendo e confortando as pessoas. Entre eles o que mais se destacava era o monitor Caio Viana Martins, que apesar de ferido persistia em prestar os primeiros socorros quem necessitasse. Em determinado momento, dois soldados, vendo o estado do rapazinho, aproximaram-se e ofereceram a maca que conduziam para transportá-lo, Caio Viana responde: HÁ OUTROS MAIS NECESSITADOS QUE EU... UM ESCOTEIRO CAMINHA COM SUAS PRÓPRIAS PERNAS.

E acompanhado de seus amigos seguiu a pé para a cidade. Mas o esforço foi demasiado. Enfraquecido pelos ferimentos, pelas horas de trabalho socorrendo outras pessoas, Caio tombou poucas horas depois de entrar em Barbacena. Socorrido faleceu logo depois.

O desprendimento, a coragem, o espírito demonstrado pôr Caio Viana, sacrificando-se pelos outros apesar de todo o seu sofrimento é um exemplo da fibra, do caráter que possui o escoteiro. Faleceram neste acidente instantaneamente: Gerson Issa Satuf e Hélio Marcos de Oliveira Santos.

Este manual é bastante completo. Devido não me alongar em todos seus itens, retirei boa parte do que aqui estava anotado. Se alguém se interessar, me mande um email para elioso@terra.com.br e enviarei com prazer o manual completo.



Chefe Osvaldo