HOTEL ESCOTEIRO

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cada foto tem uma história

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UM COMISSÁRIO DISTRITAL - ONDE ANDA?



“Sempre me pareceu um absurdo que um homem, ao morrer, leve consigo toda a    
     sabedoria que adquiriu na vida enquanto semeava loucuras da mocidade ou
         vitoriosos sucessos. E deixe que seus filhos, ou seus irmãos mais moços,
             passem pelos mesmos trabalhos de aprender tudo de novo e adquiram a   
                 experiência a própria custa. Porque não pode aquele passar a estes essa
                     experiência prática, de forma que já comecem a vida com seu cabedal de
                        conhecimentos, e assim alcancem, rapidamente, uma escala mais alta  
                             de eficiência e de bom senso?

Baden Powell no livro Caminho para o Sucesso

  Um Comissário Distrital

Parte I

Em algum lugar do passado

Só fui saber o que era em 1956. Acabava de ter passado para tropa sênior, e como acontecia habitualmente aos sábados, estávamos em reunião quando recebemos a visita de um Chefe Escoteiro, desconhecido, bem uniformizado com seu chapelão e o caqui tradicional se apresentou como Comissário Distrital de uma Região Escoteira vizinha ao nosso estado.

Bem afeiçoado, muito educado, nos seus 50 e poucos anos, nos deu um alegre Sempre Alerta e disse que trabalhava como inspetor de obras da Construtora que fazia a estrada nova e passando pela nossa cidade resolveu nos visitar.

Perguntou pelo chefe da sessão. Informamos que ele não viria, pois era dia da programação de uma excursão a ser realizada proximamente e como rotina as patrulhas (duas) é quem preparavam o projeto, planejamento, e apartar os materiais necessários.

Acho que ele não entendeu e perguntou pelo chefe do Grupo. Um sênior o levou até a casa do Chefe J.B. Era perto.  O que aconteceu depois não nos foi contado.  Pela primeira vez, ficamos sabendo que existia a figura de um Comissário Distrital. Intrigado, perguntei depois ao Chefe do Grupo e ele me explicou em poucas palavras o que era.

O tempo foi passando e lá pela década de 60, comecei a entender melhor a função do Comissário Distrital. Laborava um projeto de desenvolvimento regional que envolvia o adestramento, pequenas Indabas e contato direto com as bases isto logo após ter sido nomeado Comissário Regional. Arregacei as mangas e me pus a campo.

Acreditava que qualquer aumento do nosso efetivo deveria vir com bons Comissários de Distritos. Conhecer, avaliar e assessorar os meus irmãos escoteiros do interior seria uma necessidade. As experiências de alguns distritos no estado demonstravam que eram figuras importantes em qualquer plano de atividades e expansão. Claro, alguns dos nomeados não eram bem vistos e queridos durante suas atuações, mas eram exceções e não a regra.

Quanto maior uma Região Escoteira mais esta tem necessidade dos Comissários de Distritos, pois estes estão perto da lide dos Grupos, com soluções imediatas e providencias que levaria muito tempo se dependesse da sede regional.

UMA VIAGEM NO TEMPO

- PA era uma cidade pequena, de aproximadamente 60.000 habitantes. Um Grupo Escoteiro existia ali há alguns anos. Nunca receberam a visita de alguém da Direção Regional. Próximo a esta cidade, havia mais duas, que também possuíam Grupos Escoteiros, e nada mais lógico que agregarmos todas, com cursos programados, atividades afins através da nomeação de um Comissário de Distrito.

Como fazer a escolha era a chave do sucesso. Uma Indaba era o caminho apropriado. Para ser aceito por todos, no caso do CD, nada melhor que uma eleição. Isto, no entanto poderia significar problemas. Eleger um não capaz. Na dúvida coloquei em evidencia minha escolha pessoal. Durante o tempo que ali fiquei, observei e escolhi por conta própria 3 candidatos. Um foi eleito pela quase totalidade de votos.

U.A. nada tinha de pomposo. Magro, alto, com possíveis 56 anos, um cavanhaque bem escovado, acreditava piamente que promover a ordem e o bem estar da comunidade era uma obrigação e desempenhava com sabedoria profissional, pois alem de professor era também diretor do colégio local e figura bem relacionada na sociedade de sua cidade.

