HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O ESCOTISMO E A COMUNIDADE


Interessante mais este artigo do chefe Elmer. A integração Escotismo e a Comunidade é mostrada aqui com detalhes importantes para os Grupos Escoteiros
Leiam e reflitam, estamos mesmo fazendo isso?
Osvaldo um Escoteiro

Reflexões de um Velho Lobo 
                                                                
34 – O  ESCOTISMO  E  A  COMUNIDADE

Participar da sua comunidade é ponto fundamental para o Grupo Escoteiro!

Não estará proporcionando aos seus jovens uma formação completa se o Grupo Escoteiro não atuar na comunidade em que estiver sediado, e se uma parte das suas atividades não estiver direcionada ao meio em que vive. Se o jovem não for engajado na vida social para ser um artífice na construção de um mundo melhor, e se não lhe proporcionarem um ambiente adequado para um diálogo com o mundo, poderá não ser no futuro, um cidadão consciente de suas obrigações para com a sociedade em que vive.

Todo homem é por natureza um ser sociável, mas às vezes fecha-se em seu canto, ignorando o mundo que o rodeia. Os acontecimentos são ligados entre si e mesmo querendo ignorá-los, a vida é modificada a cada instante pela atuação de outros.

Sofremos alterações econômicas, políticas e sociais, pelas quais nem sempre somos diretamente responsáveis. A sociedade influi e altera a vida, participando ou não, integrado na sociedade ou não. O homem faz parte de um processo de mutação constante e irreversível. Queira ou não, ele está na vida como protagonista, ajudando a escrever a história e é responsável até quando pensa que não tem nada com isso.

O Escotismo como Movimento de formação, facilita a sociabilização do jovem, desenvolvendo uma responsabilidade mais consciente de sua participação na vida da sociedade, pois ninguém vive sozinho.  

Integrá-lo na comunidade em convivência com outras pessoas, aprendendo a trabalhar em equipe como uma peça importante no desenvolvimento de um todo, fará com que vá progredindo e colaborando para o desenvolvimento de outros. O Grupo Escoteiro, portanto, torna-se mais eficiente se suas ações forem dirigidas à sua própria comunidade.
Para atuar com a eficiência desejada e atingir efetivamente seu propósito, o Grupo Escoteiro deve planejar sua atuação observando alguns itens fundamentais:
Pesquisar para melhor conhecer a comunidade em que se vai atuar, através de contatos com seus lideres e outras entidades.

Levantar as necessidades, analisar as possibilidades e avaliar se são importantes como contribuição para esta comunidade.

Não realizar a atividade como se fosse uma tarefa a mais, mas sim atuar com dedicação, ciente da utilidade do serviço prestado a esta comunidade.

Valorizar a filosofia e Método Escoteiro em todos os níveis de atuação.

Criar condições para que todos se sintam responsáveis pelo trabalho que irão realizar.
Desenvolver durante as atividades um clima de colaboração e troca de experiências, com diálogo franco e críticas construtivas.

Mobilizar outras pessoas da comunidade a participarem dos trabalhos de forma efetiva, eliminando aspectos de esmolar, e atitudes paternalistas, evitando que se criem dependências.

Incentivar e capacitar pessoas e instituições com as quais se está trabalhando, gerando condições para que possam dar continuidade ao trabalho projetado.

Procurar capacitar outros indivíduos e instituições para criarem novos projetos que atendam outras necessidades desta mesma comunidade.

Agir como facilitador fomentando a busca de novas parcerias com a indústria e o comércio local, procurando desenvolver novos projetos de interesse social para essa comunidade.

De posse das informações de base, inicia-se o trabalho de planejamento, procurando atender as áreas de maior necessidade e, após ouvir os lideres da comunidade, elaborar em conjunto, uma lista de prioridades.

Participando ativamente nas resoluções dos interesses coletivos, os jovens são orientados  para contribuírem decisivamente, atuando no processo de entrosamento, de forma que o trabalho possa ser feito com a colaboração de todos
.
Participando deste programa, ele aprende e vai se integrando à sociedade, evoluindo em conjunto com seus pares, respeitando e valorizando seus semelhantes.

O Movimento Escoteiro em sua tarefa de formação dá aos jovens, a oportunidade de desenvolver seu espírito de solidariedade, alem de facilitar a comunicação pessoal, essencial nos tempos atuais.

Quanto ao Grupo Escoteiro, sua existência somente estará garantida se ele tornar-se necessário àquela comunidade. Vários Grupos fecham suas portas sem a menor intervenção dos moradores vizinhos porque não faziam parte efetivamente da vida do bairro. Ter ou não aquele Grupo seria indiferente e, às vezes, até aplaudem seu fechamento, caso ele traga algum tipo de problema, ou se torne um concorrente nas solicitações às autoridades.

Quando o Grupo Escoteiro, de uma forma ou de outra, consegue tornar-se útil à coletividade, produzindo dividendos inerentes de suas atividades, mesmo que sejam simples, do tipo Festa Junina, Campanhas de Boa Ação (recolhendo agasalhos, gêneros alimentícios e material de higiene e limpeza) e doando p/ alguma entidade do bairro, inicia-se um caminho de mão dupla, podendo até  o Grupo tornar-se parte integrante na manutenção daquela instituição.

Existem inúmeros exemplos de Grupos que adotam uma determinada entidade assistencial e se tornam preciosos colaboradores, atendendo suas necessidades básicas, dentro das suas possibilidades.

Tornar-se útil e, portanto necessário, é o caminho que todos os Grupos devem procurar, em uma existência de ação, parceria e reciprocidade!

Elmer S. Pessoa - DCIM
55º Morvan – Santos/SP – março 1988/2011.

REFLEXÕES  DE  UM  VELHO LOBO

Para elucidar dúvidas:

O comentário "Reflexões de um Velho Lobo", nada tem a ver com o saudoso chefe Benjamim Sodré - o "Velho Lobo" e não tem pretensão alguma de comparação, guardando respeitosamente, as devidas proporções.
O termo é usado pelo fato de, quem tem mais de 50 anos de Movimento Escoteiro, é um "Velho Lobo" reconhecido pela UEB. e que, c/ este tempo de escotismo, adquiri-se alguma experiência... 
Apenas isso, ok?