HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MEDITAÇÕES DE UMA ESPÔSA


Preâmbulo
Um excelente artigo do meu amigo Chefe Elmer, que com sua sabedoria sempre aqui participa a pedido meu, trazendo da sua grande experiência conhecimentos e informações valiosas a todos os leitores do blog ou mesmo aqueles que recebem seus emails diretamente.
Este artigo fala com grande seriedade e bom senso, da participação daquelas que por um motivo ou outro não podem estar conosco durante as atividades escoteiras e que sabem de suas responsabilidades na formação dos jovens no Movimento Escoteiro.
O Chefe Elmer, que atua como escotistas no 55º Morvan – Santos/ SP, é DCIM atuante, participando ativamente como colaborador ou dirigindo Cursos Escoteiros no Brasil.


Prezados irmãos
Sempre Alerta!
Participando da reunião da E R F dia 13 PP e conversando com várias pessoas, comentávamos o corre-corre do início das reuniões de Grupo e que, novamente quem paga o pato são as esposas que não pertencem diretamente ao movimento.
Então, alguém sugeriu que fosse colocado novamente na internet um texto em que reconhecemos e valorizamos o apoio e dedicação das nossas esposas e, naturalmente, estendo às mães, noivas, namoradas e outras pessoas envolvidas.
Achamos que o texto procede, pelo fato de não ter tempo e é válido em qualquer momento.
Atendendo ao solicitado, vamos reproduzir o texto neste e-mail e também anexado.
Embora alguns já o conheçam, sempre existem aqueles que são novos, resultado da rotatividade que se tornou uma característica do nosso Movimento...
Um fraternal abraço!
SAPS!
Chefe Elmer

REFLEXÕES DE UM VELHO LOBO
II – MEDITAÇÃO DE UMA ESPÔSA
Esposa de Chefes Escoteiros?
Somos todas nós, desde a esposa do Diretor Presidente a todas as esposas de Escotistas e Dirigentes.
Esposas formadas em Administração, Odontologia, Medicina, Advocacia, Psicologia... e até as que não fizeram curso universitário, mas tem o Curso Superior da Vida, para qual é preciso muita dedicação, inteligência e ponderação.
Começaram as atividades escoteiras! Uma loucura! Escotistas dando de si durante todas as reuniões, sem vários “fins de semana”... O tempo é insuficiente para trocar idéias e os minutos são poucos para falar de contas, problemas, projetos... um beijo e até logo... outra reunião!
“Feliz acampamento! Boas atividades! Até a volta! Vão com Deus!”
É a repetição de uma rotina durante quase todos os fins de semana!
O que podemos fazer para o lar continuar sólido e para que o amor que nos uniu uma vez em matrimônio, não se deteriore durante tantas atividades?
Nem todas nós pertencemos diretamente a este Movimento maravilhoso, na maioria das vezes até para dar condições e suporte para os nossos entes queridos, participarem.
De repente, com tantas reuniões e viagens do companheiro – repleto de vida e idealismo – todas nós sentimos algo em comum... um pouco de solidão. Uma certa angústia que, sorrateiramente e leve como uma pluma vai tomando conta dos nossos corações... E, na calada da noite, esperando pelo regresso, olhando para dentro de nossa alma, descobrimos, junto a essa sensação de solidão, a preocupação com sua saúde, sua segurança, com os jovens sob sua responsabilidade e, principalmente, com o resultado de seu trabalho, que queremos que seja vitorioso!
O envolvimento deles, às vezes, é tão grande que parece que somos esquecidas... Mas só parece, pois aí entra a nossa fibra, na qual eles depositam total confiança! Eles sabem que somos suporte, o arrimo e também o timoneiro que, com braçadas firmes, dirige o leme, levando o barco para o porto seguro onde está todo o nosso amor, nossa família e o futuro dos nossos jovens!
Por isso, esposas e mães, não podemos deixar de apoiá-los. Temos que mostrar a nossa inteligência, a famosa intuição feminina que, agindo suavemente, cumpriremos as tarefas que nos coube.
Precisamos ser a amiga, a cúmplice, a esposa e a mãe, para que quando chegarem cansados das atividades possam encontrar nosso carinho e sentir em nós a sua grande companheira, embora também cansada da luta diária. A verdadeira parceira de nossos ideais!
Queremos ver nossos filhos participando com outros jovens em um ambiente sadio, no qual crescerão fortes e retos, livres dos perigos tão próximos, responsáveis pelo desmoronamento de tantas famílias... Que maior tranqüilidade terá, sabendo que o nosso próprio esposo está ajudando a proporcionar esse ambiente?
Afinal, também queremos deixar para os nossos filhos um mundo melhor! O que se propuseram fazer pela juventude será um grande sucesso, pois sabem que contaram com o respaldo das suas esposas, “mulheres maravilhosas”

Elmer S. Pessoa – DCIM
55º Morvan – Santos/ SP – 1980
(Inspirado e transcrito no convívio familiar)

REFLEXÕES DE UM VELHO LOBO
Para elucidar dúvidas:
O comentário “Reflexões de um Velho Lobo” nada tem a ver com o saudoso chefe Benjamim Sodré – o “Velho Lobo” e não tem pretensão alguma de comparação, guardando respeitosamente, as devidas proporções.
O termo é usado pelo fato de, quem tem mais de 50 anos de Movimento Escoteiro, é um “Velho Lobo” reconhecido pela UEB. e que, com este tempo de escotismo, adquiri-se alguma experiência...
Apenas isso ok?