Ele se comportava com extrema elegância em seu uniforme e parecia acreditar que o escotismo era uma forma de educação extra-escolar, excelente para seu propósito como educador. Não tinha aqueles aspectos autocráticos e poderia desempenhar muito bem o cargo de Comissário Distrital.

Passaram-se uns quatro meses e U.A estava inscrito em um Curso Básico para chefes escoteiros. Na semana do curso, uma onda de frio abateu sobre o local onde realizamos a atividade. As barracas não tinham boa proteção contra frio.

Antes do escurecer, mostramos a todos como poderiam fazer uma proteção contra o frio usando a Barreira da Bexiga. Nome que dávamos a uma parede de aparas grossas de madeiras, de aproximadamente um metro e meio de altura, idem de largura e com ângulo de mais ou menos 15º, 30ºou 40º e com a parte da frente virada para a barraca, era só fazer uma boa fogueira, com lenha grossa e esta produziria o calor necessário para esquentar diretamente o interior desta.

Nós da chefia assim o fizemos e dormimos bem à noite. Surpresa ao acordar pela manhã, U.A e mais 5 escotistas do seu distrito haviam desertados sem aviso aos diretores do curso. Como responsável pelo curso e também como CR fiquei incomodado com tal episodio, pois não esperava tal ato. Éramos três patrulhas e agora só duas para continuar o curso. Lá se foi o meu primeiro indicado como Distrital.

QUEM TUDO QUER...

J.S não se destacava pela aparência. Podia ser um diretor de escola ou um proprietário de uma revenda de automóveis. Baixo, meio gordinho, um bigode bem aparado, sempre vestindo terno com gravata, mais parecia um funcionário público, agora nomeado para uma Agencia dos Correios. J.S estudava direito, casado, 3 filhos e parecia ter uma vida estável.

CA era uma cidade media, com quase 100.000 habitantes. Possuía um Grupo Escoteiro, com mais de 150 participantes, no entanto fazendo um escotismo fora do método e do programa esperado. Mais três cidades vizinhas também tinham seus grupos da mesma maneira que CA.

J.S foi eleito sem dificuldade e assumiu o cargo imediatamente. Participou durante um ano de dois cursos escoteiros, visitava constantemente os grupos em sua área e granjeou enorme respeito por parte dos demais escotistas. A área coberta além dos três grupos iniciais estava em fase de expansão e com pedido de Autorização Provisória para dois grupos recém organizados.

Ali estava a fonte de exemplos, que seria profícuo e daria enormes subsídios na criação de futuros Distritos Escoteiros.
 
J.S quando retornava de uma viagem a capital, onde participou da parte II da Insígnia (campo) e em uma estrada ainda em construção, esqueceu que havia um desvio onde não tinha ponte e passou direto com sua Kombi semi nova. Morreu no local.

QUEM SABE UM DIA

P.V.L. era um homem extraordinário. Estatura mediana, simpático, sorridente, era conhecido afetuosamente com o “pai dos pobres”. Um verdadeiro gênio em incutir idéias comunitárias, mas tinha enormes dificuldades em gerir o pequeno hospital da cidade, devido à falta de recursos. P.V.L era médico. Havia me procurado no ano anterior querendo organizar um Grupo Escoteiro em sua cidade.

Com pouco mais de 34 anos, casado, uma filha recém nascida, tive a oportunidade de ficar hospedado em sua casa e conhecer de perto o terreno onde estava pisando.

TO. Ficava no leste do estado. Fui até lá em visita com mais um assistente.  Bem distante da capital. Viajamos a noite toda, mais de 400 quilômetros. Era um bom grupo, não havia mais nenhum em redor, mas com grandes potencialidades nas cidades vizinhas. P.V.L com o CAB feito na capital mostrava que o Grupo era seu orgulho assim como todos da cidade.

Aceitou a nomeação de Comissário de Distrito. Apesar de não ter muito tempo disponível, acreditava que em poucos anos poderia começar grupos nas cidades vizinhas onde tinha bons amigos, clientes e principalmente nos meios políticos. Dois anos depois recebeu um convite para uma residência em um grande hospital americano e não titubeou em aceitar. O grupo da sua cidade não durou um ano mais.

EM BUSCA DO SUCESSO

- Quando cheguei pela manhã em VI, encontrei A.P me esperando na rodoviária. Desta vez tinha ido só. A.P fora Chefe Escoteiro há muitos anos, possuidor do certificado da parte II da Insígnia de Escoteiros, faltando somente à parte III.

Convidou-me para ir a sua residência, onde almoçaríamos. Em frente a sua casa toda pintada de branco com uma pequena cerca de madeira, vi algumas árvores e arbustos bem cuidados, um belo jardim, o que me impressionou bastante naquela pequena cidade. Não era somente a morada de A.P pois quase todo o bairro não diferia em nada.

Se você pensar em um homem alto, magro, cabelos loiros e olhos azuis, sempre com um grande sorriso estampado no rosto, sem sombra de dúvidas era A.P. Acho que tinha chegado à casa dos 40 anos. Foi surpresa saber o que fazia profissionalmente em sua cidade.  

A.P era um pastor da Igreja Batista, bem quisto e muito bem aceito por todos na comunidade local. Isto só fiquei sabendo quando cheguei a VI. Quando me visitou na sede regional no mês anterior, contou-me que há tempos almejava e tinha pretensões em organizar um grupo escoteiro e como eu tinha interesse em ter alem do grupo um distrito escoteiro naquela área, aceitei seu convite para uma visita.

Fui pessoalmente e lá fiquei por dois dias. Sua esposa e o filho de 8 anos me receberam muito bem e vi que ali poderia ter o sucesso que não tive em outras ocasiões.

Após dois anos, o Grupo Escoteiro de H.P registrou mais de 100 membros. Dois novos grupos surgiram também em cidades vizinhas. Nomeado como Distrital, A.P em pouco tempo tinha em seu distrito, mais de 350 membros registrados.

VOLTANDO AO PRESENTE - EPILOGO

Foram experiências interessantes. Tive outras tantas, inclusive mais recentes, nas décadas de 80/90, mas deixo de mencionar aqui. Nas minhas andanças por diversas cidades e estados, vi as vantagens de um bom distrital. Onde existiam havia maior fortalecimento do Movimento Escoteiro, reconhecimento por parte das autoridades locais e sempre surgiam grupos novos motivados pelo exemplo dos demais.

Claro, conheci um número razoável de distritais que não correspondiam ao esperado e estes eram muitas vezes os culpados pelo abandono de adultos que insatisfeitos achavam melhor pedir exoneração. Como não havia e não há a preocupação do afastamento, perdia e perde o Movimento Escoteiro no investimento feito para o adestramento e formação escoteira do escotista.

É importante lembrar que a taxa paga para cursos, cobre somente as despesas inerentes a participação individual, já que a equipe de adestramento trabalha em regime de voluntariado sem nada receber. Portanto cada um que abandona ou se exonera é avaliado como um investimento sem retorno.   

Muitas vezes a permanência de tais distritais que não são palatáveis e não foram bem orientados pelos dirigentes regionais, prejudicaram no seu todo ou em parte o escotismo na sua área de atuação. O trato com os escotistas não eram acompanhados de amizade, fraternidade e respeito que sempre pauta e até falta no acerto do reconhecimento e da boa afeição dentro da do Movimento Escoteiro.

Surgiram na década de 70 os Cursos para Chefes de Grupo e colocaram como adjutório o Comissário Distrital. A idéia era boa, mas, não para o CD. Quanto a ele fazer o CAB ou Insígnia de Chefe de Grupo, era essencial. Mas nada a ver com seu cargo e sua função. Esperava-se que este seria instruído em sua área específica, aprendendo e sendo formado como um escotista especialista, conciliatório, técnico e conhecedor das normas e regulamentos nacionais.         

Claro que muitas destas características se acreditava já possuidor o designado para o cargo, complementando somente o curso, a parte referente às diretrizes que se espera de um bom Comissário Distrital.
 
A partir de 1990, soube que aboliram o Distrito Escoteiro. A critério das Regiões seria facultado à criação de assistentes regionais de área ou então criar outro órgão que satisfizesse a lacuna faltante. Depois tomei conhecimento de algumas que mantiveram e voltaram novamente com os Distritos Escoteiros.

Neste período, vi com surpresa grupos fechando, escotista desanimados, e os pedidos de Autorização Provisória caindo consideravelmente. Consultas, dúvidas e cizânias não tinham retorno imediato. Nem sempre as regiões estavam preparadas para providencias que não poderiam ser proteladas sob pena da falta de confiança em sua solução.

Seria pela falta de bons distritos escoteiros? Não sei. Analisar fatos podem não corresponder à realidade. Mas afinal o que se espera de um Distrito Escoteiro? Como deveria ser? Qual o grau de adestramento ou formação do CD?

Os livros do Delta foram e sempre serão um bom intróito para o tema. Achar um Delta em todas as cidades que precisam de um distrital seria trabalhoso e talvez infrutífero. Aos olhos de muitos uma quimera. Acham que ele existe só na imaginação.

Não posso afirmar que o caminho para a volta do CD é o correto. Como sempre afirmo em todos os meus artigos, vale sempre os resultados. Mas creio sem sombras de dúvida que precisamos com urgência de bons distritais. Difícil? Não. Eles existem. Esperam ser convidados. Não acreditam?

Quem está na liderança sabe onde eles estão e poderiam ser localizados. Convidá-los para uma conversa individual e reservada com um bom planejamento. Atraí-los para um encontro regional com pauta liberal, definindo prioridades e dando liberdade de ação, ouvindo novas idéias, poderia ser o caminho inicial.

Assim como eu, diversos outros antigos e atuais dirigentes regionais e nacionais conhecem um número considerável de ex-escotistas que ocultos em seus estados, pouco acompanham o desenvolvimento escoteiro no país. Motivá-los a um retorno as origens é uma necessidade.

Eles perderam o contato ou por motivos diversos não renovaram o registro anual e se perderam no emaranhado da evasão tão freqüente e tão esquecida. Para a direção regional ou nacional eles não mais existem a não ser nas lembranças saudosistas. Alguns dirigentes acreditam que eles não são mais úteis, vivem de lembranças e nada querem de transformações que possam agredir seu passado escoteiro.

Esqueceram da máxima que diz se a Montanha não vai a Maomé, Maomé vai a Montanha. Acham difícil um retorno às origens. Deveriam ponderar que esses homens ou mulheres, ex-escoteiros são muito importantes para ajudar e dar sua colaboração como sempre fizeram no passado. São centenas ou talvez milhares. Um numero plausível cujo retorno poderia ser de suma importância para o Movimento Escoteiro.

Acreditar que eles não tem mais interesses e se não procuraram é porque estão desinteressados, é uma forma de empáfia não condizente com a Lei Escoteira. Acreditar que a maioria pode dizer - “participo porque acho que posso contribuir, se alguns acreditam o contrário, não se explica minha permanência” não é uma formula geral.

Compete portanto aos dirigentes nacionais e regionais buscar para as lides escoteiras todos os “ocultos” e antigos que de uma forma ou de outra tem no coração o amor ao escotismo. Nós sabemos que nunca esqueceram e o “Espírito Escoteiro” permanece indelével para sempre. A volta destes como Distritais ou não, seriam de suma importância para o Movimento Escoteiro.

A estrutura antiga de um Conselho Distrital, previsões orçamentárias, sede operacional e assistentes de ramos não é funcional e nem benéfica. A escolha de um CD com esta parafernália jurídica e burocrática é de difícil aceitação.

O tempo disponível na sociedade de hoje é ínfimo e só existem para atividades que motivam, que são objetivas e com propósitos definidos. Principalmente se são valorizadas. Por isto dentro destas exigências, escotistas com tais atributos não são fáceis de encontrar mas não impossível .

Um distrital deveria ser um escotista conhecedor, amigo, aconselhador, tutor, formador, paternal, e que sabe agir como “Salomão” nas horas difíceis de motivar e determinar situações, sabendo ouvir, pensar e até colocar em pauta sua experiência anterior.

Sem Conselhos Distritais, sem Assistentes, sem grandes atividades programadas para o Distrito, pois isto acarreta tempo que nem sempre alguns teriam é o caminho da aceitação. Um dos principais atributos do Comissário Distrital seria alem dos citados, de receber, conversar, visitar uma ou duas vezes por trimestre os Grupos Escoteiros, ver planos de ação, planejamento, motivação e programas tudo sem burocracia, tomando as providencias que avaliasse necessária.

Todos iriam saber como trabalhar e quando fosse necessário tomar alguma medida adversa, A Região Escoteira daria toda sua adesão e apoio, claro de acordo com as normas estatutárias e regimentais. Lembro, no entanto que, dar suporte e confiar é ponto importante na aceitação por parte do escolhido a CD.

Os Escotistas e diretores sabendo a quem procurar para eliminar dúvidas ou aprendizagem, conseguir aprovação nos processos normais em que a Direção Regional ou Nacional colocarem em duvida, teriam um sustentáculo nas suas atividades normais. A substituição de um CD se necessário seria prática, reconhecida pelo trabalho e claro, dar a estima devida para que os demais saibam dos valores e méritos que foram agraciados.

Não daria a palavra final nos casos de encerramento de atividades do grupo, exclusão de membros, ou mesmo acirramento de ânimos entre membros dos grupos, que não foram resolvidos a contendo, mas teria informação suficiente para uma tomada de posição e sua sugestão seria absorvida quase que totalmente pelos órgãos superiores.

Poderão me dizer que isto é impraticável. Não concordo. Poderiam completar que este escotista não existe, não está disponível e é uma idéia delirante para quem não está a par do mercado atual de escotistas bem formados.

Conheci e conheço na cidade onde moro pelo menos 10 escotistas, a maioria portadores da IM. Não estão na ativa e poderiam se convidados aceitar desde que de uma maneira sensata, recebendo o prestigio ou a importância dos seus conhecimentos passados e se tratados com valores próprios, mostrando o que se pretende e dando a eles possibilidade de opinar, decidir e até votar, tenho certeza de que pelo menos cinco deles iriam aceitar.

Fazendo ou montando um plano de ação, exeqüível, cientificando todos os Grupos Escoteiros, mostrando as finalidades, pelo menos poderíamos ter inicialmente, a cobertura de mais ou menos 30% do território nacional com a colaboração destes e porque não dizer “hipotéticos” Comissários Distritais.

Posso apostar que se o plano de ação for bem executado e se houver apoio logístico e empenho dos órgãos nacionais e regionais, teremos um aumento substancial em grupos escoteiros, que claro irão engrossar as fileiras do planejamento numérico e qualitativo que tanto badalo em meus artigos aqui publicados.

Em nosso país, nosso contingente dos antigos escoteiros estão espalhados por diversas cidades e estados. E não são poucos. Um grupo de Notáveis desperdiçados na obscuridade escoteira, alguns acompanhando e vários outros desanimados com a inatividade pois se sentem marginalizados e esquecidos.

Avalio-me como um antigo. Fui a tempos Comissário Distrital. Sei como é. Agora, nada posso definir e resolver. Aos poucos vou mostrando o caminho. Quem quer manda, quem não quer desanda. Como disse Kennedy que cada um faça sua parte.

Sempre Alerta!

O Cuco-humano é geralmente uma espécie de gente superior que, numa questão, só vê o lado que lhe interessa e o de mais ninguém. É um homem interessado em si próprio, que quer apenas impor a sua vontade ao mundo; aproveita-se do trabalho de gente mais humilde ou então afasta os outros que possam estar a caminho de conquistar as coisas que ele deseja.
Você vai encontrar o Cuco-humano sob várias formas: fanáticos, políticos demagógicos, pedantes intelectuais, esnobes sociais e outros extremistas.
Quanto a estes Cucos a dois perigos:
- Um é que você pode ser iludido a seguir a sua liderança.
- O outro é que você pode se tornar num Cuco.

De Baden Powell no livro Caminho para o Sucesso